segunda-feira, 29 de junho de 2015

Perrengues da minha vida morando sozinha

Semana passada estava me lembrando de quando me mudei para o meu atual apartamento. Que perrengue! Além da mudança parcelada (veja aqui o post sobre isso e como planejar a sua de maneira correta), eu enfrentei algumas situações bizarras.

Só para situar todo mundo, eu saí da casa da minha mãe em fevereiro de 2014 e fiquei apenas 20 dias no meu apartamento. Isso porque eu fui levando minha coisas aos poucos e quando eu, de fato, saí de casa fui convocada para trabalhar em Brasília, onde fiquei por cinco meses. Ou seja, entrei na minha casinha sabendo que ficaria ali por apenas 20 dias. 

Exatamente por isso, eu não comprei algumas coisas que eram extremamente necessárias, como um ventilador potente (ou mesmo um ar-condicionado). Gente, eu me mudei no verão carioca para um apartamento que recebe o sol da tarde. Tem noção do que é abrir o chuveiro e a água cair fervendo por mais de 10 minutos? Tem ideia do que é entrar no prédio e se sentir entrando em um forno pré-aquecido a 220 graus? Sauna 0800. =S

A hora de dormir também não era legal. Como eu ia me mudar de Estado, não quis gastar meu rico dinheirinho comprando uma cama de casal (a minha antiga era de solteiro). O verão aqui no Rio é tão quente, mas tão quente que até mesmo de noite faz muito calor. Como eu só tinha um ventilador de mesa pequeno (bota pequeno nisso) e minha cama era de solteiro (minhas duas cachorras não cabiam nela junto comigo), eu levava o colchão pra sala com pena das minhas pimpolhas. Colocava o colchão perto da varanda e ligava o ventilador beeeeem perto de mim (se não tivesse grade cortaria minha cabeça). Para piorar a situção, a Layla (uma das minhas cachorras) estava parecendo uma bola de pêlo, mas não podia ser tosada, pois tinha acabado de ser operada. Coitada!

E a hora do banho?! Além do chuveiro ferver a água, ele dava choque. Mas não era um choque tranquilo. Era algo mais parecido com uma descarga elétrica que joga a pessoa pra longe. Ok. Não me jogava pra longe, mas deixava o braço bem dormente. Triste! A minha sorte foi eu ter me mudado para um apartamento com dois banheiros. O único problema é que o banheiro dos fundos é muito pequeno. Mal entro de ladinho no box. E até hoje ainda acho que este também dá choque (em menor intensidade, claro, mas dá). Juram que não, mas eu sinto. 

Ah! Não posso deixar de contar aqui minha experiência com a natureza. Mal voltei de Brasília, toda serelepe pimpona para passar a primeira noite no meu apê depois de tantos meses longe de casa, e descubro que o Batman estava vivendo na área de serviço. Pai celeste! Um morcego morando no meu varal de roupas. Minha sorte foi ter por perto nesse dia um amigo, que colocou o bichinho pra fora. Fato é que o Batman falou muito bem das acomodações do meu cafofo para os seus colegas, pois outros morcegos voltaram para me visitar. Mas ficaram pouco tempo. Descobri que basta abrir outra janela que o bichinho toma seu rumo de volta para a natureza.

Cara! Na boa? Era muita vontade de morar sozinha. Porque eu devia ter voltado pra casa da minha mãe no primeiro dia que abri a porta desse apê e dei de cara com um passarinho morto na varanda. Mas, como eu sou teimosa, dei de ombros e continuei minha vidinha no forno que eu teimava em chamar de lar.

Quer mais perrengues? Acompanha o blog! ;)


Um comentário:

  1. Morar sozinha tem desvantagens, porém, na minha opinião as vantagens são bem maiores. Ou estou enganada? Perrengue você irá passar morando ou não, sozinha. Não tem jeito. Rsrsrsrs

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