sexta-feira, 12 de abril de 2019

Perrengues de viagem



FÉRIAS À VISTA! Ainda nem viajamos, mas já sabemos como será nossa Eurotrip: perrengue atrás de perrengue.

Em algum momento da vida eu convidei uma amiga para se juntar a mim na viagem que estava planejando fazer para a Itália. Surpreendentemente ela topou e agora, um ano depois, estamos nós com um pé em solo europeu. Vai dar certo? Assim esperamos. Será perfeito? Claro que não e na volta eu conto detalhes. Por ora, se liga nos perrengues que já enfrentamos antes mesmo de sair do Brasil, para evitar as merdinhas que fizemos!

As passagens foram compradas no segundo semestre do ano passado para abril de 2019, mas até janeiro deste ano eu não tinha nem passaporte. Hospedagem? Ainda não concluímos. Isso significa que em Nápoles corremos o risco de dormir no banco da estação de trem.

Os euros começamos a comprar há dois meses. Ou seja, perdemos ótimas taxas de câmbio por falta de planejamento. Em nossa defesa digo que deixamos isso para depois, pois não podíamos comprar moedas sem saber quanto gastaríamos na viagem né? E para isso precisávamos fazer uma coisa muito importante: O ROTEIRO. /o\

Ele está pronto? Também não. Como iremos a diferentes regiões da Itália, dividimos o roteiro para que cada uma ficasse responsável pelas atrações turísticas, deslocamentos e estimativas de preços em cada cidade. Mesmo assim ainda não concluímos a região da Campania (e viajaremos em quatro dias. GZUIS!). 

Perceba que com toda essa bela organização que você está observando, nossas amigas em comum ficaram tensas com as nossas férias. "Como assim vocês ainda não reservaram hotel?". Calma! Vamos reservar, eu respondia. Mas uma coisa eu digo para você que lê este blog: tempo até dá, só que quanto antes reservar, melhor, porque tudo fica mais caro com a proximidade da data. Ou ainda pior: os bons quartos se esgotam e aqueles muquifos que sobram custam o triplo daquele lindo que se esgotou. =S Além disso, uma coisa está atrelada a outra, quer ver?

  1. Sem as passagens não tem como fazer o roteiro: precisa saber qual dia chegará e por quantos dias ficará em cada cidade.
  2. Sem o roteiro não tem como reservar hotel: com a programação turística em mãos fica mais fácil saber o melhor local para se hospedar, sem, necessariamente, gastar muito.  
  3. Sem as reservas confirmadas, não tem como saber quanto vai precisar levar dinheiro em espécie: algumas hospedagens são pagas no cartão ao fazer a reserva, outras cobram metade no cartão para a reserva, e a metade no check-in (e, claro, que pagando no hotel você fará isso em moeda local, para evitar IOF e variação cambial na fatura do cartão de crédito). 

Viu como uma coisa puxa a outra? =D

Outro detalhe importante que precisa ser visto com certa antecedência: seguro viagem. Vale a pena? É obrigatório? Analisei o meu caso e não senti necessidade. Como vou para a Itália e o Brasil tem acordo com o país, optei pelo seguro saúde do SUS que é gratuito. No entanto, surgiu a dúvida: será que a Suíça (onde faremos conexão) também o aceita? NINGUÉM em território brasileiro soube responder com segurança. E foi somente no início do mês que tive um "clique" e recorri ao consulado suíço no Brasil para descobrir se corria ou não o risco de ser barrada na imigração. 

Ah! E quem tem animais em casa (euzinha) ainda precisa se preocupar onde eles ficarão durante as férias. Minha mãe dessa vez mandou um sonoro NÃO. Daí olhei a lista de amigas do coração e convidei uma delas para ficar aqui em casa com o namorado cuidando das minhas filhotas. Mas se ela não topasse...lá ia eu caçar uma hospedagem e desembolsar uns milhares de reais para hospedar duas cachorras e uma gata por três semanas. E claro que eu ficaria tensa durante os 20 dias no país da bota.

Bom, é isso! Essa Eurotrip vai ser, no mínimo, uma experiência jamais esquecida. Podia ter sido melhor organizada, mas se não fosse assim, não seria eu. =)

Até a volta, pessoal! ;)




segunda-feira, 8 de abril de 2019

Mi casa és su casa. Ou não

Quando somos crianças sonhamos em ter a nossa casinha. Quando nos tornamos adolescentes planejamos dividir um apê com nossos amigos e amigas. É assim com todo mundo. Lembro bem que eu e minhas amigas dizíamos que quando fizéssemos 18 anos íamos dividir apartamento. Doce ilusão. Com 18 mal tínhamos dinheiro para um combo no McDonald's. Mas sonhar ainda não custa nada, então sigam sonhando!

A questão é que tudo isso mudou quando me vi adulta, lá perto dos 30, quando a casa dos pais estava ficando pequena demais para mim. Queria sair de lá, mas queria morar sozinha. Dividir meu espaço já não fazia mais parte dos meus sonhos. Eu queria uma casa para chamar de Minha, e não de Nossa. Só que com o salário que eu ganhava, mal daria para alugar um quartinho. É aí que entram as amigas. No meu caso, a vida se mexeu e me colocou para morar numa república com mais duas meninas totalmente desconhecidas em outro Estado. Foram apenas cinco meses - o suficiente para eu ter a certeza que realmente esse lance de dividir o mesmo teto não é para mim. Por quê? Porque eu curto ter as minhas regras, os meus horários. A minha bagunça não me incomoda, mas a bagunça do outro (que pode ser igualzinha a minha) incomoda bastante.

Só que anos depois, de volta à terra natal e já morando sozinha há 4 anos (sim, o salário aumentou, me permitindo pagar um aluguel), senti que era hora (e seria possível) dividir o teto (e as paredes, a pia e o sofá) com uma amiga do pole dance. Não que essa casa atual seja grande; não que rachar as contas seja primordial para mim. Mas ela queria (e sentia que precisava dar esse passo), eu tenho um carinho enorme por essa pessoa, um (micro)quarto livre, nos damos muito bem...por que não? Seria ótimo chegar em casa e ter alguém com quem dividir o pole. =)

Só que a Terra realmente é redonda e o mundo dá voltas, sim, muitas voltas. A mudança dela já estava praticamente definida, pronta para chegar, quando a mudança de Governo mudou também nossos planos. Eu já não sabia mais se continuaria morando nessa casa. Tudo estava incerto em minha vida profissional e, consequentemente, na financeira e pessoal. Com isso, achamos melhor adiar nossos planos de homemate. E eu...bom, eu acabei percebendo que nasci mesmo para morar sozinha. Dividir o espaço pode ser legal, principalmente no início. Mas, no fundo, é como um casamento, só que sem sexo. E, vamos combinar... um casamento só dura anos por causa do (bom) sexo. 

Esse texto remete a um antigo publicado aqui (clica aqui para ler de novo): existem prós e contras em morar sozinho e morar com algum amigo. Eu só vejo prós em dividir esta casa com a Pat, tanto que sempre digo a ela (to dizendo aqui de novo, hein Pat) que a porta está sempre aberta para quando quiser se refugiar por umas horas ou uns dias. Mas confesso: combinar de dividir apartamento com alguém é combinar de fazer planos juntos. Imagina se hoje você e um amigo estão lá rachando um aluguel e todas as contas quando, de repente, surge uma proposta de emprego em outra cidade? Ou seu colega decide que chegou a hora de casar? Ou arruma um namorado não muito querido pelo seu homemate? Tudo muda. Menos o total da conta no início do mês, que do nada, terá que ser paga só por uma pessoa. É uma mudança nada fácil de ser feita. É uma decisão quase tão importante quanto a de se casar. Então a dica é: segura a onda! Morar com um amigo...ah! Pode ser maravilhoso, uma experiência incrível. Mas nem tudo serão flores aaaaaand as circunstâncias da vida podem fazer você deixá-lo (com todos os boletos) na mão. Nem sempre a vida de quem divide apê é um episódio de Friends.