segunda-feira, 24 de abril de 2017

Assédio até na mudança

No texto anunciando a mudança de casa havia citado que até mesmo assédio sexual havia sofrido. Então, volto aqui para falar melhor sobre isso e alertar a todos e todas sobre esse risco. 

Após a assinatura do contrato é normal começar o corre-corre atrás de transportadora para levar todas as nossas tralhas. Foi aí o problema. Entrei em contato via e-mail e formulário com diversas empresas que fazem mudanças, para orçar a minha. Apesar de informar apenas o básico para o serviço (quantidade e tipo de móveis, pontos de partida e chegada, data da mudança, se tem ou não elevador, se é casa ou edifício, andar etc.) também temos que informar, claro, nome, e-mail e telefone para que as empresas entrem em contato.

Um dia após solicitar o orçamento a umas cinco empresas, um homem ligou para o celular com o número restrito (quando o identificador de chamadas não mostra o número). Disse algumas barbaridades em poucos segundos de ligação, pois imediatamente eu desliguei. Não satisfeita, a criatura ligou usando o WhatsApp. Grande burrice da pessoa, pois foi nesse momento que a foto dele apareceu para mim. Como eu sequer atendi esta chamada, ele mandou um SMS me xingando. 

- Mas de onde surgiu essa pessoa? - me perguntei.

Lembrei que na noite anterior havia informado meu telefone a pessoas desconhecidas, ou melhor, a empresas, mas que são gerenciadas por...pessoas. Liguei uma coisa à outra e resolvi agir. Enviei e-mail a todas as empresas de forma coletiva comunicando o fato, caracterizando-o como crime de assédio sexual. Junto à mensagem, anexei a foto da criatura. Algumas horas depois comecei a receber retorno por e-mail dizendo que a pessoa não era funcionário da empresa e que, sim, eu agi corretamente ao notificar as empresas sobre o ocorrido. 

Caso as ligações e as mensagens continuassem, teria reportado isso à Policia. 

Então é isso. Tenha bastante cuidado ao contatar empresas para qualquer coisa (telar janelas, fechar varandas, transportar móveis, dedetizar o imóvel etc.). Tudo que permitir várias pessoas ter acesso ao seu endereço ou telefone pode ser um risco; logo é melhor se precaver. Ou seja, no caso de precisar passar o endereço, nunca informe-o todo. Se for apartamento, não diga o número do apê. Se for casa, diga "próximo ao número X" e, neste caso, deixe o telefone como forma de contato. Ah! E se seu celular ainda não tem um aplicativo que grava ligações, instale-o. Ajuda bastante para registros de ocorrências. Além disso, manter o histórico de trocas de mensagens, seja por e-mail, SMS, Facebook ou WhatsApp é sempre bom (pelo mesmo motivo).

#FicaAdica


*Imagem: Canal da Haru

segunda-feira, 10 de abril de 2017

A saga da mudança

OLX, Zap, grupos de Facebook. Tudo era fonte de pesquisa na tentativa de encontrar meu novo cantinho. O problema é que anúncio engana muito. Como pode um imóvel de, no máximo, 40 metros quadrados ser considerado "apartamento padrão", já que, por definição, este tem quarto, sala, cozinha e banheiro (tudo bem separadinho)? Encontrei muitos assim. Foi então que resolvi fazer um filtro mais preciso só com as fotos: se não tivesse espaço para a máquina de lavar (ou esta ficasse no banheiro) não servia para mim. Odeio lavadora no banheiro. Muita agonia disso. Sem falar que as roupas levam uma vida para secar, por falta de ventilação adequada nesse cômodo. Só com esse "filtro" já eliminei uns 10 anúncios que tinha selecionado. 

Depois disso, minha seleção levou em conta outros detalhes, como ser mais rigorosa no valor máximo a pagar. No início, eu estava aberta a extrapolar uns 200 reais do que eu realmente poderia bancar. Depois pensei: e no próximo ano, como vou encarar um reajuste se já começar com um aluguel acima do que posso pagar? E lá se foram mais uns sete anúncios.

Sem sacanagem! Acho que eu tinha mais de 20 anúncios selecionados antes dessa triagem. Fiquei perdidinha. Resolvi então colocar numa folha informações básicas como bairro, quantidade de quartos, metragem do imóvel, aluguel e taxas, contato, o link para o anúncio e...meus comentários sobre ele. Foi isso que fez toda a diferença para não ficar tão perdida nessas idas e vindas de contatos com corretores. Eram comentários básicos como: "vista legal, mas muito pequeno". Ou "parece grande, mas tem muitos armários". Ou ainda "lindinho. Preciso conferir localização e altura do pé direito". Pé direito? É isso mesmo. Para quem faz Pole Sport e tem uma barra de pole em casa isso é primordial. 

Quando, por fim, fiz essa triagem de anúncios chegou a hora de agendar as visitas. Outro problema porque os corretores não querem mais atender o cliente no horário que ele pode, mas sim quando ele (corretor) quer. Daí junta uma galera interessada e abre o apartamento. Oi? Não, obrigada. Quero privacidade para entrar, sentir o lugar, andar de um cômodo a outro sem pressa. Mesmo assim, consegui agendar algumas visitas. Amei o primeiro imóvel. Amei tudo nele. Mas, (sempre tem um mas) a ficha do meu fiador não foi aprovada. E aí vêm algumas dicas!

Fiador: geralmente pedem que a pessoa tenha imóvel quitado no mesmo município e com renda igual ou superior a três vezes o valor do aluguel. A sua renda também precisa ser três vezes o valor do aluguel. Então, antes de sair catando fiador e enviando a documentação, é melhor conferir com a imobiliária (ou direto com o proprietário) essas exigências.

Seguro-Fiança: a tapada aqui descobriu que ele é pago anualmente, como o seguro de um carro. Sim, eu achava que bastava pagar uma vez se nada de errado acontece com o imóvel. #SQN

Caução: geralmente é três vezes o valor do aluguel (sem as taxas de condomínio e IPTU). Essa costuma ser a garantia preferida de quem procura um imóvel para alugar, porque tem menos burocracia. O problema é que precisa ter uma grana de reserva para usar e só ter de volta quando o contrato acabar (e o apê for entregue). 

Esse apê eu encontrei "por acaso" (veja aqui) e me apaixonei. Durante a visita eu ia fazer várias perguntas à proprietária, mas antes mesmo que eu fizesse a primeira ela já foi contando tudo. Queria saber (e é sempre bom perguntar) sobre a vizinhança, por que está se mudando do local, se pode ter animais (e se pode telar as janelas - para quem tem criança ou gato). Olhe tudo também. Abra e feche portas, armários, duchas e torneiras. Dê aquela olhadela - de rabo de olho mesmo - em rodapés e bases das portas (para ver se estão em bom estado). Se algum armário ou eletrodoméstico ficar no apartamento, é bom conferir se estão bem conservados. Tudo isso, claro, pode e deve ser visto na vistoria de entrada (super necessária. Não deixe de fazer e de documentar por escrito e com fotos, se necessário), mas como a vistoria só é feita após a assinatura do contrato, é bom aproveitar a visita para olhar esses detalhes e saber se ali é onde você realmente quer morar por alguns anos.

Ah! Na hora de assinar o contrato muita atenção. Leia duas, três vezes ou mais até entender cada ponto. E se tiver dúvida ou não concordar com algo, fale, sugira, mas não assine com pontos obscuros. E sim, o aluguel pagamos após morar, mas IPTU e condomínio pagamos no mês em que entramos (proporcional, claro).

No meu novo apê a vistoria será feita somente amanhã (três dias após a minha entrada), mas eu já anotei e fotografei algumas coisas que percebi durante a mudança. Claro que corro o risco da proprietária dizer que o piso não estava daquele jeito e que a parede foi riscada na mudança. Mas conto com a honestidade dela, pois na véspera da minha mudança, o pintor estava lá fazendo lambança. De qualquer forma, deveria ter feito antes de entrar no apê. Falha minha!

Quanto à mudança em si só tenho uma coisa a dizer (algumas, na verdade). A primeira é: contrate um caminhão baú. Vai que chove no dia e seus móveis ficam encharcados né? Chame aqueles amigos maneiros que topam qualquer parada para ajudar. Vá colando as caixas e os móveis nos cômodos onde ficarão definitivamente (assim economiza tempo). Cães, gatos e qualquer outro bichinho de estimação é melhor deixar fora da mudança. Leve-o para casa apenas no dia seguinte, quando a bagunça do entra e sai tiver terminado (para o bem dele).

Bom, é isso! Fique agora com algumas imagens do meu novo cafofinho. 

Lar doce Lar



Cantinho especial das minhas filhotas.

Minha amiga Suellen e minha mãe prepararam esse cantinho na lavanderia. Ficou fofo. 

Depois de um dia cansativo, o descanso merecido.

Como a porta só abre por fora com chave,
minha mãe colou esse lembrete na maçaneta. 






sexta-feira, 7 de abril de 2017

Saindo de casa (de novo)

O ano começou normal, eu planejando a Eurotrip até que pah! Quero mudar de apartamento. Mais ainda: quero mudar de bairro, de região. Isso pode ser normal para muita gente. Não para mim, virginiana de carteirinha. Não curto mudanças (no geral). Só que dessa vez, eu senti necessidade de mudar (de vida).

O bairro onde moro desde que me entendo por gente é quase uma cidade de tão grande. Digo que é minha Stars Hollow particular (Stars Hollow é o nome da cidade onde se passa a série Gilmore Girls). Isso porque é bem arborizado, praticamente todos se conhecem, sem contar que tudo fazemos por aqui (porque realmente leva-se horas para se deslocar daqui a qualquer outro ponto da cidade). Mas apesar de amar tudo isso, a distância do meu trabalho começou a pesar. Duas horas. Esse é o tempo de deslocamento (por trecho). Muito cansativo fazer isso de segunda a sexta. Fora as despesas com Uber quando saio com os amigos. 

Foi literalmente do dia pra noite que resolvi me mudar. Comecei a saga em busca do "imóvel perfeito". A triste realidade é que ele não existe; pelo menos não dentro do meu orçamento. Associar proximidade com o trabalho a bairro tranquilo, mas não deserto, apartamento maneiro, em prédio maneiro, com vizinhos maneiros e ainda aluguel e garantias dentro do que posso oferecer...Ufa! Não deu. Daí percebi que o segredo está em fazer concessões: não terei isso, mas terei aquilo. 

Esse imóvel para onde vou surgiu de uma forma um pouco inusitada. Tinha acabado de visitar dois imóveis. Um apê maneiro, pertinho do trabalho, mas em um prédio estranho. Outro, super bem localizado, em um edifício legal, mas muito pequeno e mal dividido. Já estava sem esperança, pois aqueles eram os últimos da minha listinha de "apês selecionados para visitas". Até que me deu um estalo no metrô de ligar para outros dois que estavam na lista de "segunda opção". A proprietária estava no imóvel, me recebeu no mesmo dia. Me apaixonei pela casa, pelo bairro, por tudo. E tem mais: o primo dela trabalha na mesma empresa que eu (em outro Estado). Essas "coincidências" que aproximam as pessoas.

No próximo sábado farei minha mudança. Estou ansiosa, pois vou morar em outro bairro, em outra região da cidade, longe da minha família (mas perto das polefriends). Tudo novo para mim. Se vai dar certo? Eu farei dar. 

Mia (gatínea) se escondendo na caixa para não se mudar. Ela curte a varanda e no novo apê não tem.
O próximo texto vai falar sobre os perrengues passados desde o primeiro apê que tentei alugar e os macetes para evitá-los (até assédio sexual sofri nesse processo). Pode ficar de olho aqui e no Facebook porque segunda-feira mesmo já teremos atualizações nesta Casa.

Uma amostra do caos que ficou o quarto do Pole cheio de caixas.