segunda-feira, 24 de julho de 2017

Voo solo

Acho que tenho condições de tirar o meu brevê da casa própria, haja vista que já completei uns bons seis meses de voo solo. Explico: tem só esse tempo que abandonei o conforto, a moleza e também a perturbação que a gente encontra debaixo das asas de papai e mamãe.

Comecei o meu planejamento (sério) de mudança há alguns meses de executá-lo. Sonhava com isso há anos, mas era um passo ambicioso. Comecei a juntar grana, fiz um pequeno enxoval... Afinal, eu não tinha nada além do ar-condicionado na casa dos meus pais. Parei quando o espaço do quarto já não era suficiente e eu já estava quase dormindo em cima das caixas.

Eram nessas muitas caixas que eu mantinha o meu kit de sobrevivência: alguns utensílios domésticos, roupas de banho e cama. Basicamente o mínimo do mínimo para alguém se virar com alguma dignidade. Ou um pouco menos que isso. 

Minha estratégia era ir comprando as coisas paulatinamente para não pesar muito no orçamento e nem ter de contar com caridade de parentes e amigos na hora da mudança. A escolha das coisas para a minha futura casinha era sempre uma alegria, que dessa maneira eu podia também parcelar. 

Pouco depois, essas doses homeopáticas de alegria no meu dia a dia foram substituídas pelo estresse habitual do ritual que se inicia antes da mudança: a terrível e famigerada reforma. Na qual eu me aventurei a servir de ajudante de pedreiro, inclusive. 

Não existe mal que para sempre dure, nem felicidade que nunca acabe. A saga da obra acabou, mas o trabalho ainda não: até hoje algumas das coisas que ficaram por fazer continuam lá por fazer. Mas o objetivo global foi cumprido: finalmente, estou morando sozinha! E as pendências podem ser resolvidas aos poucos. Ou não. A imperfeição também tem lá o seu charme.

Acho que todo mundo deveria passar um tempo morando sozinho. Nesse tempo, você aprende a se virar de todas as maneiras. Eu pude me descobrir montadora de móveis, pintora, decoradora, cozinheira, bombeira hidráulica, enfim, quando me permiti, descobri que eu era capaz de tudo. E me surpreendi. 

Claro que a falta de grana tem muito a ver com isso, né?! A gente sempre encontra soluções criativas para os nossos problemas do dia a dia: fui eu que pintei o apartamento, emassei o teto da cozinha... Cheguei até a trocar o ralo da área de serviço e regular a descarga do banheiro(!). Nada disso tem muito mistério realmente. Só é mesmo cansativo. E ao mesmo tempo, muito gratificante. Imagina você chegar em casa, olhar em volta e pensar: “isso aqui fui eu que fiz; tem um pedacinho meu aqui”. 

Chega a ser poético colocar a mão na massa. E como resultado disso tudo tenho cada cantinho da casa com a minha cara. Tudo fui eu que escolhi: desde a base da mesa da sala de jantar que  comprei na promoção e pintei de dourado para combinar com os ventiladores, até os souvenirs que me dei de presente nas viagens e agora decoram a minha sala de estar. Essa mesma sala de estar/jantar/escritório e sala de TV cujo projeto de decoração fui eu que fiz e executei. 

E hoje eu chego, deito no sofá com uma taça de vinho e a sopinha quente que eu preparei tendo a certeza de que sou a rainha do meu castelo. E o rei só entra se for convidado.


Texto escrito por Andressa Delbons, a rainha da porra toda. 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Brigadeiro de paçoca

Gzus cristinho! Se brigadeiro já não é de Deus; brigadeiro de paçoca então...só pode ser coisa do capiroto. E nossa parceira das comidas goxxxxtosas resolveu criar, testar e aprovar essa miniatura de tentação. 

Aproveitando que julho ainda está aí (e consequentemente as festas de São João), que tal inovar quando for àquela festinha na casa dazamiga? Gemidos (de quem saboreia um bom doce, tá, mente suja?!) garantidos. 

A receita (barata e prática, sempre) você encontra no site Raiz de Gengibre. Então, clica aqui e vem ser feliz, vem!


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Casa com bicho

Aí você acha que o apê está muito vazio e, ao invés de comprar uma palmeira, decide arrumar um bichinho de estimação. Oi?

Ok, cada pessoa com suas vontades, mas vamos ao que interessa: o bichinho cabe no seu apê? Melhor: ele cabe na sua vida? Vejamos as melhores opções de animais para quem mora sozinho.

Geralmente, pensamos logo em cães e gatos. Os FELINOS são ótimos se você é o tipo de pessoa que não é lá muito organizada e passa muito tempo fora de casa [apesar de acreditarmos aqui que se fulano não fica muito em casa, para que vai ter um bichinho?! Mesmo gatos curtem presença, atenção e muitas, muitas brincadeiras]. Gatíneos, de fato, são animais bem independentes. Pode deixar água fresca e comida à vontade. Junte a isso uma caixa de areia limpa e alguns brinquedos, e eles passam horas sem nem lembrar que você existe. Maaaas, horas não significam dias. No fim, o bichano vai sim sentir sua falta e até querer brincar (felinos têm hábitos noturnos, então sabe aquele momento em que você pretende deitar para ler um livro e começar a chamar o sono? Prepare-se para um susto de leve com um lindo gatinho pulando sobre você! Tudo porque ele quer brincar). Ah! Um detalhe bem importante: redes de proteção. Não existe essa que gato vai para a rua, mas sempre volta. Ele pode até voltar, porém com algum machucado ou doença em consequência de brigas com outros animais lá fora.

CACHORRO -->> A primeira questão é o tamanho: pequeno, médio, grande, enorme, peludo, pelado. Tudo isso faz uma enorme diferença. Inclusive o temperamento do animal (e nesse caso a raça pode ser um indicativo) conta bastante, pois imagine o quanto seus vizinhos vão te amar se o bichinho começar a latir assim que você sair para trabalhar. A raça Yorkshire Terrier é bem desse tipo de latir por qualquer coisa. Além disso, cães de médio a grande porte não são indicados para apartamentos [veja bem! Eu disse "indicados"]. Isso não significa que só possam morar em casa com aquele quintal do tamanho de dois campos de futebol. A questão aqui também tem a ver com a personalidade do animal. Mesmo cães de porte grande podem viver muito bem em apartamentos por serem tranquilos e um tanto preguiçosos. 

Em contrapartida, existem cotocos que necessitam de bastante espaço, pois correm o dia inteiro. O grande contra de ter um cão é que este animal pede muita atenção. Não dá para deixar água e comida acreditando que ele vai ficar bem. O cachorro requer muita atenção, banho semanal e passeio diário. Sem isso, o bichinho pode até adoecer e entrar em depressão. 

CALOPSITA (E AFINS) -->> Primeiro de tudo: pássaro em gaiola NÃÃÃÃÃÃÃO! O que o coitado fez para merecer prisão perpétua? Me diz! Ainda que seja um viveiro, se não for aquele que permite bater asas e voar, é prisão sim. Ok, eu já tive uma calopsita linda (e marrenta) chamada Vitória. A bichinha achava que era cachorra; talvez por conviver com uma e andar pela casa solta. No entanto, ela não vivia presa. As penas das asas eram aparadas, mas de tal forma que não a impedia de voar. De qualquer forma, a pentelha preferia andar mesmo e brincar com a bola da Layla (poodle) e ai de quem tentasse pegar (ai até da Layla. Coitada da cachorra!). No caso de optar por isso, lembre-se que a casa precisa ser telada, não apenas para evitar que o pássaro voe para fora, mas, principalmente, para impedir que gaviões capturem-no.

PEIXE -->> Sorry! Mas isso não conta como bicho de estimação. hahahaha Zoeira. Quem opta por um aquário cheio de peixinhos pensando que dá menos trabalho...se fuuuuu! Imagina a trabalheira que dá limpar essa porra mensalmente, no mínimo. 

ESQUILO DA MONGÓLIA, HAMSTER E AFINS -->> Os roedores são lindos e não, não são fedorentos. Fedorento é quem cuida (ou deveria cuidar) do bicho sem fazer a devida limpeza semanal na casinha dele. Tirando essa parte da limpeza, são ótimos para quem adora interagir com algum animal, mas tem pouco espaço, mora em local onde qualquer barulho vira um problemão ou passa muito tempo fora de casa. 

MINI PIG -->> Esse micro porquinho (não tão micro assim, pois os bichinhos podem chegar ao tamanho de um cão de porte médio), virou sensação no Brasil - ou como um amigo diria, "modismo". A criação dele é bem parecida com a de um cachorro (incluindo banhos e atenção redobrada à pele, que no verão pede protetor solar). E para que seu mini pig não te surpreenda virando um leitão, procure comprá-lo de um criador certificado, beleza? 

Vale lembrar que, antes de escolher seu bichinho, você precisa ter em mente que ele vai precisar de alimentação diária, horas de dedicação e, em alguns casos, passeios e banhos frequentes. Mas seja ele qual for, vacinas e cuidados médicos serão sempre necessários. Isso custa dinheiro. Na verdade, diria que custa quase tanto quanto um filho (humano). Sendo assim, pense bem!

Esta Casa gostaria de deixar bem claro que não concorda com a criação doméstica de animais exóticos, como coruja, salamandra, cobra, tarântula, iguana, furão, cacatua, chinchila y cosas así. Apesar de amarmos a série norte-americana Friends e acharmos mega engraçado Ross com um macaco e Chandler e Joey criando um pato e um galo dentro de um apartamento, na vida real, por favor, NÃO. Vamos deixar esses bichinhos em seus habitats naturais ou em centros de controle e proteção vinculados ao Ibama né? ;)



sexta-feira, 7 de julho de 2017

Pizza porque hoje é sexta

Hoje é sexta-feira e sexta-feira pede PIZZA! Mas como a crise tá braba para geral, melhor fazer em casa né?! Dá trabalho? Nada. Afinal, nosso lema é não ter trabalho, usar pouca louça e...COMER.

Por isso, após algumas semanas de férias (porque somos filhos de Deus também), selecionamos uma receita diva para fazer hoje, no aconchego do lar, para comer assistindo Netflix grudada no mozão (ou na mozi ou no cachorro, periquito, papagaio, não importa).

Com vocês, a pizza da Aurora! Sim! A Beagle experimentou. Clica aqui para ver no blog Raiz de Gengibre como é fácil e prática essa receitinha para matar a fome de sexta!