segunda-feira, 10 de agosto de 2015

O dólar subiu. Mas eu ganho em real: mercado #2

Há pouco mais de uma semana decidi mudar minha forma de comprar alimentos. Antes eu ia praticamente todos os dias (por pura falta de organização mesmo). Agora mudei a estratégia: vou assim que recebo o salário para comprar material de limpeza, higiene pessoal e todo não perecível que preciso. Daí, uma vez por semana, volto ao mercado para repor carne, vegetais e laticínios. Descobri que dessa forma me canso menos e consigo ter uma noção maior do quanto gasto no mercado. Esta última parte não foi legal. 

Está tudo tão caro que da grana que eu tenho reservada para alimentação em casa, me sobrou menos de 80 reais para repor os itens que citei lá em cima. Lembrando que tem carne que está custando 20 reais o quilo. Logo, esses 80 não vão dar pra nada. Preciso aprender o milagre da multiplicação.

Nessa minha ida ao mercado no início do mês eu tive que rever minha forma de comprar. Antes, eu mal olhava para os preços. Já tinha minhas marcas favoritas, então dane-se o valor. Dessa vez não. Listinha na mão direita, calculadora na esquerda e vamos lá! Fiquei focada na lista (tática para não comprar mais do que realmente preciso) e fui computando cada valor de produto (pra não passar vergonha no caixa). 


Além de trocar algumas marcas por estarem mais em conta, fiquei atenta também as "promoções". Sabe o pacote de papel higiênico com 16 unidades? Às vezes, rola de levar quatro embalagens de quatro unidades pagando menos do que o pacotão. O mesmo vale para o café de 500g. Faça as contas e veja se duas embalagens de 250g não custa menos. Pode ser que não, mas em alguns casos sim. Minha dica aqui é não ir ao mercado com pressa. Em tempos de crise econômica, cada centavo faz a diferença.

RESUMÃO:

1 - Faça uma lista dos itens que precisa comprar e foque nela.

2 - Use a calculadora para ir somando tudo que pegar. Assim, não vai passar vergonha no caixa.

3 - Fica de olho nos preços colados nas gôndolas. Nem sempre o informado corresponde ao produto. Na dúvida, use a maquininha de consultar preço do mercado.

4 - Se a máquina de consulta estiver mostrando um valor maior do que aquele que está na gôndola, avise ao supervisor do salão antes de registrar o produto no caixa para fazer valer o menor preço. Fiz isso com uns prendedores de quadro. A diferença era de uns 3 reais apenas, mas como estava levando muitos (e a unidade era cara), fiz valer o meu direito. 

5 - Não se iluda pelas promoções! Faça as contas e veja se vários pacotinhos não saem mais barato do que o tal pacotão. 

Apenas para ilustrar um pouco da minha indignação com os preços: semana passada resolvi pedir comida japonesa. Na semana anterior a esta eu fiz a mesma coisa e paguei 53 reais no combo. Menos de uma semana depois, o mesmo pedido estava custando 10 reais mais caro. Diante da minha surpresa, o atendente disse que a loja trabalha com produtos importados. Com a alta do dólar, aumentaram os preços para não ter que cair com a qualidade da comida. Minha vontade foi dizer: "Querido, eu ganho em real". No entanto, apenas agradeci e tchau! Não volto a pedir nesse restaurante tão cedo. Afinal, se o dólar está exorbitante, o jeito é comer (e viver) em real.  

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