segunda-feira, 10 de abril de 2017

A saga da mudança

OLX, Zap, grupos de Facebook. Tudo era fonte de pesquisa na tentativa de encontrar meu novo cantinho. O problema é que anúncio engana muito. Como pode um imóvel de, no máximo, 40 metros quadrados ser considerado "apartamento padrão", já que, por definição, este tem quarto, sala, cozinha e banheiro (tudo bem separadinho)? Encontrei muitos assim. Foi então que resolvi fazer um filtro mais preciso só com as fotos: se não tivesse espaço para a máquina de lavar (ou esta ficasse no banheiro) não servia para mim. Odeio lavadora no banheiro. Muita agonia disso. Sem falar que as roupas levam uma vida para secar, por falta de ventilação adequada nesse cômodo. Só com esse "filtro" já eliminei uns 10 anúncios que tinha selecionado. 

Depois disso, minha seleção levou em conta outros detalhes, como ser mais rigorosa no valor máximo a pagar. No início, eu estava aberta a extrapolar uns 200 reais do que eu realmente poderia bancar. Depois pensei: e no próximo ano, como vou encarar um reajuste se já começar com um aluguel acima do que posso pagar? E lá se foram mais uns sete anúncios.

Sem sacanagem! Acho que eu tinha mais de 20 anúncios selecionados antes dessa triagem. Fiquei perdidinha. Resolvi então colocar numa folha informações básicas como bairro, quantidade de quartos, metragem do imóvel, aluguel e taxas, contato, o link para o anúncio e...meus comentários sobre ele. Foi isso que fez toda a diferença para não ficar tão perdida nessas idas e vindas de contatos com corretores. Eram comentários básicos como: "vista legal, mas muito pequeno". Ou "parece grande, mas tem muitos armários". Ou ainda "lindinho. Preciso conferir localização e altura do pé direito". Pé direito? É isso mesmo. Para quem faz Pole Sport e tem uma barra de pole em casa isso é primordial. 

Quando, por fim, fiz essa triagem de anúncios chegou a hora de agendar as visitas. Outro problema porque os corretores não querem mais atender o cliente no horário que ele pode, mas sim quando ele (corretor) quer. Daí junta uma galera interessada e abre o apartamento. Oi? Não, obrigada. Quero privacidade para entrar, sentir o lugar, andar de um cômodo a outro sem pressa. Mesmo assim, consegui agendar algumas visitas. Amei o primeiro imóvel. Amei tudo nele. Mas, (sempre tem um mas) a ficha do meu fiador não foi aprovada. E aí vêm algumas dicas!

Fiador: geralmente pedem que a pessoa tenha imóvel quitado no mesmo município e com renda igual ou superior a três vezes o valor do aluguel. A sua renda também precisa ser três vezes o valor do aluguel. Então, antes de sair catando fiador e enviando a documentação, é melhor conferir com a imobiliária (ou direto com o proprietário) essas exigências.

Seguro-Fiança: a tapada aqui descobriu que ele é pago anualmente, como o seguro de um carro. Sim, eu achava que bastava pagar uma vez se nada de errado acontece com o imóvel. #SQN

Caução: geralmente é três vezes o valor do aluguel (sem as taxas de condomínio e IPTU). Essa costuma ser a garantia preferida de quem procura um imóvel para alugar, porque tem menos burocracia. O problema é que precisa ter uma grana de reserva para usar e só ter de volta quando o contrato acabar (e o apê for entregue). 

Esse apê eu encontrei "por acaso" (veja aqui) e me apaixonei. Durante a visita eu ia fazer várias perguntas à proprietária, mas antes mesmo que eu fizesse a primeira ela já foi contando tudo. Queria saber (e é sempre bom perguntar) sobre a vizinhança, por que está se mudando do local, se pode ter animais (e se pode telar as janelas - para quem tem criança ou gato). Olhe tudo também. Abra e feche portas, armários, duchas e torneiras. Dê aquela olhadela - de rabo de olho mesmo - em rodapés e bases das portas (para ver se estão em bom estado). Se algum armário ou eletrodoméstico ficar no apartamento, é bom conferir se estão bem conservados. Tudo isso, claro, pode e deve ser visto na vistoria de entrada (super necessária. Não deixe de fazer e de documentar por escrito e com fotos, se necessário), mas como a vistoria só é feita após a assinatura do contrato, é bom aproveitar a visita para olhar esses detalhes e saber se ali é onde você realmente quer morar por alguns anos.

Ah! Na hora de assinar o contrato muita atenção. Leia duas, três vezes ou mais até entender cada ponto. E se tiver dúvida ou não concordar com algo, fale, sugira, mas não assine com pontos obscuros. E sim, o aluguel pagamos após morar, mas IPTU e condomínio pagamos no mês em que entramos (proporcional, claro).

No meu novo apê a vistoria será feita somente amanhã (três dias após a minha entrada), mas eu já anotei e fotografei algumas coisas que percebi durante a mudança. Claro que corro o risco da proprietária dizer que o piso não estava daquele jeito e que a parede foi riscada na mudança. Mas conto com a honestidade dela, pois na véspera da minha mudança, o pintor estava lá fazendo lambança. De qualquer forma, deveria ter feito antes de entrar no apê. Falha minha!

Quanto à mudança em si só tenho uma coisa a dizer (algumas, na verdade). A primeira é: contrate um caminhão baú. Vai que chove no dia e seus móveis ficam encharcados né? Chame aqueles amigos maneiros que topam qualquer parada para ajudar. Vá colando as caixas e os móveis nos cômodos onde ficarão definitivamente (assim economiza tempo). Cães, gatos e qualquer outro bichinho de estimação é melhor deixar fora da mudança. Leve-o para casa apenas no dia seguinte, quando a bagunça do entra e sai tiver terminado (para o bem dele).

Bom, é isso! Fique agora com algumas imagens do meu novo cafofinho. 

Lar doce Lar



Cantinho especial das minhas filhotas.

Minha amiga Suellen e minha mãe prepararam esse cantinho na lavanderia. Ficou fofo. 

Depois de um dia cansativo, o descanso merecido.

Como a porta só abre por fora com chave,
minha mãe colou esse lembrete na maçaneta. 






2 comentários:

  1. Que maravilha, já está curtindo seu novo cantinho. Boa sorte querida em seu novo lar. Que tudo corra bem em todos os sentidos. Beijos e fique com DEUS.

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