segunda-feira, 29 de junho de 2015

Perrengues da minha vida morando sozinha

Semana passada estava me lembrando de quando me mudei para o meu atual apartamento. Que perrengue! Além da mudança parcelada (veja aqui o post sobre isso e como planejar a sua de maneira correta), eu enfrentei algumas situações bizarras.

Só para situar todo mundo, eu saí da casa da minha mãe em fevereiro de 2014 e fiquei apenas 20 dias no meu apartamento. Isso porque eu fui levando minha coisas aos poucos e quando eu, de fato, saí de casa fui convocada para trabalhar em Brasília, onde fiquei por cinco meses. Ou seja, entrei na minha casinha sabendo que ficaria ali por apenas 20 dias. 

Exatamente por isso, eu não comprei algumas coisas que eram extremamente necessárias, como um ventilador potente (ou mesmo um ar-condicionado). Gente, eu me mudei no verão carioca para um apartamento que recebe o sol da tarde. Tem noção do que é abrir o chuveiro e a água cair fervendo por mais de 10 minutos? Tem ideia do que é entrar no prédio e se sentir entrando em um forno pré-aquecido a 220 graus? Sauna 0800. =S

A hora de dormir também não era legal. Como eu ia me mudar de Estado, não quis gastar meu rico dinheirinho comprando uma cama de casal (a minha antiga era de solteiro). O verão aqui no Rio é tão quente, mas tão quente que até mesmo de noite faz muito calor. Como eu só tinha um ventilador de mesa pequeno (bota pequeno nisso) e minha cama era de solteiro (minhas duas cachorras não cabiam nela junto comigo), eu levava o colchão pra sala com pena das minhas pimpolhas. Colocava o colchão perto da varanda e ligava o ventilador beeeeem perto de mim (se não tivesse grade cortaria minha cabeça). Para piorar a situção, a Layla (uma das minhas cachorras) estava parecendo uma bola de pêlo, mas não podia ser tosada, pois tinha acabado de ser operada. Coitada!

E a hora do banho?! Além do chuveiro ferver a água, ele dava choque. Mas não era um choque tranquilo. Era algo mais parecido com uma descarga elétrica que joga a pessoa pra longe. Ok. Não me jogava pra longe, mas deixava o braço bem dormente. Triste! A minha sorte foi eu ter me mudado para um apartamento com dois banheiros. O único problema é que o banheiro dos fundos é muito pequeno. Mal entro de ladinho no box. E até hoje ainda acho que este também dá choque (em menor intensidade, claro, mas dá). Juram que não, mas eu sinto. 

Ah! Não posso deixar de contar aqui minha experiência com a natureza. Mal voltei de Brasília, toda serelepe pimpona para passar a primeira noite no meu apê depois de tantos meses longe de casa, e descubro que o Batman estava vivendo na área de serviço. Pai celeste! Um morcego morando no meu varal de roupas. Minha sorte foi ter por perto nesse dia um amigo, que colocou o bichinho pra fora. Fato é que o Batman falou muito bem das acomodações do meu cafofo para os seus colegas, pois outros morcegos voltaram para me visitar. Mas ficaram pouco tempo. Descobri que basta abrir outra janela que o bichinho toma seu rumo de volta para a natureza.

Cara! Na boa? Era muita vontade de morar sozinha. Porque eu devia ter voltado pra casa da minha mãe no primeiro dia que abri a porta desse apê e dei de cara com um passarinho morto na varanda. Mas, como eu sou teimosa, dei de ombros e continuei minha vidinha no forno que eu teimava em chamar de lar.

Quer mais perrengues? Acompanha o blog! ;)


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Óleo: se não pode eliminar da dieta, elimine da tubulação

Eu até tento me alimentar de forma saudável, mas confesso que adoro um nugget frito. Com esse meu péssimo hábito alimentar, não apenas minha saúde vai por água abaixo, mas o meio ambiente. 

Há quase um ano, eu participei de uma aula sobre reciclagem no centro espírita que frequento. Além de aprender muito sobre como reaproveitar alguns materiais e como eliminar outros, aprendi também os efeitos do óleo de cozinha descartado de forma errada. Quando a gente joga pelo ralo ou pelo vaso sanitário, ele gruda na tubulação e, claro, um dia (não muito distante) vai dar ruim, principalmente se você mora em casa ou em um prédio pequeno, onde a tubulação de esgoto não é enorme. Mas o pior mesmo é o estrago que esse óleo causa nos rios: um litro de óleo (apenas um litro) contamina um milhão de litros de água. A consequência disso é a mortandade de peixes, pela falta de oxigênio. 

"Ok. Já entendi. Mas o que eu faço com o óleo usado?". Armazena em uma garrafa pet bem fechada para não vazar e leva em postos de coleta. Esse centro espírita que frequento recebe óleo usado e, claro, há outros lugares que fazem o mesmo. Algumas praças públicas possuem galões para a coleta dessas garrafas pets. De tempo em tempo, a cooperativa responsável por isso passa no local para retirar o óleo depositado lá. Nem dá trabalho, pessoal. E nem precisa armazenar em garrafa de 2 litros de Coca-Cola. Pode ser garrafa de 500 ml de água mesmo. Desde que seja pet e esteja bem tampada.

Para facilitar a sua vida, clica aqui e encontre o ecoponto mais perto de onde você mora. Se cada um de nós fizer a sua parte o mundo vai se tornar um lugar muito melhor para se viver. ;) 

É assim que eu faço: vou guardando no pote de achocolatado e depois transfiro para a garrafa que levarei ao ecoponto. Coloco no pote primeiro porque nem sempre tenho garrafa disponível em casa.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Por mais domingos de pernas pro ar

Hoje eu estou aqui para contar o meu dia de maria e saber como vocês fazem para não perder um fim de semana esgotada na faxina. 

Meu domingo foi dentro de casa; só coloquei o nariz na rua quando fui levar minhas filhas de quatro patas para respirarem ar puro no meio da tarde. Fora isso, já acordei com o aspirador na mão. E confesso, não gostei. Tinha um almoço de família, mas precisei abrir mão, ou minha casa seria interditada pela vigilância sanitária. Gente, acho que nunca deixei ela assim e, graças a Deus minha mãe não apareceu aqui antes para ver a colônia de fungos que eu estava criando no tabuleiro sobre a pia. Ela ia me matar de tanto falar. #vergonha

Como semana retrasada não tive tempo para limpar nada e passei a semana na correria, o pó se acumulou (assim como a louça e as roupas no cesto). Também adiei o banho das pequenas, mas por um bom motivo: o chuveiro estava queimado e elas não merecem banho gelado no frio que está fazendo aqui no Rio. 

Com tudo acumulado e com o sábado cheio, a faxina ficou para o domingo. Não sabia por onde começar. Mas comecei! Coloquei algumas roupas na máquina (foram três levas), lavei a louça (foi aí que descobri a tal colônia de fungos), aspirei a casa, passei um pano com desinfetante, passei mais um pano seco para dar brilho no chão e mais aspirador. Entre uma coisa e outra, estendi as roupas e coloquei mais para lavar. Lavei a varanda, o banheiro e dei banho nas minhas pimpolhas. Nesse meio tempo, meu pai e minha tia resolveram me fazer uma visitinha de 15 minutos. Coisa rápida, mas providencial para eu desacelerar e tomar um café com eles. =)

Terminado isso, tomei um banho para ficar apresentável a quem cruzasse comigo na rua (nunca se sabe né?!) e lá fui eu dar um passeio no quarteirão com as pequenas. De volta pra casa, resolvi me cuidar: minhas unhas estavam implorando uma manicure e euzinha fiz as honras. 

Incenso, velas, café com leite e uma noite fria, gostosa para ficar em casa vendo filme na Warner. 

Agora alguém me diz como faz para não perder um fim de semana como amélia, por favor. Eu já li em outros blogs que o macete é limpar um pouco todos os dias, nem que seja uma limpeza de 15 minutos (um dia lava o banheiro, no outro tira o pó, no terceiro limpa a cozinha). Mas eu acho isso bem deprimente, porque me faz ter a sensação de fazer faxina todos os dias. Uma diarista seria legal, mas minha vida financeira não está permitindo, além de faxineira estar escassa no mercado e faxineira boa mesmo ter sido, praticamente, extinta (se você tem uma me indica, please. Se ela for boa mesmo eu dou um jeito de pagar).

É sério, pessoal! Preciso de uma dica maneira para manter a casa apresentável sem perder horas ou até um fim de semana inteiro com a vassoura na mão. Porque eu quero a casa limpa, mas também quero ter vida social. =P

Depois de uma faxina, o descanso merecido.





sexta-feira, 19 de junho de 2015

Receita do dia: panqueca de banana com geleia

Como muitos de vocês já sabem, entrei na onda na Alimentação Natural (AN), que consiste em alimentar os animais com a chamada "comida de gente". Se você ainda não viu, clica aqui. Depois de ver uma das minhas filhotas completar 16 anos saltitante, uma leitora me pediu para dar algumas dicas aqui sobre o assunto. Eu não sou expert na cozinha (na verdade, sou um fracasso, mas a gente tenta), porém consegui fazer uma receitinha rápida e deliciosa. O mais legal é que não é apenas para bicho. Quando faço para minhas filhas de quatro patas, aproveito para comer, claro.

A dica de hoje é uma panqueca doce de banana. Para as peludas eu dou apenas a massa da panqueca. Para o meu lanche eu coloco geleia de amora e fica ainda mais saborosa. Bom, vamos lá?

Para fazer a massa da panqueca você vai precisar de 4 ovos, 2 bananas e 2 castanhas do Pará trituradas. Coloque tudo no liquidificador e bata bem. A castanha precisa ser bem triturada, caso contrário pode sair inteira nas fezes. Para isso não acontecer, embrulhe a castanha em um guardanapo e soque com um martelo de bater bife. Depois é só colocar no liquidificador. =D

Aqueça a frigideira e unte-a com azeite extra virgem (você também pode usar óleo de coco, que na verdade é bem melhor) e coloque uma concha (não muito cheia) da massa no centro da frigideira (despeje devagar para formar um círculo minimamente apresentável). Espere alguns segundos e use uma escumadeira para virar a massa. Depois que estiver dourada dos dois lados, está pronta. 

Para os bichinhos é apenas isso. Para nós humanos, como disse, fica mais gostoso se servir com geleia de amora, morango ou framboesa.

Ah! Essa quantidade de ingredientes rende cerca de 5 panquecas. Caso queira mais é só ajustar os ingredientes. A versão original da receita eu peguei no site Cãolinária e mencionava a metade deles. Como senti falta de mais sabor de banana e também tinha rendido muito pouco, eu dobrei os ingredientes e ficou show de bola.

Vale dizer que essa receita serve como lanche tanto para nós, quanto para nossos bichinhos. Logo, não substitui uma refeição. ;)

Minha dificuldade é mantê-las redondinhas.
Se quiser me dar uma panquequeira vai ajudar bastante. =P





quarta-feira, 17 de junho de 2015

Decoração com caixotes de feira

Por falta de grana, a gente descobre que tem muita criatividade na hora da decoração (e se não tem busca no Google). O mais legal de tudo é ver um pedaço de madeira, de ferro ou qualquer coisa que antes era lixo se transformar com um pouquinho de dedicação. Gente, é incrível! A parte chata da coisa é que eu ando pelas ruas de olho nos entulhos que o povo descarta em qualquer calçada (vai que ali tem um carrinho de chá, uma mala de madeira, um relógio cuco). Lixo para uns, relíquia para outros.

Então, para você se inspirar e colocar a mão na massa também, hoje quero mostrar algumas ideias bem legais para fazer com caixote de feira que encontrei numa dessas googladas. Sim, eu também pesquiso por aí para buscar inspiração para o meu cafofo ficar ainda mais charmoso. 

Uma ideia bem legal para colocar as plantas dando um charme todo especial à varanda.

Esses caixotes foram apenas lixados e parafusados na parede. Ótima ideia de organização, principalmente para os brinquedos das crianças, ou até mesmo para colocar itens de jardinagem ou na lavanderia.

Quem disse que você precisa de armários caros na cozinha? Uma solução incrível para organizar pratos, canecas, potes de balas e de biscoitos. As visitas vão amar.


Até mesmo o banheiro ganha uma forma autêntica de guardar toalhas e material de higiene.

 





A primeira versão da mesinha que fiz para a minha sala.
Depois, resolvi aumentar a altura dela, pois precisava
de uma mesa maior perto do sofá.

E se você ainda não viu o primeiro post DIY dessa casa, clica aqui e vem conferir!

Já estou finalizando uma parede bem legal para o atelier aqui de casa e a reforma do escritório. Logo, logo vocês verão mais novidades aqui do meu apê. ;)


Créditos: imagens: 1, 2 e 3: Casa e Jardim | imagem 6: Decoração Improviso Feminino | imagem 7: Simone Insaurrade

OBS: Infelizmente não encontrei as fontes de todas as imagens. Se o autor aparecer, só falar comigo para ser devidamente creditado.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Vizinhos: é melhor ter

Eu sempre sonhei em morar em um condomínio com vizinhos jovens e descolados. Quem nunca né? Mas quando eu fui morar numa república, o prédio era muito velho e com apenas dois apartamentos vizinhos, o que reduzia minhas chances de serem pessoas "jovens e descoladas". Realmente não eram, mas como eu morava com mais duas meninas deu pra compensar. 

De volta à minha terra (e ao meu apê), nada de um prédio cheio de vizinhos descolados, até porque aqui só tem 10 apartamentos, contando com o meu. Mas a gente dá um jeito. Faz pouco tempo que o apartamento do meu lado foi ocupado e eu fiquei mega preocupada com isso. Antes eu podia fazer o barulho que fosse, porque não ia acordar ninguém. Agora não! E se eles fossem velhos chatos? Não parava de pensar nisso e já conto o porquê. 

Como hoje não é mais comum as famílias se apresentarem aos novos moradores batendo à porta e oferecendo um bolo, eu escrevi um bilhetinho cheio de carinho e deixei na caixinha de correspondência dos novos vizinhos. No bilhete, me apresentei, dei as boas vindas e deixei claro que estava ali para o que precisassem. Uma semana depois veio a surpresa. Abri minha caixinha de correio e encontrei um lindo cartão agradecendo a hospitalidade. Preciso dizer o tamanho do meu sorriso?

Algum tempo depois, estava entrando em casa e eles saindo. Olha que legal! Conheci pessoalmente meus vizinhos e o mais legal de tudo: eles têm uma cachorrinha lindaaaaaa! Assim que eu abri a porta, minhas filhas vieram correndo me ver e deram de cara com a pequena deles. Fizeram aquela festa e a socialização foi completa. Pet sempre ajuda a iniciar uma conversa com estranhos. Tudo bem que os novos vizinhos não são jovens e descolados (ok. A filha é adolescente), mas parecem legais.

E olha como são as coisas: descobri que o vizinho da andar inferior também é fã de Friends. =D Já tenho com quem assistir e comentar os episódios. 

Realmente acho muito, muito importante manter um bom relacionamento com os vizinhos, porque eles são os primeiros a nos socorrer, em qualquer situação, seja médica, com um vazamento ou apenas com uma barata (rs). E por ter duas pimpolhas que passam a maior parte do tempo sozinhas em casa, eu me sinto segura deixando uma chave reserva com a vizinha do mesmo andar. Meu pai fazia isso e eu acho muito válido, afinal nunca sabemos quando um cano pode estourar e alagar o apê. Pior ainda: vazamento de gás. Tenho pavor dessas coisas que podem acontecer justo quando eu estiver fora (e minhas filhas dentro). 

Agora, nem tudo são flores. Lembro de algo que aconteceu aqui no prédio e eu estava envolvida. Como sabem, tenho duas filhas de quatro patas e o banheirinho delas (leiam tapete higiênico) fica na varanda. Como a Nina é cega e nem sempre acerta a mira, eu lavo a varanda com água e sabão. Uma bela manhã, estava eu jogando água cuidadosamente até que escorreguei no sabão e o balde que eu estava segurando caiu junto. Foi água pra tudo quanto é canto, inclusive para a varanda dos apartamentos inferiores. Gente, não deu 30 segundos e a vizinha do andar de baixo estava batendo lá em casa dizendo que a faxineira havia jogado água na varanda dela, que não podia jogar água e que sempre tinha xixi na vidraça dela. Opa! Falou das minhas filhas, mexeu comigo. Mas respirei fundo e respondi exatamente assim: não foi a faxineira. Fui eu. Desculpa! Eu não joguei água. Eu escorreguei e o balde caiu da minha mão. E não tem xixi no seu vidro. É água com sabão. Estava quase fuzilando ela com o olhar, mas minha voz saiu suave. Afinal, é sempre bom manter um relacionamento legal com eles né?!

Cara! Eu sempre tomei cuidado pra não cair nem uma gotinha lá embaixo e justo quando cai não pensam que podia ter sido por acidente. Ninguém quis saber se eu estava bem depois da queda. Só se preocuparam com o vidro da varanda (como se nunca chovesse, como se passarinho não sujasse...). 

Fato é que depois desse dia passei a tomar ainda mais cuidado ao lavar a varanda. E ai de quem reclamar de mim: nunca bato na porta do síndico para reclamar daqueles que usam a furadeira fora do horário no fim de semana, das festas que fecham a passagem principal de acesso aos apartamentos, dos entulhos que largam na garagem. Me esforço para ser uma boa vizinha e espero a mesma compreensão quando eu cometer alguma falha. Afinal, todos nós, algum dia, precisaremos muito fazer barulho fora do horário permitido. 


A prova de que gentileza gera gentileza



sábado, 13 de junho de 2015

16 anos de muito amor

Pessoas queridas do meu blog, hoje é O dia. <3

Minha filha de quatro patas completa 16 anos. Gente! Vocês têm noção do que é 16 anos para uma poodle? Quando ganhei essa pequenina, eu tinha apenas 15 anos de idade. Ela tinha 5 meses, estava com o pêlo todo embolado, cheia de pulgas, mas era a pretinha mais linda que eu já tinha visto. E olha que eu não era fã de poodle. Mas foi amor a primeira vista. Ela pulou em cima de mim e ficou fazendo festinha como quem diz: vai me levar pra casa?!

O nome já veio com ela; foi escolhido pela amiga que me deu essa princesa de presente. O aniversário hoje também não é por acaso. Layla nasceu em junho, mas a Renata (essa minha amiga) não sabia em qual dia. Como a Rê faz aniversário hoje (parabéns, amiga!), resolvi que a Layla faria no dia 13 também. Mais que justo né?! ;)

Hoje, 16 anos depois de ser adotada, os pêlos pretos são grisalhos, a disposição para um passeio não é mais a mesma, mas ainda assim ela está linda e ótima de saúde. Ok. Ela precisa tomar remédio diariamente para controlar a ureia, está um pouco surda e com dores nas articulações, mas qual idosinha não é assim? 

Morar sozinha seria um saco se eu não tivesse a Layla (e a Nina, claro) em casa. Amo chegar do trabalho e vê-la saltitar de alegria por me ver. E quando ela corre de tanta felicidade e, de repente, dá de cara com sua irmã Nina sem conseguir frear? Nessa hora, ela dá um salto sobre a irmã, que me deixa boba. O segredo para essa vitalidade aos 16 anos? O médico dela disse uma vez que é pelo fato de eu cuidar muito bem dela (qualquer espirro que dá, corro com ela para a clínica). Mas eu ainda acho que o segredo é amor de mãe. <3

Layla é uma preguiçosa que dorme o dia inteiro, uma esfomeada que não pode me ver indo em direção à cozinha que já corre na frente, mas uma filha encantadora, a princesinha da casa. Já me deu vários sustos. Um deles foi quando caiu da escada (cerca de 3 metros de altura). Caiu exatamente de costas, ficou gritando e se contorcendo de dor. Naquele momento achei que ela fosse, no mínimo, ficar paralisada. Entrei em pânico. Mas não é que quando chegamos ao veterinário a menina já estava andando como se nada tivesse acontecido?! Não fraturou nada. Minha cara foi no chão na frente da médica. Mas confesso que dei pulos de alegria por vê-la andar tão naturalmente, me fazendo passar por mentirosa na frente da veterinária. =)

Os cinco meses que precisei morar em Brasília foram os mais longos da minha vida porque fiquei longe dela. Parece que a saudade fez com que todos os problemas de saúde da minha pequena se desencadeassem ao mesmo tempo, exatamente enquanto eu estava distante. Fiquei com o coração na mão. Ligava várias vezes ao dia para a minha mãe me dar notícias dela. Graças a Deus ficou bem e agora estamos grudadas novamente.

Comemorar mais um aninho de vida dessa pimpolha me deixa tão feliz. Layla é a minha vida. Minha alegria. Ela faz parte da minha história. E tudo que eu desejo é em 2016 voltar aqui com outro post comemorando mais um ano de vida dessa que me faz mais feliz todos os dias, desde o amanhecer ao anoitecer. 



Já estou pronta pra minha festa de aniversário. Que horas começa, mãe?



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Dia dos namorados sem namorado

12 de junho: o dia dos enamorados. Ah! O amor. Durante sete anos eu comemorei essa data com motivo duplo: dia dos namorados, claro, e aniversário de namoro. Eram dois presentes, duas comemorações e muitas alegrias, porque era uma relação gostosa, leve, verdadeiramente mágica. Mas como tudo na vida tem um fim, esse namoro também teve. 

Ano passado já não estávamos juntos e seria o meu primeiro dia 12 de junho sozinha depois de tantos anos. Mas, graças a santa Fifa, a Copa do Mundo veio exatamente nesta data para apagar o dia dos namorados. Ufa! Passou despercebido. Infelizmente, a Copa só acontece a cada quatro anos.

Mas olha como são as coisas: não tem Copa do Mundo, mas tem especial do Circo Voador no Arpoador, e homenageando o Cazuza, que eu amo de paixão. É o universo conspirando a meu favor.  \o/ E para evitar desastres, claro que eu não vou voltar para casa, afinal moro sozinha e vai bater aquela deprê. Prefiro não correr o risco de me atirar pela janela do terceiro andar de onde moro (porque nem altura pra morrer dá né?! hehehe). Foi então que marquei de ir ao show com as amigas solteiras do trabalho. Ainda que não role entrar no evento, vamos farrear pelo calçadão da zona sul carioca, parar em algum barzinho pra contar causos e gargalhar até tarde. Qualquer coisa que nos dê a alegria de não lembrar que essa sexta-feira não é 13. 

E se você está na mesma, sem namorado e (quase) na fossa, agiliza um happy hour com a galera. Só não vale ir pra casa e muito menos para shopping ou cinema (concentração total de casais). Fuja disso! É só um dia. Amanhã é sábado, dia 13 e você (eu também) estará novinha em folha. 

E não é?! ;)

quarta-feira, 10 de junho de 2015

TAG: I Love My Blog

Então, corre pela rede de blogueiros um lance de TAG. Nunca participei dessas coisas (confesso que não sou muito fã), mas uma amiga fofa me indicou para a TAG I Love My Blog e eu achei legal para responder algumas perguntas sobre esta casa aqui. Então, valeu Daixum pelo carinho. Vamos lá?!


- O que lhe incentivou a ter um blog? 

Acho que como toda estudante de Jornalismo, meu desejo era escrever, escrever, escrever. Mas queria que outras pessoas lessem (para não virar um diário). Foi nessa época, em 2010, que criei o blog (já extinto) Exposição de Pensamento. Ele falava de tudo um pouco. Ano passado, decidi focar num assunto que tem tudo a ver com o meu momento: morar sozinha. Então, surgiu A Casa é Minha. <3


- Qual a importância do blog para você? 

Não tenho a menor pretensão de ficar famosinha como algumas blogueiras. Escrevo para compartilhar minhas derrotas e vitórias morando sozinha. Tudo que quero é que as pessoas se identifiquem, evitem erros que já cometi e, principalmente, sintam-se leves com a leitura e tenham momentos de risadas com alguns posts.


- Quem te indicou a ter um blog? 

Ninguém sugeriu isso. Eu, simplesmente, senti a necessidade de abrir a cabeça e soltar minhas ideias na rede. =D


- Quais são os assuntos do blog? 

Tudo relacionado à casa: decoração, DIY, cozinha sem frescura, contas, festas, diversão entre amigos, aprendendo a viver sozinho, animais, vizinhos, chuveiro queimado, jardim. Estou descobrindo que esse é um mundo bem amplo. =P


- Como você se sentiu ao ter seu primeiro comentário? 

Confesso que não sou neurótica com comentários, mas é sempre muito legal saber que alguém, além de ter lido os meus pensamentos, quis colocar para fora os seus também. ;)


- Quantos comentários você tem ao todo no momento? 

Sério?! Bom, tive que dar um confere no painel de adm e ele me disse que tenho 80.

  
- Qual a meta deste ano para o seu blog? 

Eu tenho algumas metas, como mudar para o Wordpress (dizem que é melhor para administrar) e criar um espaço para vender itens de decoração feitos por mim. Será uma forma de permitir que as leitoras deixem seus cantinhos tão charmosos quanto o meu cafofinho. Se alguém tiver alguma sugestão, é só falar. ;) 


- Até onde você deseja chegar com o blog? 

Ah! Ganhar uma graninha com o blog para largar meu atual emprego e me mudar para Ibitipoca não seria nada mal. =D


Vem conhecer a Fanpage do blog. Clica aqui
e dá um like pra ficar ligado
nas atualizações semanais desta casa. ;)


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Esticando o salário

Que o brasileiro sempre foi criativo e feliz por natureza, todo mundo sabe. Mas a situação, em pleno século XXI, tá tensa, tá feia. E não é só pra mim. O salário mal chega à conta e já acha que é hora de dar tchau. Muitas vezes, enrolo para pagar as contas só para ter o prazer de tê-lo comigo por mais alguns dias.

Está tudo caro. Não consigo reduzir a conta de energia, por mais que economize. Tem alguma coisa errada. Cada vez que vou ao mercado sinto dó das famílias que vivem com um salário mínimo. Como pagar luz, água, aluguel e ainda sobrar dinheiro para comer com isso? Me explica!

Ok, mercado está caro, a vida está cara, mas o que podemos fazer para continuar vivendo com um pingo de vida social? Bom, se você é igual a mim e preza por descanso e horas de lazer não vai querer ter mais um emprego e nem mesmo pegar um freela. Afinal, de que adianta ter grana se não tem tempo para gastar essa grana?!

Uma coisa que percebi, senti fundo no meu coração, é que compro mesmo sem precisar e o culpado é o cartão de crédito. Já está determinado: cartão agora fica em casa. Foi expulso da carteira. Gente, quando queremos e não temos dinheiro recorremos a ele. Está ali, fácil, sempre à mão. Agora não! E resista igual a mim quando o vendedor de qualquer loja de departamentos te oferecer um cartão. "Mas é sem anuidade". Não importa! O melhor é concentrar tudo num cartão só para não se perder no meio de tantas faturas depois. 

Outra coisa que complica a situação: e-mail marketing. O danado tem o poder de me fazer desejar até o que não tem nada a ver comigo. Sendo assim, tire algumas horas do seu dia para se descadastrar de listas que, muitas vezes, você nem autorizou. E se não quiser perder esse tempo e for usuária do Gmail, classifica tudo como spam. Vai direto para o lixo eletrônico. Faça a mesma limpa no Facebook. Pois é. Têm fanpages que vivem de vendas; ficam mostrando aquelas belezuras que você compraria 15 vezes mais barato se não fosse por ali, naquela loja que se a acha a tal só porque tem alguns milhares de seguidores.

Sabe TV por assinatura? Corta da tua vida. Porque ainda que você seja vidrado em séries e filmes, vamos combinar que a Netflix sai muito mais em conta (e você, raramente, consegue assistir a um filme desde o início pela TV).

A parte da vida social vai precisar de alguns ajustes até a sua conta ver a cor azul por um mês inteiro. Sendo assim, boate, barzinho... isso não te pertence mais. Pois, ainda que fique só no refrigerante, uma noite inteira de refri custa caro. Faça a bagunça em casa mesmo. No lugar do cinema, escolha um filme (da Netflix) e faça um balde de pipoca. Ou, se preferir algo mais agitado, prepara uma playlist, compra umas batatinhas, pede para um amigo levar a bebida, para o outro levar cachorro quente e outra pessoa levar um docinho para colocar glicose nos na veia nos momentos necessários. Pronto! A festa está armada. Não quer fazer zona na sua casa? Faça a bagunça na casa de um amigo que não ligue muito para isso.

Ai! Mas eu preciso ir para a rua! Ok. Vá à praia, ao parque, à lagoa ou vá fazer uma trilha. São programas praticamente 0800 se você levar água e comida de casa. Para quem é mais cult, centros culturais sempre têm programações bacanas de graça. Aproveite!

Mas nada adiantará se você não tiver a real dimensão das suas contas e não viver de acordo com seu padrão financeiro. Vejo amigos que vivem totalmente fora de suas realidades. Fazem cursos que poderiam esperar, saem três, quatro vezes por semana para boates e gastam rios em bebidas. Depois comentam que a vida está difícil, que não pagou o condomínio, a luz vive com aviso de corte... Não estou dizendo para anotar cada bala que comprar (gente! Isso é impossível e ridículo). Mas anote as contas fixas e as parcelas que já estiverem no seu cartão de crédito. E não esquece do transporte (estacionamento, gasolina, pedágio se você usa carro. E passagem de ônibus e metrô se você anda a pé). Coloca na ponta do lápis mesmo cada despesa e veja quanto sobra do seu salário (é com isso que você vai ter que viver). Faça isso uns 15 dias antes de receber, como uma previsão do mês seguinte. Dessa forma, você tem como prever quanto vai gastar, se vai sobrar alguma coisa para sair ou para comprar aquela bota linda que está namorando há dias na vitrine.

Agora, se não sobrar nada...está na hora de rever algumas coisas. Troca o celular para um pré-pago, vire o Batman e passe a maior parte do tempo na penumbra, reduza a velocidade da sua internet e deixe a aula de dança, teatro para quando a maré melhorar. Restaurante apenas se aceitar seu vale refeição. Manicure, escova, sobrancelhas? Faça em casa. É uma puta economia deixar o salão de beleza de lado para se cuidar no aconchego do lar. Diarista? Meu bem, coloca uma luva, pega um balde e tira um dia da semana, pelo menos, para dar aquela geral ao som de Anitta. PRE-PA-RA! 

E fica calmo! Essa maré ruim não é para sempre. Se organizando é possível fazer o salário ficar por mais de 15 dias na sua conta. Depois que conseguir isso, você estará tão habituado (esperamos) a economizar que não será um sacrifício controlar os gastos. Só tome cuidado para não ficar neurótico, dividindo até os centavos da conta do bar na hora de rachar com os amigos. É feio. =S

Crédito: R7





segunda-feira, 1 de junho de 2015

Carta para o meu eu de 40 anos

Querida Sincer,

Eu sou você de 10 anos atrás. Não se assuste! Vim do passado para você perceber o quanto mudou, o quanto amadureceu. Precisamos dessas viagens no tempo para perceber o quanto somos felizes no presente, não é mesmo? 

Como será que está sua vida 10 anos depois que escrevo esta carta? Há exatos 10 anos você estava se descobrindo como pessoa, quase como uma criança que descobre o pezinho e não para mais de colocá-lo na boca. Aos 30 anos, eu (ou seria você? Ah! Isso é muito confuso, mas você me entendeu) me vi refazendo a minha vida, descobrindo o que gosto, do que preciso e tendo mais tempo para tudo isso, para viver. Faz um ano e meio que moro sozinha (a cozinha ainda é um mistério pra mim e acho que sempre será) e estou adorando essa vida nova, cercada por amigas perfeitas para cada momento. Tem aquela que é ótima para uma noite de gargalhadas, outra para um papo mais sério e ainda aquela perfeita para as duas coisas, tudo junto e misturado. A família também está com tempo reservado na agenda. Todo fim de semana dou uma passadinha lá para ver o pessoal e aqueles pimpolhos que já devem estar enormes. Nyck com 18 anos. Ai Meu Deus! Segura essa aí. =P

Adoraria que a Layla ainda estivesse contigo, mas em alguns dias ela completará 16 aninhos. Apesar de estar saltitante como sempre, infelizmente nunca ouvi falar de um cão que chegou aos 26. A Nina talvez ainda esteja por aí. Encha essa fofinha de beijinhos. A pequena gosta de carinho infinito. Ah! Não dê tanta comida para ela. Estou na luta pra essa gordinha chegar aos 7 quilos. Não estrague tudo, por favor. Eu sei que é difícil; parece que ela passa fome, mas não. É apenas olho grande mesmo. Acredite!

Falando um pouco mais sério, semana passada (10 anos atrás), você conversou com uma amiga que não via há tempos. Encontrou ela "por acaso" numa loja e "por acaso" também começaram um assunto sobre aquela pessoa, sabe? Conhecendo você do jeito que eu conheço, não preciso falar o nome. Como será que essa história ficou? Como será que eu resolvi essa questão? Ou terá sido resolvida por você, anos depois? Faço essa pergunta agora porque para ela, assim como para todas as pessoas que conheceram vocês, isso é passageiro. Será que somente nós dois não vemos o que todo mundo vê? Ou será que está todo mundo errado mesmo? Apenas você me dirá.

Isso implica em outra questão: a adoção da Ana Júlia. Se você realmente adotou uma criança, talvez ela nem se chame Ana Júlia, mas isso é apenas um detalhe. Adoraria saber como ela é, como é a relação mãe e filha, como foi quando recebeu o telefonema-parto. Ou será que o mundo deu uma pirueta dupla e no lugar de adotar, você decidiu casar, engravidar? Xiiii! Não me aguento de curiosidade. Mas ao mesmo tempo não quero fazer 40 anos. A ideia de completar 31 em três meses já está me deixando desesperada. É ser muito adulta. Com 30 eu ainda posso me sentir adolescente sem (muita) culpa. Rugas. Isso te pertence? Que medo! Ah! Não esquece de trocar as próteses. Já está na época. =D

E para finalizar, espero do fundo do meu coração (afinal de contas, você sou eu) que tenha conseguido se mudar para Ibitipoca e esteja morando numa casinha branca com varanda, um quintal e uma janela para ver sol nascer. E que Ibitipoca ainda seja o paraíso que vocês descobriram há 18 anos.

Um grande beijo...

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Essa é uma versão (adaptada, claro) de uma carta que escrevi para eu receber por e-mail daqui a 10 anos. Fiz algo parecido ano passado: programei uma carta para receber um ano depois. Já tinha me esquecido dela quando o e-mail chegou de manhã me trazendo recordações incríveis e me fazendo refletir sobre a vida, o quanto eu estava muito melhor um ano depois. Como será que vou receber os fatos de hoje daqui a 10 anos? 

Se você quiser fazer o mesmo, acessa o site FutureMe e escreva para o seu futuro também. =)