segunda-feira, 18 de julho de 2016

Vamos viver tudo que há pra viver (com algumas taças de vinho)

Acho que a melhor coisa da vida é ter amigos. Acho não; tenho certeza. Talvez a segunda melhor coisa seja morar sozinho (para receber os amigos quando bem entender). E foi isso que eu fiz na semana passada. Ou melhor, foi isso que meus amigos do cerrado fizeram. Tudo bem que morar sozinho tem lá suas desvantagens: a casa não tem um botão autolimpante. Se não souber cozinhar é bom ter grana para pedir delivery. E quando tiver algum problema elétrico ou no encanamento... Ok. Nesse caso a gente recorre aos pais. 

Consegui uma semana inteira de folga e me mandei para o interior do Brasil. Estava precisando de férias da minha rotina casa-trabalho-faxina. Foram duas horas de viagem e sete dias de muitas gargalhadas. Talvez as garrafas de vinho tenham colaborado, mas apenas uma colaboração coadjuvante. Os protagonistas foram três pessoas e meia (só para ficar bem claro, a meia é uma criança muuuuito linda).

Café da manhã que faz inveja ao de pousada. Aquele edredom que te abraça e quase faz você perder a hora. Santa Dose. Vinho. Gigantes do Samba. Wesley Safadão. Mais vinho. Macarrão a la Ericka Guimarães. Vinho. Passeios no Parque da Cidade (me senti íntima de Renato Russo). Queijos (estavam velhos e eu avisei quando estávamos no mercado, mas não me ouviram). Fondue. Mais vinho. Quantas garrafas já foram mesmo? Amiga, é melhor a gente jogar esses sacos de lixo na lixeira! -- Depois. Daqui a pouco vai ter mais saco mesmo, ela me respondeu. E como a dona da casa a gente não contesta, fomos passear no bosque (literalmente). A casa podia ficar para depois. E ficou. Arruma aqui, varre ali. Tudo ajeitado para mais uma noite de histórias (leia ciladas), samba, sertanejo, vinho e cerveja (com Fandangos e Doritos)  até as cinco da madrugada, pelo menos.

Agora imagina fazer tudo isso morando com os pais, ou mesmo dividindo um apê, no estilo de república. Acordar a hora que bem entender, arrumar a casa quando tiver ânimo, deixar garrafas, taças e pratos na sala até o dia seguinte, lá pelas 11h da manhã (hora que vai conseguir levantar da cama), escutar música até altas horas, interditar o banheiro fechando o registro principal por acidente (jamais esqueceremos das 24h sem banho - hahahaha) e lavar a louça no seu tempo... são coisas que só podemos fazer quando somos os donos do espaço. Minha casa. Minhas regras. 

Mas mesmo depois de ler toda essa papagaiada (útil) de "morar sozinho e suas vantagens", a única coisa que você deve estar pensando é: como conseguiram beber tanto vinho? Ahá! Com este abridor elétrico. Ok. Piada sem graça. Mas foi só para dizer que na primeira noite passamos perrengue tentando sacar uma rolha com um abridor que não estava a fim de trabalhar. Daí, esta criatura passa em frente a uma loja de mimos e encontra a segunda melhor invenção para o mundo feminino: O SACA-ROLHA ELÉTRICO. E foi por isso que tomamos tanto vinho: queríamos abrir todas as garrafas só para usarmos o novo brinquedo da casa. =D

Férias, já podem voltar! Pois quero viajar e me hospedar novamente na casa de amigos divertidos e tão hospitaleiros - muito melhor que hotel.


Algumas rolhas foram parar na lixeira, não lembramos o porquê.

2 comentários:

  1. Amei saber desta utilidade doméstica, saca rolhas elétrico. Onde encontro um? Preciso muito de um. Não sei se você sabe, mas eu não bebo cerveja, somente vinho e tem que ser branco, o tinto me faz mal. Não me pergunte o por que, só sei que passo muito mal quando bebo vinho tinto. Então parei. Somente branco. Então esse abridor será muito útil em minhas mãos. Aguardo o endereço, ok? Beijos querida.

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    1. Oiiii. Então, esse abridor mara eu comprei na Imaginarium, em Brasília. Mas você encontra na loja virtual também. Vale a pena. Sem falar que essa loja é cheia de mimos. Dá vontade de levar tuuudo.

      --> http://loja.imaginarium.com.br/

      beijocas

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