sábado, 21 de novembro de 2020

Férias na pandemia = repaginação do cafofo

Já são oito meses em casa tentando manter longe o coronavírus e neste tempo quase nada foi feito por mim, a não ser trabalhar e estudar (no conforto do lar). Só que a segunda fase das férias chegou e já não dava mais para adiar (de novo). Tirar férias para ficar trancada em casa é um desperdício do direito conquistado pelo trabalhador. Mas quem disse que vida de adulto seria fácil?

Férias também podem ser sinônimo de transformação na casa. Desde que aluguei este apê queria pintar as paredes (todas brancas) com uma cor mais forte, mas a preguiça não deixava. Aproveitei o tempo livre nessas férias pandêmicas para colocar a mão na massa e deixar o cafofo com a minha cara de vez.

O escritório ganhou uma parede bem azulada, que fez sucesso entre todos que viram. Quando escolhi a cor, algumas pessoas acharam que poderia ficar estranho por ser um cômodo pequeno. Mas o contraste com o branco deixou a parede destacada do jeitinho que eu queria. Agora só falta uma bela persiana romana para o escritório ficar funcional no verão de 2021. Na verdade, a parede oposta à azul vai ganhar um playground exclusivo para a Mia (minha gata). Quem sabe, assim, ela desiste de usar o meu belo sofá como arranhador e de descansar na bancada da cozinha (detesto isso).

Meu quarto (todo branco, incluindo os móveis fixos do apartamento) me deixava meio deprê. Gosto de cores, e o branco, vocês sabem, é ausência de cor. Joguei um cinza escuro (carinhosamente batizado pela Coral de cinza golfinho) na parede da cabeceira. E foi o suficiente para deixar o quarto bem mais aconchegante. 

Como a segunda parte das férias não tem a "grana das férias"...a mesma tinta do quarto foi usada para destacar a parede da sala. Essa parede repleta de quadrinhos já era o xodó aqui de casa. Agora, com duas demãos de cinza escuro, ficou muito melhor. Como o apê é pequeno, eu não podia lançar mão de cores muito fortes, então escolhi um cinza bem clarinho (batizado de cinza alpino) para o restante da sala. Na hora da escolha teve quem achou que não ficaria legal, que poderia escurecer muito o ambiente. Mas o resultado ficou exatamente como eu queria. Nada de branco. Deixo isso para os hospitais. ;)

Tanto o escritório quanto o meu quarto foram pintados por um profissional. Já a sala foi repaginada pelas mãos da minha mãe (com a minha ajuda nos rodapés). Mas preciso confessar: o pintor teve que voltar uma semana depois para retoques no que ele fez. O trabalho da minha mãe não. =P Não que o pintor seja ruim. Recomendo o trabalho dele. Mas, infelizmente, percebi uma falta de cuidado quando voltou para os retoques. Acabou respingando na parede azul (e na branca também) umas gotas do cinza. Para uma virginiana isso é o fim. Certamente vou pegar um pincel e tentar apagar esses respingos na próxima semana. Isso me leva ao que eu adoraria não dizer: Se quer um trabalho bem feito faça você mesma! Porque se ficar uma bosta, pelo menos não terá pago pelo serviço (e só poderá culpar a si mesma). 

E nessa de repaginar as paredes o apê ficou todo empoeirado, claro. Foi a deixa para lavar vários estofados que estavam há meses sendo ignorados por mim. Dei aquela bela faxina, contratei um serviço de limpeza e impermeabilização para o sofá, encontrei novos (e melhores) lugares para os meus livros e arrumei o "cantinho da café", que antes tinha um monte de livros empilhados, para deixar a hora da "pausa para o café" ainda mais convidativa. Afinal, até quando vai durar esse home office não sabemos, então é preciso que tudo esteja funcional e seja atrativo aos olhos (e aos outros sentidos também né?!). E ainda nesse lance de arrumação, tirei da gaveta os bibelôs natalinos, montei a árvore e coloquei a meia de natal na entrada, na esperança do bom velhinho deixar uma dose, pelo menos, da vacina contra o "coronga" para mim. Vai que né?! 



Dica de ouro: quando a parede tem muitos quadros como esta, milimetricamente posicionados, tire uma foto antes de retirar os quadros se quiser que todos voltem para seus lugares originais após a pintura.

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