sábado, 3 de setembro de 2016

O prazer da própria companhia

Faz dois anos e um tantinho que moro sozinha e até hoje as pessoas me perguntam se eu curto essa vida solitária. Solitária?! Gente, eu moro com duas cachorras que falam comigo e passo a maior parte do tempo na rua entre trabalho e atividades rotineiras. Quando que eu fico sozinha? Exatamente por isso, quando tenho tempo para ficar em casa troco uma balada por um filme no Netflix sem pensar duas vezes. O aconchego de casa é maravilhoso. 

Passei semanas sem publicar novos textos aqui porque estou trabalhando muito, sem tempo nem para os exercícios físicos do dia, então quando chego em casa tudo o que quero é CAMA. Mas no fim de semana passado eu consegui ficar livre. Na verdade, eu me forcei para isso, recusando delicadamente convites tentadores. Consegui uma folga do trabalho na sexta-feira para levar minha pimpolha Nina ao médico e depois disso já engatei o nadismo. Passei a sexta e o sábado em casa (sem culpa, sem arrependimento). Mas sexta-feira em casa? Sim. Sábado também? Sim. Me permiti sair com as amigas para patinar na orla de Copacabana apenas no domingo. Os dois dias anteriores eu reservei para mim, para o nadismo, para curtir o meu cantinho.

Pessoal, qual é a graça de ter um apartamento e não curtir ele? Eu adoooro o meu cafofo. É aconchegante, cheiroso, é meu. Só meu. Me jogo no tapete da sala e fico horas assistindo seriados, com o FODA-SE ligado para a louça que está na pia. Meu mais novo vício é Dexter. Gzuis! Como eu não comecei essa série antes, há 8 anos?! 

Este texto é para te fazer refletir sobre o prazer da própria companhia. Tem muita gente nesse mundo louco que odeia ficar sozinha, parece ter medo da própria cia. Não estou dizendo para virar um eremita. Apenas descubra que é muito bom reservar um dia inteiro para você. Não importa se será um dia de faxina, de beleza ou de nadismo. O importante é ser apenas seu. Você com você dentro de casa, curtindo cada cantinho dela, aquele espaço que você batalhou para conquistar e decorar do seu jeito.

Eu adoro momentos assim. Velas acesas para dar um charme ao ambiente, incenso suave e uma série na TV, com aquele lanchinho da tarde com sabor de infância (pão com café com leite). Hummm! Depois, se joga na rede, aproveitando ainda a luz do dia e a brisa que estiver passando, para relaxar, esvaziar a mente (ou colocar o papo em dia contigo mesmo). Vamos tentar? Um dia por mês; apenas isso. Você com seu cafofo descobrindo a beleza do próprio espaço e o prazer da própria companhia. 


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