segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

É hora de ir

Larissa trabalhava na maior editora do país. Começou como estagiária e foi crescendo aos poucos. Tornou-se editora-chefe de uma das principais revistas da empresa. Dedicara mais de uma década para aquele projeto.

Mas naquele ano tudo o que parecia perfeito na sua vida começou a mudar. Como em um castelo de cartas, seu relacionamento acabou e depois ela perdeu o emprego. A falência da editora teve repercussão nacional e internacional. Reflexo da crise econômica e política que o país atravessava.

Larissa se sentia sem chão, sem ar. Desiludida. De uma hora para outra, tudo o que ela acreditava virou pó. Mas ela era forte, e traçou um plano para sua sobrevivência.

Numa fria manhã de agosto, Larissa começou a mudança. Embalou pouco a pouco seus utensílios, guardou as roupas, separou algumas para dar. O apartamento para onde ia era menor, e ela precisava ser sucinta. Duas televisões não cabiam, então vendeu uma. E por aí foi. “Essa casa já não é mais minha. Esse estilo de vida já não é mais meu. Chegou a hora de desapegar”.

Não pediu ajuda para a família, muito menos para amigos. Primeiro porque a maioria deles era do trabalho e estava sofrendo igualmente com a demissão. Segundo porque ela sentia que precisava fazer aquilo sozinha, e provar para si mesma que era capaz.

Para cada caixa, uma lembrança. A de panelas fazia pensar em quando ela e o ex-marido cozinhavam. A de copos lembrava as várias festas que deu para amigos, onde bebiam até o dia clarear. E a de livros, ah, essa era uma das mais marcantes! Traziam pro seu coração todo o idealismo que ela carregava desde a infância: eram obras de poesia, política, sociologia e artes.

"Esses são tempos de encaixotar sonhos", ela pensou. E terminou de guardar os pertences, derramou algumas lágrimas, e colocou seu vestido preferido. Foi até o lugar que mais amava na cidade, a mureta da Urca. Gostava de sentar por lá, olhar pro horizonte, e pensar em que maravilha é a vida, mesmo com todos os problemas. Até escrevia alguns poemas, inspirada pela paisagem.

E assim ela fez. Escreveu um pouco... E pensou nos amigos, na família e nos amores. Acima de tudo, pensou em si mesma, no quanto era determinada, e uma joia rara. 

E lembrou de Chico.

“Apesar de você, amanhã há de ser outro dia. Eu pergunto a você onde vai se esconder da enorme euforia”.

(Larissa preserva o otimismo acima de tudo. E acredita na energia do universo. O que é dela, será dela. Porque ela é: LARISSA).



Texto escrito por Carolina Pessôa, do blog Falando da vida.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Quando o medo toma conta

A ideia de mudança sempre surge repentinamente em minha vida. Foi assim quando resolvi sair do apê que morava no bairro onde cresci, para outra região da cidade, mais perto do trabalho. Um apê bem menor, mais caro, longe da família e da minha zona de conforto. Mesmo com todos esses contras decidi que era hora de mudar. E deu certo. Tudo melhorou. 

Mas agora a mudança seria não de bairro, mas de país, de emprego, de vida. Um fim de semana inteiro pensando, criando cenários, fazendo contas, conversando com fulano, com beltrano, fazendo mais contas, criando mais cenários de situações que sim, podem acontecer. Um fim de semana inteiro voltada para tomar a decisão mais importante da minha vida: aceitar a oferta de demissão da empresa e sair do país, ou ficar e esperar as coisas (boas ou ruins) acontecerem? Tomei minha decisão. Vou partir. Europa, aí vou eu! 

Mas pera! Segunda-feira no fim da tarde tudo muda. O plano A começa a perder a forma por novos cenários que surgem. Abrir mão de um emprego "estável" já é bem difícil; abrir mão de um emprego "estável" para mudar de país não é como mudar de bairro. E a pressa da empresa em nos enxotar antes do ano terminar faz com que muitos desistam de ir embora. Eu, inclusive. Resolvi ficar e lutar. 

Só que eu não mudei de ideia pela luta somente; mudei pelas minhas filhas (de quatro patas sim, mas ainda minhas filhas). Quantas pessoas abririam mão de uma ótima oportunidade pelos filhos humanos? Eu abro pelas minhas cachorras. 

Tomar uma decisão tão importante, tendo o medo como propulsor, não seria correto comigo, com minha família e com minhas filhotas. Levá-las para outro país me custaria mais de R$ 5 mil. Adicione a isso o estresse delas e o meu, e o desejo de viver em um país mais seguro perde o encanto. 

Enquanto isso parece sem nexo para muitos, para mim é natural. Eu escolhi adotá-las. Eu escolhi ter duas cachorras e uma gata. Eu escolhi cuidar delas. Não posso jogar essa responsabilidade para outra pessoa. Mia e Sofia precisam muito de mim. Nina sempre será acolhida por qualquer pessoa da família (é a princesinha de todos). As outras não. Então, eu só parto para qualquer lugar do mundo quando elas puderem ir comigo no mesmo dia, no mesmo avião. Grudadinhas em mim. Porque ser mãe é isso: é abrir mão de um futuro que tem tudo para ser perfeito, mas o presente já é lindo o bastante para eu escolher ficar. Será com medo do que virá, com medo de perder o celular em mais um assalto; com medo de perder a vida numa esquina; com medo de entrar num Uber e ter outro destino. Mesmo assim eu escolho ficar. Porque o Medo, ah! Esse não pode ser o responsável pelas minhas escolhas (e nem pelas suas). 


domingo, 11 de novembro de 2018

Mudança de hábito

Dizem que quando temos filhos começamos a pensar mais no futuro, no que vamos deixar para eles, no planeta que estamos deixando para as próximas gerações. Bom, eu ainda não tenho filhos (só minhas meninas de quatro patinhas), mas entrei numa pegada mais ecológica  há um mês. 

Tudo começou quando comecei a perceber a quantidade de lixo que produzo: uma mulher que mora sozinha num apê pequeno de uma cidade grande. Foi a partir daí que resolvi repensar alguns hábitos pequenos, bem singelos sim. No entanto, grandes caminhadas começam sempre com pequenos passos.

O simples hábito de tomar café já contribuiu muuuuuuito para aumentar o tamanho dos lixões das grandes cidades. Eu usava, diariamente, dois filtros de papel para cafeteira. Tem gente que prefere cápsulas. Tem noção da quantidade dessas coisinhas que estão sendo descartadas a cada minuto no planeta? Tomar café nunca fora um hábito tão destrutivo como há quatro anos. Para amenizar o impacto do meu vício na vida útil do planeta troquei o filtro de papel pelo tradicional coador de pano. Gente! Nossos tataravós faziam café assim. Eles é que estavam certos.


E quando o assunto é intimidade feminina...Mulheres de plantão, já pararam para contar quantos absorventes cada uma descarta por ano? Cerca de 240 para um ciclo de cinco dias com fluxo leve a moderado. Agora pense que uma mulher "fica mocinha" aos 12 anos e só para lá pelos 40. PAI CELESTINHO! Tô até com medo de fazer esse cálculo. Foi por isso que resolvi trocar os tradicionais absorventes descartáveis pela calcinha absorvente. No Brasil já existem algumas marcas, mas eu resolvi começar pela Pantys e estou A-MAN-DO. Consigo passar quase 10 horas com a mesma sem vazamentos e incômodos. Lavou tá nova. E sim, pode ir para a máquina de lavar. "Ah! Mas elas são caras", algumas dirão. Então...em novembro essa marca está com 30% off. E mesmo sem o desconto, cada uma custa cerca de 80 reais. Agora, calcinha tem uma vida útil infinitamente maior que um absorvente, então meu argumento para aqui. Só isso (para mim) já basta. Mesmo assim, se preferir outras opções, existe o coletor menstrual, vulgo copinho. Esse eu nunca testei, mas o meio ambiente agradece aos seus criadores também.


Outro item que resolvi aderir para reduzir lixo foi o pagamento online de contas. Abri mão de receber faturas e boletos impressos. Tudo por e-mail agora. E todo pagamento online salvo o comprovante na nuvem para eu não ter que imprimir nem mesmo o recibo. 

No mercado levo meu carrinho a la vovó e minha ecobag super reforçada e estilosa para dizer "Não, obrigada" para os sacos plásticos, que vamos combinar, rasgam fácil com cinco quilos de qualquer coisa, fazendo você passar vergonha no meio da rua.


Aqui no Rio de Janeiro os canudinhos de plásticos foram proibidos por Lei. Como solução, algumas lojas oferecem o de material biodegradável. Eu passei a levar na bolsa o meu de plástico reutilizável. São tantos copinhos que ganho com canudo, que achei por bem ter sempre um na bolsa enroladinho um papel toalha mesmo. =) Mas se na sua cidade, o canudinho ainda não foi abolido, faça isso na sua rotina. Carregue sempre um reutilizável com você, ou abra mão mesmo desse artifício. Beber direto no copo não faz mal. 


O mesmo vale para copos descartáveis. Já parou para fazer a conta de quantos vão parar no lixo todos os dias na empresa ou na escola que você frequenta? Lá na empresa, quando esqueço o meu copo de porcelana, pego o descartável e uso ele o dia inteiro. Carrego quase como um filho para cima e para baixo. Mas a solução ideal é ter sempre uma garrafinha a mão ou, para os momentos em que o copo é indispensável, ter um dobrável na bolsa. Olha esse aqui que legal da Menos1Lixo


E para os sushilovers, a dica é: tenha o seu próprio hashi. Vende em mercado e é super baratinho. Nos pedidos delivery lembre-se de colocar na observação que abre mão do hashi e do potinho de molho (claro que eu esqueci o nome daquilo, mas vocês sabem do que estou falando).

Bom, essas são as minhas dicas para começar a reduzir a quantidade de lixo que produzo. E você, tem alguma? Deixa aqui nos comentários! =)

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Para deixar o mundo cheio de alegria



Setembro não é apenas o mês do meu aniversário, o mês dos virginianos mais originais deste planeta. Setembro é o mês reservado para a VALORIZAÇÃO DA VIDA. #SetembroAmarelo

A primeira vez que tive depressão eu era uma criança de 12 ou 13 anos. Não fui diagnosticada por um médico, afinal era tabu naquela época (mais do que é hoje) e meus pais nem perceberam que não era frescura de aborrecente. Já adulta, há três anos, eu tive outra crise, muito mais séria, pois eu morava sozinha em um apartamento alto e sem tela. Minha casa estava um caos, minha vida estava pelo avesso e eu...bom, eu não tinha forças nem para recolher a roupa do chão, imagina para pedir ajuda. Mas eu pedi. 

Já fazia terapia e, então, fui encaminhada para um psiquiatra. Os remédios me deram a serenidade para acordar, levantar e viver um dia de cada vez (coisa quase impossível sem a medicação). A terapia me deu as respostas de muitas questões. Os amigos...ah! Esses me deram óculos cor de rosa para enxergar o mundo. Tive apoio de muita gente, mas também encontrei pessoas, inclusive da família, que não entendiam porque eu ("tão bem sucedida", elas diziam) estava mal, deprimida.

Não importa o motivo; importa que eu estava na merda e isso deixava a sacada do meu apartamento muito convidativa. Eu me inclinava na balaustrada à noite para olhar melhor o céu. Eu não queria morrer. Eu só queria que a dor acabasse. E é essa a questão: suicidas amam a vida. Eles não querem se matar, querem apenas acabar com a dor; dor esta que é psicológica sim, mas machuca no corpo; dá para sentir. 

Por que eu não pulei? Quando eu tinha 13 anos eu não pulei porque meu irmão caçula tinha apenas 1 ano de vida e não se lembraria de mim, do meu amor por ele, se eu partisse tão cedo. Há três anos eu não pulei porque eu sei que a vida não acaba com o corpo se espatifando no chão; porque o espiritismo me dizia: aguenta só mais um pouco!

Hoje ainda sou medicada (seguindo o protocolo médico, para evitar recaídas, de só retirar a medicação aos poucos dois anos após o início da melhora da paciente), e apesar de algumas perdas recentes, me sinto bem, forte, me sinto curada. O mais estranho é que eu me sinto tão bem, tão feliz que dá até medo (como se não fôssemos merecedores da felicidade). 

Hoje, escrevendo esse texto, me dei conta que quando surtei no trabalho meus colegas acharam muito estranho, minhas amigas de infância reagiram como se aquilo fosse novidade no mundo. Coincidência ou não, depois disso tantas e tantas pessoas do meu círculo começaram a revelar transtornos psiquiátricos, como depressão e síndrome do pânico. Somente hoje são quatro pessoas muito próximas a mim que estão diagnosticadas, que resolveram procurar ajuda médica, que resolveram falar sobre essa doença para o mundo.

Então, se você mora sozinho e está com depressão me veja como um exemplo. Sim, meus problemas são diferentes dos seus, talvez menores, talvez maiores, mas são meus e são grandes para mim. Mesmo assim eu consegui vencê-los. Apenas saiba que sozinho você não vai conseguir. Precisa pedir ajuda, mas quando eu falo "pedir" é pedir mesmo, com todas as letras porque muita gente só vai entender assim. Não quer se expor? Ok. Liga para o 188 (centro de valorização da vida). Funciona 24 horas e você nem precisa se identificar. As pessoas do outro lado da linha não vão te julgar; apenas te ouvir com atenção e carinho. Ligue quantas vezes precisar, mas ligue! Uma vez uma colega que tinha depressão suicidal disse a seguinte frase: 

"O suicídio é uma solução permanente para um problema que é temporário". 

Ela tem razão. Aguenta firme! A dor vai passar. Você só precisa deixar as pessoas se aproximarem para te ajudar. 

ONDE PEDIR AJUDA:
  • Centro de Valorização da Vida (CVV): 188 (ligação gratuita para todo o Brasil) ou clique aqui



segunda-feira, 30 de julho de 2018

Haja cu para tomar


Ana Júlia é aquele tipo de mulher bem resolvida. Até se importa com a opinião alheia, mas não deixa isso tirar sua paz. Sabe o que quer (ou, pelo menos, o que não quer). Tem pouco mais de 30 anos, trabalha, mora sozinha (ou melhor, com sua gata Wicca); ela é o tipo de mulher que não está nem aí se vai chegar tarde no trabalho e, por isso, terá um desconto no salário, ou se tem um encontro à noite com um carinha que conheceu recentemente, mas as unhas estão sem esmalte. Ela sai com cabelo molhado mesmo, se maquia no carro e raramente usa salto. Ana Júlia é independente e se orgulha do jeito que leva a vida. Mas parece que muita independência está confundindo a cabeça dos homens.

Solteira há três anos, ela ainda não encontrou a pessoa que a faça tirar os pés do chão, que lhe dê a tranquilidade de um amor junto com a leveza de uma paixão. Então, enquanto isso, ela conhece um aqui, outro ali. Em alguns ela até que investiria mais o seu tempo, não fosse por eles se revelarem tão (como dizer?) estranhos. 

Dois dos últimos nem eram assim tão especiais. No entanto, Ana Júlia resolveu dar uma chance, afinal, as amigas já estavam dizendo que ela andava muito exigente, colocando defeito em todos, até queeeee...um deles (Miguel) pediu o login e a senha do Netflix. Oi? Tinham se conhecido há apenas uma semana, trocaram uns beijos e ele já queria login e senha?!?!? Não por isso que ela deu um pé na bunda dele. O papo estava muito vazio, os encontros eram sem emoção, então ela resolveu que investiria no segundo, o André. 

Dois filhos, cineasta, viciado em trabalho (ou em dinheiro), inteligente...Um belo dia o rapaz envia uma mensagem (MEN-SA-GEM) para Ana Júlia:

- Minha esposa...
- Oi, marido.
- Me empresta R$300?
- Claro! Vem buscar - ela responde em tom de brincadeira.
- Sério! - Ele diz, percebendo que ela não tinha acreditado.
- E por que pedir a mim, e não ao seu irmão?
- Já tem dinheiro dele no rolo - André responde.

Por uma fração de segundo, Ana Júlia pensa em ser boazinha e emprestar. Afinal, ele lhe devolveria em 15 dias. Mas peraí! A sanidade dela volta e ela resolve então se fazer de boba.

- Lindinho, me convença que você não está me zoando.
- Essa lente (ele mostra a imagem do anúncio) custa isso no mercado. Encontrei um cara que está vendendo uma por R$ 3 mil e só faltam 300 reais para eu comprar.

Sem querer acreditar no que estava lendo, Ana Júlia continua, com a esperança dele mandar na próxima mensagem um "AHÁ! PEGADINHA DO MALANDRO".

- Tem certeza que você mandou essa mensagem para a pessoa certa?
- Sim.

E, então, Ana Júlia finaliza: Eu vou acreditar que não e a amizade continua, ok? Não temos intimidade para tanto.

É. Mais uma vez não era o homem da sua vida. Sorte dela não acreditar em príncipes encantados e estar mais para Fiona do que para Bela Adormecida. 
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PS: o título desse texto surgiu em uma conversa de amigas sobre caras desse tipo. Uma delas mandou a seguinte frase: "Haja cu pra tomar!". Pronto! Virou texto porque sim, a história é real. 


sexta-feira, 27 de julho de 2018

Eu cresci e não houve outro jeito

Cinco meses. Esse foi o tempo que morei em outro Estado. Longe de casa, longe de tudo, cinco meses pareceram cinco décadas. Como cresci! E como cresci mais ainda quatro anos após meu retorno à cidade natal. 

"Espera só mais um pouco". Era o que eu ouvia e o que dizia quando a vontade de sair da casa dos pais era enorme para mim. "Falta pouco para o nosso apartamento". No entanto, o tão famoso "sim" de uma relação duradoura e feliz não veio. Parou na porta da igreja, deu meia volta e se perdeu no horizonte de um mundo novo. Só que eu também queria um mundo novo. Então, saí de casa, não para casar como tinha sido planejado, mas para viver, para crescer. E vivi. E cresci. 

Há quatro anos vi minha vida dar um duplo carpado e cair de cabeça no chão duro quando você se foi. Há quatro anos me vi morando numa cidade estranha com gente esquisita (mentira! só quis brincar com a música da Legião Urbana, que você me ensinou a gostar tanto). Há quatro anos me vi morando numa cidade diferente, dividindo apartamento com pessoas até então desconhecidas, longe da minha família, das minhas cachorras, dos meus amigos, do meu mundo. Só que esse momento de perturbação acabou e mesmo quando voltei à cidade natal, tendo toda minha vida de volta, só conseguia pensar no que eu não tinha: meu namorado que me deixou "na porta da igreja". 

Foi quando eu percebi que eu podia não ter o "pacote completo", como disse Lorelai Gilmore, mas eu tinha minha vida de volta: minha cama tão confortável, um apê inteiro só para mim, minhas cachorrinhas tão fofas, meus amigos por perto, meus sobrinhos logo ali, minha rua, meu restaurante favorito, minhas lembranças a cada esquina. Eu não tinha o "pacote completo", mas já estava dando tudo certo, pois eu estava em casa como tanto queria. Foi nesse momento, olhando para a praia num dia nublado, que eu cresci, mas foi somente hoje (quatro anos depois) que eu amadureci. 

Hoje sou eu quem poderia dizer "te amo, mas eu não consigo". Pela primeira vez eu entendi essa frase. E me perdoe se naquela época eu gritei e chorei como uma criança. É que eu era mesmo. Eu queria porque sim, mas hoje...Ah! hoje eu entendo que mesmo amando muito tudo que tivemos juntos, mesmo vendo um casal de velhinhos na rua e só conseguindo imaginar nós dois, mesmo querendo viver (com você) tudo aquilo que planejamos juntos, eu não consigo pelo simples fato de me sentir completa demais para dividir a minha vida com quem não tira mais meus pés do chão; eu não consigo por ter me transformado no que você sempre quis: uma pessoa independente, decidida, forte (e por você ter se transformado em tudo que eu nunca quis). Eu sou tudo o que eu sou porque você me amou. Eu cresci no amor que você me deu, e por isso eu serei eternamente grata. Obrigada.


segunda-feira, 16 de julho de 2018

Carioca na Paulista

Cariocas têm um preconceito com São Paulo. Comigo não seria diferente.

Passei muitos anos dizendo que não gostava de São Paulo. “Cidade cinza, poluída, suja... Odeio São Paulo”. A verdade é que eu nunca tinha estado em São Paulo.

Só que 2017 foi um ano que São Paulo aconteceu muito na minha vida por questões de trabalho. E aconteceu taaaanto que eu fui me apaixonando pela cidade. Para mim já era claro: “Eu quero morar em São Paulo.”

Assim que a oportunidade aconteceu, eu não pensei duas vezes. Deixei a vida para trás. Mas houve algo comigo que muitas vezes acontece nas nossas vidas: fechamento de ciclos. E eu sentia que o meu ciclo precisava ser fechado para que eu pudesse voltar a florescer. Foi então que...

Veio tudo junto: a formatura, o novo emprego, a saída da casa dos meus pais, a mudança de cidade, um novo estilo de Pole Dance, uma nova fase no meu namoro, uma nova casa para morar. E com tudo isso, veio também a liberdade, que era algo que gritava dentro de mim. A gente, às vezes, precisa se afastar para se descobrir, e isso para mim ficou muito claro. Tinham muitas influências sobre a minha vida que estavam me impedindo de ser a pessoa que eu queria ser.

- Por que você mudou para São Paulo? - perguntam sempre.

- PORQUE EU QUIS. É tão bom quando a gente escolhe; toma as rédeas da vida.

Morar sozinha foi muito natural para mim (por mais que minha mãe achasse que eu não fosse sobreviver). Eu fui com uma missão legal para o time onde trabalho hoje, de levar uma visão feminina (trabalho com quatro homens, o que, às vezes, me deixa louca, mas está sendo um lindo exercício de auto conhecimento).

Então, eu acho (não! Eu tenho certeza) que a palavra da vez é crescimento. Foram cinco meses até agora e com certeza muitas coisas incríveis ainda estão por vir. Claro que volto aqui para contar. ;)


Texto escrito por Giulia Apicelo, aquela administradora, blogueira, empreendedora e pole dancer maravilhosa que administra a WeGon.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Problemas de gente grande

Conversa em mesa de bar é uma das coisas mais produtivas da vida. Poderia dizer até que substitui uma sessão de psicoterapia - mas aí minha psicóloga me expulsaria da sala na próxima consulta. 

Pois bem! Não faz muito tempo que eu e umas amigas nos reunimos numa mesa dessas da vida e começamos a filosofar. Não. Peraí! Isso foi depois de tomarmos um litro de Frozen com tequila. Sentamos à mesa e uma dessas amigas começou a falar sobre PROBLEMAS DE GENTE GRANDE. 

"Estamos pensando em nos casar, mas ainda sem data planejada, porque precisamos juntar uma grana né?! Até por isso que desisti de me mudar para a sua casa..." A amiga em questão tem mais de 30 anos, quer muito ter seu próprio canto, sair da casa dos pais, porém o custo de vida na "cidade maravillhosa", a realidade daqui, não permite isso a qualquer assalariado. Nesse momento, a casa dos pais é um ótimo refúgio.

"Não ganho mal, mas ganho bem menos do que eu precisaria para me sustentar sozinha, sem a ajuda dos meus pais", ela disse. "Trabalhar para pagar contas, é a isso que se resume a vida", escutei de um homem na rua que falava sozinho (ou com alguém pelo fone do celular). "Não tenho mais de onde cortar. Só se eu for viver de luz". "Minha casa está de pernas pro ar e eu não tenho tempo para limpar". "Não sabia que crescer era tão chato". 

Frases reais ditas em momentos normais da vida. Acho engraçado quando ouço algum adolescente dizer que não vê a hora de fazer 18 anos ou que quando tiver sua casa vai...Meu querido, deixa a titia te falar uma coisa: quando você fizer 18 anos nada vai mudar, a não ser a obrigatoriedade de votar. Quando você tiver sua casa as coisas vão piorar porque não terá papai e mamãe para prepararem o café, o almoço, para lavarem suas roupas e, principalmente, deixar sob sua responsabilidade apenas a conta do seu próprio celular. Ter sua própria casa não significa festa todo fim de semana por dois motivos:
  1. Sai caro, ainda quando racha com os "amigos". A maior parte das despesas sobra para o anfitrião.
  2. A imundice pós-festa cansa, desestimula até o mais preguiço dos seres humanos.

Crescer significa trocar a obrigação de ir para a escola pela de ir ao trabalho. Com a diferença que na segunda, se você não for ou chegar atrasado, será descontado no salário.

Crescer significa organizar a própria lista de mercado e pesquisar preços, marcas, usar a calculadora em tempo real. Ou você está achando que vai poder colocar tudo que deseja no carrinho sem as consequências da caixa registradora?

Crescer significa tomar decisões importantes (casar ou comprar uma bicicleta?) que alteram o rumo da vida. Imagina se quem compra um imóvel financiado em 30 anos, ou se quem aluga um apê resolver mudar de ideia depois de assinar os papéis? Existem contratos a serem cumpridos, vidas envolvidas em cada passo que damos. Isso é crescer. 

Você pode querer muito morar sozinho ou juntar dois amigos para racharem um aluguel. Show! Mas conseguem? Quais são suas prioridades? Se quer conquistar o mundo, melhor sossegar mais um pouco na casa dos pais, aguentar o ronco do irmão para juntar uma grana para sua viagem. Se com o salário atual já passa aperto morando com seus pais, o que você acha que vai acontecer quando for morar sozinho? As contas chegam pontualmente, os credores ligam quase que diariamente em forma de atendente de telemarketing, seu celular vai parar de fazer ligações, seu whatsapp vai bloquear até que a fatura seja paga. Isso é vida real. Isso é crescer. Esses são os problemas de gente grande.



segunda-feira, 18 de junho de 2018

Redecorando minha casa (e minha alma)

Imagem: Pinterest
O amor não sobreviveu a força do tempo. Foi eterno enquanto durou, chegou ao fim. Agora é hora de recomeçar. Redecorar minha nova casa, meu novo quarto, minha alma.

Alguns quadros eu já tenho, outros vou comprar. Também pretendo trocar o capacho com aquela imagem da sua série preferida. Talvez escolha um rosa choque escrito "bem-vinda, nova vida" (se não existir eu encomendo!).

Também pretendo comprar umas flores de plástico. Sim! Porque eu sempre gostei, e você não. E colocar novas fotos pela sala.

Tudo será muito simples e discreto (com exceção do rosa choque, que não quero abrir mão), porque preciso economizar agora que minhas despesas vão ser maiores, vão ser apenas minhas. A ideia é que a nova organização transmita um pouco mais de quem eu sou. Estava tão apagada nos últimos tempos...

Quero flores de lótus para simbolizar meu renascimento, imagens de gatinhos (porque acho tão fofo), meu velho quadro do bondinho - meio de transporte tão agradável... Quero rosa, lilás, azul e até verde para me trazer esperança nesse novo ciclo. Um amigo também sugeriu acrescentar mais um número na porta do apartamento. Segundo ele, o atual traz azar. Vimos em um site que a soma deles propicia o afastamento entre os moradores. Será que foi isso? Não acredito tanto assim em numerologia.

Meu amor, te falo com todo o meu coração: me perdoa se escrevo como se fosse fácil. Saiba que não é. Tenho me arrastado por dentro, mas sei que é preciso. Vou fazer algo duro, mas necessário. Tiro sua vitrola agora, e coloco de volta a minha vida.

Texto escrito por Carolina Pessôa, autora do blog Falando da Vida

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Lasanha sem massa. Oi?!

Cansada de miojo, ovo frito, ovo cozido, ovo mexido e mais variações? Eu também estava, por isso resolvi investir numa assinatura de culinária. Semanalmente recebo um cardápio para preparar refeições para os próximos sete dias. Tudo com poucos ingredientes e prático, afinal se não fosse assim não serviria para esta Casa né?!

E como sou muito boazinha, resolvi compartilhar com meus leitores algumas receitas já testadas e aprovadas, claro. A primeira da série Faça Sozinho e Faça Gostoso é uma lasanha à base de berinjela. Nem adianta fazer essa cara feia como minha sobrinha fez, porque mesmo quem não curte berinjela acha a comida deliciosa. Vou colocar aqui a receita original, que recebi da assinatura. Mas aviso que fiz substituições (e vou assinalar cada uma) porque não como carne bovina e não tinha alguns ingredientes em casa (o que prova que mesmo assim dá para fazer pratos saborosos). Vamos lá!

INGREDIENTES:

  • 2 berinjelas grandes (usei apenas uma)
  • 500 gramas de carne moída (usei duas latas de atum em pedaços)
  • 150g de requeijão tipo ricota light (usei requeijão cremoso mesmo)
  • 1 cebola (usei meia)
  • 2 dentes de alho (compro alho picado pronto, então usei uma colher de chá)
  • 100 ml de molho de tomate orgânico (como não usei carne moída, dispensei esse item)
  • 100 gramas de requeijão light (usei cream cheese)
  • 1 colher (sopa) de salsinha e cebolinha (ignorei isso também)
  • Azeite de oliva
  • 1 pitada de sal
  • 1 pitada de pimenta do reino
  • 70 gramas de queijo parmesão ralado grosso (pode ser o de saquinho)


Bora cozinhar?!
PASSO 1: Primeiro de tudo, pré-aqueça o forno a 180°C. Corte a cebola em cubos pequenos. Pique ou esmague o alho. Lave e corte a berinjela em fatias finas. Lave e pique a cebolinha e a salsinha.

PASSO 2: Em uma panela aqueça um fio de azeite e refogue a cebola e o alho. Quando a cebola estiver dourada, acrescente a carne moída. Tempere com uma pitada de sal e pimenta do reino. Deixe cozinhar por cerca de 4 minutos. Adicione o molho de tomate, o requeijão e meio copo de água. Misture bem e deixe cozinhar por mais 2 minutos. Tempere com salsinha e cebolinha e reserve.

PASSO 3: Em uma travessa untada com óleo, disponha metade da berinjela, uma ao lado da outra. Por cima, coloque metade do molho preparado há pouco e cubra com metade do queijo tipo ricota light. Repita esse processo na próxima camada e finalize polvilhando o queijo parmesão.

Leve ao forno para gratinar por cerca de 12 minutos (ou até dourar). Prontinho! Pode comer! =D

Viu?! Já dá para inovar no jantar de hoje. XXX

PS: todos os itens que eu substituí foram colocados na mesma ordem de preparo da receita original. 

Ah! Como eu só usei duas berinjelas, a receita rendeu duas porções. Mas a receita original rende quatro porções.


domingo, 10 de junho de 2018

Boate para quê?


A última semana foi bem difícil para mim e se me perguntar o motivo não saberei dizer. Somente foi muito difícil acordar, levantar e viver. Cheguei atrasada no trabalho quase todos os dias; faltei duas vezes, fiquei prostrada no meu cafofo todo fechado (por causa do frio) vendo filmes e comendo. Acho que engordei uns 5kg. 

O remédio da cabeça está em dia, o da enxaqueca também, mesmo assim a deprê bateu e bateu forte. Foram duas garrafas de vinho sozinha, pois nem amigos eu queria por perto, até que...

Minha mãe, sentindo que tinha alguma coisa muito estranha, resolveu aparecer aqui em casa no último fim de semana com minha sobrinha de 11 anos. Não fizemos nada além de papear, rir e cozinhar (por falar nisso, como elas vieram de surpresa, a comida foi montada na hora. Uma lasanha de berinjela que quarta-feira você poderá conferir aqui o passo-a-passo para essas horas de "não descongelei nada"). Como eu ia dizendo, foi uma visita de sopetão para se certificar que coração de mãe não erra e a filha realmente precisava de ajuda. Uma visita simples, mas que levantou meu astral. As poucas horas que passaram aqui em casa me deram novo ânimo, me ajudaram a ajudar.

Mais tarde, uma amiga (que tentou falar comigo durante a semana toda) me contou que não estava bem: problemas no relacionamento amoroso. Assim como minha mãe fez, apareci na casa dela de última hora. Percorri 19 km à noite com uma garrafa de vinho na sacola (não sou alcoólica, mas precisava levar alguma coisa, já que era a primeira vez que visitaria sua casa) e cheguei chegando. Entre desabafos, conselhos e goles, outra amiga apareceu, tiramos selfies e rimos, rimos alto. Mas tão alto que várias pessoas que moram no mesmo terreno dessa amiga apareceram para saber o que estava acontecendo, o motivo de tanta alegria. 

Ela precisava de mim, eu precisava dela. Nos reerguermos sem gastar dinheiro, sem litros de cachaça ou RedBull, sem som alto e homens chatos e bêbados perturbando nossa noite. Porque quem gosta de boate é adolescente. Adulto gosta mesmo é de uma boa conversa entre amigos no sofá de casa. E isso sim faz milagres. ;)




segunda-feira, 7 de maio de 2018

Renda extra


Nosso amado presidente diz por aí que a onda de desemprego passou, mesmo todos nós conhecendo, pelo menos, umas três pessoas desempregadas e outras tantas trabalhando totalmente fora de sua área de formação. Mas semana passada, o Temeroso resolveu admitir que o desemprego está alto sim, mas claro, saiu pela tangente dizendo que o índice de desemprego aumentou porque "mais pessoas resolveram procurar emprego". Sacou? Essa é a verdadeira arte de enrolar. Aprendam com o Temer!

Não importa o que o Governo diga, o fato é que muitas pessoas ainda estão desempregadas ou até empregadas, mas ganhando muito, mas muito pouco mesmo. E tem que dar graças a Deus (dirão alguns) porque melhor pouco do que nada. Pensando nessas pessoas sem trabalho, mas com contas a honrar, A Casa é Minha traz hoje algumas sugestões que podem te ajudar. Algumas verão como "bicos", outras farão delas uma oportunidade de mudar de ramo, empreender (e crescer).

Desde o fim do ano passado, eu decidi começar a trabalhar com algo que me desse prazer: animais. Foi então que investi uma graninha (pouca mesmo) num curso online e em panfletos de divulgação. O meu caso não era para complementar a renda, mas apenas para trabalhar com algo que me desse prazer de levantar cedo e dizer: ESTOU INDO TRABALHAR. Por isso escolhi ser pet sitter e dog walker (babá de animais domésticos e passeadora de cães, respectivamente). 

*** Para conhecer um pouco, dá um confere aqui no meu perfil profissional --> SÓ CLICAR ***

E dá para se sustentar com isso? Olha, tem gente que vive APENAS cuidando de pet. Não é o meu caso, que tenho emprego fixo. Exatamente por esse fator, não tenho uma agenda perfeita para atender à demanda. Mas creio que eu conseguiria manter as contas em dia caso resolvesse me dedicar a isso, e somente a isso. O mercado pet tem crescido muito nos último anos. Cada dia surge um produto diferente, uma loja que vai além do banho e tosa, um serviço especializado. Desde o mês passado, minha agenda está "fechada para balanço". Abri mão dos clientes que tinha para me dedicar a minha casa, a minha vida. Mas daqui a pouco eu volto e sei que terei novos clientes, tanto de passeio, quanto de hospedagem. É um mercado em ascensão porque cada vez  mais os animais estão se inserindo como membros de uma família. Deixaram de ser apenas o cão de guarda, que vive no quintal, ou o gato da casa, que sai e volta a hora que quer. Agora eles são cuidados e paparicados como filhos. E filho, você sabe, precisa de cuidados especiais, como uma babá para aqueles dias em que o tutor (não mais dono) vai viajar ou passar mais horas ausente de casa. 

Ok. Mercado pet tá aí, com vários braços (alimentação natural congelada, pet sitter, dog walker, hospedagem familiar, creche, banho e tosa em domicílio, confecção e venda de roupas e acessórios), mas eu não curto bicho. O que você tem pra mim? 

Sabe cozinhar? Pelo menos um brigadeiro você sabe fazer. Todo mundo sabe. Se você quer apenas complementar a renda, pode preparar doces, como bolos caseiros, trufas e docinhos de festa para vender na empresa onde trabalha. Depois do almoço tem sempre uma galera querendo adoçar o paladar. Melhor será comprar com você, sabendo a procedência e por um precinho maneiro, do que na rua, sem conhecer como é feito e sempre custando o zóio da cara. 

Mas se não estiver empregada, inove! Pegue aquela bicicleta encostada, dê uma boa lavada nela, encha a cestinha da frente com um arranjo bonito de flores, como margaridas, pinte um caixote de feira com uma cor alegre para ficar no bagageiro e recheie ele com doces, como brigadeiro, beijinho de coco, cajuzinho...Na lateral da bike você ainda pode colocar uma placa (tudo sempre colorido, mas clean) com o nome da sua "empresa". Faça tamanhos generosos de docinhos e pare numa praça movimentada ou na porta de uma igreja para aproveitar o fluxo de pessoas. Com uma decoração legal e um preço que cabe no bolso da galera, não tem como não fazer sucesso. Minha mãe tem um colega de trabalho que faz algo parecido há anos. Ele não prepara os doces. Na verdade, ele compra no atacado doces comuns, como chocolates, balas, jujubas etc. e vende na empresa onde trabalha. Todos dizem que os doces que vende rendem mais do que o próprio salário que ele ganha. Afinal, ele está ali dentro 9 horas por dia, cinco dias por semana. As pessoas chegam até ele, pegam o que querem, anotam num caderninho e pagam só no mês seguinte. Facilidade para ambos os lados. E dinheiro certo na conta sem esforço. 

A ideia acima pode servir também para vender sacolé (em algumas cidades chamado de geladinho ou chupe-chupe). Crie sabores gourmetizados e mais cremosos para fazer a diferença no bairro. Pense também em uma espécie de fidelização do cliente. Pode ser um cartão com carimbos mesmo, oferecendo uma cortesia a cada 10 produtos adquiridos ao longo de um mês, por exemplo.

Outra coisa que pode ser trabalhada é a dona-de-casa de aluguel. Imagina só passar um mês fora e ter um monte de coisa acumulada para fazer quando voltar. É aí que você, a personal organizer entra, cuidando da casa dessa pessoa quando ela estiver fora por um longo período. Seria como uma faxineira gourmetizada (já que a moda é gourmetizar tudo agora ne?!). O profissional vai nos dias contratados para cuidar da casa: regar as plantas, jogar fora alimentos estragados, colocar roupa na máquina, estendê-las e guardá-las nos armários, limpar a casa (não como faxina, mas como uma dona-de casa comum mesmo), manter os objetos em ordem, arejar o imóvel, abrindo as janelas por algumas horas, cuidar do peixe (ou de qualquer outro animal de estimação que o proprietário tiver). E, perto do retorno do verdadeiro dono da casa, deixar uma comidinha pronta, para ele não ter o trabalho de ainda pensar no que cozinhar depois da viagem. Olha que legal!

As dicas de hoje foram para atender quem está desempregado ou precisa apenas complementar a renda. Por isso selecionei coisas simples, que dão para colocar em prática amanhã mesmo. Basta querer e, claro, e mexer. Tem mais alguma ideia? Compartilha aqui com a gente. <3


sábado, 7 de abril de 2018

Um ano de casa nova


E lá se foram quatro anos morando sozinha, mas apenas 12 meses de verdade. Isso porque quando decidi que era o momento de sair da casa dos meus pais, me mudei para um apê que meu pai alugava e, naquela época, para a minha sorte, tinha acabado de ficar vago. 

Essa minha primeira aventura fora de casa durou apenas 20 dias, pois logo depois me mudei para a capital federal a trabalho, onde passei cinco meses vivendo em sistema de república. Uma experiência tão incrível, quanto difícil, e que todo mundo deveria passar uma vez na vida. De volta ao Rio (e a esse apê de papai) eu tive uma certa mordomia: no início ele me liberou do aluguel, em contrapartida eu precisava manter em dia IPTU, condomínio, luz e todas as outras contas da casa. Além disso, minha nova casa era no mesmo bairro onde cresci. Conhecia cada pedaço daquelas ruas, além de estar perto da minha mãe e ser socorrida por ela sempre que eu gritasse: MANHÊÊÊ.

Somente três ano depois eu decidi me mudar para mais perto do trabalho e aí passei a ter vida de gente grande de verdade: aluguel de verdade. Vizinhos de verdade. Medos de verdade. 

Não que antes, no apê de papai, as contas fossem de mentira. Não era isso. Mas o aluguel simbólico que comecei a pagar três meses antes de pensar em me mudar para o novo apê, a certeza de que não haveria reajuste nesse valor que eu não pudesse negociar sempre a meu favor, e os vizinhos que me viram crescer...todas essas coisas me deixavam mais tranquila. Era como se eu fosse "café com leite" no jogo de morar sozinha. Agora não. Agora tudo é bem real. Eu sou inquilina de verdade, tendo que negociar pagamentos e reajustes. Sou vizinha de verdade, inclusive que já teve problemas com outros moradores do prédio. Enfim, sou adulta. 

Não queria crescer. Mas cresci. As marcas de expressão em meu rosto comprovam isso, assim como a responsabilidade de só comprar o que posso pagar, de organizar minha agenda semanal para não me atolar em tarefas e preguiças, de cuidar de três pimpolhas e ainda me esforçar (muito) para cumprir minha carga horária na empresa. Sou gente grande, mas com a preguiça de um adolescente, por que não?! 

Dessa vez eu agendo minhas consultas médicas (minha mãe fazia isso até pouco tempo para mim), eu que controlo a agenda veterinária da Nina, para saber quando preciso comprar mais remédios e repetir os exames (ela tem cushing). Eu que tenho que garantir roupa limpa e dispensa cheia porque a casa é minha. E se eu não fizer nada disso...nada disso acontece. Simples assim. Morar sozinha de verdade é não poder usar a frase "Quem cozinha não lava a louça", porque sou eu comigo mesma.

O que mudou nesses quatro anos morando sozinha?
  • A cabeça mudou. Se antes o meu mundo era o meu quarto. Agora é a minha casa toda. 
  • O salário aumentou, mas porque o trabalho aumentou. E as responsabilidades também.
  • Minha filhota se foi. E eu cresci, como jamais me imaginei, no último mês de vida dela. Doenças, dificuldades de toda ordem nos fazem amadurecer.
  • A noção de espaço mudou. Se antes não me via morando em um apê com menos de três quartos, hoje não me vejo morando em um apê com mais de dois. Quanto mais cômodos, mais trabalho na limpeza e na organização. E mais caro a diarista. Pense nisso!
  • Se antes meu sonho de consumo era ter um carro, hoje não me vejo com um na garagem preocupada com seguro, IPVA, preço do combustível etc. etc. etc. Tks, Uber, Cabify e 99.
  • E se antes meu maior medo era não ter mais uma certa pessoa; hoje eu sou feliz com tudo que tenho. Meu quebra-cabeça está completo, porque eu cresci. 

sábado, 31 de março de 2018

Um belo dia resolvi mudar...


Eu tinha planos de fazer uma euro trip, ainda que sozinha, em meados de 2017. Já estava guardando uma graninha mês a mês para essa viagem, até que...Quero mudar! E não era mudar a cor do cabelo ou de emprego; era mudar de casa. Mas mudar de casa implicava em usar a minha poupancinha da viagem para o caução, que substitui o fiador no contrato de aluguel.

Foi basicamente da noite para o dia – talvez o inverso – que eu resolvi mudar. Algumas visitas frustradas a imóveis até que encontrei o meu cantinho. Não é o dos sonhos (e nunca será), mas foi o que me encantou e coube no meu orçamento.


Após assinar o contrato de aluguel, passei quase um mês inteiro organizando a tralha, que também podemos chamar de mudança. Encaixota daqui, organiza dali, isso vai para o lixo, aquilo pode doar, esse aqui...opa! Uma caixa de madeira cheia de fotos e cartinhas de uma época que, literalmente, estava guardada na caixinha.

Era 31 de março, uma data já simbólica naquela época. Comecei a tirar as coisas de um armário para encaixotar até que (como nos filmes de Hollywood) a tampa da tal caixa de madeira cai. Presa nela, uma foto batizada de “cara de pai, cara de mãe”. Trêmula, sento no chão e começo a admirar aquela imagem. Vasculho a caixa e outras fotos aparecem. Num papel solto, o trecho de uma música; no verso um recado: Quando acordar me ligue. Te amo, amorinha!

Em prantos, desabafei com minhas polefriends. Ah o Pole Dance! Sempre nos salvando. Tudo que ouvi delas (e da forma como me falaram) me deu força. Mas não foi uma força qualquer. Naquele momento segui seus conselhos e me transformei na bruxa mais poderosa que já existiu. Fiz uma fogueira lá mesmo na varanda de casa. Já era noite quando acendi uma vela e, papel por papel, foto por foto, deixei o fogo consumir as minhas lembranças. Foi um alívio. Tirei da minha alma uma tonelada de culpa, saudosismo, uma tonelada de esperança. Quase no fim da fogueira, uma chuva começou a cair. Que coisa mágica! Mas caiu tão forte que chegou a me molhar dentro da varanda, lavando a minha alma para entrar na casa nova sem resquício do passado. A chuva durou o tempo exato da chama se apagar, transformando em cinzas tudo que já não fazia mais parte da minha vida.

Um belo dia eu resolvi mudar: de casa, de bairro, de estilo, de vida. E, diferentemente da música, agora não falta você, porque um belo dia eu resolvi mudar. 


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Quando a gente sai da casa, mas a casa não sai da gente

Trocamos olhares, sorrisos singelos... Talvez ele não saiba, mas falou diretamente ao meu coração. Tocou em minha alma como sempre conseguiu, com palavras que sacodem, doem, com palavras que dizem: só depende de você. Quase me afoguei em lágrimas. Mas eu estava com minha boia; eu estava no Ceoe dentro da Confederação Espírita Francisco de Paula. Eu estava com Ubirajara Frontin. Mas quem é essa pessoa?

Bira é o presidente do Ceoe. E o que é isso? É o Centro de Educação e Orientação Espírita Jésus Gonçalves; é a minha segunda casa. É o centro espírita que me salvou de um suicídio. Já tem mais de 10 anos, mas me lembro bem da primeira vez que pisei lá, da pessoa que me socorreu, que me puxou do abismo sem nem mesmo saber disso. Essa pessoa não foi o Bira, mas ele, com seu jeito franco demais, sempre tocou em meu coração. A voz tranquila, mesmo nos momentos de "sacode", acalma, traz paz à alma. Ele também foi o norte de uma pessoa que viveu comigo por oito anos. Costumávamos dizer que ele seria o "padre" do nosso casamento. Não deu tempo. 

Talvez por isso o Bira mexa comigo. Na verdade, acho que mexe comigo porque ele é a personificação do Ceoe, aquele lugar mágico em minha vida, mas de onde eu tive que fugir para continuar viva, como uma criança que foge de casa (mesmo sem querer) porque apanha muito. 

Há quase um ano me mudei, saí do bairro onde cresci e todos pensam que foi somente para estar mais perto do trabalho, afinal levar mais de 2 horas todos os dias no ônibus para trabalhar não é nada agradável. No entanto, o motivo real da mudança foi por sobrevivência. A angústia de virar a esquina, de entrar em um restaurante, subir aquela rua, passear no shopping estava me consumindo além do que eu podia aguentar. E não tinha sertralina que segurasse a onda. Ir ao Ceoe para estudar a doutrina espírita, a doutrina que me proporcionava paz, estava cada vez mais difícil. O Ceoe estava me fazendo mais mal do que bem. Foi então que eu fugi. 

Mudei de bairro, fiz amigos, passei a frequentar novos lugares, ganhei tempo e qualidade de vida por levar somente alguns minutos no trajeto casa-trabalho. Só que não dá para a gente fugir do nosso destino, não é mesmo? E do nosso passado, dá? 

Levei mais de seis meses para procurar no novo bairro uma casa espírita. Selecionei duas indicadas por um amigo de longa data e eis que logo na primeira eu recebo uma mensagem um tanto subliminar: "Aquieta teu coração! Aqui também é a tua casa". Estava eu dentro de um novo centro, visitando-o pela primeira vez num "domingo qualquer" para assistir a palestra do dia. Ela seria ministrada por um integrante da Casa de Jésus (o próprio Ceoe). O famoso "estava escrito nas estrelas" começou a fazer sentido pra mim naquele momento. Percebi que fugir deu certo por um tempo. Afinal, é muito bom poder andar nas ruas, entrar em lojas, almoçar em restaurantes sem medo. Mas se a Terra é redonda, um dia, mesmo correndo tanto, sempre em frente, a gente volta ao ponto de partida: não porque regredimos, mas porque avançamos. 

O que esse texto tem a ver com o estilo deste blog? Tudo. É só você ler de novo, e de novo, e de novo até entender. Meus móveis não estão mais no mesmo lugar; tive, inclusive, que abrir mão de outros porque este apê é menor, mas aquele quadro que veio lá da outra casa ainda existe. Só coloquei em outra parede, agora com muito menos destaque. 

PS: morar sozinha não é fácil. A casa inteira depende de você. Tudo só estará em ordem se você fizer. Morar sozinha pode ser bem solitário às vezes. Por isso, quem escolhe não dividir o espaço precisa ser organizado (com a própria agenda e com a própria vida) para não surtar. Então, organize sua casa, mas comece pela casa mental, ou a física estará sempre um caos. ;)


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Uber nunca mais. Ou quase nunca


Três dígitos em 30 dias. Esse foi o somatório de uma corrida aqui, outra acolá. Esse foi o resultado de uma coisa chamada: preguiça = substantivo feminino que te agarra na cama e faz você ignorar o despertador, que berra dizendo: VAI PERDER A HORA (DE NOVO)!!!!

Pior do que eu só uma colega de trabalho que conseguiu a proeza de quatro dígitos em 30 dias. Amamos a Uber? Não. Somos muito preguiçosas? Talvez. Mas a verdade verdadeira é: quem se importa com uma corrida de 15 reais quando é para chegar na hora ou em segurança em casa à noite? O problema é que de 15 em 15...lá se foi uma cobrança de mais de mil reais no cartão dessa minha colega. 

Nunca tinha parado para somar essas corridas, que são lançadas no cartão de crédito. Claro que sempre percebi uma infinidade de uber uber uber cabify cabify cabify na fatura, mas... Cavaggioni (uma grande amiga que mora nazoropa) diz que eu sou a "doidinha do Uber". Acho que agora não tenho moral para brigar com ela. =D

Mas o que o texto de hoje quer dizer (além de Você está falida este mês)? Cartão de crédito é igual criança, já dizia minha avó: cega a gente. Não vou deixar de usá-lo, muito menos dar a louca e quebrá-lo. Não. Vou apenas ter mais controle (pode acreditar, Cavaggioni!). 

Foi a primeira vez que somei corrida por corrida. Percebi que a maioria foi por pura preguiça de sair da cama mais cedo. O que isso significa? Não devemos nunca, jamais ignorar o despertador. Genteeeeee! Ele só quer nos ajudar. Transporte por aplicativo é bom, mas vamos deixar para quando realmente for indispensável né?! Feriados, saídas à noite, aquela volta para casa mais tarde depois do trabalho, distâncias longas quando o busão passa uma vez na vida e outra quase no dia da morte... Se eu tivesse feito isso antes, já teria comprado um carro, ou feito A viagem pela zoropa. Ai, meu santo dinheirinho! =(

Agora é ter foco na EuroTrip e realmente deixar o carro para aquele dia que ônibus não está passando mesmo. Fica a dica: se você for igual a mim e a essa minha colega, não faça as contas (ou vai doer no coração, além do bolso). Mas reduza (BASTANTE) tipo "pá caralho" a periodicidade dessas viagens.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Cozinha no verão?

Se tem uma coisa que nós desta Casa detestamos é calor. Mas não é qualquer calor. É o fogo do inferno do Hell de Janeiro. Ainda aguardo explicações científicas para essa cidade ser tão quente. Fala sério!

E como no calor é natural ficarmos indispostas para comer (e cozinhar), nada melhor do que um prato rápido de preparar e frio. =D

Por isso, a dica desta sexta-feira em parceria com o blog mais gostoso da vida é...SALADA. Não faz essa cara! Tem salada que é saborosa sim, e essa é praticamente o clássico do universo das saladas. Simples, mas gostosa e, certamente, você vai encontrar o que precisa na geladeira mesmo sendo fim de mês.

Dá um clique aqui para ver a dica completinha no Raiz de Gengibre. ;)



segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Rotina de poder


Já estamos quase no fim do primeiro mês do ano e o que fizemos até aqui? A pergunta não é para mim, nem para você somente, mas para todos nós. Os dias passam depressa, principalmente quando vivemos no modo automático, já percebeu? Por isso, aqui em casa, resolvemos tirar um fim de semana inteiro para organizar a rotina. 

Ué! Mas rotina é "viver no automático", alguns dirão. Não exatamente né?! Com o planejamento de cada semana é possível ser mais produtivo e até criativo, deixando os dias mais gostosos de serem vividos. Então, lá vai a listinha de coisas básicas que planejamos; aquelas que devem ser feitas para garantir que tudo flua, inclusive a paz interior e a tão sonhada EuroTrip. =)

Os 5 quilos que teimam em permanecer no corpitcho da loira aqui vão sair dele ainda no primeiro semestre. Como? Não apenas parando de tomar açúcar com café (a ordem está certa. Acredite!), mas deixando as sobremesas e os pães de lado. Isso fez com que eu organizasse uma espécie de cardápio fixo. 

- Pô! Vai comer sempre a mesma coisa? 
- Calma! Não é bem assim.

Esse cardápio fixo significa que a ideia será sempre a mesma, mas mudando os ingredientes, claro. O café da manhã, por exemplo, será iogurte com granola (aquele feito em casa. Clica aqui pra dar um confere). O almoço, geralmente na rua por causa do trabalho, vai levar bastante proteína e vegetais. No lanche da tarde...Açaí NUVICA com granola. Amooooo! O jantar será torrada com mel e café com leite (sou viciada e ainda não consigo ficar totalmente sem isso) ou uma salada caprichada + uma proteína. Claro que como toda viciada em café, vai rolar uma ou duas canecas do pretinho básico nesse meio tempo aí, mas sem açúcar, sem adoçante, sem nadinha a não ser cafeína. 

Ok, mas não adianta fechar a boca. Então...POLE SPORT. Na Circus Fit (clica aqui para conhecer esse mundo mágico circense) treino duas horas por semana somente. Então, decidi chegar em casa todos os dias à noite (mais fresquinho) e treinar de 1h30 a 2 horas de pole. E essa minha decisão veio após assistir a dois vídeos do canal WeGon (vem ver também). Um deles mostrava uma mulher linda que começou no pole após os 40 de idade e transformou seu corpo (de cheinha para gostosona). A outra (fodástica) além de atleta de Pole Sport também trabalha fora como um ser humano comum. Genteeee! Se ela consegue treinar todos os dias por duas horinhas depois de um dia cansativo na firma, por que eu, você, nós não conseguiremos?!

A grande sacada para decidir organizar esse meu treino em casa foi admitir para mim mesma que eu NÃO ia sair para correr mais que uma vez por semana. Queria muito ter essa disposição, mas não tenho. E ser sincera comigo me fez criar uma rotina de exercícios mais real, que eu, de fato, farei. 

Outra grande mudança na rotina aqui de casa foi ACORDAR CEDO. Oi?! Calma! Isso não significa às 5 da madrugada. Despertador programado para às 7 horas permite me arrumar para o trampo diário na firma, mas antes passear por 20 minutinhos com minha doguinha Nina, que, sim, está precisando perder uns quilinhos. Ela se exercita e ainda ajuda a mamãe a fazer o mesmo. =) E o horário foi escolhido para não queimar as patinhas no asfalto quente. 

Estudos e momentos de relaxamento foram deixados para o fim de semana. Um pedal ou patins além de me proporcionarem bons momentos com amigos, ainda dão aquela força para ficar com pernão. Será? HAHAHAHAHA 

Claro que essa rotina criada só pôde ser possível porque agora moro bem mais perto do trabalho (antes eu levava mais de duas horas para chegar na empresa). Então, cada pessoa tem que criar a sua com base na própria realidade. Isso não significa que passar mais tempo no trânsito te impeça de fazer coisas legais. É preciso aproveitar o momento e criar oportunidades. Minha mãe, por exemplo, vive dizendo que não tem tempo para se exercitar. No entanto, tem uma sala de ginástica no prédio onde mora. Poderia usar o espaço, pelo menos, no fim de semana. Mas nem isso. Será que ela quer mesmo? Até acredito que sim, mas é preciso ter força de vontade para mudar a rotina que não está legal. E também não é só mudar; é preciso mantê-la. Por isso, digo que o mais importante é ser realista consigo próprio. Comer salada o dia inteiro vai te deixar magro, mas vai te fazer feliz? Se a resposta for não, opte por um prato assim em apenas uma refeição do dia. Uma hora de musculação vai ser sofrida? Então nem se matricule na academia. Procure uma atividade que te dê mais prazer (ou menos tédio, se for o caso de não gostar de nada).

E apesar do planner estar com todos os dias da semana preenchidos, ele não é engessado né? Porque tempo para namorar e curtir os amigos...ah! isso a gente sempre dá um jeito. ;)

Partiu criar uma Rotina de Poder também? Um, dois e...VALENDO!