sábado, 18 de maio de 2019

Perrengues de viagem...o retorno

Lembram que fui para a Itália com uma amiga passar quase um mês, e quatro dias antes ainda não tinha hospedagem na cidade de Nápoles? Prometi contar os perrengues que passamos após as férias superbem organizadas (SQN). Vamos aos fatos!

Primeira coisa (a mais importante de todas): nunca, jamais, faça uma viagem low cost com mala grande, mesmo tendo rodinhas. Perrengue na certa para quem vai visitar várias cidades. Muito melhor levar mochilão ou uma mala menor, daquela que pode ir na cabine. Se no fim da viagem os presentinhos não couberem na mala, compre outra menor e despache uma delas.

Aproveitando o assunto... Não leve muitas roupas. Acredite! Não usará nem 50% do que levar. Uma roupa para dormir, um casaco poderoso, meias, calcinhas (ou cuecas), uma salvadora calça jeans, um short, uma meia-calça e algumas (poucas) regatas já compõem vários looks e ocupam pouco espaço. Mas a bonita aqui levou uma bota, um tênis, um chinelo, vários vestidos e saias longas para a primavera mais inverno que a Itália já teve, dois casacos, body, regatas, blusinhas, muitas meias, calcinhas e sutiãs, um pijama curto e outro longo, três livros bem grossos e até mesmo uma bolsa para “sair à noite”, que nunca saiu da bagagem. Resultado: uma mala mega pesada que eu tive que empurrar por muitos e muitos metros de um ponto a outro, subir escadas, descer escadas, perrengue, perrengue, perrengue.

Sério?! Pra que uma mala tão grande e tão cheia? Mais da metade das roupas voltaram intactas.

Não posso deixar de contar aqui que quase dormimos na rua em Milão, ou seja, assim que pisamos em solo Europeu. Isso porque a abertura do apartamento que alugamos era smart, mas nós não. =P A portaria seria aberta ao fazermos uma chamada gratuita para o telefone XYZ. O problema é que estávamos em outro país sem sinal nos nossos chips brasileiros para realizar a tal ligação. Resultado: dez horas da noite e duas mulheres catando (em outro idioma) italianos pela rua que pudessem nos ajudar. Duas loucas que somente um vovô parou para salvar àquela hora da noite. \o/

Depois de uma hora de desespero, conseguimos entrar no apartamento. 

Terceiro perrengue: assim que chegar compre um chip de celular para você (somente para você). Minha amiga e eu compramos apenas um chip no início da viagem para dividirmos e não deu muito certo. Inicialmente não vi necessidade de comprarmos dois, afinal era caro, estávamos sempre juntas e usávamos a internet mais para vermos o Google Maps. Só que numa determinada parte da viagem, eu queria ir para a esquerda, ela para a direita, então o melhor era cada uma ter sua própria internet para não ter cara feia e, principalmente, para não nos perdermos uma da outra, e muito menos pela cidade.

O quarto perrengue da viagem nem foi tão perrengue assim, mas entra na lista porque barriga vazia altera o humor, então podíamos ter matado uma a outra só por falta de pesquisa mesmo. O que quero dizer com isso é: sabe aquele restaurante maneiro que vários blogs de viagem indicam? Coloque-o na lista, mas antes de ir dê uma checada nas avaliações do lugar via Facebook e TripAdvisor mesmo. Infelizmente o que é super maneiro para alguns blogueiros, pode não agradar os viajantes não tão blogueirinhos assim. Nós duas colocamos no roteiro um restaurante de Veneza que estava como “Vale a caminhada” para uma blogueira de viagem. O problema é que depois de andarmos por aquele labirinto de Veneza por quase uma hora atrás do bendito restaurante, descobrimos que ele era, na verdade, uma lanchonete bem, mas bem chinfrim mesmo. Ou seja, andamos uma hora roxas de fome e no lugar de uma bela macarronada íamos comer um salgadinho em pé do lado de fora do boteco. Claro que não ficamos lá e entramos no primeiro restaurante aberto que encontramos (e foi muuuuuuuito melhor. Com uma vista incrível, um atendimento excelente e a comida...Ah! A comida).

Aquele errado que deu certo ;)

Dica de ouro: antes mesmo da viagem, entre nos sites oficiais das principais atrações turísticas que deseja visitar e faça a reserva online. Por quê? Para evitar filas quilométricas e, consequentemente, perder o dia visitando um lugar só. Ou mesmo para não descobrir na véspera do passeio que já não tem mais dia livre para visitar o tal monumento (imagina ir a Roma e não conseguir entrar no Coliseo?!). E também para não acabar fazendo a reserva no site (pagando com cartão de crédito) enquanto já tem milhões de euros na sua carteira, que ficarão empacados até a próxima viagem.

Olha o tamanho dessa fila. E era para uma basílica em Florença. Imagina a do Coliseo, em Roma.

A saber! Minha amiga e eu passamos por alguns perrengues, principalmente por sermos tão diferentes. Ela detesta caminhar, mas queria percorrer a Itália inteira, entrar em todos os museus, igrejas e ruas. Eu queria economizar, ou seja, fazer tudo a pé e pagando pouco nas hospedagens e restaurantes. Ela achava necessário comprar seguro viagem. Eu fui com o seguro saúde do SUS mesmo, rezando para minha mala não ser extraviada. Deu para sentir que ou uma iria tentar afogar a outra no Rio Arno durante um passeio de barquinho, ou voltaríamos em fileiras bem distantes no voo de retorno ao Brasil né? Para evitar nova tentativa de assassinato =P

"Mas por que foi viajar com uma pessoa tão diferente de você?", certamente está se perguntado. Porque amizades boas são assim: loucas, dissociativas, cheias de palavrões, mas repletas de afeto. Discordamos muito sim, mas, como bom casal (até porque dividimos as camas por onde nos hospedamos), fizemos as pazes logo, admitindo a culpa e pedindo um abraço. =)

Minha parceira de viagem =)

>> NAS PRÓXIMAS SEMANAS VOU DAR UMA DE BLOGUEIRINHA DE VIAGEM E PUBLICAR DICAS DE CADA CIDADE QUE VISITAMOS. MAS SERÃO DICAS REAIS, MOSTRANDO O LADO BOM E O RUIM DE CADA COISA, OS MACETES EM CADA LUGAR, OS TRANSPORTES, AS COMIDAS E COSITAS MÁS. FICA LIGADO!


Dica de ouro dos próximos posts que você não vai querer perder.




sexta-feira, 12 de abril de 2019

Perrengues de viagem



FÉRIAS À VISTA! Ainda nem viajamos, mas já sabemos como será nossa Eurotrip: perrengue atrás de perrengue.

Em algum momento da vida eu convidei uma amiga para se juntar a mim na viagem que estava planejando fazer para a Itália. Surpreendentemente ela topou e agora, um ano depois, estamos nós com um pé em solo europeu. Vai dar certo? Assim esperamos. Será perfeito? Claro que não e na volta eu conto detalhes. Por ora, se liga nos perrengues que já enfrentamos antes mesmo de sair do Brasil, para evitar as merdinhas que fizemos!

As passagens foram compradas no segundo semestre do ano passado para abril de 2019, mas até janeiro deste ano eu não tinha nem passaporte. Hospedagem? Ainda não concluímos. Isso significa que em Nápoles corremos o risco de dormir no banco da estação de trem.

Os euros começamos a comprar há dois meses. Ou seja, perdemos ótimas taxas de câmbio por falta de planejamento. Em nossa defesa digo que deixamos isso para depois, pois não podíamos comprar moedas sem saber quanto gastaríamos na viagem né? E para isso precisávamos fazer uma coisa muito importante: O ROTEIRO. /o\

Ele está pronto? Também não. Como iremos a diferentes regiões da Itália, dividimos o roteiro para que cada uma ficasse responsável pelas atrações turísticas, deslocamentos e estimativas de preços em cada cidade. Mesmo assim ainda não concluímos a região da Campania (e viajaremos em quatro dias. GZUIS!). 

Perceba que com toda essa bela organização que você está observando, nossas amigas em comum ficaram tensas com as nossas férias. "Como assim vocês ainda não reservaram hotel?". Calma! Vamos reservar, eu respondia. Mas uma coisa eu digo para você que lê este blog: tempo até dá, só que quanto antes reservar, melhor, porque tudo fica mais caro com a proximidade da data. Ou ainda pior: os bons quartos se esgotam e aqueles muquifos que sobram custam o triplo daquele lindo que se esgotou. =S Além disso, uma coisa está atrelada a outra, quer ver?

  1. Sem as passagens não tem como fazer o roteiro: precisa saber qual dia chegará e por quantos dias ficará em cada cidade.
  2. Sem o roteiro não tem como reservar hotel: com a programação turística em mãos fica mais fácil saber o melhor local para se hospedar, sem, necessariamente, gastar muito.  
  3. Sem as reservas confirmadas, não tem como saber quanto vai precisar levar dinheiro em espécie: algumas hospedagens são pagas no cartão ao fazer a reserva, outras cobram metade no cartão para a reserva, e a metade no check-in (e, claro, que pagando no hotel você fará isso em moeda local, para evitar IOF e variação cambial na fatura do cartão de crédito). 

Viu como uma coisa puxa a outra? =D

Outro detalhe importante que precisa ser visto com certa antecedência: seguro viagem. Vale a pena? É obrigatório? Analisei o meu caso e não senti necessidade. Como vou para a Itália e o Brasil tem acordo com o país, optei pelo seguro saúde do SUS que é gratuito. No entanto, surgiu a dúvida: será que a Suíça (onde faremos conexão) também o aceita? NINGUÉM em território brasileiro soube responder com segurança. E foi somente no início do mês que tive um "clique" e recorri ao consulado suíço no Brasil para descobrir se corria ou não o risco de ser barrada na imigração. 

Ah! E quem tem animais em casa (euzinha) ainda precisa se preocupar onde eles ficarão durante as férias. Minha mãe dessa vez mandou um sonoro NÃO. Daí olhei a lista de amigas do coração e convidei uma delas para ficar aqui em casa com o namorado cuidando das minhas filhotas. Mas se ela não topasse...lá ia eu caçar uma hospedagem e desembolsar uns milhares de reais para hospedar duas cachorras e uma gata por três semanas. E claro que eu ficaria tensa durante os 20 dias no país da bota.

Bom, é isso! Essa Eurotrip vai ser, no mínimo, uma experiência jamais esquecida. Podia ter sido melhor organizada, mas se não fosse assim, não seria eu. =)

Até a volta, pessoal! ;)




segunda-feira, 8 de abril de 2019

Mi casa és su casa. Ou não

Quando somos crianças sonhamos em ter a nossa casinha. Quando nos tornamos adolescentes planejamos dividir um apê com nossos amigos e amigas. É assim com todo mundo. Lembro bem que eu e minhas amigas dizíamos que quando fizéssemos 18 anos íamos dividir apartamento. Doce ilusão. Com 18 mal tínhamos dinheiro para um combo no McDonald's. Mas sonhar ainda não custa nada, então sigam sonhando!

A questão é que tudo isso mudou quando me vi adulta, lá perto dos 30, quando a casa dos pais estava ficando pequena demais para mim. Queria sair de lá, mas queria morar sozinha. Dividir meu espaço já não fazia mais parte dos meus sonhos. Eu queria uma casa para chamar de Minha, e não de Nossa. Só que com o salário que eu ganhava, mal daria para alugar um quartinho. É aí que entram as amigas. No meu caso, a vida se mexeu e me colocou para morar numa república com mais duas meninas totalmente desconhecidas em outro Estado. Foram apenas cinco meses - o suficiente para eu ter a certeza que realmente esse lance de dividir o mesmo teto não é para mim. Por quê? Porque eu curto ter as minhas regras, os meus horários. A minha bagunça não me incomoda, mas a bagunça do outro (que pode ser igualzinha a minha) incomoda bastante.

Só que anos depois, de volta à terra natal e já morando sozinha há 4 anos (sim, o salário aumentou, me permitindo pagar um aluguel), senti que era hora (e seria possível) dividir o teto (e as paredes, a pia e o sofá) com uma amiga do pole dance. Não que essa casa atual seja grande; não que rachar as contas seja primordial para mim. Mas ela queria (e sentia que precisava dar esse passo), eu tenho um carinho enorme por essa pessoa, um (micro)quarto livre, nos damos muito bem...por que não? Seria ótimo chegar em casa e ter alguém com quem dividir o pole. =)

Só que a Terra realmente é redonda e o mundo dá voltas, sim, muitas voltas. A mudança dela já estava praticamente definida, pronta para chegar, quando a mudança de Governo mudou também nossos planos. Eu já não sabia mais se continuaria morando nessa casa. Tudo estava incerto em minha vida profissional e, consequentemente, na financeira e pessoal. Com isso, achamos melhor adiar nossos planos de homemate. E eu...bom, eu acabei percebendo que nasci mesmo para morar sozinha. Dividir o espaço pode ser legal, principalmente no início. Mas, no fundo, é como um casamento, só que sem sexo. E, vamos combinar... um casamento só dura anos por causa do (bom) sexo. 

Esse texto remete a um antigo publicado aqui (clica aqui para ler de novo): existem prós e contras em morar sozinho e morar com algum amigo. Eu só vejo prós em dividir esta casa com a Pat, tanto que sempre digo a ela (to dizendo aqui de novo, hein Pat) que a porta está sempre aberta para quando quiser se refugiar por umas horas ou uns dias. Mas confesso: combinar de dividir apartamento com alguém é combinar de fazer planos juntos. Imagina se hoje você e um amigo estão lá rachando um aluguel e todas as contas quando, de repente, surge uma proposta de emprego em outra cidade? Ou seu colega decide que chegou a hora de casar? Ou arruma um namorado não muito querido pelo seu homemate? Tudo muda. Menos o total da conta no início do mês, que do nada, terá que ser paga só por uma pessoa. É uma mudança nada fácil de ser feita. É uma decisão quase tão importante quanto a de se casar. Então a dica é: segura a onda! Morar com um amigo...ah! Pode ser maravilhoso, uma experiência incrível. Mas nem tudo serão flores aaaaaand as circunstâncias da vida podem fazer você deixá-lo (com todos os boletos) na mão. Nem sempre a vida de quem divide apê é um episódio de Friends.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Mulheres são sempre culpadas



Após um período de vazio criativo recesso, o blog volta abordando uma questão um tanto conflituosa: mulheres são sempre culpadas, vadias, putas (na concepção das próprias mulheres).

Em menos de uma semana, três episódios colocam em xeque a decência da mulher. No primeiro, acusam um ser humano de ser péssima mãe por levar seu filho, ainda bebê, a uma partida de futebol que acabou (neste caso, começou) em conflito com a polícia. O pai da criança (provavelmente, o homem que estava segurando uma bolsa infantil ao lado da mãe) não foi citado pelos críticos (mulheres) de plantão.

No segundo caso, uma mulher é espancada durante horas em seu próprio apartamento por um crush e as pessoas, apesar de não isentarem o maldito por seu ato, culpam a “cinquentona” por ter tentado se relacionar com um “garotão” e ainda aberto as portas de sua casa no primeiro encontro.

Para fechar com chave de “o que eu to fazendo nesse mundo”, Marina Ruy Barbosa vira alvo de críticas de fãs (nem sei se isso é fã mesmo) e até de amigas por um boato de ser o pivô de uma separação. Ainda que ela seja mesmo a tal amante da história (nada provado até o momento), ninguém apontou o dedo para o homem adúltero.

Os três casos chocam por terem mulheres apontadas como culpadas, mas principalmente por elas serem julgadas por outras (pasmem!) MULHERES. Mas o caso que quero comentar aqui é o segundo, da mulher espancada durante quatro horas dentro do próprio apartamento. Conversando com uma pessoa próxima a mim sobre isso fiquei surpresa por ela (que já foi vítima de violência doméstica) culpar a paisagista agredida. “Ele não podia ter feito isso, mas ela também foi muito errada em levar pra casa um homem que nunca tinha visto pessoalmente”, ela me disse. Oi?! O animal a espancou sem motivo algum. Faria isso no primeiro encontro ou no décimo. Ele faria isso na casa dela ou num motel. Na verdade, se tivesse sido num motel, ela estaria morta, porque não teria recebido socorro a tempo, e ele teria fugido de carro, pela porta da frente. Talvez até fosse identificado pela polícia, mas prestaria depoimento e, por não ter sido preso em flagrante, sairia da delegacia lindamente, para responder em liberdade.

O fato do casal ser adulto e estar flertando há algum tempo deixava claro para ambos que rolaria sexo no primeiro encontro, certo? Certo. E isso não é um problema. Se não na casa dela, na casa dele, num motel, no banco da praça (não importa o local), ele a teria espancado na primeira oportunidade. Então, não. A mulher não errou em levar o cara para dentro de casa. Talvez ali tenha sido sim o local mais seguro (até então) para esse primeiro encontro físico deles: um terreno bem conhecido por ela, cercado por vizinhos e seguranças do edifício.

Trago este assunto aqui porque eu mesma já levei vários crushes para meu apê. Sim, aqui me sinto mais segura. É um terreno que eu conheço perfeitamente e imagino que num caso horrendo como esse da paisagista, os vizinhos me salvariam. Claro que tomo precauções, como avisar a amigas quem vou encontrar, aonde vamos, mostrar foto da criatura, nome e sobrenome, placa de carro se houver, hora que estou saindo...Mas nada disso adianta se o cara quiser me espancar ou mesmo me matar. Ele vai fazer na primeira oportunidade e o máximo que vai acontecer é ele ser preso. E vamos combinar que entre adultos o sexo é mais que natural em qualquer etapa da paquera né?! Quem é a ingênua que ainda acredita que é preciso esperar 30 dias para ter uma noite de prazer, ou o décimo encontro para dar umazinha porque, assim, será respeitada, ganhar título de namorada e, talvez, até de esposa? E quantas de nós, mulheres, ainda querem esses títulos?

Somos independentes. Estudamos, trabalhamos. Pagamos nossas contas. Sustentamos nossas vidas (muitas vezes sozinhas). Podemos fazer o que der na telha. Não precisamos mais de homem nem para abrir pote de azeitonas, nem para ter filhos. Podemos transar com quem e quantos quisermos. Podemos dormir com um e acordar com outro se essa for a nossa vontade. E nem por isso devemos receber o selo de putas, vadias, merecedoras de passadas de mãos e tapas na cara. Não devemos ser criticadas desta forma por ninguém, muito menos por outras mulheres. Culpado é o homem que abusa da sua força física. Culpado é o homem que abusa da histórica cultura de poder sobre todas as coisas. Culpado é o homem que espanca. Culpado é o homem que não sabe ouvir um Não, que não sabe ser preterido. Culpado é o homem que ao ver uma mulher com minissaia na rua não consegue agir diferente de um cão quando sente o cheiro do cio.

Sim, já levei homens para minha casa e confesso: nunca tive medo de ser agredida nestas situações. Mas agora, vendo isso, o rosto dela deformado após ser brutalmente violentada por quatro horas...agora eu estou começando a repensar até a vocação (que nunca tive) para ser beata. Ela só passou por isso porque deu crédito a um ser humano. Eu nunca passei por isso, mas podia ter passado, porque também já acreditei no ser humano. Mas hoje, hoje prefiro minhas cachorras.
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* Texto inspirado após leitura da coluna de Mariliz Pereira, na Folha de São Paulo

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Casa com cão ou casa com gato


Já faz um tempo que prometi a uma leitora escrever sobre os prós e contras de ter um cão e de ter um gato. Então aqui vamos nós!

Antes de mais nada, saiba que ter um animal (seja cachorro, gato, passarinho ou peixe) requer dedicação e tempo. Então, se você passa mais tempo na rua que em casa, está sempre viajando e não dispensa um fim de semana batendo perna, melhor deixar o bichinho na loja ou no abrigo mesmo. Mas, se você tiver grana (sim, animais são caros: ração, vacinas, medicamentos, consultas, castração) e tempo para se dedicar a ele, pode continuar lendo esse texto.

O CÃO - NESTE CASO, A NINA

Late: Sim, isso é uma desvantagem quando se mora em apartamento ou vila, porque nem todo vizinho entende. Tem cachorro que late até quando o interfone toca. Pai celeste! Eu nunca consigo ouvir quem está me chamando na portaria.

Festinha: se tem coisa melhor do que chegar em casa e ser recepcionado como se tivesse passado 10 anos longe, ainda não me contaram. É simplesmente maravilhoso ser recebido na porta por um serzinho que pula, balança o rabo, lambe, roda, late (tudo ao mesmo tempo) só para te dizer “Que bom que você voltou”.

Carência: cães (geralmente) são animais carentes. Por eles, daríamos atenção e carinho 24 horas. Mas, precisamos trabalhar e estudar. Por isso, não queira um se passa a maior parte do seu dia na rua. Ou acabará tendo um animal deprimido.

Passeios diários: isso tanto é positivo, quanto negativo. Passear com o cachorro é uma delícia. Estudos já provaram que pessoas introvertidas que têm cães têm mais chance de criar relações, exatamente porque nos passeios sempre tem aquela pessoa que te para, nem que seja só para fazer um cafuné no totó. Por outro lado, a obrigação de levar o animal na rua é um saco. Tem sempre aquele dia que tudo que queremos é não sair da cama. Mas o totó está lá, abanando o rabo com a coleira na boca.

Brincadeiras: cachorros adoram brincar. Cabo de guerra, bolinha e pique-pega são as favoritas deles. E isso é muito legal para quem mora sozinho.

Banho: semanalmente ou quinzenalmente o animal precisa (e merece) um banho completo, daquele com xampu, condicionador, limpeza de ouvidos e, em alguns casos, corte de unhas. E sim, fazer isso em casa dá trabalho. No pet shop custa, em média, 40 reais o banho e 70 reais a tosa (portes pequeno e médio).

Custo: Costumam comer até chinelo, então dá para ter uma noção que qualquer tipo de comida tá valendo. Uma ração de qualidade mediana sai a 20 reais o quilo. | Ainda que mantidos em segurança em casa, os cães precisam de remédio contra pulgas e carrapatos mensalmente por terem contato com a rua e, em algumas regiões do país, precisam tomar medicamento para evitar o chamado "verme do coração" (doença transmitida por um mosquito). | A cada três ou quatro meses é preciso vermifugar e, anualmente, vacinar contra as principais doenças. | Para alguns cães a tosa é mais do que um luxo, sendo necessária a cada dois meses para manter a pelagem em bom estado. | Castração nem preciso dizer que é obrigação, e não opção né? ;) 

MATANDO A CURIOSIDADE:
Gasto cerca de 600 dinheiros por mês com minhas duas cachorras (ração, antiparasitas e remédios controlados). A cada três meses uma delas precisa fazer exames para controlar a síndrome de cushing, então lá se vão cerca de 600 dinheiros entre exame, consulta e transporte.


O GATO - NESTE CASO, A MIA

Mia: eu acho miado de gato uma fofura, mas se ele varar a madrugada em alto volume, aí enche o saquinho.

Independência 1: coisa mais prática do mundo é gato. Ele mesmo se banha, já nasce sabendo usar a caixinha de areia, enterra os próprios dejetos. Coisa marlinda! =)

Independência 2: os felinos, frequentemente, são descritos como animais frívolos ou interesseiros, quando, na verdade, são apenas muito independentes. Deixe água fresca, comida no potinho e caixa de areia limpa e ele não vai se importar se você passar uma noite fora (bem diferente do amigo cão). Mas tem humano que gosta de afagos, e gatos não são muito grudentos.

Caixa de areia: até encontrar a areia ou o granulado ideal para o seu estilo de vida é um verdadeiro sofrimento, com o cafofo parecendo até casa de beira de praia.

Pelos: pai amado! Se tem coisa pior do que pelos nas roupas é pelo na cozinha, no sofá, na cama, NA VI-DA. Mas ao mesmo tempo que é chato, pelo de gato é uma coisa tão macia e cheirosa naturalmente...uma eterna relação de amor e ódio.

Janelas teladas: eu amo me debruçar na janela para sentir o cheirinho de natureza e respirar o ar gostoso das noites. Com gato, não dá para fazer isso em sua totalidade, pois janelas e varandas devem ser teladas, tanto para evitar fugas, quanto acidentes (imagina o bichano avistando um passarinho e, sem perceber o risco, pular da janela).

Ronrons: aquele sonzinho que fazem, quase como um motorzinho ligado, quando estão relaxados e amorosos... É um calmante natural para nós humanos (cientificamente comprovado).

Brincadeiras: sim, felinos gostam de brincar e de interagir com seus humanos. Claro que ele não vai correr atrás de uma bolinha e trazer de volta, mas as “brincadeiras de gato” são bem divertidas também. Um bom passatempo.

Presentinhos: lagartixas, baratas, passarinhos. São apenas algumas coisinhas que ele pode deixar na sua cama ou perto dos seus chinelos como “presentes”. Por incrível que pareça, deixar esses bichos para você significa que ele te ama, são presentes. A parte boa disso é que gatos são caçadores natos e esses bichos entregues estão mortos. Isso significa que ter um gatinho é sinônimo de “barata em casa nunca mais” (ou quase nunca).

Custo: felinos precisam ser testados para FIV e FELV (doenças graves) e estes testes são carinhos, mas extremamente necessários. | Apesar de serem criteriosos quando o assunto é comida, os gatos comem pouco (cerva de 1,5kg a 2kg de ração seca por mês) | Se mantidos em segurança em casa, raramente terão problemas de saúde, sendo necessário apenas vacinar e vermifugar no período correto. | Castração nem preciso dizer que é obrigação, e não opção né? ;)

MATANDO A CURIOSIDADE:
Gasto cerca de 100 dinheiros por mês com minha gatinha (ração e granulados higiênicos). 

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Como podem ver, eu tenho gata e cachorra aqui no Cafofo Chic e elas se dão muito bem, obrigada. Por isso, posso dizer com propriedade esses prós e contras de cada animal. Agora você precisa avaliar a sua realidade, o seu estilo de vida, a sua renda e até mesmo a sua personalidade para se decidir por um ou outro bicho.

Para quem chegou nesta Casa só agora, selecionei alguns textos sobre animais que já foram publicados aqui no blog. Dá um confere nos links abaixo! Boa leitura (e boa escolha)! 



terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Demorou, mas acabou


Não que 2018 tenha se arrastado, mas foi um ano tão chato, mas tão chato que parece ter levado 2018 meses para acabar. Tivemos bons momentos? Sim, tivemos. Mas eita aninho difícil. Muita gente não teve Natal em família; muita gente perdeu a família. Tiveram até namoros desmanchados por causa de política. Levanta a mão aí quem passou por isso. o/

Mas também tivemos coisas boas. A nível nacional não consigo me lembrar, mas deixa eu citar a nível pessoal mesmo: 

1- Ganhei uma filha. Minha pretinha Sofia, toda linda, entrou em minha vida no final de fevereiro após uma amiga me marcar em um post de ONG no Facebook. 

2- Fiz minha primeira inversão sem as mãos no Pole Sport. Tks, tia Suellen. 😉

3- Minha filhota Nina se curou do câncer que descobrimos no início desse ano tenso. Melhor ainda: descobrimos que ainda existe amor no ser humano. Recebemos doações em $$$ de amigos e anônimos através de um site de crowdfunding para a cirurgia dela. =D

4- Comecei a ver minha viagem para a Europa tomar forma quando dei o primeiro passo: comprar as passagens.

5- Percebi que sou sim, muito capaz de organizar uma mudança para outro país sozinha. Tks, God!

6- Descobri amigos onde antes só via colegas. Tks, dificuldades na empresa.😉

7- Comecei a ser voluntária em um projeto social com moradores de rua.

8- Tive vários clientes de pet sitter. Tks, doguinhos e cats. <3

Uma breve retrospectiva nos faz olhar com mais atenção e carinho para coisas, até então, simples, sem grandes significados. Mas, principalmente, nos faz perceber o que queremos para este ano e como podemos fazer para as coisas acontecerem. 

Não é porque 2019 já começou que está tarde. Hoje é só o primeiro dia desse ano. Tem mais 300 e poucos pela frente. Coloque num papel (é bom para visualizar melhor) as maiores realizações do ano que passou. Depois, em outra coluna, escreva quais foram os momentos mais difíceis e o que aprendeu com eles. Para fechar, pense nas coisas pelo que é mais grata. Pontue cada uma e sorria! Pois existem coisas maravilhosas acontecendo em nossas vidas o tempo todo. Basta ter olhos para ver e ouvidos para ouvir. 

A partir daí fica mais fácil perceber o que se quer para este ano. O que era para 2018 que ficou para 2019? Vale a pena continuar tentando? Seja realista e crie suas metas! Estabeleça ações para alcançá-las. Agora pendure este papel no espelho ou na geladeira. Por quê? Porque o ser humano precisa ver todos os dias o que quer e o que tem de fazer para chegar lá. Isso ajuda a não perder o foco. E como falei: temos mais de 300 dias pela frente, então vista sua melhor roupa e vá viver linda, plena, todos os dias, ainda que o céu esteja nublado. O meu dia sou eu quem faço. E o seu, quem é?