segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Colega de quarto, de cozinha, de banheiro...

Aí você decidiu sair da casa dos seus pais, avós, whatever... e percebeu que ser gente grande não é muito barato. A solução pode estar em dividir o apê com um amigo, primo, aquela pessoa que está na mesma situação que você. Mas daí vem a pergunta: vai dar certo? 

Fórmula não existe, mas uma certa dose de bom senso na hora de pensar em quem poderia compartilhar a casa contigo ajuda a aumentar as chances dessa união completar, pelo menos, bodas de algodão.

Eu tenho sérios problemas para dividir até quarto com irmão. Agora, imagine uma casa. Já dividi quarto com irmãos, já morei numa república (na primeira fui convidada a me retirar após um mês. Na segunda até que a vida foi mais legal comigo) e agora... lar doce lar (moro eu e minhas filhas de quatro patas). Sei que o problema está em mim: sou virginiana, daquele tipo que observa até se o interruptor está com poeira depois que a faxineira passou por aqui (papo para o próximo texto), então por mais que o apê tenha espaço, eu ocupo todo ele com a minha vida, com os meus objetos, as minhas manias. Mesmo assim, semana passada considerei de verdade a possibilidade de dividir o apartamento com um amigo; sim, do sexo masculino. Claro que só pensei nisso porque a pessoa é tão ou mais virginiana que eu, ou seja, mega organizada e super na dela. 

Esse amigo de outro Estado veio passar uma semana no Rio de Janeiro e ficou hospedado aqui em casa. Confesso que na véspera de sua chegada bateu frio na barriga: como aguentar uma pessoa morando comigo por uma semana?! #MEDO Mas olhem só: encontrei o "colega de quarto" perfeito. Brick acorda cedo (bota cedo nisso) e não me acorda. Brick faz café da manhã pra ele com direito a ovos mexidos, pão, queijo e café e, de quebra, deixa uma porção para mim. Brick passa horas com a cara no computador trabalhando e ouvindo música com fone de ouvido (ninguém tem a obrigação de gostar das suas músicas). Brick lava até a louça (ok, nem sempre). E o melhor, Brick é gente boa, divertido e MEU AMIGO.


O que eu quero dizer com tudo isso, que até então pode parecer desconexo, é que para dividir a casa com alguém, independente do motivo, tem que ser com uma pessoa muito, mas muito parecida com você, ou a chance da amizade acabar no primeiro mês é enorme. Por mais amigas que possam ser, quando passam muitas horas sob o mesmo teto, usando a mesma cozinha e compartilhando o mesmo banheiro, tudo muda. Ok, o "colega de quarto" não precisa ser do mesmo signo que você, mas precisa pensar como você, de verdade. Porque na teoria ninguém quer uma casa suja e bagunçada. Mas na prática, quem vai se mexer para lavar o banheiro? Quem vai lavar a louça antes que aquele prato e os dois talheres se multipliquem? Então, como pode ver, não basta ter boas intenções, ter regras de boa convivência e uma amizade de longa data. É preciso saber como é essa pessoa dentro da própria casa. Se o quarto atual dela for um caos, não tenha a ilusão que ela vai manter uma casa inteira em ordem. Pode até não bagunçar os espaços comuns do apê, mas daí a limpar e arrumar no dia da faxina já é outra história. Agora, você pode não estar nem aí para a montanha de louça, o limo no vaso, a camada de 10 cm de poeira, o som alto, as visitas inesperadas. Se você for desse tipo, beleza! Quanto menos preocupação (ou chatice, dizem pra mim), mais fácil encontrar um bom parceiro. Porque para dividir uma casa tem que ser mais que bons amigos. Precisam ter as mesmas manias. É sério! =P



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