domingo, 31 de maio de 2015

Diário sem cadeado

Semana passada, eu encontrei "por acaso" uma amiga com quem não conversava há tempos e ela comentou que o primeiro texto deste blog que leu mexeu muito com ela. Comentou também que adorou a carta que escrevi para o meu eu de 15 anos atrás (se você ainda não viu, clica aqui) e isso me fez pensar nos registros que deixamos por aí.

Quando eu tinha uns 11 anos, comecei a escrever em agendas, um verdadeiro diário. Lembro-me perfeitamente que um grande amor platônico tomava conta das páginas. Guardei essas agendas por anos, mas um dia resolvi jogá-las no lixo. Tenho horror a papel; muita traça e poeira acumuladas desde 1900 e lá vai conchinhas. Outra época da minha vida também ficou registrada em agendas. Eu tinha 17 anos quando comecei a namorar um menino, que foi protagonista dos diários que fiz até os meus 19 anos. Esses eu ainda tenho; às vezes pego um e fico lendo, morrendo de rir da pessoa que fui. Como mudei. 

Mas minhas agendas são só minhas, meu diário, ninguém lê (ok. Uma vez, flagrei minha tia lendo minha agenda. Dei um verdadeiro piti mesmo com os pedidos de desculpas dela. Fui uma adolescente bem rebelde. Quem não?). Hoje, com 30 anos, não escrevo mais em diário. Ou escrevo? Escrevemos! O Facebook é um verdadeiro diário aberto. "Ah! Mas ali eu não revelo meus segredos". Será?

Há cerca de dois meses, decidi apagar algumas fotos, post meus e comentários de amigos vinculados a um ex. Alguns de vocês podem achar isso ridículo, mas eu precisava. Confesso que teria sido mais fácil deletar o meu Facebook, afinal faço parte dele desde 2010 e a relação era desde 2007. Mas eu não queria ter de adicionar cada amigo de novo. 

Fato é que para poder apagar cada uma dessas coisas eu precisei prestar atenção nas fotos, ler os comentários, reler minhas próprias postagens. Foi aí que percebi que o Facebook, como qualquer rede social, incluindo este blog, é um diário público. Nele a gente coloca fotos que representam nossos melhores momentos. Posta coisas que revelam nosso cotidiano e frases que traduzem nossos sentimentos. Relendo cada post eu fui revivendo aqueles dias, como aconteceu nas vezes que reli minhas agendas. Alguns me fizeram rir, outros refletir e outros tantos, a maioria, na verdade, chorar de saudade de um tempo que passou e estava ficando ainda mais no passado cada vez que eu clicava no botão excluir. Levei duas noites fazendo isso, duas noites relendo a minha vida exposta para mais de 200 pessoas que estão na minha rede. Todas são amigas? Não. Mas lá, quem quiser sabe da minha vida. Porque de palavra em palavra revelamos, um pouquinho que seja, o que fazemos, o que sentimos, como vivemos. Cheguei à conclusão que nos dias de hoje é até estranho fazer um diário nos moldes antigos, com cadeado e tudo. E agora eu penso mil vezes antes de clicar no botão "publicar".

Um pedacinho de mim que somente eu tenho acesso


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Se sujar faz bem

Sou apaixonada por pintura, apesar de não levar jeito pra coisa. Mas isso é um pequeno detalhe que não me impede de ser feliz com uma tela em branco, tintas e um pincel na mão. Acho que toda casa fica mais aconchegante com um quadro na parede, refletindo a essência do morador. Por isso, aqui no meu cantinho eu penduro as minhas próprias telas, que me representam muito mais que qualquer uma que eu pudesse comprar em shoppings e galerias por preços altíssimos.

Amo fazer arte, me sujar de tinta (ok, tentar tirar tinta a base de óleo da roupa não é a melhor parte), ver uma tela em branco ganhar vida... É uma verdadeira terapia. Certa vez, conversando com uma amiga que andava muito deprimida, recomendei que fizesse o mesmo, mas ela disse que não sabia pintar. Hello! E eu sei? Nunca consegui fazer uma linha reta sem régua, pintar sem borrar ou cortar sem picotar. Nas aulas de arte da escola eu era a "Sem jeito". Mas tô nem aí e me arrisco assim mesmo. Com o tempo, cada tela vai ficando mais charmosa e com mais técnica. As amigas e as tias até pedem uns quadros, tanto que dos que eu pintei só ficaram três comigo. A única coisa que não consigo de forma alguma é desenhar sem ter uma base. Preciso olhar pra um desenho e usá-lo como inspiração. Tipo, a minha última tela (da casa voando) eu me inspirei no filme Up. No início, a casa ia ter bem mais detalhes, a tela ia ser quase toda tomada por balões, representando bem o filme. Daí, pensei melhor, e vi que a casa com um estilo mais Romero Britto (minha grande referência para os traços) tinha mais a ver comigo, mais simples. Reduzi a quantidade de balões também pra deixar mais espaço para o céu e coloquei uma árvore lá no cantinho, quase despercebida, pra remeter a um lugarzinho no meio do nada. 

E assim, o meu apê vai ganhando cor, forma, vou impregnando a minha essência nele. Qualquer pessoa que entra aqui sabe que é a minha casa, ainda que eu não esteja para abrir a porta. E tudo isso que escrevi é só pra te dizer que, assim como a minha amiga, você não precisa ter dotes artísticos. Eu não tenho né?! =D Basta passar na papelaria perto de casa, pedir alguns pincéis de variados tamanhos (cabo amarelo tá?), tintas, principalmente branca porque servirá de base pra muita coisa (não precisa ser a óleo; só fuja do guache hehehe), terebentina para limpar o pincel e servir como solvente, um pano velho para limpar os pincéis, copo de vidro para colocar a terebentina, lápis de escrever e uma bandeja para espalhar as tintas (pode até ser aquelas que embalam carnes nos mercados). Depois é só soltar a imaginação, desenhar o que tiver vontade. Claro, se você não sabe fazer nem bonequinho de pau, não comece por desenhos cheios de detalhes. Pense em algo mais abstrato e grande. 

Agora, se você insistir que não leva jeito mesmo e continuar resistindo a pintar os seus próprios quadros, tem uma alternativa pra dar cor às paredes da sua casa com o seu estilo: livros de colorir para adultos. Estão super na moda. Os desenhos já estarão lá; nada novo. Mas o especial da coisa é colorir do seu jeito. Depois, é só destacar a folha (você vai perder o verso dela, mas tudo bem), colocar numa moldura bacana e pendurar na sala. Que tal tentar? ;) Faz isso e depois manda para o e-mail aqui do blog para eu ver como ficou, beleza? 

Quando a gente vira referência pra sobrinha de quatro anos (na época)... Coisa mais fofa.

Inspiração, construção, desconstrução, espera secar e... o trabalho na parede da sala =D

Quando quatro telas em branco se tornam uma cheia de amor.

Para alegrar o apê de uma ex-colega de trabalho.



Um pedacinho da minha terra que deixei em Brasília.

Um cadinho de cor na minha varanda.

Minha primeira tela, gente! Fiz com a orientação de um professor. Mas não tem mais nada a ver com o meu estilo atual. E a segunda foi para alegrar a casa da minha amiga (aquela que andava tristinha). Usei as cores do Brasil e da Itália porque ela tem um pezinho lá.





quarta-feira, 20 de maio de 2015

Cresci! Será?

Olá. Meu nome é Carol, tenho 28 anos e 1.50 cm de altura. Quanto à minha estatura, não posso dizer que eu cresci (hehehe). Quanto ao resto, digamos que estou, aos poucos, chegando lá. Afinal, o que é crescer? Para mim, não tem uma definição certa. Mas acho que mudar pequenas ou grandes atitudes, continuar com outras (sem culpas) e rir de você mesma são ótimos “significados”. E quando vem a percepção disso tudo? Bom, acho que ela acontece em etapas. A primeira vez que eu percebi que não era mais nenhuma criancinha foi quando eu fiquei “mocinha”. Doeu muito, fora a cólica. Um saco! Já a segunda, foi quando eu perdi o meu pai aos 15 anos de idade. Ali, eu sabia que estava passando pela minha primeira real dificuldade, em contrapartida, tinha certeza que estaria preparada para qualquer obstáculo que surgisse. Daí vieram as outras etapas: adeus ao colégio, boas-vindas para a faculdade, o primeiro namorado, o primeiro término, as “nights” com os amigos que substituíram as simples brincadeiras no play do prédio. O primeiro estágio, a fase louca da monografia, a formatura (que deixou saudades), o primeiro emprego e por aí vai.

Ah! Também teve a experiência na Suíça. Fiquei quatro meses com a minha família de lá e cresci muito. Descobri uma “Carol” independente, cara de pau e corajosa. Claro que eu trouxe na bagagem de volta hábitos antigos, mas quem nunca? Aos poucos, estou tentando unir a nova “Carol” com a antiga. O resultado? Progredindo no meu tempo. E a mais recente etapa: minha mãe se mudou para São Paulo. E eu? Sendo dona de casa com a minha irmã mais nova aqui no Rio de Janeiro hehehe. Fazendo listinha de compras, me virando na cozinha (viva o miojo) e, ao mesmo tempo, lidando com a saudade diária. Uma ótima oportunidade para amadurecer, né? Resumindo, meu crescimento é constante. A cada etapa cresço um pouco. E acho que é assim com todo mundo. Crescer, não necessariamente tem a ver com sua idade e, sim, com as suas experiências. Por tudo que eu vivi até agora, me sinto madura sim. Entretanto, posso dizer que meu lado “15 anos” me faz dizer “Ops! Não cresci”. Por quê? Ah! Porque eu sou apaixonada pelo Robert Pattinson, meu iPod é cheio de músicas de bandinhas e cantores teens. E, é claro, a minha vida amorosa explica tudo. Cheia de príncipes e, principalmente, sapos. Enfim... Tem uma frase da Martha Medeiros, que me define por completo: “Sou uma mulher madura, que às vezes anda de balanço. Sou uma criança insegura, que às vezes usa salto alto”. É, no final, sou feliz assim! =)


Texto escrito por Carol Daixum.

A pequena grande blogueira de moda





terça-feira, 19 de maio de 2015

É dia de feira - e de salada no pote

Desde que saí da casa da minha mãe, a alimentação ficou oh... uma porcaria. Essa coisa de cozinhar dá trabalho, perde-se muito tempo. Mas se não cozinho, não como, porque não dá pra viver de miojo e outros alimentos pré-prontos sem engordar uns 10 quilos em dois meses e, de quebra, acabar com a saúde.

Então, eu comecei a pensar em alternativas, como comidas rápidas, porém feitas em casa, como a salada. Não sou fã de folhas e tal, mas sei que faz bem. A questão é que também não é assim tão rápido fazer uma salada gostosa, que vá além do tomate, alface e cebola. Foi aí que pensei em salada no pote. Oi? Isso mesmo. Prepara a salada com tudo que quiser em pequenos potes de vidro, armazena na geladeira (não precisa congelar) e pronto. Dura uma semana tranquilamente. Gente, é tudo de bom! Eu fiz em casa e ficou deliciosa. O meu erro foi não secar bem as folhas e não colocar o papel toalha por cima, então as folhas ficaram murchas. Mas o restante ficou bem saboroso. Uma amiga fez certinho e disse que, mesmo dias depois, estava tudo bem gostoso também na casa dela. É uma super dica pra quem tem preguiça de cozinhar, pouco tempo e, principalmente, não curte salada. Porque essas terão vários ingredientes gostosos e selecionados por você, que só vai escolher o que realmente tem prazer em comer né?!

Em cada pote eu dei uma variada nos ingredientes, mas no geral eu coloquei broto de milho, tomate cereja, azeitona, atum, cenoura, champignon, batata baroa, brócolis, couve-flor, passas, granola, alface e vagem. Ah! O que podia ser cozido eu fiz isso no vapor. Achei melhor porque dizem que perde-se menos nutrientes com essa técnica de cozimento. E, olha, nem demora muito, como você pode pensar.

Daí vem outra dica: feira livre. Não há nada melhor que comprar legumes e verduras na feira. Eu já comprei no mercado e não é a mesma coisa. Além de ser bem mais caro, os produtos não são de boa qualidade. Na feira é tudo fresquinho. E o melhor: a economia. Gastei uns R$ 30 e saí com várias sacolas cheias. O bizu é ir até o fim da feira sem comprar nada, só observando os produtos e os preços. Vai por mim. Não fiz isso e quando cheguei do outro lado da rua percebi que podia ter economizado muito mais nas barracas do final. Outro bizu legal é comprar os saquinhos dos alimentos. Alguns feirantes preparam saquinhos de cenoura, batata, chuchu etc. e vendem, tipo, três saquinhos por R$ 5. E se guardar o saquinho fechado na geladeira, os produtos duram mais tempo. 

Agora, se você não tem como ir à feira (eu só consegui porque estava de férias), pode ser um hortifruti ou sacolão de bairro mesmo. Esses lugares são sempre melhores porque, como disse, os produtos são mais frescos e os preços mais em conta. 

Aproveita a dica pra conhecer a feira do seu bairro (você vai se divertir só de andar por ela. É um ambiente muito descontraído) e prepara seus potes de salada para o resto da semana. Como acompanhamento, ou prato principal mesmo, é uma ótima opção para aqueles dias que bate a preguiça de preparar qualquer coisa para comer ou ainda, só está precisando ingerir algo mais leve antes de dormir. Chegar em casa cansada e ter uma salada já prontinha, no pote, pronta para ir ao prato, huuuum. Delícia!

Minhas saladas no pote ;)

Os alimentos no saquinho, como vieram da feira.


>> Esse é um vídeo que encontrei no You Tube de um cara que ensina a preparar a salada no pote. Não tem mistério, mas fica como tutorial. ;)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Sobre amor (bem) platônico

Sabe o Ivan Martins? Aquele jornalista, que tem uma coluna semanal na revista Época. Aquele que escreve sobre relacionamentos. Aquele que tem alma feminina enclausurada num corpo masculino. Ok. Entra no site da Época e procura as crônicas dele. Você vai amar.

Mas por que eu estou falando dele? Porque sou apaixonada por esse homem. Tipo amor platônico, mas que faz um bem... O Ivan é o tipo de cara que toda mulher quer ao lado como melhor amigo (no mínimo). E eu tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, passar horas ao lado dele. Há exatamente um mês fui convidada para participar da plateia do programa Encontro, da Fátima Bernardes. Não curto essas coisas, mas o convite veio de uma produtora que me achou por ser fã do Ivan. Como ele seria um dos entrevistados eu fui. =D

Sei lá como ela me encontrou, sei lá como eu fui parar na sala de convidados da Fátima. Só sei que fiquei sentadinha ao lado do meu ídolo durante umas duas horas. Conversamos, rimos, falamos até de amores, separações, manter ou não contato com o ex... Gente! Preciso dizer que foi o melhor dia da minha vida? Eu achava que ele era super desinibido, até por ser jornalista e famoso. Mas não. Aquele sotaque que mais parece do sul do Brasil (você não é paulista, Ivan?), um jeito tranquilo de falar, de gesticular (pouco), aquele sorriso tão sincero, tudo isso faz parte de uma pessoa tímida na medida. Ele tem todo um cuidado de se dirigir às pessoas e vira o rosto quando o assunto toca em alguma ferida. Ele é gente como a gente. E, muito provavelmente, ele escreve tão bem, de uma forma que toca tanto seus leitores (não apenas mulheres) porque coloca a sua alma nas linhas que publica toda quarta-feira. Diferentemente de outros escritores, ele não escreve apenas o que as pessoas querem ler; ele escreve o que ele realmente pensa, o que sente. 

Minha esperança, como a de toda fã, é ter a oportunidade de encontrá-lo mais uma, duas, três vezes; de sentarmos numa cafeteria, eu pedir um capuccino, ele um espresso, e conversarmos sobre encontros, desencontros, guerras pelo mundo, engarrafamentos, ponte aérea, amigos e amores. Quem sabe um dia... Por enquanto, converso com ele todas as noites durante o meu sono para ele ter subsídio para suas crônicas e seus livros. ;)

Foto com o ídolo, livro autografado. Quero mais o quê?

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Coisas para fazer nas férias (em casa)

Como alguns de vocês devem ter acompanhado, eu pensava em passar minhas férias no Chile, mas a falta de planejamento me fez ficar em terras brasileiras mesmo. Mais precisamente, dentro de casa. Sim; nem mesmo Brasília viu a minha graça. Isso porque eu não tive com quem deixar minhas filhas de quatro patas. Ok. Algumas pessoas se disponibilizaram a ficar com elas, existe hotelzinho, mas eu só confio mesmo na minha mãezinha, e esta não pôde. O jeito, então, foi passar minhas férias no meu lar doce lar.

Faltando uma semana para o descanso merecido terminar, eu trago esse post para mostrar que dá sim para curtir as férias. De um jeito diferente, claro. Nada oooooh! Mas é possível colocar a vida em dia e se divertir também. Vamos à listinha?

SÉRIES. MUITAS SÉRIES

Se você curte séries, então esse é o momento de fazer uma maratona da sua preferida. Se não tem nenhuma que acompanhe, este também pode ser o momento de você conhecer uma que fará você se apaixonar. Eu não sou daquelas que seguem "modinhas". Então, não curto Game of Thrones e cosas así. Mas adoro ver House, How I met your mother, Mom, Law & Order, Elementary e, claro, FRIENDS. Não importa se elas já chegaram ao fim ou não. Eu curto assim mesmo e vou vendo no meu tempo. Cada vez que assisto é uma surpresa no episódio, uma gargalhada nova (ou velha mesmo). 


RECEITINHAS

Fala a verdade! Tem alguma coisa que você adoraria cozinhar, mas o dia a dia não permite. Aproveita que as 24 horas do dia estão a seu favor e vai pra beira do fogão fazer aquele bolo de cenoura com cobertura de chocolate para comer no fim da tarde com um café quentinho. Se quiser ir mais além, entra no You Tube e procura algumas receitas maneiras. Tem vários canais legais para seguir. Os meus preferidos estão aqui, aqui, aqui, aqui e aqui também. E se você quer testar comidinhas pra você e seu animal de estimação, entra nesse também.


PEDALAR

Em casa, na frente da TV, a tendência é comer bastante. Então, bora pedalar? Tira da garagem aquela bicicleta empoeirada e leva pra rua. Se quiser CIA, mas os amigos não estiverem disponíveis, chama um Bike Anjo. Além de fazer uma amigo nas férias, que vai te incentivar a manter a forma, você ainda aprende a pedalar no trânsito da cidade grande. Nunca ouviu falar em Bike Anjo? Clica aqui! Agora, não precisa ser só pedalar. Pode ser patins, skate. O importante é se exercitar sobre rodas. Ok?


PROJETINHOS

Sabe aquela mesinha de apoio vermelha que eu fiz com caixote de feira? Você pode fazer também, ainda mais agora que está com tempo livre. Ou, quem sabe, pintar aquela parede sem vida da sua casa? No último fim de semana, eu comecei o projeto de pintura do escritório aqui de casa. A parede estava mofada devido a uma infiltração e eu aproveitei para jogar tinta preta e fazer dela uma lousa. Vai ficar bem bacana. Assim que tiver finalizada eu mostro pra vocês. ;) Se ainda não viu a mesinha que fiz, confere aqui.


CINEMA

Estranho seria se isso ficasse fora dessa lista né? Cinema tem tudo a ver com férias. E o melhor é que você não precisa de ninguém pra fazer isso. Escolha um maneiro e se joga numa sessão pipoca.


REUNIÃO

Mas você está me mandando trabalhar nas férias? Não, cara pálida! É reunião com os amigos. Chama aquela galera que você quase não vê por causa da correria de todo mundo e se reúne num barzinho com eles. Ou, pra ficar algo mais íntimo, num restaurante japonês. Bebidas e gargalhadas com a galera são sempre uma boa pedida. Agora, se vocês preferirem um programa diurno, um piquenique no parque vai ser legal. Leva uma bola de vôlei ou raquetes e bolinha de frescobol para não ficarem só na comida. 


REUNIÃO #2

Agora, para aqueles amigos mais íntimos, o legal é fazer uma reuniãozinha em casa mesmo. Prepara um cachorro quente com molhos, ovo de codorna, batata palha e tudo que tiver direito (estilo podrão) uns copinhos de brigadeiro para a sobremesa e, claro, refri ou mate pra galera alternativa. Se seus amigos tomarem álcool e você não tiver problema com isso dentro da sua casa, prepara umas garrafas de drinks, tipo amarula, sex on the beach, caipirinha...


Tá vendo! Quem disse que é preciso ir pra longe e gastar muito para se divertir? =D

Projetinhos, receitas, maratona Friends, muitas pedaladas e gargalhadas com azamigas ;)

domingo, 10 de maio de 2015

Feliz dia da... Engole o choro!

Dizem por aí que dia das mães é todo santo dia. Mas o segundo domingo de maio vem para nos permitir uma pausa na correria da vida, para uma reflexão sobre esta pessoa tão especial, pelo simples fato de nos ter dado à chance de existirmos. 

Existe mãe de todo tipo: aquela que sufoca de tanto carinho (e agasalhos), e aquela que dá tanta liberdade, que o filho se sente até um pouco órfão. Aquela que não pariu, mas tem os sobrinhos como se tivessem saído do seu ventre, e aquela que não leva jeito com criança, mas tem um monte de filhos de quatro patas. 

Como disse Luisa Mell, ser mãe é estar unida de todo o coração a alguém de uma maneira incondicional. Eu me sinto assim com as minhas pimpolhas peludas. Layla e Nina me ensinaram o que é amar, mas amar mesmo, de perder o sono, de acordar na madrugada com o espirro de uma delas. Amar sem esperar nada em troca. E agora eu entendo como minha mãe conseguia me ouvir remexendo de dor na cama do outro quarto quando eu estava doente.

Há exatamente um ano, eu estava em Brasília longe da minha família, passando o Dia das Mães sem a minha mãe pela primeira vez em 30 anos. Foi um dos dias mais tristes para mim e tenho certeza que para ela também, porque apesar de ela estar com o meu irmão, eu não estava ali para completar o sofá da sala. 

Naquele dia, prometi a minha mãe que no próximo ano estaríamos grudadas. Cumpri. E hoje o meu sorriso está dando um laço no alto da cabeça. =D

A todas as mães, um ótimo dia! Porque hoje o domingo é dedicado a elas; é o dia da:

<3 Engole o choro! 

<3 Pegou o casaco?

<3 Mas isso são horas?

<3 Se eu for até aí e achar eu vou esfregar na tua cara hein!

<3 Volta e apaga a luz do quarto! Tá achando que sou sócia da Light?!

<3 Quando você chegar em casa a gente vai ter uma conversinha. Tá me ouvindo?










sexta-feira, 8 de maio de 2015

Home Sweet Home

Praticamente, todas as fotos que tiro de algum cantinho do meu cafofo ou a partir dele, eu posto com a hashtag home sweet home (lar doce lar). Porque é exatamente isso que significa para mim o meu apê, apesar dele não ser perfeito. Mas o que seria uma casa perfeita?

Estive pensando nisso, pois um dia precisarei sair do meu atual apartamento e começar a busca por outro. O que teria na minha lista de desejos? Certamente, procurarei um imóvel em rua plana, porque subir a ladeira onde vivo hoje me remete às personagens de Babilônia, que recorrem ao moto táxi para subirem o morro. Tenso! Procurarei também por uma rua bem residencial, mas perto do centro, como vivo hoje. Assim, terei tranquilidade na rua, mas o comércio por perto. 

Acho que o principal é ser em um condomínio com um mínimo de lazer (olha eu já pensando nos filhos) e elevador (subir escada definitivamente não engrossa as pernas). Um porteiro também faz falta, pois hoje tudo que compro pela internet preciso endereçar pra casa da minha mãe. Se bem que essencial mesmo, aquilo que não pode faltar no futuro lar é uma varanda aberta (daquelas cercadas por grade ou vidro) para minhas pimpolhas olharem a rua. A Layla adora. O ideal seria um apê de três quartos (um para mim, outro para a filha que vier, e mais um de escritório/atelier) e dois banheiros. Hum! Essa minha lista de desejos encarece muito o imóvel dos sonhos, deixando-o bem longe de se tornar real. O jeito vai ser abrir mão de algumas coisas quando a hora chegar. Mas da varanda eu não abro mão. Nem do terceiro quarto. Nem do... Ok. Preciso da minha terapeuta de novo.

Mas este texto é para você pensar no que é prioridade na hora de escolher o seu imóvel, seja para comprar ou alugar. Tipo, eu sei que essa minha lista é bem fora do meu alcance, então terei que adaptá-la à minha realidade financeira, mas de tal forma que também me agrade. 

Antes de sair procurando um imóvel você precisa pensar na funcionalidade dele. Mas é na funcionalidade real. Acho que a maioria das pessoas adoraria uma casa com jardim, sala ampla, cozinha de novela, uma suíte de hotel, mas usaria tudo isso? Tipo, precisa mesmo de dois quartos se vai morar sozinho? A sala precisa ser muito grande se você não é de dar festinhas em casa? A varanda, de fato, vai ter utilidade pra você, ou será apenas um depósito de plantas mortas? Um prédio com porteiro, zelador, faxineiro encarece muito o condomínio. Suas encomendas não podem ser entregues na casa de um amigo ou parente? Se você não tem carro, pra que um apartamento com garagem? 

Prepare sua listinha de desejos e, em seguida, comece a se questionar sobre cada item. Claro que queremos a casa completa, mas ela precisa ser agora, ou a cozinha de novela pode esperar? Afinal, a vida corrida que leva não te deixa com muito tempo (e ânimo para cozinhar) e você não precisa de muito espaço pra preparar um miojo né? =D



quarta-feira, 6 de maio de 2015

Pequenas porções

Nunca morei numa casa com muita gente. Acho que o máximo de habitantes num mesmo espaço foi de cinco humanos + duas cachorras + dois esquilos da Mongólia e uma calopsita. Ok, estava bem cheio esse apartamento, mas para "fins didáticos", vamos falar de apenas cinco pessoas. =D

Cozinhar para cinco requer uma quantidade de arroz, feijão, carne etc. E para uma pessoa? Foi por essa transição que eu passei recentemente (porque um ano ainda é recente né?). Se minha mãe ler este post vai me ligar na mesma hora (se não deixar um comentário aqui) perguntando: "Desde quando você cozinhava lá em casa?" Ok, mãe. Eu só adiantava o jantar, como tirar a carne do congelador, descascar umas batatas e fazer o arroz. Então foquemos no arroz. Eu estava acostumada e fazer um copo americano de arroz. Quando fui morar sozinha levei um tempo até descobrir que precisava usar menos de meio copo ou estragaria muita comida. Depois, quando o namorado foi morar comigo tive que recalcular a quantidade de arroz. Senhor! Ou sobrava muito, ou faltava. Tenso! 

Voltei a morar sozinha e, por fim, estava eu fazendo menos da metade de um copo americano de arroz novamente até que... entrei na onda da AN (veja o post aqui). Tive que recalcular mais uma vez a quantidade de arroz para não sobrar a ponto de estragar e, muito menos, faltar. Porque agora, além de mim tem as duas pimpolhas poodles comendo junto e misturado. 

Tô eu aqui falando de arroz, mas o que quero mesmo dizer com este post é para você, que mora sozinho como eu começar a pensar em pequenas porções. Eu, com a minha doce mania de fazer comida (ou apenas adiantar, como minha mãe dirá) para cinco pessoas, um belo dia resolvi fazer um bolo. Joguei quase todo no lixo. Usei uma forma redonda, daquelas que usamos para pudim, comi uma fatia, dei mais alguns pedaços para as minhas cachorras, guardei na geladeira pra atrasar o estrago e manter longe as formigas, mas não adiantou. Foi para o lixo quase a forma inteira. Aprendi. Agora, só bolo de caneca. Não precisamos fazer comida que dá para três comerem, se vamos comer sozinhos, não é mesmo?! ;)

E como eu falei do bolo de caneca, está aqui uma receitinha mega fácil e rápida. 

Bolo de cenoura na caneca:

  • Coloque numa vasilha (lembre-se que é tudo pequeno) 01 ovo e 03 colheres (sopa) de óleo. Misture.
  • Coloque meia cenoura ralada. Mexa mais um pouco.
  • Acrescente 04 colheres (sopa) de açúcar e 04 de farinha de trigo. Misture mais.
  • Coloque 01 colher (cafezinho) de fermento em pó. Dê aquelas mexida e despeje numa caneca até a metade. 
  • Leve ao microondas em potência máxima por um minuto e meio. Quando retirar, coloque algo tampando por cinco minutos para ele terminar de cozinhar. E prontinho!

Meu bolo de caneca se empolgou




segunda-feira, 4 de maio de 2015

Não fuja da cozinha

Como alguns de vocês já sabem, tenho duas lindas filhas de quatro patas: Nina e Layla. A primeira tem cerca de 9 anos (foi adotada há dois anos apenas) e a segunda tem 15 aninhos. Como toda mãe que ama muito seus pimpolhos, procuro dar o melhor para elas. E faz algum tempo que eu tenho ouvido falar sobre Alimentação Natural (AN). O veterinário delas é super a favor disso, pois ele não gosta muito de ração, então eu entrei na onda e estou adorando.

Quero compartilhar com vocês isso, porque acho uma experiência bem bacana, principalmente para quem mora sozinho. AN nada mais é do que alimentar o cachorro (ou gato) com comida de gente. Mas não é resto de comida. Trata-se de uma alimentação preparada exclusivamente para o bichinho (legumes, verduras, arroz, carnes, miúdos, frutas) sem temperos, sem cozinhar muito e pensando em como combinar os alimentos para os animais terem uma dieta equilibrada.

Dá trabalho? Muito. Vale a pena? Muito também. Porque eu vejo minhas cachorras comerem com muito mais prazer e isso faz com que eu tenha vontade em preparar a comidinha delas. Imagina um animal com um olfato infinitamente mais aguçado que o nosso, cheirar a mesma coisa todo santo dia. Não culpo a Layla por olhar para o pote de ração com cara de "de novo?!" e fazer "graça" para comer. 

Confesso que cozinhar todos os dias não é minha praia. Eu posso, facilmente, trocar um prato de feijão com arroz por uma pizza. Mas elas não. Então? O bizu é pegar um ou dois dias na semana e cozinhar em bastante quantidade, separar em potinhos diários e congelar.  Em cada potinho eu coloco a quantidade para duas refeições (cada uma delas come duas vezes por dia). Se elas "almoçarem" muito cedo, antes de eu sair para o trabalho ofereço uma fruta (geralmente meia banana ou meia maçã para cada). Assim, elas aguentam felizes até a noite. 

Mas eu não gosto de cozinhar nem pra mim, vou cozinhar pra cachorro? Sim, porque dessa forma a sua alimentação vai melhorar também, cara pálida! Ou você acha que dá para viver de pizza e miojo sem a balança ganhar vida só pra correr de você quando chegar perto dela? Eu não curto legumes e verduras e não era de comprar frutas, mas como tenho comprado para elas, acabo acrescentando no meu prato também. E todo mundo sai ganhando. Claro que para uma emergência (tipo, não fiz comida e não tenho mais potinhos prontos no congelador) eu tenho sempre na despensa um pote de ração. Mas é pra emergência meeeeesmo.

Para a coisa funcionar ainda melhor, eu preciso de uma balança de precisão, porque o recomendado é não ultrapassar certas quantidades de alimentos. Por enquanto, eu tenho ido no olho mesmo. Mas como a Layla já é idosa e a Nina está acima do peso, ambas precisam de atenção redobrada com o que ingerem né? Então, com a balança ficará mais fácil eu ter a certeza que elas estão se alimentando direitinho. 

Os resultados eu só verei com mais algum tempo, claro. Estou nessa faz uma semana apenas. Mas as fezes e a própria urina eu já percebi que estão melhores. E a vontade de comer aumentou muuuito.

Para saber mais sobre a AN você pode acessar os sites que eu encontrei ao pesquisar sobre isso. Tem o Cachorro Verde e o Cãolinária, com vídeos de receitas para pet. São receitas fáceis e rápidas para fazer um agrado ao seu cãozinho e, de quebra, melhorar a saúde dele (e a sua). Gente, é tudo de bom! Cada comidinha que dá vontade de fazer na mesma hora e comer. E não tem problema você comer porque é tudo natural, comida de gente mesmo né?! Aproveita a dica pra melhorar a sua dieta também e depois me conta como está indo. Ok? ;)

Além das frutinhas, como lanches que eu também aproveito, temos as refeições com arroz, cenoura, batata doce, abóbora, alcatra e coração de galinha, por exemplo.