quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Resoluções de ano novo #2 (agora vai)


Então 2017 está batendo à porta e com isso pensamos em tudo que fizemos este ano, no que planejamos, mas não rolou e o que queremos ser e fazer no ano que chegará dentro de poucos dias.

Por isso, lanço aqui um desafio para vocês que acompanham o blog: pensar em 12 metas para 2017. Não precisa colocar aqui nos comentários e nem sair explanando pra geral. Basta escrever num papel e deixar à vista para não esquecer com o passar dos meses. O lance aqui é se esforçar de verdade para cumprir cada item. E apesar de propor 12 metas, não precisa cumprir uma por mês. O importante é chegar no final do ano que vem com todos os itens ticados. Não sei vocês, mas para mim, virginiana de carteirinha do zodíaco, não há nada melhor do que fazer uma listinha e ver que cada coisa foi realizada. Por isso, escrevo a minha aqui, pois também funciono na base da pressão (se não tiver alguém me cobrando, acabo “deixando pra lá”). Confesso que essa lista de metas tem alguns itens de 2016. Ah! Não dizem que esperança é a última que morre? Em 2017 vai! ;)

Meus planos para 2017:

  1. Reservar $$$ reais por mês para emergências/viagens
  2. Viajar a cada 3 meses para fugir da correria da cidade grande
  3. Fazer a tão sonhada EuroTrip (Cava, pode reservar meu quarto aí)
  4. Aprender italiano
  5. Melhorar meu inglês e o espanhol
  6. Renovar minha CNH (para alugar um carro e sair por aí)
  7. Conhecer os principais pontos turísticos da minha cidade
  8. Ir a mais exposições e feiras
  9. Conhecer Fortaleza com minha mãe
  10. Participar de algum projeto social
  11. Começar a escrever meu livro (por que não?)
  12. E, claro, evoluir no Pole Sport
  13. Sei que a ideia era de 12 metas, mas preciso de mais um item: voltar ao meu peso. Esses 5kg a mais não me pertencem e vão sair do meu corpitcho. =D
Agora se empolgue, crie a sua própria lista e entre em 2017 com o pé direito (ou com o esquerdo mesmo, se for canhoto). \o/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Resoluções de ano novo #1


Então o contestável ano de 2016 está chegando ao fim e com isso vem a esperança de dias melhores (e de colocar em prática tudo que não deu este ano). Lembram do Desafio 2016 que fiz com a blogueira Juliana, lá de Brasília? Não? Ótimo, porque não cumpri quase nada e é provável que você esteja no mesmo barco que eu. Mas como falei, a chegada de um novo ano traz de volta a esperança e metas que criamos para facilitar e melhorar a vida. Sendo assim, vamos começar?

Antes de 2016 dizer Adeus, que tal deixar a casa em ordem? Não sei quanto a vocês, mas quando o meu apê está uma zona significa que a minha vida, o meu interior também está. 

Sabe aquela papelada que a gente guarda para comprovar pagamentos e cosas así? Bora fazer A faxina nessas pastas?Algumas contas, como cartão de crédito, faturas de celular, internet e TV por assinatura são cumulativas. Isso significa que pagando a do mês de dezembro, por exemplo, as dos meses anteriores são quitadas, pois estavam computadas nesta. Logo, basta guardar a última fatura, como comprovante de pagamento. Infelizmente, o mesmo não acontece com as contas de energia, condomínio, aluguel, água, IPTU. Mas eliminando as outras que citei já é meia pasta vazia. Além disso, é possível pedir para algumas empresas para receber as cobranças apenas por e-mail, evitando, assim, a utilização de papel (o meio ambiente agradece e a sua casa também). Aqui é quase tudo assim. Até porque eu pago tudo pelo bankline, então os comprovantes são virtuais, o que não faria sentido eu ter a cobrança em papel. No entanto, se você é do tipo que curte a folha de papel, ok. Apenas lembre-se que após cinco anos a empresa não pode mais realizar aquela cobrança. Então, não há motivo para manter arquivadas contas com mais de cinco anos, né?! ;)

Limpou as pastas de documentos? Vamos passar para o guarda-roupa. Separe uma pilha de itens que usa sempre, outra pilha de coisas que usa raramente e outra com aquela roupa ou calçado que nunca vestiu. A última pilha óbvio que precisa ser entregue para doação imediatamente. A de coisas que raramente usa é para se pensar. Não usa muito por quê? Se tem mais de três meses que a roupa não sai do armário, partiu doar também? Isso vale para maquiagens, bolsas, bijuterias e até itens de cozinha, como refratários, batedeira etc. Não adianta pensar: “Ah! Mas vai que um dia eu queira fazer um bolo...” Bate a massa na mão, criatura! Se não usou a batedeira até hoje, não tem desculpa para ela continuar ocupando espaço no armário. E pense que ainda dá para fazer grana com esses itens. Em lugar de doar, pode colocar à venda. ;)

Por hoje é só. Amanhã tem mais, com um texto sobre metas para 2017. Este foi apenas para fazer você olhar com mais carinho para o que tem em casa e pensar se realmente precisa de tudo que guarda.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Seus problemas e seus sapatos fora de casa

Não me lembro quando foi, mas certamente tem mais de um ano que resolvi deixar meus problemas e meus sapatos na porta de casa, bem do lado de fora mesmo. Os problemas por questões óbvias; até porque com minhas filhotas aqui dentro não tem como pensar em problemas. Elas alegram o ambiente. Já os sapatos...

Ocidental deveria prestar mais atenção nos costumes orientais e esse de tirar o calçado antes de entrar em casa é um deles. Segundo a tradição japonesa, por exemplo, isso evita que o lixo da rua e as más energias adentrem o ambiente. Eu comecei fazendo isso na época que uma vizinha reformou seu apartamento. O corredor de baixo era poeira de cimento até o teto e, consequentemente, o meu andar (com o pisa-pisa) também. Para não deixar minha casa imunda passei a entrar descalça. Porém, mesmo após a obra terminar mantive o hábito, pois ouvi de um veterinário que carrapatos podiam ser transportados nas solas dos sapatos sem eu perceber. Eca!

Na casa de um tio meu esse hábito sempre existiu. Todo mundo da família achava um saco ter que entrar descalço na casa dele e isso era até papo para o almoço de domingo em família. Mal sabíamos que ele e sua esposa estavam certíssimos.

A ciência está aí para comprovar que os sapatos na parte externa da casa podem evitar que entremos em contato com mais de 400 mil tipos de bactérias presentes em 96% das solas. Exagero? Olha, esse número pode ser absurdo, até falso, mas se pensarmos que a rua tem todo tipo de porcaria... Pisamos (sem saber) em urina, saliva, restos de fezes animais, esgoto. Isso para mencionar apenas o que vemos nas calçadas. Então, ainda que seu chinelo pareça limpinho, acredite, não está. 

Coincidência ou não, depois que aderi piamente a esta prática, minhas cachorras nunca mais tiveram problemas gastrointestinais e nem eu infecção urinária. 

- Ok, você tira o calçado antes de entrar em casa, mas e as visitas?

Elas tiram também. No início acho que elas se sentiam intimidadas por verem uma "sapataria" no corredor. Mas agora, elas, logo de cara, percebem que para entrar aqui em casa tem uma regrinha. =) Escolhi uma frase bacaninha, com um tom engraçado para descontrair e convencer até quem não curte isso de tirar os sapatos. Ah! Mas claro, não deixo ninguém descalço aqui no meu cafofo. Logo na entrada tem alguns chinelos para quem não quiser pisar diretamente no chão frio. Até um tamanho 42 eu tenho para os meninos. E para não ficar aquela zona no corredor, com sapatos e chinelos espalhados na frente da porta principal, resolvi adaptar um caixote que serve como sapateira. A intenção mesmo é comprar um móvel pequeno e de cor neutra para isso. Mas enquanto falta tempo, o caixote vai quebrando o galho. Percebi também a necessidade de colocar um puff ao lado para as pessoas se sentarem quando forem embora e tiverem que colocar botas, tênis ou sandálias, que dão mais trabalho para calçar.


Deixe seus problemas e seus  sapatos na minha porta ;)
Claro que você pode cagar para tudo isso que eu disse e continuar entrando com seu chinelo. Mas vamos combinar que andar descalço é muito gostoso? Dá para sentir a energia do lugar. Ah! Você também pode lavar seus sapatos com sabão neutro a cada saída e, assim, garantir que as bactérias fiquem longe do seu ninho, mas isso dá um certo trabalho né? E levando para o lado oriental, deixando o calçado fora de casa as energias ruins também ficam lá. ;)

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Repaginando o aparador

Era um fim de semana de sol, eu passeando com a minha mãe pelas ruas do bairro depois daquele almoço de domingo, quando avistei ele: o aparador. Cor de madeira com detalhes em vermelho pintados com alguma tinta muito vagabunda, puxadores improvisados ou sei lá o quê. 
- Está vendendo, moço? - perguntei para um homem com cara de quem já tinha acordado bêbado.
- Tô sim. R$ 50.
- Opa! Vou ver se consigo um frete e volto aqui para levar, tá?

Consegui uma boa alma que colocou dentro de seu carro aquela madeira velha, cheia de poeira e talvez aranhas, mas cheia de potencial também. Ficou encostada um bom tempo num canto da sala até que minha mãe...
- Bora pintar isso até o Natal!
- Já é!

As gavetas foram bem lixadas antes de receberem a tinta. O restante do móvel recebeu uma lixada básica também para tirar o verniz original e aquela tinta deus-me-livre. Foram apenas duas demãos de tinta. Escolhi uma cor da Suvinil com um tom mais para o grafite seguindo a sugestão de um amigo que entende dos paranauê. Foi preparada na hora com efeito acetinado (quis fugir um pouco da mesmice de móvel com brilho).

Minha primeira ideia era pintar com spray, mas como não achei a cor, tive que mandar fazer e, com isso, só na lata comum, usando pincel próprio para madeira.

O ideal é esperar, pelo menos, uma hora entre uma demão e outra. Depois, deixar secando por mais de oito horas em local arejado. Se o tempo estiver chuvoso, talvez seja necessário mais tempo para secar bem. Uma semana depois coloquei os puxadores, da mesma paleta de cor do móvel. Encontrei bem baratinhos na Leroy Merlin. Vocês vão perceber que uma das gavetas ainda está sem o puxador. É que preciso de uma força bruta para retirar o parafuso que o vendedor bebum colocou para o puxador velho. Os outros três eu até consegui tirar, mas este não quer sair por nada.


Apaixonada pelo meu móvel novo. *_*

Podem dizer: só com a mente muito aberta para ver beleza nesse móvel assim né?

Minha mãe dando aquele trato no aparador. Tks, mom.
Para não sujar o cômodo onde estiver pintando, sugiro colocar plástico no chão e, se necessário, nos móveis ao redor. Já utilizei jornal, mas quando cai tinta nele, o jornal gruda tanto no chão, quanto no móvel e aí fica ruim. Com o plástico isso não acontece. Dei uma de Dexter e encontrei uma embalagem com 4 metros de plástico (também na Leroy Merlin). Dá para cobrir a casa inteira se quiser. =P

Provando que nem tudo que parece lixo é lixo.

Ah! Aproveitando a onda de reformas... para receber a Mia com segurança aqui em casa (veja o post da semana passada), eu tive que telar a varanda. Mas como a grade estava muito feia, cheia de ferrugem, eu dei um trato nela antes. Retirei a grade extra de arame que tinha, lixei a balaustrada tooooda para deixá-la sem ferrugem e lisa para receber a primeira demão de tinta. Uma hora depois, a segunda demão. Como o tempo estava chuvoso, levou dois dias para secar e, com isso, atrasou um dia a instalação da rede de proteção. Optei pela cor preta nas grades porque escolhi a rede preta. Ficou muito melhor agora, não? ;)

Grade da varanda com cara de nova e agora também com rede de proteção para a Mia.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Casa cheia (de amor)


Era uma quinta-feira normal, de folga do trabalho, que aproveitei para levar Nina e Layla para cortarem o cabelo. Seria uma quinta-feira mais normal, na verdade, se eu não tivesse voltado para casa com uma gata. Não. Layla e Nina realmente estavam gatinhas com seus lacinhos novos e de cabelos escovados, mas me refiro a outra gata, aquele felino que se acha dono do espaço e só recebe carinho quando quer. 

Lá estava ela, deitada bem no meio da petshop quando entrei com minhas duas filhas de quatro patas. Sonho (como era chamada) logo veio brincar comigo e com as cachorras. Me encantei. Um gato que brinca com cachorro!
- Posso levar?
- Se você garantir que vai cuidar bem dela...
- Juro juradinho.

E lá volto eu para casa com duas cachorras e uma gata no carro. "Minha família vai surtar quando souber" - só conseguia pensar nisso e no quanto aquela gatinha ia mudar a minha vida. Tive que telar o apartamento todo em poucos dias para garantir o prometido ao ex-tutor dela (e isso levou uma graninha que não esperava sair da minha poupança tão cedo). Minha varanda, antes sinônimo de liberdade, ficou cercada pela rede de proteção, impedindo a mim de me debruçar sobre a balaustrada sentindo a brisa da noite e contemplando as estrelas. O quarto de arte foi todo reorganizado para receber uma caixa de areia e potes de comida e de água sem que ela derrubasse nada pelo caminho (lembrando que nesse quarto ficavam à mostra cavalete, tintas, pinceis, caixotes etc.). Ah! Agora tem um rato rosa que perambula pela minha sala fazendo um barulho estranho e minha linda poltrona de retalhos... espero que ela sobreviva até o Natal. Porque mesmo eu comprando dois arranhadores, a bonita quer afiar suas garras no meu colchão e na poltrona que é o meu xodó, presente de mamãe.

Tapete na sala? Nunca mais, eu sei. Casa sem poeira? Até consigo, mas sem pelos já não garanto. E não importa quantas vezes eu limpe, basta ela respirar para soltar um tufo. Os armários estão trancados porque a belezinha consegue abrir cada porta para tirar roupas das gavetas silenciosamente na madrugada. Tive que recorrer às chaves.

E após o susto, a família até que aceitou bem a Mia. Não critiquem o nome. Era esse ou Treze (em homenagem à médica do seriado House e para brincar com o "número da sorte", claro).  

Ainda estou me acostumando à vida de gateira. Ela não curte carinho a qualquer momento, como minhas cachorras. Ela reclama se eu fizer movimentos bruscos para brincar (morde e arranha como forma de protesto), não me obedece. Na verdade, ela caga para o que eu digo; me olha com aquela cara de rainha da Inglaterra e segue andando. Mas acho que com mais algumas semanas vamos nos adaptando uma a outra, e ela às cachorras, e assim a vida será mais harmônica. 

Então é isso! Minha roupa ficará cheia de pelos e minha carteira certamente mais vazia, mas minha casa ficará ainda mais alegre porque bichinho, seja ele qual for, contagia o ambiente com boas vibrações. <3

E podem enviar dicas, qualquer dica mesmo, sobre cuidados com gato, porque nessa área eu sou mãe de primeira viagem. 









segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Unhas para quem cuida da casa

Se tem uma coisa que eu detesto é salão de beleza. Podem me crucificar! Talvez seja porque eu não frequento um salão para tudo e não vou com grupinho de amigas, então acho chato. E por achar um saco, corto o cabelo duas vezes por ano, pinto idem e unhas faço em casa. Ou melhor, fazia (quando fazia né?!). Não que eu seja desleixada. Mas vamos combinar que os esmaltes de hoje mal duram quatro dias para quem nem louça lava; agora imagina para nós, mortais, que precisamos limpar a casa e lavar pilhas de pratos... Não tinha mesmo ânimo para pintar.

No entanto, uma amiga dazOropa descobriu uma técnica maravilhosa que garante unhas perfeitas por um mês. Passei semanas procurando isso aqui no Brasil e nada. Até que um belo dia descobri um salão que utiliza essa técnica. Na verdade, na verdade, nem sabemos se é a mesma, porque o produto parece ser diferente, mas o resultado é igual. E era isso que eu queria: unhas pintadas eternamente. 

Banho de gel com esmaltação em gel.

Alongamento modelado em gel com banho de gel e esmaltação comum.

A primeira vez que eu fiz, foi o banho de gel com esmaltação em gel. O resultado foi unhas pintadas e com brilho por cinco semanas. Quando as unhas crescem começa a aparecer a parte branca perto da cutícula, claro. É nesse momento que a mulher sente a necessidade de refazer o processo. 

Aqui a unha já com cinco semanas (banho de gel + esmaltação em gel),
implorando manutenção devido ao crescimento dela, mas ainda com O brilho. =D

Mas quando eu voltei ao salão, usei outra técnica: a de alongamento modelado em gel, que também utiliza banho de gel. Optei por esse alongamento porque minhas unhas estavam pequenas e quebradiças. O banho de gel serve para fortalecer a unha verdadeira e garantir a durabilidade do esmalte. Exatamente por esse último detalhe, neste meu retorno à esmalteria eu pintei com esmalte comum (não optei por pintar com o esmalte em gel). E o resultado foi bem semelhante. A diferença de usar o esmalte comum é que o brilho dele vai saindo com o tempo. Só que isso a gente resolve com um extra brilho né? =D Outro detalhe é que o esmalte em gel eu só conseguiria tirar na esmalteria. Já o comum, caso eu canse da cor antes da manutenção, eu posso tirar com removedor e pintar de novo a qualquer hora. 

O maior barato disso, seja o alongamento ou apenas o banho de gel, é o fato de poder lavar quantas louças for preciso, dar aquela faxina na casa e no fim do dia sair lindamente com as unhas por aí. Sem precisar retocar, sem precisar se preocupar. O sonho de toda mulher que não tem empregada. 

O preço? Vai variar de salão para salão, claro. Mas fica entre 100 e 200 reais na Barra da Tijuca, um bairro nobre da zona oeste carioca (bairro este que se acha zona sul, estilo Ipanema, Leblon). Achou caro? Eu também, mas só pense que não terá que se preocupar em fazer as unhas por um mês inteiro (ou mais, se suas unhas não crescerem rapidamente).

Curtiu a ideia de ficar com as unhas feitas o mês inteiro? Então procure um salão que utilize a técnica banho de gel com esmaltação em gel. São esses dois detalhes que vão garantir a durabilidade e o brilho do esmalte. =) A técnica Alongamento modelado em gel é somente para quem deseja aumentar o tamanho da unha. Ah! E não deixe que te enganem. Tanto a primeira, quanto a segunda técnica exigem o uso da cabine ultravioleta. E o esmalte em gel tem a embalagem toda preta ou cinza escuro. Ou seja, não dá para ver a cor dele pelo vidrinho, somente pelo mostruário. Existem esmaltes sendo vendidos como gel, mas que além de terem a embalagem transparente (como qualquer esmalte), não exigem a utilização da cabine UV. Sendo assim, o resultado não será o mesmo que eu comprovei. ;)

Foto: divulgação

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Independência nível Hard

Quando eu era criança, fazia planos com minhas amiguinhas de morarmos juntas aos 18 anos de idade. E claro que isso incluía um belo apartamento lindamente decorado e casa limpa sem esforço, ou seja, empregada diária. Os anos se passaram, os 30 chegaram e não foi difícil constatar que realmente criança vive no Fantástico Mundo de Bobby (clica aqui só para você, com menos de 30, entender a piada), com uma imaginação pra lá de criativa (e sem noção do quanto custa ter uma empregada).

Já ciente da diária de uma faxineira, meu sonho de criança caiu para "empregada mensal". Limpeza pesada uma vez por mês está de bom tamanho, certo? Claro que não, mas é o que a minha realidade (e a da maioria de nós brasileiros) pode fazer. O problema é que estava começando a me incomodar desembolsar três dígitos para a diarista e continuar sentindo poeira no chão, vendo o espelho embaçado e camada de pó na prateleira das bebidas (talvez, por ela ser cristã fervorosa, deva achar que tocar numa garrafa de cachaça - para tirar a poeira - seja pecado). As janelas, essas ficam tão limpas, mas tão limpas que, às vezes, duvido que tenha vidro ali. Já o resto do apê... 

Essa foi a quarta diarista que tive em pouco mais de dois anos vivendo aqui. A primeira falava tanto, mas taaaanto, que eu me sentia obrigada a sair de casa para ela focar no trabalho. Mas passar o sábado inteiro na rua porque sua empregada não fecha a matraca é tenso. A segunda, logo de cara, quebrou minha moldura de Friends (OMG!!!!) e nem tchun; não disse nada. Pelo contrário, colocou no mesmo lugar como se eu não fosse perceber o treco quebrado. Ainda teve uma segunda chance, mas eu não curti a limpeza, e também já estava com bronca dela. Antes da primeira vez aqui em casa, essa mulher tinha furado comigo duas vezes. Eu tinha que ter percebido os sinais que os astros estavam me enviando. Já as outras duas foram a mesma coisa: começaram maravilhosamente bem, deixando o apê limpinho, cheirosinho, bem arrumado. No entanto... foram deixando a desejar nas semanas seguintes. =(

O problema, certamente está em mim. Sou virginiana, daquele tipo de pessoa que percebe poeira até no interruptor de luz. Sou chata mesmo com limpeza e arrumação (porra! meu guarda-roupa é arrumado em degradê), então quando eu pago por um serviço espero que ele seja feito melhor ou igual ao que eu faria. Como está cada vez mais difícil encontrar profissionais como antigamente, resolvi aderir ao estilo europeu: limpar a própria casa. Uma vez, uma amiga brasileira que mora na Europa me contou que lá é bem difícil as famílias terem empregadas domésticas. Cada um faz a sua tarefa de limpar, lavar, arrumar. Realmente, depois dessa conversa com ela percebi que brasileiro tem mesmo o hábito de delegar até tarefas domésticas simples, como aspirar o chão e lavar roupas. Será que o fato de uma parcela da população daqui ter tido mucamas contribuiu para esse nosso "dom" de delegar afazeres domésticos? Pode ser que sim, pode ser que não. Mas o fato é que agora, decididamente, não pago mais para que minha casa fique limpa. Economia no bolso e satisfação garantida. Vou perder algumas horas limpando, organizando, lavando e estendendo roupa? Vou. Mas crescer é isso: brincar de casinha full time, mesmo quando a brincadeira do momento é caçar Pokemon no parque.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Colega de quarto, de cozinha, de banheiro...

Aí você decidiu sair da casa dos seus pais, avós, whatever... e percebeu que ser gente grande não é muito barato. A solução pode estar em dividir o apê com um amigo, primo, aquela pessoa que está na mesma situação que você. Mas daí vem a pergunta: vai dar certo? 

Fórmula não existe, mas uma certa dose de bom senso na hora de pensar em quem poderia compartilhar a casa contigo ajuda a aumentar as chances dessa união completar, pelo menos, bodas de algodão.

Eu tenho sérios problemas para dividir até quarto com irmão. Agora, imagine uma casa. Já dividi quarto com irmãos, já morei numa república (na primeira fui convidada a me retirar após um mês. Na segunda até que a vida foi mais legal comigo) e agora... lar doce lar (moro eu e minhas filhas de quatro patas). Sei que o problema está em mim: sou virginiana, daquele tipo que observa até se o interruptor está com poeira depois que a faxineira passou por aqui (papo para o próximo texto), então por mais que o apê tenha espaço, eu ocupo todo ele com a minha vida, com os meus objetos, as minhas manias. Mesmo assim, semana passada considerei de verdade a possibilidade de dividir o apartamento com um amigo; sim, do sexo masculino. Claro que só pensei nisso porque a pessoa é tão ou mais virginiana que eu, ou seja, mega organizada e super na dela. 

Esse amigo de outro Estado veio passar uma semana no Rio de Janeiro e ficou hospedado aqui em casa. Confesso que na véspera de sua chegada bateu frio na barriga: como aguentar uma pessoa morando comigo por uma semana?! #MEDO Mas olhem só: encontrei o "colega de quarto" perfeito. Brick acorda cedo (bota cedo nisso) e não me acorda. Brick faz café da manhã pra ele com direito a ovos mexidos, pão, queijo e café e, de quebra, deixa uma porção para mim. Brick passa horas com a cara no computador trabalhando e ouvindo música com fone de ouvido (ninguém tem a obrigação de gostar das suas músicas). Brick lava até a louça (ok, nem sempre). E o melhor, Brick é gente boa, divertido e MEU AMIGO.


O que eu quero dizer com tudo isso, que até então pode parecer desconexo, é que para dividir a casa com alguém, independente do motivo, tem que ser com uma pessoa muito, mas muito parecida com você, ou a chance da amizade acabar no primeiro mês é enorme. Por mais amigas que possam ser, quando passam muitas horas sob o mesmo teto, usando a mesma cozinha e compartilhando o mesmo banheiro, tudo muda. Ok, o "colega de quarto" não precisa ser do mesmo signo que você, mas precisa pensar como você, de verdade. Porque na teoria ninguém quer uma casa suja e bagunçada. Mas na prática, quem vai se mexer para lavar o banheiro? Quem vai lavar a louça antes que aquele prato e os dois talheres se multipliquem? Então, como pode ver, não basta ter boas intenções, ter regras de boa convivência e uma amizade de longa data. É preciso saber como é essa pessoa dentro da própria casa. Se o quarto atual dela for um caos, não tenha a ilusão que ela vai manter uma casa inteira em ordem. Pode até não bagunçar os espaços comuns do apê, mas daí a limpar e arrumar no dia da faxina já é outra história. Agora, você pode não estar nem aí para a montanha de louça, o limo no vaso, a camada de 10 cm de poeira, o som alto, as visitas inesperadas. Se você for desse tipo, beleza! Quanto menos preocupação (ou chatice, dizem pra mim), mais fácil encontrar um bom parceiro. Porque para dividir uma casa tem que ser mais que bons amigos. Precisam ter as mesmas manias. É sério! =P



terça-feira, 4 de outubro de 2016

Casa com animal

Hoje é comemorado o Dia de São Francisco de Assis e, consequentemente, se tornou o Dia dos Animais, por ele ser amante e protetor dos bichinhos de todas as espécies. Não sou católica, não tenho devoção a nenhum santo, mas (instintivamente) recorro a ele quando minhas filhotas de quatro patas estão em apuros. E vamos concordar: São Francisco de Assis é um fofo. Olhem só como ele dá um charme na minha escrivaninha. =D


Assim como ouço pessoas dizendo que uma casa sem criança não é um lar; eu digo que uma casa sem animais não está completa. Falta vida. Não me refiro somente a cães e gatos. Qualquer tipo de animalzinho leva alegria ao ambiente. Eu já tive calopsita, esquilo da Mongólia, tenho duas cachorras (tudo junto e misturado mesmo). A calopsita ficava solta pela casa junto com a minha poodle, se achava um cachorro e ai da Layla que tentasse pegar o osso ou a bolinha. Vitória avançava nela. 

É maravilhoso chegar em casa e ser recebida com pulos e lambeijos das minhas filhotas. Elas aprontam, mantê-las sai caro, mas minha vida não seria tão maravilhosa sem elas, minha casa não seria tão atraente sem Nina e Layla.

Eu sou a favor da adoção, totalmente contrária à compra de animais. Afinal, existem tantos por aí, de todas as espécies, de todas as raças e idades aguardando uma família. Mas eu não recomendo que todas as pessoas tenham um pet, pois tem gente que não nasceu para ter bicho em casa. Eles precisam muito mais do que um canto para dormir, água e comida. Eles precisam de amor, de atenção, de cuidados médicos mesmo sem uma doença.

Quando digo que Layla e Nina saem caro é porque não as levo ao médico somente quando algum problema acontece. Procuro fazer consultas de rotina a cada dois ou três meses para ter certeza de que estão bem. Não me contento com a vacinação do Estado, que só prevê o combate à raiva. A carteira de vacinação delas contra outras doenças precisa estar em dia sim. A água que elas bebem é filtrada e gelada. Afinal, se eu não bebo água da torneira por que daria para elas? Hoje elas comem ração, mas quando resolvo dar alimentação natural (vulgo comida de gente) não jogo no pote restos do meu prato. Ao contrário, preparo o potinho de cada uma com a quantidade necessária de cada alimento. 

Sou rica para bancar veterinário trimestral? Não. Mas sou mãe; escolhi adotá-las, então preciso cuidar delas, oferecer o melhor que eu puder. São animais sim, mas são seres vivos e, pelo menos para mim, têm sentimentos. Eles choram, sentem fome, sede, calor, frio, medo, sentem dor, sentem a dor do abandono também. Por isso, cuide bem do seu animalzinho. Não é à toa que a Layla completou lindamente 17 aninhos em junho. Amor e cuidados indo além do básico água + comida fazem muita diferença no tempo e na qualidade de vida que o pet terá. ;)

Festa de aniversário da Layla. Afinal, completar 17 anos não é para qualquer cão. <3






segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Air Fryer é vida (e cozinha limpa)

Depois que eu passei uma semana na casa de uma amiga namorando a air fryer dela não resisti e comprei uma para o meu apêzinho também. Foi um dos melhores investimentos que fiz no meu cafofo, ou melhor, na minha vida de dona de casa: nada de óleo espirrando para todos os cantos, me queimando e sujando a cozinha toda. 

Agora vocês devem estar pensando: Que pessoa rica! Comprou um eletrodoméstico que custa quase 2 mil reais.

Enlouqueceram? Eu jamais compraria uma fritadeira tão cara. Pesquisei (e muito). Pesquisei tanto que fiquei com a maior dúvida, pois, além da air fryer top, que geral conhece das propagandas de TV, existem outras bem mais em conta. Qual comprar? Foi então que essa amiga que já tinha comprado me indicou um blog de receitas feitas com air fryer. E olhem que legal: um dos textos fazia exatamente uma comparação entre várias marcas, mostrando o melhor custo X benefício. 


Eu, claro, não farei o mesmo, pois só conheço a que comprei. Mas deixo aqui o link direcionando para esta postagem do coleguinha. --> Blog Fritadeira sem Óleo

Apesar de não ser especialista em fritadeira sem óleo (e nem mesmo em cozinha), eu sou especialista em comer e em "como se ferrar na cozinha". Logo, posso dar a minha opinião para você que, assim como eu, não tem uma boa relação com esse cômodo da casa. Além de ingerir menos gordura, a cozinha fica linda. Olha que maravilha! O legal também é que a comida fica pronta em poucos minutos e com gostinho de quem acabou de sair do forno. Genteeeee! Dá para fazer de tudo nesse treco, até bolo de caneca. Quero outra vida não. Ah! E é bem fácil de limpar. Basta passar uma esponja com detergente bem de leve e depois usar um paninho úmido para tirar o sabão.

Sei que tem gente querendo saber se a batata frita fica boa na air fryer também. Por enquanto não posso dizer. A dieta não me permite. Mas cara! Pensa comigo: se até bolo de caneca dá para fazer nisso, batata frita crocante deve ser molezinha. ;)







segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Sua festa com decor criativa e em conta

Na última sexta-feira completei mais uma primavera (ou seria inverno?) e tive comemorações pra lá de lindas. =D Além do bolo super fofo que as meninas do trabalho providenciaram, no mesmo dia tive uma festa surpresa aqui em casa. Tem coisa melhor do que chegar e encontrar seus amigos e tudo prontinho para comemorar?

Para uma festa ficar legal não precisa gastar todo o seu salário. Detalhes fazem a diferença e dão um charme todo especial na decoração. Minha amiga e minha mãe apostaram no amarelo, combinando com a minha casinha, que já tem alguns móveis dessa cor. O mais legal foi a sensibilidade delas na hora de escolher a cor: estamos no mês de valorização da vida, de prevenção ao suicídio, e o movimento Setembro Amarelo é representado pelo amarelo. =) 

Meu aparador recebeu toalhas branca e amarela para servir de mesa para o bolo e os docinhos. Com isso, ela acabou sendo o centro da recepção. Mas confesso que meu olhar ficou vidrado no teto. Elas encheram bolas de gás vermelhas e amarelas, penduraram fitilhos brancos em cada uma e nas pontas de algumas bolas prenderam fotos que contavam um pouco da minha vida (desde a minha infância, até os dia de hoje). 



Dois dias depois, eu preparei uma festinha aqui em casa; dessa vez para comemorar com a família e mais amigas. Como eu amo Pole Sport, o tema da festa foi esse. E como a grana tá curta... aproveitei parte da decoração da festa surpresa. As bolas continuaram presas lá no teto, mas dessa vez sem as fotos. O aparador foi parar na varanda com uma toalha amarela forrando ele. Ficou um charme com um arranjo de flores da mesma cor e alguns docinhos sobre colheres complementando a decoração desse espaço externo. A planta que fica na varanda eu coloquei na entrada do apartamento, junto com um arranjo artificial de lírios que, originalmente, fica onde eu coloquei a mesa do bolo. Afinal, eu precisava liberar cada centímetro de espaço para receber os convidados.


Para colocar o bolo levei a escrivaninha para a sala e apenas forrei com uma toalha amarela, deixando os cavaletes vermelhos à mostra (lembram que no teto também tinham bolas vermelhas?). Na mesa, bolo e muitos doces. Uma das prateleiras perto da mesa ficou reservada para os potes de jujuba e a outra para as bebidas destiladas. Já o rack eu deixei livre para apoiar os salgadinhos e copos do povo. Ah! Como o copo era descartável, super simples, comprei um canudo de guarda-chuva, tipo de coquetel. As crianças amaram. =D


E qual era mesmo o tema da festa? Pole Sport. Logo... precisamos de um Pole. Preparei o escritório (onde fica o meu Pole) para ter o máximo de espaço possível. Pó de magnésio no potinho, ventiladores para secar o suor, tatame e algumas hashtags no quadro branco sugerindo postagens bacanas das fotos loucas que minhas polefriends fizeram comigo.



====
Agora olha essa ideia bacana de decor para chá de panela (ou chá de casa nova, se não for casar)! Panelas com as bocas para baixo servem de suporte para cupcakes. Corda e pregadores dão vida a um varal de fotos. Quadros com frases sugestivas alegram as paredes do play. E o que dizer da casinha de bonecas enfeitada com saquinhos de pipoca e panelinhas recheadas de brigadeiro?



Tábua de carne com os nomes dos noivos dá um charme à decoração. Já itens de cozinha, como colher de pau, espátula, rolo de massa e até espaguete cru enfeitam a mesa principal. E olha só que bacana! Uma tábua de passar roupa usada como aparador num canto do salão, com fotos e...o ferro de passar, claro. As mesas dos convidados ficam mais charmosas com flores. No entanto, como economia é a palavra-chave aqui, garrafas vazias de refrigerante foram transformadas em vasinhos e preenchidas com flores bem simples, porém delicadas. Um verdadeiro encanto!




Viu como criatividade é tudo nessa vida? ;)

sábado, 10 de setembro de 2016

Geração Rivotril | Setembro Amarelo

Ano passado, eu resolvi publicar um texto que deu o que falar; foi o Geração Rivotril. Abri a boca, ou melhor, o coração para revelar que estava com depressão, tomando remédios controlados, me tratando com psicóloga e psiquiatra. Lembro que uma pessoa da minha família disse: Deprimida?! Você é bem-sucedida, independente, bonita. Deprimida por quê?

Não existe um motivo para quem sofre de depressão ou qualquer outro transtorno mental. Na verdade, muitas vezes não é possível nem identificar algum motivo para a doença. Sim, doença. Depressão, bipolaridade e cosas así não são frescuras. São doenças (e bem reais), que precisam de diagnóstico e tratamento, ou as consequências podem ser drásticas; uma delas pode ser o suicídio.


O texto de hoje é sobre isso porque neste dia 10 de setembro é comemorado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Estamos no Setembro Amarelo, uma campanha tipo o Outubro Rosa, o Novembro Azul, saca? É um movimento para trazer o assunto à tona e conscientizar as pessoas que sim, temos que falar sobre suicídio, sobre depressão, sobre tudo que possa levar à auto destruição. Os números de suicídio no Brasil são assustadores, superam mortes por Aids. Mas ninguém fala porque ainda é tabu. Além disso, pessoas que moram sozinhas e sofrem de alguma doença mental, como a depressão, margeiam o suicídio. Como este blog é mais voltado para esse público de "aventureiros longe da casa dos pais", acho importante tocar no assunto. 

Geral está tomando Rivotril, mas ninguém se pergunta o porquê. Ninguém quer saber porque dá trabalho ouvir o próximo, porque fazem pouco caso do sofrimento alheio. "Ainda isso?" - Essa frase eu ouvi de uma amiga ano passado quando falei de uma das coisas que tinha me afundado. A pior frase que tem para quem sofre de depressão é essa. Ela é a representação do pouco caso que o outro faz do seu problema. Podia ser uma unha quebrada. Foda-se! É a minha unha, é a minha dor. Respeite a minha dor! Respeite a minha fraqueza!

A pessoa que tem essa doença não está "com frescura". Ela é o mais forte que pode ser naquele momento. E saiba que ela não vai conseguir sozinha. Precisa de medicamentos, de terapia, de atividade física, de amigos ao seu lado, literalmente. Ela precisa que alguém a puxe pela mão até o banheiro, muitas vezes. Não que ela não queira tomar banho, trocar de roupa, abrir a janela. É que ela não consegue; ela não tem forças. Todos estão felizes e ela só consegue chorar. Pode ser que ela nem saiba o motivo de tantas lágrimas e isso a faz derramar ainda mais pelo desespero de ter perdido o controle, a alegria de viver. 

Não é que quem pensa ou até mesmo tenta se matar não ame a vida. Essa criatura ama até demais. Porém a dor é tão intensa (chega a ser física) que tudo que ela quer é acabar com essa dor (não com a vida). No entanto, a maneira que encontra para acabar com o sofrimento é acabando com a vida. 


Este mês é dedicado a falar sobre suicídio como forma de prevenção. Entretanto, que o tabu seja, de fato, quebrado e o assunto possa ser discutido em qualquer época do ano, numa roda de amigos. Afinal, nem sempre o deprimido mostra que sofre dessa doença. Ele pode estar sorrindo, ser "normal", alegre. Mas quando volta para casa, sozinho, ele desaba e ninguém vê. Fique atento a qualquer sinal. Geralmente, quem sofre com algum transtorno mental pede ajuda (não direta e claramente). Uma simples postagem nas redes sociais pode ser um grito de socorro. 

E para você, que está debruçado na balaustrada da varanda ou fixado na caixa de remédios, eu tenho apenas uma coisa para dizer (copiando minha querida Patrícia Porto): o suicídio é uma solução permanente para um problema que é temporário. Não desista de viver! #SetembroAmarelo

Reportagem de Thiago Pimenta 
exibida em 09 de setembro deste ano
no Repórter Brasil, da TV Brasil, 
produzida por mim 
e com edição de texto da linda da Stephania.


Reportagem de 2015 de Thais Araujo, 
jornalista da TV Brasil, 
com imagens de Amanda Brandão, 
edição de Luciana Campos e produção... minha =)

sábado, 3 de setembro de 2016

O prazer da própria companhia

Faz dois anos e um tantinho que moro sozinha e até hoje as pessoas me perguntam se eu curto essa vida solitária. Solitária?! Gente, eu moro com duas cachorras que falam comigo e passo a maior parte do tempo na rua entre trabalho e atividades rotineiras. Quando que eu fico sozinha? Exatamente por isso, quando tenho tempo para ficar em casa troco uma balada por um filme no Netflix sem pensar duas vezes. O aconchego de casa é maravilhoso. 

Passei semanas sem publicar novos textos aqui porque estou trabalhando muito, sem tempo nem para os exercícios físicos do dia, então quando chego em casa tudo o que quero é CAMA. Mas no fim de semana passado eu consegui ficar livre. Na verdade, eu me forcei para isso, recusando delicadamente convites tentadores. Consegui uma folga do trabalho na sexta-feira para levar minha pimpolha Nina ao médico e depois disso já engatei o nadismo. Passei a sexta e o sábado em casa (sem culpa, sem arrependimento). Mas sexta-feira em casa? Sim. Sábado também? Sim. Me permiti sair com as amigas para patinar na orla de Copacabana apenas no domingo. Os dois dias anteriores eu reservei para mim, para o nadismo, para curtir o meu cantinho.

Pessoal, qual é a graça de ter um apartamento e não curtir ele? Eu adoooro o meu cafofo. É aconchegante, cheiroso, é meu. Só meu. Me jogo no tapete da sala e fico horas assistindo seriados, com o FODA-SE ligado para a louça que está na pia. Meu mais novo vício é Dexter. Gzuis! Como eu não comecei essa série antes, há 8 anos?! 

Este texto é para te fazer refletir sobre o prazer da própria companhia. Tem muita gente nesse mundo louco que odeia ficar sozinha, parece ter medo da própria cia. Não estou dizendo para virar um eremita. Apenas descubra que é muito bom reservar um dia inteiro para você. Não importa se será um dia de faxina, de beleza ou de nadismo. O importante é ser apenas seu. Você com você dentro de casa, curtindo cada cantinho dela, aquele espaço que você batalhou para conquistar e decorar do seu jeito.

Eu adoro momentos assim. Velas acesas para dar um charme ao ambiente, incenso suave e uma série na TV, com aquele lanchinho da tarde com sabor de infância (pão com café com leite). Hummm! Depois, se joga na rede, aproveitando ainda a luz do dia e a brisa que estiver passando, para relaxar, esvaziar a mente (ou colocar o papo em dia contigo mesmo). Vamos tentar? Um dia por mês; apenas isso. Você com seu cafofo descobrindo a beleza do próprio espaço e o prazer da própria companhia. 


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Nem tudo que é novo é bom

Faz uns dois anos que um amigo deu uma surtada e resolveu experimentar coisas novas. Ele podia ter ficado na cerveja (que não bebia) e na maconha, mas foi além: colocou em casa uma air fryer (aquele treco que faz tudo sem óleo). 

É sério mesmo que você está comparando maconha a utensílio doméstico? - Vocês devem estar pensando. - Sim, estou. Porque cigarro, cerveja e qualquer outro tipo de droga (sem excessos, claro, ou vira vício) a pessoa usa sem excluir outras coisas da sua vida. Pelo contrário, até pode conhecer pessoas e lugares diferentes (apenas para esclarecer para aqueles que ainda não perceberam, não estou me referindo a drogas e eletrodomésticos de verdade). E quando esse amigo escolheu uma air fryer ele abriu mão de várias outras coisas que o ajudaram dentro de casa por anos. Aquela panela velha, muitas vezes guardada ainda com óleo usado dentro do forno, foi deixada de lado. O tabuleiro que preparava o frango assado, que ele tanto amava aos domingos, está até hoje esquecido no armário sob a pia da cozinha. Aquele refratário que, por várias vezes, preparou suculentas costelinhas suínas, ele nunca mais nem olhou para saber se ainda estava inteiro.

Conhecendo bem esta pessoa, não tenho a menor dúvida do quanto foi difícil escolher entre tantas coisas simples, mas úteis e com histórias, e um único aparelho, novo, moderninho, mas... insosso. Seus outros amigos dizem que foi uma boa troca, afinal ele precisava experimentar coisas novas dentro de casa. Mas quem são esses amigos? Pessoas que mal conseguem manter uma casa arrumada, uma cozinha sem comida estragada; são pessoas que mesmo com um livro de receitas ainda não conseguem cozinhar.

A air fryer pode ser linda, prática... Ainda não a vi e confesso, não quero. No entanto, mesmo sem conhecê-la sei de um fato por fonte segura: ele tem problemas com ela desde o início. Conserta aqui, ajeita ali. Mas ela é uma máquina. Qualquer dia vai pifar, ele vai ficar na mão. Neste momento, meu amigo vai procurar aquela panela de fritura. Na verdade, ele tem se lembrado dela com muita frequência, com saudosismo de fritar linguiça e aipim à moda antiga. Mas como a air fryer ainda está ali (ocupando um espaço enorme na cozinha) dando alguns defeitos, porém ainda na garantia, ele vai adiando a decisão de colocá-la na porta da lixeira e trazer à tona todos aqueles utensílios que sempre estiveram com ele e que completam uma casa de verdade. Os amigos vão achar um absurdo, um erro ele voltar atrás. Porém, de quem é a vida (ops! a casa) mesmo?  

Por mais frituras à moda antiga

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Vamos viver tudo que há pra viver (com algumas taças de vinho)

Acho que a melhor coisa da vida é ter amigos. Acho não; tenho certeza. Talvez a segunda melhor coisa seja morar sozinho (para receber os amigos quando bem entender). E foi isso que eu fiz na semana passada. Ou melhor, foi isso que meus amigos do cerrado fizeram. Tudo bem que morar sozinho tem lá suas desvantagens: a casa não tem um botão autolimpante. Se não souber cozinhar é bom ter grana para pedir delivery. E quando tiver algum problema elétrico ou no encanamento... Ok. Nesse caso a gente recorre aos pais. 

Consegui uma semana inteira de folga e me mandei para o interior do Brasil. Estava precisando de férias da minha rotina casa-trabalho-faxina. Foram duas horas de viagem e sete dias de muitas gargalhadas. Talvez as garrafas de vinho tenham colaborado, mas apenas uma colaboração coadjuvante. Os protagonistas foram três pessoas e meia (só para ficar bem claro, a meia é uma criança muuuuito linda).

Café da manhã que faz inveja ao de pousada. Aquele edredom que te abraça e quase faz você perder a hora. Santa Dose. Vinho. Gigantes do Samba. Wesley Safadão. Mais vinho. Macarrão a la Ericka Guimarães. Vinho. Passeios no Parque da Cidade (me senti íntima de Renato Russo). Queijos (estavam velhos e eu avisei quando estávamos no mercado, mas não me ouviram). Fondue. Mais vinho. Quantas garrafas já foram mesmo? Amiga, é melhor a gente jogar esses sacos de lixo na lixeira! -- Depois. Daqui a pouco vai ter mais saco mesmo, ela me respondeu. E como a dona da casa a gente não contesta, fomos passear no bosque (literalmente). A casa podia ficar para depois. E ficou. Arruma aqui, varre ali. Tudo ajeitado para mais uma noite de histórias (leia ciladas), samba, sertanejo, vinho e cerveja (com Fandangos e Doritos)  até as cinco da madrugada, pelo menos.

Agora imagina fazer tudo isso morando com os pais, ou mesmo dividindo um apê, no estilo de república. Acordar a hora que bem entender, arrumar a casa quando tiver ânimo, deixar garrafas, taças e pratos na sala até o dia seguinte, lá pelas 11h da manhã (hora que vai conseguir levantar da cama), escutar música até altas horas, interditar o banheiro fechando o registro principal por acidente (jamais esqueceremos das 24h sem banho - hahahaha) e lavar a louça no seu tempo... são coisas que só podemos fazer quando somos os donos do espaço. Minha casa. Minhas regras. 

Mas mesmo depois de ler toda essa papagaiada (útil) de "morar sozinho e suas vantagens", a única coisa que você deve estar pensando é: como conseguiram beber tanto vinho? Ahá! Com este abridor elétrico. Ok. Piada sem graça. Mas foi só para dizer que na primeira noite passamos perrengue tentando sacar uma rolha com um abridor que não estava a fim de trabalhar. Daí, esta criatura passa em frente a uma loja de mimos e encontra a segunda melhor invenção para o mundo feminino: O SACA-ROLHA ELÉTRICO. E foi por isso que tomamos tanto vinho: queríamos abrir todas as garrafas só para usarmos o novo brinquedo da casa. =D

Férias, já podem voltar! Pois quero viajar e me hospedar novamente na casa de amigos divertidos e tão hospitaleiros - muito melhor que hotel.


Algumas rolhas foram parar na lixeira, não lembramos o porquê.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Séries da minha vida

Se tem uma coisa que eu descobri que amo é Netflix. O treco custa 20 reais por mês e me dá a possibilidade de passar horas praticando o nadismo em casa. Tudo bem que eu sou o tipo de pessoa que se apaixona pela série somente depois que ela já chegou ao fim. Tipo, eu adorava House (o seriado do médico rabugento), mas não conseguia acompanhar pela Universal. A série acabou e eu fiquei sem entender lhufas. Então, entrei em 2016 determinada a ver do primeiro ao último episódio. Estou quase lá. =D Agora sei que os episódios têm sim uma ordem cronológica, bem diferente do que me diziam. Descobri que a Treze não se chama Treze (por que alguém teria o nome de um número, não é mesmo?!) e que o House não é de todo mal. A série tem oito temporadas, cada uma com uns 20 episódios de quase uma hora. É coisa pra caramba, mas muito boa. Vale a pena.


Outra que me fisgou foi Orange is the New Black (OITNB). Uma série onde a Piper (uma menina classe média) se apresenta voluntariamente à polícia para cumprir uma pena que, teoricamente, era apenas da ex-namorada. No decorrer dos capítulos, ela deixa de ser uma prisioneira assustada e desengonçada para se tornar a chefona do presídio. A série é uma produção da Netflix, que acabou de lançar a quarta temporada. Mas se você tiver problemas com beijos e sexo na TV nem veja. Tem bastante, e entre mulheres, além de muito palavrão. O mais legal dessa série é que a personagem que hoje você ama, amanhã você odeia. Elas mudam de uma temporada para outra de uma forma incrível. 


E já que estamos tratando de séries, alguém me explica por que eu deveria assistir GoT? Você não vale, Cavaggioni. =P A cada temporada, minha timeline do Facebook só mostra isso. Não aguento mais. Coisas medievais, com muito sangue, nunca me atraíram, mas essa minha amiga Cavaggioni está falando tão bem da coisa que eu só não comecei a assistir porque GoT já está bem avançada (minha prioridade agora é terminar House). E quando eu estiver livre do médico mais foda do mundo, acho que vou me jogar em Dexter. Meu ex-namorado adorava porque aborda a mente de um psicopata sendo trabalhada para  bem. Infelizmente, eu nunca vi nadinha de Dexter por falta de tempo. E pensando bem, Narcos (série brasileira com o Wagner Moura) está na minha lista de espera. Tenho que aproveitar enquanto só tem uma temporada dele. Caramba! Acabo de perceber que preciso de um mês praticando o nadismo em tempo integral só para fazer maratona de seriados e colocar todos em dia. Tudo bem que agora que optei por não assistir televisão da forma tradicional, estou com mais horas "livres" para os seriados. Mesmo assim, não está sendo suficiente. 

Adoro chegar do trabalho e dar o play em House ou em Friends enquanto janto com minhas pimpolhas de quatro patas. Falando em Friends...Cara! Não tem seriado melhor que este. Friends é simplesmente o melhor de todos os tempos, comprovado cientificamente. Ok. Cientificamente foi exagero, mas sei que teve uma pesquisa aí que comprovou que foi a série mais amada (e continua sendo) de todos os tempos. 


Os seis amigos tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos que, entre tapas e beijos, nos arrancam gargalhadas, e algumas vezes até lágrimas. "You are my lobster": a frase que me faz chorar e rir ao mesmo tempo até hoje. Cara! Sério. Se você ainda não viu Friends, seja lá por qual motivo for, comece! Não vai se arrepender. Clica no vídeo aí para ter uma pequena amostra do quanto vale a pena se viciar nisso. <3

Ah! E se tiver alguma série maneira na sua lista, pode me passar. Estou aceitando sugestões. 



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Pet Festa

Toda virginiana é boa para organizar coisas, certo? Claro que não. Eu sou ótima para dar um jeito nas gavetas, arrumar armários e estantes, mas não me peça nunca para preparar um evento. O problema é que dessa vez somente eu podia organizar a parada, pois tratava-se da festa de aniversário da minha filha de quatro patas. Festa para cachorro? É. A pimpolha completa hoje 17 anos, então vocês vão concordar que ela merecia ter, pelo menos, uma festinha na vida né?!

Decidi isso assim, da noite para o dia, e convidei algumas pessoas que não me achariam tão retardada por fazer festa para uma cachorra. Mas como virginiana com ascendente em sagitário (lembram que não sou boa para eventos), deixei tuuuudo para a última hora. Mas oh! Ficou lindo. Deu tudo certo e, exatamente por isso, estou aqui para contar como fiz, para que vocês possam aprender com os meus perrengues. =)

Então, a bonita aqui até que tentou ser organizada e preparou uma listinha de convidados, outra de pessoas confirmadas e petiscos que ia oferecer. Feito isso, foi ao mercado e comprou tudo para as comidinhas. Mesmo com esse pingo de organização, quase surtei no dia (a festa foi ontem) e se não fosse minha mãe chegar para me ajudar não teria conseguido. Mais pessoas confirmaram presença no dia e...Amigo, traz mais uma garrafa de refrigerante, por favor? E se encontrar, compra vela também. =D Isso porque eu quis sair no sábado e deixei a zona da casa para ser arrumada no próprio domingo. Mas eu também quis dormir até as 10h...Ferrou! Lava a varanda. Nina, não pisa aí! 100nhor! O pano de chão caiu no quintal da vizinha. Layla, vai comer sua comida! Caramba! Já são duas da tarde e eu ainda não fiz o bolo. Surtei, fato. 

Mas depois de respirar fundo (e ver a casa limpa, a decoração pronta e os sobrinhos enchendo as bolas), consegui focar no bolo. Optei pelo de cenoura com cobertura de chocolate por ser rápido e minhas filhotas amarem (sem a cobertura de chocolate, antes que me crucifiquem, claro). Preparei uma bandeja de frios com peito de peru, queijos, torradinhas com queijo e pimentinha, mini milho e palitos de cenoura com pastinha. Coloquei algumas balas açucaradas em um pote de cupcake para fazer a alegria das crianças e em uma xícara de chá (do enxoval da minha avó) arrumei algumas cerejas. O cachorro quente (de salsicha de frango) ficou por conta da minha mãe. Para a decor da mesa, um mural com fotos da aniversariante, bolas de gás, uma garrafa com flores de pano e imãs e bibelôs de São Francisco de Assis (o padroeiro dos animais). 

Inicialmente, seriam apenas quatro amigos, minha mãe, meus dois sobrinhos e uma convidada pet, a Ana Júlia. Mas meu irmão apareceu com a namorada, a mãe de uma amiga também e minha tia foi com o marido, a enteada e minha tia-avó. Gente, foi muito lindo! Muita correria para deixar a casa pronta para receber os convidados, mas no final deu tudo certo. Minhas filhotas se divertiram com a pet-amiga. As crianças usaram meu Pole como carrossel e trepa-trepa. Os adultos se entretiveram cada um à sua maneira. E olha que legal: no meio da festa descobri até uma recreadora de cães (tks, Aline).

Curti tanto que em janeiro farei a festa da Nina. E agora que já tenho "experiência" em eventos para cachorros, a dela será ainda mais linda.