sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Você quer mesmo um pet?


Em meio à pandemia do coronavírus, mal 2021 começou e...BOMBA! Nina, minha filhota (pet) de 15 anos, desenvolveu diabetes. Não seria um problemão se eu não tivesse pânico de agulha. Pois é. Visualiza a cena: aplicação de insulina 2x por dia e medição de glicemia 4x por dia a cada três. "Ah! Mas a agulha é fininha", você dirá. Tente tirar uma gota de sangue do rabicó de uma poodle e depois venha falar comigo. A minha sorte é que a Nina é a cachorra mais boazinha do mundo. Não reclama de nada, aguenta firme e ainda me dá lambeijos no final. Mas eu sofro por ter que infligir desconforto a ela várias vezes ao dia. 

Para piorar...alguém sabia que aquelas tiras de teste são caras pra caramba?! Cada vez que o aparelho dá erro de leitura e me pede nova tira-teste eu tenho vontade de mandar ele chupar picolé. Brincadeiras (e raiva) a parte, foi aí que comecei a pensar que nesse país uma pessoa menos favorecida não consegue cuidar do pet como ele precisa. É tudo muito caro. Ainda que consiga consulta gratuita e exames populares, como manter um tratamento de diabetes quando o pacote com 25 tiras custa mais de 50 reais, a ração tendo que ser especial e a maçã (lanchinho pós insulina da tarde) tá custando mais de 20 reais o quilo?! Sem contar as agulhas e seringas. É tudo tão caro que realmente me questiono como uma pessoa, por mais que ame seu animal, consegue cuidar desse tipo de doença quando não se tem recursos financeiros. 

Neste momento pandêmico passo a maior parte dos dias trabalhando em casa, o que facilita bastante para administrar a insulina, dar o lanche da tarde e medir a glicemia, tudo dentro do tempo certo recomendado pela médica-veterinária. Mas estando em "vida normal", saindo para trabalhar de manhã e só voltando à noite, como fazer? Pagar uma pet sitter? Seres humanos levam o estojo de diabetes para qualquer lugar e se viram. Cães não fazem isso. Dependem de nós para tudo. 

Esse texto é um tipo de desabafo e um alerta para o caso de você estar pensando em adotar (ou comprar) um animal. Pode ser cão, gato, passarinho, esquilo, tartaruga, qualquer tipo, ele pode - e vai - ficar doente; vai precisar de cuidados médicos e de atenção para receber os medicamentos e a alimentação na hora certa. As saídas terão que ser programadas com mais afinco para não passar da hora da medicação. Os lanchinhos do pet terão que ser negados, mesmo vendo aqueles olhinhos de "também quero, mãe". Empresas não abonam faltas ou atrasos para emergências veterinárias. Então, pensa bem! Se morar sozinho (a) vai ser ainda mais complicado quando isso acontecer. Não tente resolver sua carência adotando um animal. Ele não vai precisar só de água e comida, mas de atenção, remédios, passeios, banhos, carinho... e tudo isso custa tempo e dinheiro. 

Eita kit caro =(



                         

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