segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Unhas para quem cuida da casa

Se tem uma coisa que eu detesto é salão de beleza. Podem me crucificar! Talvez seja porque eu não frequento um salão para tudo e não vou com grupinho de amigas, então acho chato. E por achar um saco, corto o cabelo duas vezes por ano, pinto idem e unhas faço em casa. Ou melhor, fazia (quando fazia né?!). Não que eu seja desleixada. Mas vamos combinar que os esmaltes de hoje mal duram quatro dias para quem nem louça lava; agora imagina para nós, mortais, que precisamos limpar a casa e lavar pilhas de pratos... Não tinha mesmo ânimo para pintar.

No entanto, uma amiga dazOropa descobriu uma técnica maravilhosa que garante unhas perfeitas por um mês. Passei semanas procurando isso aqui no Brasil e nada. Até que um belo dia descobri um salão que utiliza essa técnica. Na verdade, na verdade, nem sabemos se é a mesma, porque o produto parece ser diferente, mas o resultado é igual. E era isso que eu queria: unhas pintadas eternamente. 

Banho de gel com esmaltação em gel.

Alongamento modelado em gel com banho de gel e esmaltação comum.

A primeira vez que eu fiz, foi o banho de gel com esmaltação em gel. O resultado foi unhas pintadas e com brilho por cinco semanas. Quando as unhas crescem começa a aparecer a parte branca perto da cutícula, claro. É nesse momento que a mulher sente a necessidade de refazer o processo. 

Aqui a unha já com cinco semanas (banho de gel + esmaltação em gel),
implorando manutenção devido ao crescimento dela, mas ainda com O brilho. =D

Mas quando eu voltei ao salão, usei outra técnica: a de alongamento modelado em gel, que também utiliza banho de gel. Optei por esse alongamento porque minhas unhas estavam pequenas e quebradiças. O banho de gel serve para fortalecer a unha verdadeira e garantir a durabilidade do esmalte. Exatamente por esse último detalhe, neste meu retorno à esmalteria eu pintei com esmalte comum (não optei por pintar com o esmalte em gel). E o resultado foi bem semelhante. A diferença de usar o esmalte comum é que o brilho dele vai saindo com o tempo. Só que isso a gente resolve com um extra brilho né? =D Outro detalhe é que o esmalte em gel eu só conseguiria tirar na esmalteria. Já o comum, caso eu canse da cor antes da manutenção, eu posso tirar com removedor e pintar de novo a qualquer hora. 

O maior barato disso, seja o alongamento ou apenas o banho de gel, é o fato de poder lavar quantas louças for preciso, dar aquela faxina na casa e no fim do dia sair lindamente com as unhas por aí. Sem precisar retocar, sem precisar se preocupar. O sonho de toda mulher que não tem empregada. 

O preço? Vai variar de salão para salão, claro. Mas fica entre 100 e 200 reais na Barra da Tijuca, um bairro nobre da zona oeste carioca (bairro este que se acha zona sul, estilo Ipanema, Leblon). Achou caro? Eu também, mas só pense que não terá que se preocupar em fazer as unhas por um mês inteiro (ou mais, se suas unhas não crescerem rapidamente).

Curtiu a ideia de ficar com as unhas feitas o mês inteiro? Então procure um salão que utilize a técnica banho de gel com esmaltação em gel. São esses dois detalhes que vão garantir a durabilidade e o brilho do esmalte. =) A técnica Alongamento modelado em gel é somente para quem deseja aumentar o tamanho da unha. Ah! E não deixe que te enganem. Tanto a primeira, quanto a segunda técnica exigem o uso da cabine ultravioleta. E o esmalte em gel tem a embalagem toda preta ou cinza escuro. Ou seja, não dá para ver a cor dele pelo vidrinho, somente pelo mostruário. Existem esmaltes sendo vendidos como gel, mas que além de terem a embalagem transparente (como qualquer esmalte), não exigem a utilização da cabine UV. Sendo assim, o resultado não será o mesmo que eu comprovei. ;)

Foto: divulgação

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Independência nível Hard

Quando eu era criança, fazia planos com minhas amiguinhas de morarmos juntas aos 18 anos de idade. E claro que isso incluía um belo apartamento lindamente decorado e casa limpa sem esforço, ou seja, empregada diária. Os anos se passaram, os 30 chegaram e não foi difícil constatar que realmente criança vive no Fantástico Mundo de Bobby (clica aqui só para você, com menos de 30, entender a piada), com uma imaginação pra lá de criativa (e sem noção do quanto custa ter uma empregada).

Já ciente da diária de uma faxineira, meu sonho de criança caiu para "empregada mensal". Limpeza pesada uma vez por mês está de bom tamanho, certo? Claro que não, mas é o que a minha realidade (e a da maioria de nós brasileiros) pode fazer. O problema é que estava começando a me incomodar desembolsar três dígitos para a diarista e continuar sentindo poeira no chão, vendo o espelho embaçado e camada de pó na prateleira das bebidas (talvez, por ela ser cristã fervorosa, deva achar que tocar numa garrafa de cachaça - para tirar a poeira - seja pecado). As janelas, essas ficam tão limpas, mas tão limpas que, às vezes, duvido que tenha vidro ali. Já o resto do apê... 

Essa foi a quarta diarista que tive em pouco mais de dois anos vivendo aqui. A primeira falava tanto, mas taaaanto, que eu me sentia obrigada a sair de casa para ela focar no trabalho. Mas passar o sábado inteiro na rua porque sua empregada não fecha a matraca é tenso. A segunda, logo de cara, quebrou minha moldura de Friends (OMG!!!!) e nem tchun; não disse nada. Pelo contrário, colocou no mesmo lugar como se eu não fosse perceber o treco quebrado. Ainda teve uma segunda chance, mas eu não curti a limpeza, e também já estava com bronca dela. Antes da primeira vez aqui em casa, essa mulher tinha furado comigo duas vezes. Eu tinha que ter percebido os sinais que os astros estavam me enviando. Já as outras duas foram a mesma coisa: começaram maravilhosamente bem, deixando o apê limpinho, cheirosinho, bem arrumado. No entanto... foram deixando a desejar nas semanas seguintes. =(

O problema, certamente está em mim. Sou virginiana, daquele tipo de pessoa que percebe poeira até no interruptor de luz. Sou chata mesmo com limpeza e arrumação (porra! meu guarda-roupa é arrumado em degradê), então quando eu pago por um serviço espero que ele seja feito melhor ou igual ao que eu faria. Como está cada vez mais difícil encontrar profissionais como antigamente, resolvi aderir ao estilo europeu: limpar a própria casa. Uma vez, uma amiga brasileira que mora na Europa me contou que lá é bem difícil as famílias terem empregadas domésticas. Cada um faz a sua tarefa de limpar, lavar, arrumar. Realmente, depois dessa conversa com ela percebi que brasileiro tem mesmo o hábito de delegar até tarefas domésticas simples, como aspirar o chão e lavar roupas. Será que o fato de uma parcela da população daqui ter tido mucamas contribuiu para esse nosso "dom" de delegar afazeres domésticos? Pode ser que sim, pode ser que não. Mas o fato é que agora, decididamente, não pago mais para que minha casa fique limpa. Economia no bolso e satisfação garantida. Vou perder algumas horas limpando, organizando, lavando e estendendo roupa? Vou. Mas crescer é isso: brincar de casinha full time, mesmo quando a brincadeira do momento é caçar Pokemon no parque.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Colega de quarto, de cozinha, de banheiro...

Aí você decidiu sair da casa dos seus pais, avós, whatever... e percebeu que ser gente grande não é muito barato. A solução pode estar em dividir o apê com um amigo, primo, aquela pessoa que está na mesma situação que você. Mas daí vem a pergunta: vai dar certo? 

Fórmula não existe, mas uma certa dose de bom senso na hora de pensar em quem poderia compartilhar a casa contigo ajuda a aumentar as chances dessa união completar, pelo menos, bodas de algodão.

Eu tenho sérios problemas para dividir até quarto com irmão. Agora, imagine uma casa. Já dividi quarto com irmãos, já morei numa república (na primeira fui convidada a me retirar após um mês. Na segunda até que a vida foi mais legal comigo) e agora... lar doce lar (moro eu e minhas filhas de quatro patas). Sei que o problema está em mim: sou virginiana, daquele tipo que observa até se o interruptor está com poeira depois que a faxineira passou por aqui (papo para o próximo texto), então por mais que o apê tenha espaço, eu ocupo todo ele com a minha vida, com os meus objetos, as minhas manias. Mesmo assim, semana passada considerei de verdade a possibilidade de dividir o apartamento com um amigo; sim, do sexo masculino. Claro que só pensei nisso porque a pessoa é tão ou mais virginiana que eu, ou seja, mega organizada e super na dela. 

Esse amigo de outro Estado veio passar uma semana no Rio de Janeiro e ficou hospedado aqui em casa. Confesso que na véspera de sua chegada bateu frio na barriga: como aguentar uma pessoa morando comigo por uma semana?! #MEDO Mas olhem só: encontrei o "colega de quarto" perfeito. Brick acorda cedo (bota cedo nisso) e não me acorda. Brick faz café da manhã pra ele com direito a ovos mexidos, pão, queijo e café e, de quebra, deixa uma porção para mim. Brick passa horas com a cara no computador trabalhando e ouvindo música com fone de ouvido (ninguém tem a obrigação de gostar das suas músicas). Brick lava até a louça (ok, nem sempre). E o melhor, Brick é gente boa, divertido e MEU AMIGO.


O que eu quero dizer com tudo isso, que até então pode parecer desconexo, é que para dividir a casa com alguém, independente do motivo, tem que ser com uma pessoa muito, mas muito parecida com você, ou a chance da amizade acabar no primeiro mês é enorme. Por mais amigas que possam ser, quando passam muitas horas sob o mesmo teto, usando a mesma cozinha e compartilhando o mesmo banheiro, tudo muda. Ok, o "colega de quarto" não precisa ser do mesmo signo que você, mas precisa pensar como você, de verdade. Porque na teoria ninguém quer uma casa suja e bagunçada. Mas na prática, quem vai se mexer para lavar o banheiro? Quem vai lavar a louça antes que aquele prato e os dois talheres se multipliquem? Então, como pode ver, não basta ter boas intenções, ter regras de boa convivência e uma amizade de longa data. É preciso saber como é essa pessoa dentro da própria casa. Se o quarto atual dela for um caos, não tenha a ilusão que ela vai manter uma casa inteira em ordem. Pode até não bagunçar os espaços comuns do apê, mas daí a limpar e arrumar no dia da faxina já é outra história. Agora, você pode não estar nem aí para a montanha de louça, o limo no vaso, a camada de 10 cm de poeira, o som alto, as visitas inesperadas. Se você for desse tipo, beleza! Quanto menos preocupação (ou chatice, dizem pra mim), mais fácil encontrar um bom parceiro. Porque para dividir uma casa tem que ser mais que bons amigos. Precisam ter as mesmas manias. É sério! =P



terça-feira, 4 de outubro de 2016

Casa com animal

Hoje é comemorado o Dia de São Francisco de Assis e, consequentemente, se tornou o Dia dos Animais, por ele ser amante e protetor dos bichinhos de todas as espécies. Não sou católica, não tenho devoção a nenhum santo, mas (instintivamente) recorro a ele quando minhas filhotas de quatro patas estão em apuros. E vamos concordar: São Francisco de Assis é um fofo. Olhem só como ele dá um charme na minha escrivaninha. =D


Assim como ouço pessoas dizendo que uma casa sem criança não é um lar; eu digo que uma casa sem animais não está completa. Falta vida. Não me refiro somente a cães e gatos. Qualquer tipo de animalzinho leva alegria ao ambiente. Eu já tive calopsita, esquilo da Mongólia, tenho duas cachorras (tudo junto e misturado mesmo). A calopsita ficava solta pela casa junto com a minha poodle, se achava um cachorro e ai da Layla que tentasse pegar o osso ou a bolinha. Vitória avançava nela. 

É maravilhoso chegar em casa e ser recebida com pulos e lambeijos das minhas filhotas. Elas aprontam, mantê-las sai caro, mas minha vida não seria tão maravilhosa sem elas, minha casa não seria tão atraente sem Nina e Layla.

Eu sou a favor da adoção, totalmente contrária à compra de animais. Afinal, existem tantos por aí, de todas as espécies, de todas as raças e idades aguardando uma família. Mas eu não recomendo que todas as pessoas tenham um pet, pois tem gente que não nasceu para ter bicho em casa. Eles precisam muito mais do que um canto para dormir, água e comida. Eles precisam de amor, de atenção, de cuidados médicos mesmo sem uma doença.

Quando digo que Layla e Nina saem caro é porque não as levo ao médico somente quando algum problema acontece. Procuro fazer consultas de rotina a cada dois ou três meses para ter certeza de que estão bem. Não me contento com a vacinação do Estado, que só prevê o combate à raiva. A carteira de vacinação delas contra outras doenças precisa estar em dia sim. A água que elas bebem é filtrada e gelada. Afinal, se eu não bebo água da torneira por que daria para elas? Hoje elas comem ração, mas quando resolvo dar alimentação natural (vulgo comida de gente) não jogo no pote restos do meu prato. Ao contrário, preparo o potinho de cada uma com a quantidade necessária de cada alimento. 

Sou rica para bancar veterinário trimestral? Não. Mas sou mãe; escolhi adotá-las, então preciso cuidar delas, oferecer o melhor que eu puder. São animais sim, mas são seres vivos e, pelo menos para mim, têm sentimentos. Eles choram, sentem fome, sede, calor, frio, medo, sentem dor, sentem a dor do abandono também. Por isso, cuide bem do seu animalzinho. Não é à toa que a Layla completou lindamente 17 aninhos em junho. Amor e cuidados indo além do básico água + comida fazem muita diferença no tempo e na qualidade de vida que o pet terá. ;)

Festa de aniversário da Layla. Afinal, completar 17 anos não é para qualquer cão. <3