sexta-feira, 31 de julho de 2015

Desafio 100 dias felizes

Você já ouviu falar no Desafio 100 dias felizes? A proposta é postar uma foto por dia, durante 100 dias, em alguma rede social que mostre o seu momento feliz, com a hashtag #100diasfelizes e #100happydays. Não é uma competição e nem mesmo uma forma de esfregar na cara do amiguinho o quanto sua vida é maravilhosa. Confesso que ano passado eu tentei participar do desafio, mas essa minha visão de achar que era muita forçação de barra me fez desistir em poucos dias. Mas este ano, pensando diferente, entendendo o significado da coisa, resolvi encarar o desafio de novo. 

Para você entender melhor o Desafio 100 dias felizes clica aqui. Este site mostra que mais de 70% das pessoas que tentaram participar desistiram por falta de tempo. E tempo é uma coisa que realmente atrapalha a vida, principalmente de quem mora sozinho e tem que dar conta e tudo (mas isso é assunto para outro post. Fica ligado! Porque vai render).

Então, eu me lancei no Desafio usando o Instagram (se você ainda não conhece a Casa no Insta, clica aqui e bora seguir pra ver as fotos mais fofas e alegres do mundo). Mas você pode estar dizendo mentalmente: "ninguém é feliz todos os dias". Aháááá! O detalhe é exatamente este: identificar alegria nos pequenos detalhes. Pode ser a recepção maravilhosa do bichinho de estimação quando você volta do trabalho ou da escola; uma pausa no dia para tomar um café gostoso ou uma simples sessão de cinema em casa, jogado no sofá, sozinho mesmo. 

O que acho mais legal nesse 100 happy days challenge é ele me "forçar" a postar uma foto por dia, porque assim eu tenho que ficar ligada em pequenos detalhes de uma rotina que passaria despercebida, e isso me faz ver um mundo mais cor de rosa, até mesmo naqueles dias que tudo parece ser cinza. É uma mudança de olhar, percebe?

Então, agora você já sabe. Além de seguir o blog lá no Insta (já curtiu a fanpage né? Se não, curte na caixinha da barra lateral direita pra não perder nada) e acompanhar o desafio (preciso de incentivo, galera! E o incentivo são as curtidas hahahaha), aceita o desafio 100 dias felizes. Usa a #acasaeminha também nas fotos que postar para eu poder encontrar as suas publicações mais fácil. ;)





segunda-feira, 27 de julho de 2015

A saga da reforma do escritório

Faz tempo que estava querendo fazer esse post, mostrando as mudanças do meu escritório e do atelier (chamado carinhosamente pela minha mãe de "quarto da bagunça"), mas para isso eles precisavam, de fato, ser repaginados. E vou te falar, essa reforma, que tinha tudo pra levar dois dias, no máximo, foi complicada. Já explico.

Os cômodos do apê não estão completamente prontos (e acho que nunca estarão, pois eu sou daquelas que sempre acha que pode ficar melhor, que decide mudar mais alguma coisa e tal...), mas o principal, que é a parede do escritório, está prontinha. Demorou, mas saiu.

De tanto ver inspirações por aí, decidi fazer uma parede-lousa no quarto que uso como escritório, aproveitando que teria mesmo que pintar uma das paredes, que tinha manchado devido à infiltração. Comprei a tinta preta, massa corrida e coloquei a mão na massa (literalmente né?). Lá fui eu descascar as duas paredes estragadas pela infiltração e colocar massa nas áreas mais prejudicadas (seguindo a recomendação da minha mãe, que pinta a própria casa e fica sempre uma graça). Esperei quase uma semana para lixar (mais pela falta de tempo, do que pelo cuidado de esperar a massa secar). Pessoal, se não fosse pela máscara eu teria morrido sufocada de tanto pó naquele quarto. Lixar massa, definitivamente, não é legal. Fiquei parecendo um fantasma por causa da poeira branca que me cobriu dos pés à raiz do cabelo. Então, quando forem fazer isso, usem máscara e uma roupa que não amem tanto.

No dia seguinte, veio minha mãe pintar a tal parede de preto e as outras três de cor palha. Sei lá porque ela decidiu começar pelo atelier (eu havia pedido pra ela pintar uma parede que era branca com a tinta preta, pois queria colocar ali algumas molduras coloridas, e o fundo escuro daria mais destaque). Ficou show de bola! O problema começou quando ela foi para o escritório. A tinta, simplesmente, não pegava na parede. Ia saindo no rolo. Gente, se fosse uma tinta vagabunda, ok. Mas era Suvinil. Começamos a pensar porque aquilo estava acontecendo e...não chegamos a nenhuma conclusão. Foi aí que decidi contratar um profissional (para não perder mais tempo e nem dinheiro com material).

O único problema é que profissional autônomo não tem muito comprometimento; acaba indo quando quer né?! Por duas semanas o pintor desmarcou comigo, alegando que o tempo estava chuvoso e, com isso, ele não terminaria o serviço no mesmo dia (será que só eu sabia que nem com sol fritando ovo no asfalto ele acabaria no mesmo dia?). Até que, por fim, ele foi e... não terminou no mesmo dia. Passou massa nas duas paredes (dessa vez muito melhor que eu) e ficou de voltar dois dias depois para lixar e pintar. Voltou após uma semana. =/

Paredes pintadas. Uhuuuuul!!! Eis que ele veio me dizer que a tinta não serviria para eu usar a parede como lousa, ou seja, o que eu escrevesse com giz não sairia, porque me venderam a tinta errada. Oi?! Senhor! Fiquei irada com o vendedor, claro. Afinal, eu tinha dito a ele a finalidade da tinta preta, mostrei, inclusive, uma foto da tinta Suvinil que tinha visto num site sobre decoração. Não daria para comprar outro galão; não apenas pelo valor, mas pela trabalheira da pintura. Já não aguentava mais isso. No entanto, olha que legal: rabisquei de giz e consegui limpar com um paninho úmido. \o/ 

Como nada é fácil na minha vidinha, a parede (feita pelo pintor) ficou manchada. O que é muito estranho, pois a do atelier (pintada pela minha mãe) ficou boa. Como já não aguento mais essa saga do escritório, decidi começar a escrever na parede assim mesmo. Se o pintor resolver consertar o trabalho dele (ainda sobrou muita tinta preta), ótimo! Caso não, foda-se! A casa é minha e ninguém vai vir aqui pra ficar admirando a parede-lousa como se fosse um quadro de Portinari né?! Quando eu tiver uma grana sobrando para comprar a tal "tinta certa", eu dou um jeito nessa bendita parede. 

Agora venham conferir como estava e como ficou esse cantinho do meu escritório. =)

Como eu disse, não está finalizado. Quero trocar a luminária do teto e o principal: colocar dois pallets na parede oposta à escrivaninha para jogar umas almofadas  servir como um cantinho onde poderei curtir com minhas pimpolhas durante uma leitura (a Layla, por ser velhinha, não consegue subir no sofá). <3


A parede estava um horror e parece que ficou pior depois que coloquei as mãos nela.

À esquerda, a tinta que teimava em não ficar na parede. À direita, pintada pelo cara que contratei.

Estou amando rabiscar a parede sem levar esporro dos pais. Assim que ela estiver tooooda decorada (com a ajuda dos amigos) eu mostro para vocês. Acho que chegou a hora de um Open House. Ah! Essa moldura amarela foi salva da lixeira. Era branca e estava muito suja. Nada que uma lixada e algumas demãos de tinta não resolvam. ;)



Um cantinho para eu pintar e dar vida a alguns móveis. Essa parede era totalmente branca e não tinha destaque por ter um armário também branco e embutido quase nela toda. O próximo passo é colocar mais algumas molduras e usar esses caixotes (devidamente reformados, claro) como mesinhas de apoio para meus materiais de "fazer arte".

PS: Resolvi acrescentar aqui de última hora um detalhe importante: o nome da "tinta certa" hehehe Peça na loja (e confira a embalagem) Suvinil Esmalte Fosco ou Esmalte Sintético Fosco Coralit, ambas na cor verde escolar ou preta. Se você achar mais legal uma parede que dê para pendurar recados, pode optar por uma tinta magnética. Costuma ser mais cara, porém vale se o seu objetivo é prender fotos e papéis, e não apenas desenhar nela. 

Ah! Se preferir, tem ainda a opção de aplicar contact preto na parede. Terá a mesma utilidade de uma parede-lousa (sem ser magnética, claro). Eu, particularmente, não curto porque o acabamento não seria o mesmo, por causa das emendas entre um adesivo e outro.

PS 2: como isso não é um quadro de verdade, a parede pode ficar manchada depois de muito desenhar nela. Para resolver o problema, use uma mistura de água e detergente (em maior quantidade) e limpar com uma esponja. =D




quarta-feira, 22 de julho de 2015

Pole Dance é vida

Pensa em uma pessoa que ama malhação. Certamente você não pensou em mim. Deteeeeesto musculação, não aguento nem cinco minutos de spinning, detesto aquelas repetições infinitas da localizada e não tenho o menor saco para aquele povinho de academia, que a cada levantada de peso se olha no espelho se achando o último biscoito do pacote. Maaas, claro que como todo ser humano (que já passou dos 25) eu preciso fazer alguma coisa para o espelho colaborar com o que eu quero ver. A questão era: qual atividade fazer? Enquanto morava em Brasília apenas fazia caminhadas no parque perto da república. De volta ao Rio, no ano passado, resolvi fazer um pouco mais e investi numa aula de pilates. Ainda aproveitava para ir de bike, já aquecendo. =) 

No entanto, comecei a achar a aula muito parada e larguei pra lá. Fiquei meses sem fazer nada (nem pedaladas), até que me entreguei ao Pole Dance (ou Pole Sport, como chamamos).

Vocês devem ter visto aqui a participação especial da minha amiga Thais Cavaggioni, contando como é viver longe da família (mas perto do seu amor) na Europa  (se não viu clica aqui). Uma das fotos publicadas no post foi de um movimento dela no Pole Dance. Sensacional! De tanto ela postar fotos maravilhosas e falar super bem desse esporte (sim, nós consideramos esporte), resolvi experimentar e... AMEI. <3

Ainda estou bem no início, mas já estou apaixonada. E para quem pensa que isso é coisa de piriguete ou de quem pratica para fazer bonito para os homens, engana-se. A atividade é perfeita para quem quer (e qual mulher não quer?) ficar com tudo durinho. Porque não é só rodopiar numa barra de ferro; é fazer muita força pra se manter lá em cima, se segurando, muitas vezes, só pelas mãos ou só pelas pernas. Os hematomas são inevitáveis, mas cada roxo na perna ou na braço é como um troféu para quem pratica Pole Dance. Eles significam superação e conquistas.


Desde que começou a praticar, a Cavaggioni me chamava para fazer também, mas eu sempre dizia que não e tal. Confesso que resisti por um tempo por sofrer com hiperidrose (é um distúrbio que faz suar muito, principalmente nas mãos e nos pés, sem motivo aparente). Afinal, não dá pra se segurar numa barra de ferro suando né? Mas um belo dia eu resolvi arriscar e fui assistir a uma aula. Fiz a matrícula na mesma hora. =D

Eu faço na Up Dance Studio - uma academia de dança que tem filial no Méier, no centro da cidade do Rio de Janeiro e (atenção meninas de Minas Gerais) em Juiz de Fora. Dizem que é o melhor método de ensino de Pole Dance. Não duvido, porque é bom mesmo.

A coisa é viciante, como diz a Cavaggioni. Já eu digo que além de viciante é energizante. Saio de lá querendo mais e mais. Minhas aulas são segunda e quarta, então eu fico louca no fim de semana para chegar logo a segunda. Só sendo doida mesmo pra querer que a segunda-feira chegue logo né?!

Para facilitar a minha vida e a de quem sofre com a hiperidrose também, descobri que existem inibidores de suor que ajudam muito nos movimentos. Não é fácil encontrar em lojas de esporte, mas se quiser saber o bizu manda um e-mail ou sinal de fumaça no Facebook ou nos comentário que eu revelo. ;)

Ouvi dizer que a atividade queima, em torno, de 450 calorias. Eu penso que seja além. Mas isso não importa. O que importa mesmo é o bem que faz. Espanta qualquer deprê por todos os motivos: em cada aula um movimento novo, um esforço tremendo para conseguir fazê-lo, uma verdadeira superação. Sem falar nas pole friends que fazemos né?! Não há competição. É uma incentivando e ajudando a outra o tempo todo. Isso tudo associado a uma hora de aula com música gostosa, professora que não te deixa ficar parada e movimentos desafiadores...Tem como não amar? E quando digo que é uma atividade viciante é porque cada barra de ferro que vejo dá vontade de pular nela e fazer "A pose". Consegue imaginar minha agonia no metrô para não dar uma de louca? É serio! O mais legal é ver várias meninas se soltando na rua, fazendo os movimentos em placas de sinalização, postes de iluminação, barras de musculação, naqueles brinquedos trepa-trepa, e por aí vai. Cada movimento lindo, que me faz querer aprender logo todos para fazer tão bonito quanto elas.

O Pole faz eu me sentir linda e poderosa, mesmo sendo iniciante. E esse poder que ele dá me faz dizer "Agora eu sou mais eu". 

#VemProPole #PoleFriends #PoleLove #PoleVicio



Thais Cavaggioni dando uma de "louca" nas ruas da Suíça.
Vamos voar... --- Desenho feito por Thais Cavaggioni.
Cavaggioni: minha inspiração. Um dia eu chego lá.


Verônica inverteu os sentidos... e se encontrou assim.






Meus primeiros passos no Pole com minhas pole friends. Claro que se eu tivesse subido com a perna esquerda no último movimento, teria girado para o mesmo lado das meninas. Mas relevem. Afinal, tinha acabado de aprender esse move. 
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Semana que vem postarei um vídeo novo, com mais moves (e sem erros) que farei com minha pole friend Verônica Ennes, com a ajuda da nossa prof. linda: Shai.Fica ligada! Vou postar na página do Facebook. ;)








segunda-feira, 20 de julho de 2015

Mercado em tempos de crise

Como todo mundo sabe, o país está passando por um momento de crise, mas acho que eu ainda não tinha me sentido afetada (até ir ao mercado). Gente! Tudo está absurdamente caro. Uma caixa de leite não custa menos que R$ 4,00. E o que dizer da carne, que antes já era cara?! Uma fortuna. Tenho o péssimo hábito de comprar certas marcas e tipos de alimentos por achar a qualidade melhor, mas dessa vez não deu. Fui pelo preço. Um simples óleo de canola estava o dobro do óleo de soja (que já estava muito caro). Voltei para o de soja. Preferi pensar comigo: é tudo óleo mesmo. Vai fazer mal à minha saúde de qualquer forma, então que faça menos mal ao meu bolso.

Pequenas três sacolas me custaram 60 dilmas. Pensei na mesma hora: pobre, mas pobre mesmo, morre de fome nesse país. Como se alimentar com o leite (alimento básico para qualquer criança) custando 4 dilmas? E olha que era o leite comum, e não aquele sem lactose que estava acostumada a tomar por causa da minha gastrite. A crise do Brasil vai fazer um rombo até no meu estômago se continuar assim.

Nesse momento, temos que cortar o "supérfluo" e comprar apenas a quantidade que conseguimos consumir antes de estragar, ou deixaremos um rim no mercado. Margarina pra quê se ainda tenho requeijão na geladeira? Papel toalha? Escorre o óleo da batata frita com a peneira mesmo. Queijo branco? Diminui o pedaço, já que o anterior estragou na geladeira. Cápsulas de Dolce Gusto? Isso não me pertence mais. Volte para o café preto. E sabe o que é pior? Os preços estarem lá em cima, mas a qualidade dos produtos estar lá embaixo. Certo dia comprei uma bandeja de coração de galinha e minha surpresa foi ter quase tanta gordura, quanto a carne que eu poderia preparar. Quase metade do preço da bandeja era de lixo, e não de comida. 

E assim, o brasileiro classe mérdia, como dizia meu professor de geografia, vai (sobre)vivendo. Ainda me pergunto como uma família vive com renda de um salário mínimo? O jeito é voltar a levar a calculadora para o mercado, pesquisar preços em vários estabelecimentos antes de sair de casa, recorrer ao encarte para conseguir que a concorrência cubra o preço e correr atrás da promoção (literalmente), como minha avó fazia (Júnior, corre lá pra colocar a etiqueta amarela porque o queijo entrou em oferta!). Isso sim é o verdadeiro "jeitinho brasileiro". Até quando?



De um lado o que deu para aproveitar (322 gramas). Do outro, lixo (142 gramas)



sábado, 18 de julho de 2015

Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol

Assim que fui convocada para a empresa onde estou atualmente soube que o trabalho seria de madrugada; um terror na vida de quem ama dormir, mas aceitei. O maior problema não era nem a madrugada, mas me mudar para Brasília. 

Trabalhando de meia-noite às cinco da matina conheci pessoas incríveis, mas que também estavam loucas para voltar a ter vida social, ou seja, sair da madrugada. Nos sentíamos abandonados num lugar, que parecia uma empresa fantasma naquele horário. Logo alguém apelidou o nosso grupo de Cativeiro. Como na época ainda se falava na Morena (a personagem Global que viveu em cativeiro), eu brinquei trocando a foto de capa do meu Face por uma das cenas da novela (que aparecia a Morena no tal cativeiro liderando as outras mulheres) e disse que só trocaria novamente quando eu ganhasse a minha liberdade, que significava voltar para a minha cidade.

E foi no dia 14 de julho do ano passado, quase cinco meses após ter assumido em Brasília, que eu troquei a foto de capa. Estava livre. Mas esta liberdade precisava ser registrada além de uma rede social. Marquei na pele com uma tatuagem que diz tudo: livre pra poder sorrir. Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol. Sim, é o trecho de uma música do Charlie Brown Júnior. Confesso que nem curto muito o CBJ, mas assim que o tatuador finalizou o desenho, a única coisa que me veio à cabeça foi essa música. Não podia ser outra. Porque era exatamente por esse sentimento de liberdade que eu havia tatuado isso.


Eu vinha paquerando esse desenho há um ano, pelo menos. A falta de grana me fez adiar a tattoo várias vezes. Mas agora eu tinha um motivo bem forte (dois na verdade) para fazê-la: a saída da madrugada, me devolvendo a vida social, e o sentimento de leveza (apesar de triste) pelo término de um namoro. 

Os passarinhos da minha tattoo não ganharam a liberdade. Eles a conquistaram, quebrando a gaiola e batendo asas para bem longe. Estavam livres e felizes por poderem alcançar o céu. Ela me representa até hoje. Tenho três tatuagens, mas esta é a minha favorita, porque foi feita não apenas pela beleza, mas por um momento da minha vida. Tem todo um significado. Estou livre. Sou livre.

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Sempre que olham para os meus passarinhos as pessoas (muitas desconhecidas) elogiam a tatuagem e eu fico toda boba. Se doeu? Claro. São várias agulhas perfurando a pele né?! Mas estou viva, não chorei e tenho três, então dá para perceber que a dor é completamente suportável. Confesso que evito áreas que eu possa olhar enquanto a tattoo está sendo feita, pois tenho a sensação que se eu olhar para o sangue sentirei mais dor e vou entrar em desespero. Por isso, só tenho (por enquanto) tatuagens atrás (costas e panturrilha). Dizem que locais com muito osso é pior. E deve ser mesmo. Lembro-me de quando fiz a segunda tatuagem: uma parte dela toca as costelas e doeu bastante nesse momento. Mas tem uma dica para não sentir tanto: leva um amigo no dia para ele ficar conversando contigo enquanto as agulhas pintam a sua pele. Ou, se não tiver o amigo, fica vasculhando as redes sociais, conversando com a galera pelo chat... O importante é jogar a sua concentração para outra coisa, ou a dor vai parecer muito maior. Mas vai por mim: é totalmente suportável. 

Fiz uma pequena seleção de tatuagens de dois profissionais que admiro bastante. São traços bem diferentes, estilos bem distintos; ambos lindos. Se empolga?










Créditos: as três primeiras images são da tatuadora Thais Valente (https://instagram.com/thaisvalentetattoo/)

Créditos: as três últimas imagens são do tatuador Luiz Lopes Junior (https://instagram.com/1lcjunior/)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Ou cresce, ou cresce

Como faz para trabalhar quando alguém que amamos muito e está sob nossa guarda fica doente e precisa de cuidados? Mas se esse alguém for uma cachorra, ou melhor, duas cachorras? 

Há uma semana me vejo perdida no tempo (e até no espaço), tendo que me desdobrar em mil para dar conta dessa situação sem perder um dia no trabalho. Hoje não deu. Minha filha de quatro patas tem 16 anos e há uma semana ficou caidinha. Como ela é bem serelepe, apesar dos 16 aninhos que tem, achei estranho e resolvi correr com ela para a clínica. Foi daí que descobri que estava com dor na coluna. Precisei voltar à clínica outras duas vezes na mesma semana para alguns procedimentos médicos. Ajeita daqui, arruma dinheiro ali e consegui organizar minha agenda (e meu orçamento) para levá-la à revisão sem faltar ao trabalho. Coluna "resolvida" e... nada parava no estômago da Layla. Foi domingo e corri novamente com ela para o veterinário. Já medicada, ufa! Melhorou. Eis que chego do trabalho ontem e encontro mais vômito. Pela quantidade, era da Nina (minha outra peluda). Putz! E agora? Entrei com a medicação da Layla nela. Tudo certo. #SQN. Acordei hoje e Layla voltou a apresentar problema; agora intestinal.

Pai Celeste! É muito estresse pra tão pouca idade. Dou conta não. Mas tenho que dar. Elas dependem de mim. A questão é que para ir à qualquer médico, que não seja o delas, prefiro nem sair de casa. O veterinário delas tem dia e hora específicos para clinicar, mas hoje (que era dia dele) ele não pôde trabalhar. Assim como eu, que precisei ficar em casa para cuidar delas. Amanhã ele atende pela manhã e eu, para não faltar mais um dia de trampo, terei que madrugar no consultório. Como vou na parte da manhã, não poderei ir à aula de pole dance. O detalhe que quero colocar aqui é que para conseguir abonar minhas faltas (a de hoje no trabalho e a de amanhã na aula de pole) eu terei que apresentar atestado médico de acompanhante. Mas será que aceitam de veterinário? Creio que não. E fica a pergunta (com a revolta): por que não? Afinal, animais são seres vivos e dependentes. Precisam de cuidados médicos emergenciais, como qualquer ser humano, com o agravante que não podem ir ao médico sozinhos. O atestado deveria ser válido. Duvido que aceitem; mesmo assim, vou levá-lo. 

Mas esse texto, na verdade, é para levantar uma questão mais séria: ter um bichinho não é para qualquer um. É uma decisão que precisa ser muito bem planejada. Eu abro mão de viajar e no último domingo deixei de me encontrar com umas amigas do trabalho para cuidar da Layla. Hoje faltei o trabalho e farei novamente se for preciso. Também precisei deixar meu orgulho de lado mais cedo e telefonar para o ex me ajudar com o transporte delas até a clínica (não tenho carro, mas ainda que tivesse não dá para dirigir com duas no banco de trás). Não deu certo. Recorri a um táxi dog e amanhã vou deixar um dos meus rins com o taxista (ainda bem que e tenho dois). Só a corrida vai me custar um valor que leva três dígitos.

Enfim, minha carteira não vê grana tem um certo tempo com tantos gastos com medicação e exames, minhas horas estão corridas e eu fico muito estressada, desnorteada ao ver minhas pimpolhas doentes. Com tantos gastos e falta de tempo, tive que repensar também a questão da adoção de um filho agora. O problema de morar sozinha é ser sozinha. Não dá para ficar contando com pai, mãe, irmão e muito menos ex-namorado para viver. Tá sendo uma prova difícil; uma experiência que diz: ou cresce, ou cresce. Não dá mais para esperar. Mas não me arrependo por ter adotado duas cachorras. Elas são minha alegria de viver. É por elas que eu volto feliz pra casa todos os dias. Agora, se você não está disposto a abrir mão de certas coisas, não pense em ter nem mesmo um passarinho. 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Primeiros móveis - O que não pode faltar em casa

Acho muito interessante como idealizamos nossa casa e como ela realmente se torna, seja por falta de espaço ou de grana mesmo. Digo isso porque quando eu morava com a minha mãe ficava imaginando como seria o meu apartamento. Na minha cabeça seria enorme, com uma decoração feita sob medida e tudo caberia dentro dele. Claro que a realidade nunca é assim.

Aí começava outra questão que não batia com a realidade: comprar móveis e itens necessários para uma casa funcionar. Fiz uma lista e... FUDEU! Era muita coisa. De abridor de latas à geladeira. A lista varou duas folhas de caderno (e isso porque eu já tinha muita coisa para o tal casamento que não vingou).

Como passei por esse perrengue, resolvi fazer uma lista de coisas básicas para se entrar numa casa. Mas básica mesmo para uma casa funcionar. Assim, você pode ter (antecipadamente) a real dimensão de quanto vai precisar para morar sozinho e ver se isso realmente cabe no seu orçamento.

Vamos lá?!

--> Você pode até viver sem fogão, mas geladeira é item mais que necessário. Por mais que você coma na rua ou peça delivery, tem sempre alguma coisa que precisa ser guardada lá, nem que seja apenas o gelo que você vai colocar em um drink.

--> Colchão. Não importa se você não tem cama. O colchão você precisa ter, pois acredite, dormir sempre no sofá não é legal.

--> Guarda-roupas. Se você não tiver grana nem para o mais básico, leve pelo menos uma arara para o novo apê, afinal têm roupas que amarrotam muito fácil quando são dobradas.

--> Ventilador é algo que não serve apenas em dias quentes. Se o imóvel tiver muito mosquito você vai usá-lo mesmo no inverno mais frio do planeta.

--> Filtro de água: não precisa ser um aparelho que serve a água geladinha. Mas um que filtre as impurezas cai bem né?!

--> Chuveiro: alguns imóveis são vendidos/alugados sem isso. Fica ligado!

--> Lâmpadas. Se você acha que vai entrar em casa e acender a luz está muito enganado. Lâmpada é uma coisa que você terá que comprar (e não tem como não comprar).

--> Máquina de lavar roupas. Eu vivi sem máquina por alguns meses e foi um perrengue que não desejo nem ao pior inimigo. E olha que eu contava com a ajuda da minha mãe, que levava minhas roupas para lavar na casa dela. Mas esse leva e traz dava muito trabalho, era muito estresse. Então, vai por mim. Não precisa ser uma lava e seca, mas máquina de lavar é essencial. Ah! E não se esqueça do varal para pendurar as roupas.

Imagem: Casas Bahia
Agora aqueles itens miúdos, baratinhos, que não podem faltar, principalmente se for cozinhar.

--> Toalhas de banho e de rosto (dois jogos, pelo menos), saboneteira, espelho e porta-escova de dentes. 

--> Jogo de cama com lençol de elástico para forrar, lençol sem elástico para cobrir e fronha. Dois jogos, pelo menos.

--> Edredom para os dias frios

--> Ferro de passar roupas

--> Cafeteira ou bule

--> Pratos, talheres, copos e canecas

--> Escorredor de pratos

--> Escorredor de macarrão 

--> Panelas de tamanhos variados e uma frigideira

--> Potes de mantimentos (arroz, feijão, açúcar, café, biscoito, sal etc.)

--> Concha, escumadeira, colher de pau (ou similar)

--> Garrafas para água

--> E uma coisa que as pessoas geralmente só lembram o quanto é importante quando precisam: abridor de latas. =)

Assim, eu recomendo fazer duas listas: uma de coisas básicas e outra de desejos, com tudo que você gostaria de ter no novo lar. Mas tudo mesmo (incluindo aqueles espelhos maravilhosos). Entra nas lojas virtuais (em mais de uma para comparar, claro), dê uma pesquisada nos preços e vá anotando ao lado de cada item. Feito isso, você saberá quanto precisa ter para morar sozinho e se ainda sobra uma graninha para comprar o que entrou na lista de desejos.

Agora, se você pode esperar um pouco mais, melhor continuar na casa dos pais e aproveitar esse tempo para juntar uma graninha para decorar o novo apê. Pois lembre-se que além dos móveis e bibelôs, você ainda terá as contas mensais para pagar. Então, melhor nem fazer esforço agora para ter aquele sofá maravilhoso, mesmo que dê para parcelar em 24 vezes; serão dois longos anos e o sofá pode nem chegar inteiro à última prestação.

Acha que faltou algum item na minha lista básica? Acrescenta aí nos comentários.