segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Falta um móvel aqui

Como muitos já sabem, eu me mudei para meu atual cafofo e passei apenas 20 dias aqui antes de me mudar novamente, dessa vez para Brasília. Quando de fato me mudei para este apartamento, em julho do ano passado, eu percebi que um dos móveis não estava mais aqui. Era um dos meus favoritos. Não. Era o principal móvel desta casa, era o que a transformava em lar, que dava um toque diferente na decoração, que fazia eu me sentir... sei lá, diferente por ter conquistado um móvel tão raro.

Até hoje não sei o que aconteceu, como ele sumiu daqui de casa. Comprei outros para tentar substitui-lo, mas não deu muito certo. Incrementei a decoração colocando uns quadros nas paredes, uma manta no sofá, cheguei a trocar os móveis de lugar para tentar ocupar o espaço que ele deixou vazio. Nada disso adiantou.

É incrível como certas coisas são insubstituíveis dentro de uma casa, não é mesmo? Um micro-ondas, por melhor que seja, não substitui um fogão. Cada um tem a sua função específica, ainda que sejam semelhantes em alguns aspectos. Da mesma forma, uma poltrona não substitui um sofá, assim como uma rede não consegue ocupar o lugar de uma cama. 

Quando foi mesmo que tiraram esse meu móvel tão importante de dentro da minha casa? Hoje, eu olhei para um canto, aquele cantinho da casa onde ele ficava, e bateu uma saudade. Afinal, era um objeto que já fazia parte da minha vida há alguns anos. Com alguns arranhões, claro, mas ainda brilhava e deixava aquele cantinho do meu cafofo mais lindo, mais vivo. Não adiantou eu trocar os móveis de lugar, muito menos comprar outros. Não há o que preencha o espaço enorme que ele deixou aqui dentro de casa. Talvez quando eu encontrar um novo apê e me mudar, não sinta mais falta dele, pois será uma nova casa, onde ele jamais terá entrado, um lugar onde ele não terá feito parte dos meus planos de decoração, uma vida nova. Até lá, sigo evitando olhar na direção de onde ele ficava, de lembrar das coisas que ele guardava e que me enchiam de alegria, com um sorriso de orelha a orelha, quando ele se abria, revelando o que tinha ali dentro. 

É loucura sentir tanta falta de um móvel dentro de uma casa? E se essa casa for o seu coração?



Nenhum comentário:

Postar um comentário