segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Repaginando o aparador

Era um fim de semana de sol, eu passeando com a minha mãe pelas ruas do bairro depois daquele almoço de domingo, quando avistei ele: o aparador. Cor de madeira com detalhes em vermelho pintados com alguma tinta muito vagabunda, puxadores improvisados ou sei lá o quê. 
- Está vendendo, moço? - perguntei para um homem com cara de quem já tinha acordado bêbado.
- Tô sim. R$ 50.
- Opa! Vou ver se consigo um frete e volto aqui para levar, tá?

Consegui uma boa alma que colocou dentro de seu carro aquela madeira velha, cheia de poeira e talvez aranhas, mas cheia de potencial também. Ficou encostada um bom tempo num canto da sala até que minha mãe...
- Bora pintar isso até o Natal!
- Já é!

As gavetas foram bem lixadas antes de receberem a tinta. O restante do móvel recebeu uma lixada básica também para tirar o verniz original e aquela tinta deus-me-livre. Foram apenas duas demãos de tinta. Escolhi uma cor da Suvinil com um tom mais para o grafite seguindo a sugestão de um amigo que entende dos paranauê. Foi preparada na hora com efeito acetinado (quis fugir um pouco da mesmice de móvel com brilho).

Minha primeira ideia era pintar com spray, mas como não achei a cor, tive que mandar fazer e, com isso, só na lata comum, usando pincel próprio para madeira.

O ideal é esperar, pelo menos, uma hora entre uma demão e outra. Depois, deixar secando por mais de oito horas em local arejado. Se o tempo estiver chuvoso, talvez seja necessário mais tempo para secar bem. Uma semana depois coloquei os puxadores, da mesma paleta de cor do móvel. Encontrei bem baratinhos na Leroy Merlin. Vocês vão perceber que uma das gavetas ainda está sem o puxador. É que preciso de uma força bruta para retirar o parafuso que o vendedor bebum colocou para o puxador velho. Os outros três eu até consegui tirar, mas este não quer sair por nada.


Apaixonada pelo meu móvel novo. *_*

Podem dizer: só com a mente muito aberta para ver beleza nesse móvel assim né?

Minha mãe dando aquele trato no aparador. Tks, mom.
Para não sujar o cômodo onde estiver pintando, sugiro colocar plástico no chão e, se necessário, nos móveis ao redor. Já utilizei jornal, mas quando cai tinta nele, o jornal gruda tanto no chão, quanto no móvel e aí fica ruim. Com o plástico isso não acontece. Dei uma de Dexter e encontrei uma embalagem com 4 metros de plástico (também na Leroy Merlin). Dá para cobrir a casa inteira se quiser. =P

Provando que nem tudo que parece lixo é lixo.

Ah! Aproveitando a onda de reformas... para receber a Mia com segurança aqui em casa (veja o post da semana passada), eu tive que telar a varanda. Mas como a grade estava muito feia, cheia de ferrugem, eu dei um trato nela antes. Retirei a grade extra de arame que tinha, lixei a balaustrada tooooda para deixá-la sem ferrugem e lisa para receber a primeira demão de tinta. Uma hora depois, a segunda demão. Como o tempo estava chuvoso, levou dois dias para secar e, com isso, atrasou um dia a instalação da rede de proteção. Optei pela cor preta nas grades porque escolhi a rede preta. Ficou muito melhor agora, não? ;)

Grade da varanda com cara de nova e agora também com rede de proteção para a Mia.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Casa cheia (de amor)


Era uma quinta-feira normal, de folga do trabalho, que aproveitei para levar Nina e Layla para cortarem o cabelo. Seria uma quinta-feira mais normal, na verdade, se eu não tivesse voltado para casa com uma gata. Não. Layla e Nina realmente estavam gatinhas com seus lacinhos novos e de cabelos escovados, mas me refiro a outra gata, aquele felino que se acha dono do espaço e só recebe carinho quando quer. 

Lá estava ela, deitada bem no meio da petshop quando entrei com minhas duas filhas de quatro patas. Sonho (como era chamada) logo veio brincar comigo e com as cachorras. Me encantei. Um gato que brinca com cachorro!
- Posso levar?
- Se você garantir que vai cuidar bem dela...
- Juro juradinho.

E lá volto eu para casa com duas cachorras e uma gata no carro. "Minha família vai surtar quando souber" - só conseguia pensar nisso e no quanto aquela gatinha ia mudar a minha vida. Tive que telar o apartamento todo em poucos dias para garantir o prometido ao ex-tutor dela (e isso levou uma graninha que não esperava sair da minha poupança tão cedo). Minha varanda, antes sinônimo de liberdade, ficou cercada pela rede de proteção, impedindo a mim de me debruçar sobre a balaustrada sentindo a brisa da noite e contemplando as estrelas. O quarto de arte foi todo reorganizado para receber uma caixa de areia e potes de comida e de água sem que ela derrubasse nada pelo caminho (lembrando que nesse quarto ficavam à mostra cavalete, tintas, pinceis, caixotes etc.). Ah! Agora tem um rato rosa que perambula pela minha sala fazendo um barulho estranho e minha linda poltrona de retalhos... espero que ela sobreviva até o Natal. Porque mesmo eu comprando dois arranhadores, a bonita quer afiar suas garras no meu colchão e na poltrona que é o meu xodó, presente de mamãe.

Tapete na sala? Nunca mais, eu sei. Casa sem poeira? Até consigo, mas sem pelos já não garanto. E não importa quantas vezes eu limpe, basta ela respirar para soltar um tufo. Os armários estão trancados porque a belezinha consegue abrir cada porta para tirar roupas das gavetas silenciosamente na madrugada. Tive que recorrer às chaves.

E após o susto, a família até que aceitou bem a Mia. Não critiquem o nome. Era esse ou Treze (em homenagem à médica do seriado House e para brincar com o "número da sorte", claro).  

Ainda estou me acostumando à vida de gateira. Ela não curte carinho a qualquer momento, como minhas cachorras. Ela reclama se eu fizer movimentos bruscos para brincar (morde e arranha como forma de protesto), não me obedece. Na verdade, ela caga para o que eu digo; me olha com aquela cara de rainha da Inglaterra e segue andando. Mas acho que com mais algumas semanas vamos nos adaptando uma a outra, e ela às cachorras, e assim a vida será mais harmônica. 

Então é isso! Minha roupa ficará cheia de pelos e minha carteira certamente mais vazia, mas minha casa ficará ainda mais alegre porque bichinho, seja ele qual for, contagia o ambiente com boas vibrações. <3

E podem enviar dicas, qualquer dica mesmo, sobre cuidados com gato, porque nessa área eu sou mãe de primeira viagem.