domingo, 29 de maio de 2016

Quando o sonho vira realidade

Quando eu era criança tinha como livro de cabeceira o tal Dicionário dos Sonhos, que prometia interpretar sonhos através de alguns detalhes que a pessoa lembrasse ao despertar. Com o tempo, eu decidi interpretar os meus próprios sonhos. E não é que um deles se concretizou?! Poucas pessoas, umas quatro no máximo, souberam disso, mas agora, um ano depois, decidi compartilhar para que ninguém duvide da força do próprio pensamento (positivo ou negativo). 

Durante semanas, eu sonhei que certo móvel (que desapareceu daqui de casa quando me mudei para Brasília) reaparecia. Algumas noites, eu apenas o via de longe cercado por outros móveis, como se estivesse em uma feira ao ar livre. Outras, eu estava na frente dele, deslizando minha mão nele com os olhos brilhando de tanta emoção. A parte chata de sonhos bons assim, é que quando acordamos bate uma certa tristeza por perceber que não era real. Daí eu passava o dia inteiro desejando que alguém batesse em minha porta dizendo que um caminhão estacionado lá na rua tinha uma entrega para mim. Que doideira!

Um belo dia, acordei e no meio dos afazeres lembrei de uma parte linda; não; uma parte maravilhosa do sonho da última noite: o entregador de uma loja qualquer me parava na rua, no meio de uma multidão, segurava em meus braços e olhando bem nos meus olhos dizia: Espera só mais um pouco?

Não tive tempo de responder àquele estranho, nem naquele sonho, nem quando ele bateu em minha porta trazendo o meu móvel de volta. O entregador me disse que havia encontrado meu móvel tão precioso numa cidadezinha de Minas Gerais. De alguma forma, ele identificou como sendo meu, mas levou algum tempo para tomar a decisão de me procurar para devolvê-lo. Como eu reagiria? De certo, na cabeça daquele rapaz eu o acusaria de ter roubado o bem mais precioso da minha casa. Confesso que quando ele apareceu dizendo o que me trazia de volta, eu tive medo. Ainda havia espaço para aquele móvel lindo, mas tive muito, muito medo mesmo de ele sumir novamente, como por mágica, como tinha acontecido antes, enquanto eu estava morando em outro Estado. O rapaz entregador foi gentil ao sair daqui de casa esperando a minha decisão, sem pressa. 

Eu juro que o que mais queria fazer naquele domingo à noite era pular no pescoço do entregador agradecendo por ter tocado o interfone e dizer a ele: "Traz! Pode subir com o meu móvel agora mesmo. Coloca ele de volta na minha casa, bem ali oh!" Mas o medo falou mais alto e eu...ah! eu mantive a pose (virginiana desconfiada). No entanto, como meu desejo era muito maior que o medo, na mesma semana eu liguei para o tal entregador, que eu havia conhecido 11 dias antes em sonho. Pedi que ele fosse naquela mesma noite colocar meu móvel de volta em seu lugar. Eu estava radiante, doida para tocar nele de novo, sentir sua superfície quente como se estivesse o tempo todo ao lado de uma lareira. O entregador foi, como havíamos combinado. Mas entrou em minha casa vazio, sem nada nas mãos. O rapaz havia mudado de ideia: não queria mais me devolver o meu móvel. 

Foram apenas três dias entre aquele domingo que ele bateu aqui em casa dizendo o que tinha para mim e a terrível noite em que ele me tirou novamente meu bem mais precioso. "Mas o móvel era seu." - vocês devem estar pensando. Sim, era. Mas quando eu o olhei bem de perto, lá na rua ao descer, não o reconheci. Estava muito diferente. Continuava lindo, mas não tinha o mesmo brilho de quando morava aqui em casa. Eu o abri e percebi que ele, aquele móvel que eu tanto amava e sentia tanta saudade, não guardava mais nada dentro dele que me encantava, que me fazia sorrir de orelha a orelha quando se abria para mim. Realmente, ele já não era mais meu. E eu não podia fazer mais nada para transformá-lo de volta na relíquia que eu tinha encontrado há oito anos.


Eis aqui meu segredo
Que te conto assim sem medo e que você precisa saber
Essa é a hora, é tão simples minha história
Quem sabe possa te convencer?


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Open Pole

Algumas pessoas fazem Open House para apresentar a casa aos amigos. Eu faço Open Pole. =D

Ontem eu resolvi abrir meu apê para as meninas que fazem Pole Dance comigo. Como eu (infelizmente) deixo tudo para a última hora, não fiz a decoração que queria e nem preparei os quitutes que havia pensado. Mas foi legal. Cervejinha para quem é de cerveja. Matte para quem é de Matte e Gabriela para quem é de cachaça (depois de dois shots, vimos duas barras, onde só existia uma).

Para receber as polefriends, funk antigo, bandeja de frios, torradinhas e... fofurices das minhas filhas de quatro patas, lógico. Elas amam visitinhas.

Claro que o Pole Dance foi apenas uma desculpa para nos reunirmos numa resenha gostosa à tarde. Mas é óbvio que poleamos bastante. Muitos escorregões, Back Street Boys e Beyoncé para ditar o ritmo dos movimentos e das fotos. Muitas fotos. Porque pole dancer que se preza faz A pose para o mundo pensar que é fácil se pendurar num poste. =P

Combinamos de usar o Pole Sport como motivo para outros encontros todos os meses no meu apartamento ou na casa de outra amiga. A próxima edição que for aqui em casa será melhor: vou fazer uma decoração maneira, preparar mais aperitivos e uma playlist pensada exclusivamente para o encontro. Você não tem um pole? Pense em outro motivo para reunir os amigos em casa. Não importa se será um Open House ou se eles já estão mais do que íntimos do seu cantinho. O importante mesmo é não usar a casa apenas como local para estudar e dormir. Estar com os amigos é sempre muito bom e fica melhor ainda quando fazemos isso no nosso cafofo, infinitamente mais gostoso do que num bar.


PoleFriend Pat não sabe desenhar, mas sabe ser criativa ;)

PoleFriend Bárbara deixando seu amor pelo Pole Sport na minha parede lousa. =D



Um brinde à amizade
Baguncinha: o melhor momento desse Open Pole <3

Ah! Por que essa louca está falando de Pole Dance em um blog sobre casa? Porque a louca aqui ama esse esporte e já teve, inclusive, um texto todinho mostrando como o Pole Sport vicia. Clica aqui se você ainda não leu.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Longe de casa há mais de uma semana...

Como prometido na semana passada, hoje vamos "aprender" a preparar a casa para uma viagem de férias. "Mas a casa tem sentimento, para precisar de um preparo antes?". Claro que não. Mas você não vai viajar, ainda que apenas por uma semana, e deixá-la de pernas para o ar, certo? Assim espero.

Planejei essas minhas férias de apenas 15 dias da seguinte forma: uma semana em Brasília e Chapada dos Veadeiros + uma semana em casa para curtir minhas filhotas e praticar o nadismo (adoooro). O problema é que uma semana longe de casa implica em deixar minhas cachorras uma semana sem comida e água. Loooogo... liguei para uma amiga querida e ela aceitou passar uma breve temporada por aqui, cuidando das minhas filhas em troca de Netflix liberado. ;) Mas para ela não ficar perdida em um lugar onde nunca passou nem duas horas, achei por bem dar uma organizada no cafofo. E é aí que entra o "preparo" da casa. Com ou sem animais, com ou sem amigos para cuidar do seu cantinho em sua ausência, vamos combinar que chegar de viagem e encontrar tudo limpo e organizado é maravilhoso né?! 

A primeira e mais importante das tarefas é: abastecer a despensa. Seja para o amigo não morrer de fome ou para você não morrer de fome ao chegar de viagem. Mas pense em coisas práticas, afinal ninguém merece passar horas na cozinha preparando aquele Robalo. Macarrão sempre salva. Falei macarrão; não miojo.

A segunda coisa a ser feita (no caso de ficar alguém tomando conta da casa e/ou dos bichos) é preparar uma espécie de lembrete. Isso é ainda mais importante em casa onde tem "macetes", sabe?! Não apertar muito o botão da descarga para ela não travar. Não ficar mais de cinco minutos com o chuveiro ligado no quentão, ou ele vai desarmar todos os disjuntores. Abrir a gaveta do armário com muito cuidado para ela não cair nos eu pé. Coisas assim, que existe em qualquer "casa de respeito". E se você tiver um pole (de pole dance mesmo) como euzinha aqui, é melhor deixar beeem claro para o amigo-zelador que não pode brincar nele com anéis e roupas com metal. Caso contrário, você vai se tornar um amigo-assassino assim que chegar de viagem. =D

Tendo ou não amigo-zelador em casa durante sua ausência, é bom dar aquela limpeza básica e guardar a bagunça, para quando chegar de viagem não ficar com mais preguiça porque tem uma louça de 15 dias te esperando (agora com um acréscimo de mofo e barata, claro). 

Por último, mas não menos importante, é legal dar um confere nas contas antes de partir para Tão Tão Distante. Aquelas que vão vencer antes do seu retorno podem ser programadas pela internet. Acho que deve ser bem chatinho passar alguns dias fora de órbita e ao voltar para a Terra descobrir que a luz pode ser cortada por falta de pagamento, ou então tentar durante a viagem passar o cartão de crédito e...bloqueado. Esqueceu de pagar a fatura antes de meter o pé na estrada, né?!

Ah! Já ia me esquecendo: se o seu cafofo vai ficar vazio (isso também inclui os bichos fora dele), não esquece de colocar as plantas para fora de casa e pedir a algum vizinho para fazer a caridade de jogar um pouco d'água nelas de vez em quando. E, principalmente, desligue os disjuntores e feche todos os registros de água. Não é tão incomum assim o morador voltar e descobrir que seu apê virou uma lagoa (e não é azul).

PS: Fiz todo o meu planejamento, lindo e maravilhoso, convidei minha amiga para cuidar daqui de casa por uma semana, comprei as passagens e...cancelei tudo faltando uma semana para o merecido descanso. Minha cachorra mais velha teve um problema nos olhos e eu achei melhor ficar em casa cuidando dela. Afinal, não é todo mundo que consegue colocar colírio e pomada nos olhos de um cão. Além disso, confesso: não ia ficar tranquila tão longe sabendo que minha fofinha estava mal. Mãe é mãe. E eu sou mais mãe do que muita mãe por aí. ;)

OBS: não tem vizinho para fazer a caridade de molhar as plantas? Não se desespere! Essa dica aqui salva:

Material necessário: Barbante + Recipiente

Como fazer? Mole.

  • Posicione o recipiente com água bem acima das plantas.
  • Coloque uma das pontas do barbante nesta água e a outra ponta enterre no vaso.
  • O barbante vai regar a planta transportando suavemente a água do pote para a terra. Molezinha, viu?!