segunda-feira, 27 de julho de 2015

A saga da reforma do escritório

Faz tempo que estava querendo fazer esse post, mostrando as mudanças do meu escritório e do atelier (chamado carinhosamente pela minha mãe de "quarto da bagunça"), mas para isso eles precisavam, de fato, ser repaginados. E vou te falar, essa reforma, que tinha tudo pra levar dois dias, no máximo, foi complicada. Já explico.

Os cômodos do apê não estão completamente prontos (e acho que nunca estarão, pois eu sou daquelas que sempre acha que pode ficar melhor, que decide mudar mais alguma coisa e tal...), mas o principal, que é a parede do escritório, está prontinha. Demorou, mas saiu.

De tanto ver inspirações por aí, decidi fazer uma parede-lousa no quarto que uso como escritório, aproveitando que teria mesmo que pintar uma das paredes, que tinha manchado devido à infiltração. Comprei a tinta preta, massa corrida e coloquei a mão na massa (literalmente né?). Lá fui eu descascar as duas paredes estragadas pela infiltração e colocar massa nas áreas mais prejudicadas (seguindo a recomendação da minha mãe, que pinta a própria casa e fica sempre uma graça). Esperei quase uma semana para lixar (mais pela falta de tempo, do que pelo cuidado de esperar a massa secar). Pessoal, se não fosse pela máscara eu teria morrido sufocada de tanto pó naquele quarto. Lixar massa, definitivamente, não é legal. Fiquei parecendo um fantasma por causa da poeira branca que me cobriu dos pés à raiz do cabelo. Então, quando forem fazer isso, usem máscara e uma roupa que não amem tanto.

No dia seguinte, veio minha mãe pintar a tal parede de preto e as outras três de cor palha. Sei lá porque ela decidiu começar pelo atelier (eu havia pedido pra ela pintar uma parede que era branca com a tinta preta, pois queria colocar ali algumas molduras coloridas, e o fundo escuro daria mais destaque). Ficou show de bola! O problema começou quando ela foi para o escritório. A tinta, simplesmente, não pegava na parede. Ia saindo no rolo. Gente, se fosse uma tinta vagabunda, ok. Mas era Suvinil. Começamos a pensar porque aquilo estava acontecendo e...não chegamos a nenhuma conclusão. Foi aí que decidi contratar um profissional (para não perder mais tempo e nem dinheiro com material).

O único problema é que profissional autônomo não tem muito comprometimento; acaba indo quando quer né?! Por duas semanas o pintor desmarcou comigo, alegando que o tempo estava chuvoso e, com isso, ele não terminaria o serviço no mesmo dia (será que só eu sabia que nem com sol fritando ovo no asfalto ele acabaria no mesmo dia?). Até que, por fim, ele foi e... não terminou no mesmo dia. Passou massa nas duas paredes (dessa vez muito melhor que eu) e ficou de voltar dois dias depois para lixar e pintar. Voltou após uma semana. =/

Paredes pintadas. Uhuuuuul!!! Eis que ele veio me dizer que a tinta não serviria para eu usar a parede como lousa, ou seja, o que eu escrevesse com giz não sairia, porque me venderam a tinta errada. Oi?! Senhor! Fiquei irada com o vendedor, claro. Afinal, eu tinha dito a ele a finalidade da tinta preta, mostrei, inclusive, uma foto da tinta Suvinil que tinha visto num site sobre decoração. Não daria para comprar outro galão; não apenas pelo valor, mas pela trabalheira da pintura. Já não aguentava mais isso. No entanto, olha que legal: rabisquei de giz e consegui limpar com um paninho úmido. \o/ 

Como nada é fácil na minha vidinha, a parede (feita pelo pintor) ficou manchada. O que é muito estranho, pois a do atelier (pintada pela minha mãe) ficou boa. Como já não aguento mais essa saga do escritório, decidi começar a escrever na parede assim mesmo. Se o pintor resolver consertar o trabalho dele (ainda sobrou muita tinta preta), ótimo! Caso não, foda-se! A casa é minha e ninguém vai vir aqui pra ficar admirando a parede-lousa como se fosse um quadro de Portinari né?! Quando eu tiver uma grana sobrando para comprar a tal "tinta certa", eu dou um jeito nessa bendita parede. 

Agora venham conferir como estava e como ficou esse cantinho do meu escritório. =)

Como eu disse, não está finalizado. Quero trocar a luminária do teto e o principal: colocar dois pallets na parede oposta à escrivaninha para jogar umas almofadas  servir como um cantinho onde poderei curtir com minhas pimpolhas durante uma leitura (a Layla, por ser velhinha, não consegue subir no sofá). <3


A parede estava um horror e parece que ficou pior depois que coloquei as mãos nela.

À esquerda, a tinta que teimava em não ficar na parede. À direita, pintada pelo cara que contratei.

Estou amando rabiscar a parede sem levar esporro dos pais. Assim que ela estiver tooooda decorada (com a ajuda dos amigos) eu mostro para vocês. Acho que chegou a hora de um Open House. Ah! Essa moldura amarela foi salva da lixeira. Era branca e estava muito suja. Nada que uma lixada e algumas demãos de tinta não resolvam. ;)



Um cantinho para eu pintar e dar vida a alguns móveis. Essa parede era totalmente branca e não tinha destaque por ter um armário também branco e embutido quase nela toda. O próximo passo é colocar mais algumas molduras e usar esses caixotes (devidamente reformados, claro) como mesinhas de apoio para meus materiais de "fazer arte".

PS: Resolvi acrescentar aqui de última hora um detalhe importante: o nome da "tinta certa" hehehe Peça na loja (e confira a embalagem) Suvinil Esmalte Fosco ou Esmalte Sintético Fosco Coralit, ambas na cor verde escolar ou preta. Se você achar mais legal uma parede que dê para pendurar recados, pode optar por uma tinta magnética. Costuma ser mais cara, porém vale se o seu objetivo é prender fotos e papéis, e não apenas desenhar nela. 

Ah! Se preferir, tem ainda a opção de aplicar contact preto na parede. Terá a mesma utilidade de uma parede-lousa (sem ser magnética, claro). Eu, particularmente, não curto porque o acabamento não seria o mesmo, por causa das emendas entre um adesivo e outro.

PS 2: como isso não é um quadro de verdade, a parede pode ficar manchada depois de muito desenhar nela. Para resolver o problema, use uma mistura de água e detergente (em maior quantidade) e limpar com uma esponja. =D




Nenhum comentário:

Postar um comentário