segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Air Fryer é vida (e cozinha limpa)

Depois que eu passei uma semana na casa de uma amiga namorando a air fryer dela não resisti e comprei uma para o meu apêzinho também. Foi um dos melhores investimentos que fiz no meu cafofo, ou melhor, na minha vida de dona de casa: nada de óleo espirrando para todos os cantos, me queimando e sujando a cozinha toda. 

Agora vocês devem estar pensando: Que pessoa rica! Comprou um eletrodoméstico que custa quase 2 mil reais.

Enlouqueceram? Eu jamais compraria uma fritadeira tão cara. Pesquisei (e muito). Pesquisei tanto que fiquei com a maior dúvida, pois, além da air fryer top, que geral conhece das propagandas de TV, existem outras bem mais em conta. Qual comprar? Foi então que essa amiga que já tinha comprado me indicou um blog de receitas feitas com air fryer. E olhem que legal: um dos textos fazia exatamente uma comparação entre várias marcas, mostrando o melhor custo X benefício. 


Eu, claro, não farei o mesmo, pois só conheço a que comprei. Mas deixo aqui o link direcionando para esta postagem do coleguinha. --> Blog Fritadeira sem Óleo

Apesar de não ser especialista em fritadeira sem óleo (e nem mesmo em cozinha), eu sou especialista em comer e em "como se ferrar na cozinha". Logo, posso dar a minha opinião para você que, assim como eu, não tem uma boa relação com esse cômodo da casa. Além de ingerir menos gordura, a cozinha fica linda. Olha que maravilha! O legal também é que a comida fica pronta em poucos minutos e com gostinho de quem acabou de sair do forno. Genteeeee! Dá para fazer de tudo nesse treco, até bolo de caneca. Quero outra vida não. Ah! E é bem fácil de limpar. Basta passar uma esponja com detergente bem de leve e depois usar um paninho úmido para tirar o sabão.

Sei que tem gente querendo saber se a batata frita fica boa na air fryer também. Por enquanto não posso dizer. A dieta não me permite. Mas cara! Pensa comigo: se até bolo de caneca dá para fazer nisso, batata frita crocante deve ser molezinha. ;)







segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Sua festa com decor criativa e em conta

Na última sexta-feira completei mais uma primavera (ou seria inverno?) e tive comemorações pra lá de lindas. =D Além do bolo super fofo que as meninas do trabalho providenciaram, no mesmo dia tive uma festa surpresa aqui em casa. Tem coisa melhor do que chegar e encontrar seus amigos e tudo prontinho para comemorar?

Para uma festa ficar legal não precisa gastar todo o seu salário. Detalhes fazem a diferença e dão um charme todo especial na decoração. Minha amiga e minha mãe apostaram no amarelo, combinando com a minha casinha, que já tem alguns móveis dessa cor. O mais legal foi a sensibilidade delas na hora de escolher a cor: estamos no mês de valorização da vida, de prevenção ao suicídio, e o movimento Setembro Amarelo é representado pelo amarelo. =) 

Meu aparador recebeu toalhas branca e amarela para servir de mesa para o bolo e os docinhos. Com isso, ela acabou sendo o centro da recepção. Mas confesso que meu olhar ficou vidrado no teto. Elas encheram bolas de gás vermelhas e amarelas, penduraram fitilhos brancos em cada uma e nas pontas de algumas bolas prenderam fotos que contavam um pouco da minha vida (desde a minha infância, até os dia de hoje). 



Dois dias depois, eu preparei uma festinha aqui em casa; dessa vez para comemorar com a família e mais amigas. Como eu amo Pole Sport, o tema da festa foi esse. E como a grana tá curta... aproveitei parte da decoração da festa surpresa. As bolas continuaram presas lá no teto, mas dessa vez sem as fotos. O aparador foi parar na varanda com uma toalha amarela forrando ele. Ficou um charme com um arranjo de flores da mesma cor e alguns docinhos sobre colheres complementando a decoração desse espaço externo. A planta que fica na varanda eu coloquei na entrada do apartamento, junto com um arranjo artificial de lírios que, originalmente, fica onde eu coloquei a mesa do bolo. Afinal, eu precisava liberar cada centímetro de espaço para receber os convidados.


Para colocar o bolo levei a escrivaninha para a sala e apenas forrei com uma toalha amarela, deixando os cavaletes vermelhos à mostra (lembram que no teto também tinham bolas vermelhas?). Na mesa, bolo e muitos doces. Uma das prateleiras perto da mesa ficou reservada para os potes de jujuba e a outra para as bebidas destiladas. Já o rack eu deixei livre para apoiar os salgadinhos e copos do povo. Ah! Como o copo era descartável, super simples, comprei um canudo de guarda-chuva, tipo de coquetel. As crianças amaram. =D


E qual era mesmo o tema da festa? Pole Sport. Logo... precisamos de um Pole. Preparei o escritório (onde fica o meu Pole) para ter o máximo de espaço possível. Pó de magnésio no potinho, ventiladores para secar o suor, tatame e algumas hashtags no quadro branco sugerindo postagens bacanas das fotos loucas que minhas polefriends fizeram comigo.



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Agora olha essa ideia bacana de decor para chá de panela (ou chá de casa nova, se não for casar)! Panelas com as bocas para baixo servem de suporte para cupcakes. Corda e pregadores dão vida a um varal de fotos. Quadros com frases sugestivas alegram as paredes do play. E o que dizer da casinha de bonecas enfeitada com saquinhos de pipoca e panelinhas recheadas de brigadeiro?



Tábua de carne com os nomes dos noivos dá um charme à decoração. Já itens de cozinha, como colher de pau, espátula, rolo de massa e até espaguete cru enfeitam a mesa principal. E olha só que bacana! Uma tábua de passar roupa usada como aparador num canto do salão, com fotos e...o ferro de passar, claro. As mesas dos convidados ficam mais charmosas com flores. No entanto, como economia é a palavra-chave aqui, garrafas vazias de refrigerante foram transformadas em vasinhos e preenchidas com flores bem simples, porém delicadas. Um verdadeiro encanto!




Viu como criatividade é tudo nessa vida? ;)

sábado, 10 de setembro de 2016

Geração Rivotril | Setembro Amarelo

Ano passado, eu resolvi publicar um texto que deu o que falar; foi o Geração Rivotril. Abri a boca, ou melhor, o coração para revelar que estava com depressão, tomando remédios controlados, me tratando com psicóloga e psiquiatra. Lembro que uma pessoa da minha família disse: Deprimida?! Você é bem-sucedida, independente, bonita. Deprimida por quê?

Não existe um motivo para quem sofre de depressão ou qualquer outro transtorno mental. Na verdade, muitas vezes não é possível nem identificar algum motivo para a doença. Sim, doença. Depressão, bipolaridade e cosas así não são frescuras. São doenças (e bem reais), que precisam de diagnóstico e tratamento, ou as consequências podem ser drásticas; uma delas pode ser o suicídio.


O texto de hoje é sobre isso porque neste dia 10 de setembro é comemorado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Estamos no Setembro Amarelo, uma campanha tipo o Outubro Rosa, o Novembro Azul, saca? É um movimento para trazer o assunto à tona e conscientizar as pessoas que sim, temos que falar sobre suicídio, sobre depressão, sobre tudo que possa levar à auto destruição. Os números de suicídio no Brasil são assustadores, superam mortes por Aids. Mas ninguém fala porque ainda é tabu. Além disso, pessoas que moram sozinhas e sofrem de alguma doença mental, como a depressão, margeiam o suicídio. Como este blog é mais voltado para esse público de "aventureiros longe da casa dos pais", acho importante tocar no assunto. 

Geral está tomando Rivotril, mas ninguém se pergunta o porquê. Ninguém quer saber porque dá trabalho ouvir o próximo, porque fazem pouco caso do sofrimento alheio. "Ainda isso?" - Essa frase eu ouvi de uma amiga ano passado quando falei de uma das coisas que tinha me afundado. A pior frase que tem para quem sofre de depressão é essa. Ela é a representação do pouco caso que o outro faz do seu problema. Podia ser uma unha quebrada. Foda-se! É a minha unha, é a minha dor. Respeite a minha dor! Respeite a minha fraqueza!

A pessoa que tem essa doença não está "com frescura". Ela é o mais forte que pode ser naquele momento. E saiba que ela não vai conseguir sozinha. Precisa de medicamentos, de terapia, de atividade física, de amigos ao seu lado, literalmente. Ela precisa que alguém a puxe pela mão até o banheiro, muitas vezes. Não que ela não queira tomar banho, trocar de roupa, abrir a janela. É que ela não consegue; ela não tem forças. Todos estão felizes e ela só consegue chorar. Pode ser que ela nem saiba o motivo de tantas lágrimas e isso a faz derramar ainda mais pelo desespero de ter perdido o controle, a alegria de viver. 

Não é que quem pensa ou até mesmo tenta se matar não ame a vida. Essa criatura ama até demais. Porém a dor é tão intensa (chega a ser física) que tudo que ela quer é acabar com essa dor (não com a vida). No entanto, a maneira que encontra para acabar com o sofrimento é acabando com a vida. 


Este mês é dedicado a falar sobre suicídio como forma de prevenção. Entretanto, que o tabu seja, de fato, quebrado e o assunto possa ser discutido em qualquer época do ano, numa roda de amigos. Afinal, nem sempre o deprimido mostra que sofre dessa doença. Ele pode estar sorrindo, ser "normal", alegre. Mas quando volta para casa, sozinho, ele desaba e ninguém vê. Fique atento a qualquer sinal. Geralmente, quem sofre com algum transtorno mental pede ajuda (não direta e claramente). Uma simples postagem nas redes sociais pode ser um grito de socorro. 

E para você, que está debruçado na balaustrada da varanda ou fixado na caixa de remédios, eu tenho apenas uma coisa para dizer (copiando minha querida Patrícia Porto): o suicídio é uma solução permanente para um problema que é temporário. Não desista de viver! #SetembroAmarelo

Reportagem de Thiago Pimenta 
exibida em 09 de setembro deste ano
no Repórter Brasil, da TV Brasil, 
produzida por mim 
e com edição de texto da linda da Stephania.


Reportagem de 2015 de Thais Araujo, 
jornalista da TV Brasil, 
com imagens de Amanda Brandão, 
edição de Luciana Campos e produção... minha =)

sábado, 3 de setembro de 2016

O prazer da própria companhia

Faz dois anos e um tantinho que moro sozinha e até hoje as pessoas me perguntam se eu curto essa vida solitária. Solitária?! Gente, eu moro com duas cachorras que falam comigo e passo a maior parte do tempo na rua entre trabalho e atividades rotineiras. Quando que eu fico sozinha? Exatamente por isso, quando tenho tempo para ficar em casa troco uma balada por um filme no Netflix sem pensar duas vezes. O aconchego de casa é maravilhoso. 

Passei semanas sem publicar novos textos aqui porque estou trabalhando muito, sem tempo nem para os exercícios físicos do dia, então quando chego em casa tudo o que quero é CAMA. Mas no fim de semana passado eu consegui ficar livre. Na verdade, eu me forcei para isso, recusando delicadamente convites tentadores. Consegui uma folga do trabalho na sexta-feira para levar minha pimpolha Nina ao médico e depois disso já engatei o nadismo. Passei a sexta e o sábado em casa (sem culpa, sem arrependimento). Mas sexta-feira em casa? Sim. Sábado também? Sim. Me permiti sair com as amigas para patinar na orla de Copacabana apenas no domingo. Os dois dias anteriores eu reservei para mim, para o nadismo, para curtir o meu cantinho.

Pessoal, qual é a graça de ter um apartamento e não curtir ele? Eu adoooro o meu cafofo. É aconchegante, cheiroso, é meu. Só meu. Me jogo no tapete da sala e fico horas assistindo seriados, com o FODA-SE ligado para a louça que está na pia. Meu mais novo vício é Dexter. Gzuis! Como eu não comecei essa série antes, há 8 anos?! 

Este texto é para te fazer refletir sobre o prazer da própria companhia. Tem muita gente nesse mundo louco que odeia ficar sozinha, parece ter medo da própria cia. Não estou dizendo para virar um eremita. Apenas descubra que é muito bom reservar um dia inteiro para você. Não importa se será um dia de faxina, de beleza ou de nadismo. O importante é ser apenas seu. Você com você dentro de casa, curtindo cada cantinho dela, aquele espaço que você batalhou para conquistar e decorar do seu jeito.

Eu adoro momentos assim. Velas acesas para dar um charme ao ambiente, incenso suave e uma série na TV, com aquele lanchinho da tarde com sabor de infância (pão com café com leite). Hummm! Depois, se joga na rede, aproveitando ainda a luz do dia e a brisa que estiver passando, para relaxar, esvaziar a mente (ou colocar o papo em dia contigo mesmo). Vamos tentar? Um dia por mês; apenas isso. Você com seu cafofo descobrindo a beleza do próprio espaço e o prazer da própria companhia.