terça-feira, 28 de abril de 2015

Morando (COF COF) sozinha

Morar sozinha tem inúmeras vantagens, como eu mesma já disse aqui: ninguém para reclamar da sua bagunça, do seu jeito de viver; ninguém para te acordar no fim de semana com o som alto naquela música que você oh...detesta. Mas há um motivo, um apenas, que faz todo mundo querer correr de volta pra casa dos pais: ficar doente.

Estava maravilhosamente bem, havia passado o domingo na casa de uma amiga rindo com um monte de mulheres até que cheguei em casa à noite e comecei a passar mal. Acordei às três da madrugada na (piiiiiiiiiiiiiiiiii). Ontem (segunda-feira pós feriadão), levantei por volta das 9h sem a menor condição de ficar em pé. Trabalhar já não estava mais nos meus planos, pois era dor no corpo, enjoo e, pra completar, piriri. Como sair de casa assim, ainda mais pra enfrentar duas horas de deslocamento até o trampo?!

Foi nesse momento que pensei: Oh! E agora, quem poderá me defender? Só consegui pensar na minha mãe: estava com fome, mas com dor, o que me impossibilitava de preparar qualquer coisa que demorasse mais que um pão com manteiga pra ficar pronta. Porém, minha mãe trabalha. Não dava pra largar tudo e me socorrer no meio do dia.

Para piorar, minhas filhas de quatro patas estavam com fome também. Como não sou responsável apenas por mim, tive que ir pra cozinha e mandei ver numa gororoba pra nós três (eu, Nina e Layla - minhas poodles). Mas elas não comem ração? vocês devem estar se perguntando. Não mais. Desde o fim da semana passada, entrei na onda da ANA (Alimentação Natural para Animais) - contarei aqui no próximo post - então os alimentos precisam ser preparados como se fossem para nós, humanos.

Gente, virose ou qualquer outra doença não é legal quando se mora sozinha. Eu passei a tarde prostrada na cama, sem forças pra pegar um copo d'água, mesmo precisando muito. Mas precisava reagir, cuidar de mim e das minhas pimpolhas. Que situação! Uma amiga, preocupada comigo, me recomendou bastante líquido e repouso. Arrancou uma gargalhada minha na mesma hora, claro. Quem mora sozinha não consegue fazer repouso, principalmente quando está doente. Precisa comer algo decente para o corpo reagir, e nesse caso não pode ser pizza e nem enlatados né?! Então tem que ir pra beira do fogão mesmo. Para completar o dia, o gás resolveu acabar justo no momento em que eu estava preparando o jantar. =/ Só Cristo na causa! Ainda tive que correr atrás de um entregador de botijão às 20h e torcer pra ele aceitar cartão (porque eu tenho a péssima mania de não andar com dinheiro na carteira). E nesse momento eu só conseguia pensar: mãe, aparece aqui! Traz uma canja e aqueles remédios que levantam até defunto.

Pois é! Morar sozinha tem inúmeras vantagens, mas colo de mãe (ou pai, avó, tia, enfim) faz uma falta. Quem melhor que essa criatura pra cuidar de nós? Leve isso em consideração antes de deixar o ninho. Afinal, nossos pais têm suas vidas e não poderão sair correndo a qualquer hora, seja por um resfriado ou outro perrengue nosso. Sair de casa não significa apenas liberdade, mas se virar nos 30 mesmo com uma febre de 40 graus. O gás acabou, eu fui atrás de outro e a comida ficou pronta antes que meu corpo caísse no sofá pedindo arrego. ;)

O que eu queria   X   O que eu precisei fazer



sábado, 18 de abril de 2015

Planejando as férias

Tenho 30 anos e nunca planejei férias na vida. OMG! Por onde começar? Parece uma coisa simples, mas pra mim não, definitivamente não. 

Quando eu era criança meus pais resolviam para onde íamos. Quando comecei a trabalhar (e podia viajar sozinha) estava namorando, então deixava nas mãos dele resolver o destino, incluindo pousada, passeios, transporte e, principalmente, pensar em quanta grana seria preciso pra isso. 

Agora que estou solteira de novo me vi sozinha pra tomar todas as decisões, antes cuidadas pelo ex. Bateu desespero. A dependência era tanta que eu não sabia nem escolher os dias das minhas próprias férias (o ex me ajudou). Resolvido isso, tudo certo. SQN. Eu queria passar os 11 dias do meu merecido descanso no Chile. Não vou passar nem meio. Isso porque deixei tudo para o último minuto do segundo tempo. E quando digo tudo é tudo mesmo. Não tinha visto hotel, passeios, câmbio, passagens, nada. Como ir pra outro país sem ter noção do que fazer lá e, principalmente, de quanto dinheiro ia precisar? Confesso que senti tanta, mas tanta falta dele nessa hora. Mas também senti uma mulher nascendo em mim naquele momento. Era eu e somente eu pra resolver a minha vida. 

Chegamos a pensar em ir ao Nordeste. Não, você não leu errado. Íamos (eu e o ex) juntos numa viagem de férias para as terras mais calorosas do país. Desistimos. Mesmo assim, ele queria me ceder as milhas para comprar as passagens. Resolvi não aceitar. Era o meu momento de crescer, de provar pra mim que era capaz de resolver tudo sozinha. E resolvi! 

Não vai ter Chile, mas vai ter Brasília (visitar as amigas que lá deixei ao voltar pra minha cidade e que eu estou MORRENDO de saudade) e de Brasília para Cabo Frio/Arraial do Cabo. Ok. Região dos lagos é bem menos glamourosa, mas é o que eu pude ter nas minhas primeiras férias sozinha. E olha! Estou muito feliz por ter conseguido planejar, pelo menos, alguns dias de diversão e descanso fora de casa. 

O Nordeste (ou o Chile) vai ficar pras férias de janeiro do ano que vem. Melhor eu começar a planejá-las agora ou passarei, mais uma vez, na Região dos lagos do Rio de Janeiro mesmo.

Você não vai querer cometer o mesmo erro que eu, certo? Então, pega as dicas aqui e coloca em prática NOW!

  • Escolha a cidade onde quer passar suas férias e só depois pense nos dias. Isso porque você não vai querer ir pra Fortaleza na época mais chuvosa do ano. Cidade de praia só vale a pena com muito sol.
  • A empresa deu o Ok no período que você escolheu? Hora de ver as passagens. Comprar com bastante  antecedência ajuda a economizar muito.
  • Trace um roteiro pra não chegar na cidade e ficar perdido. Joga no Google mesmo e, com certeza, você vai achar várias dicas bacanas do que visitar e fazer na cidade. Pense em passeios para o dia e para a noite também, claro. Se puder, pegue dicas com amigos que já foram.
  • Com o roteiro traçado, já dá pra escolher o hotel e fazer a reserva. Acredito que ele tenha que ser o último nessa escolha, porque é sempre bom ter em mente os lugares que se deseja visitar. Quanto mais perto o hotel for desses lugares, melhor. 
  • Agora, se você não quiser ter um pingo de trabalho, pode procurar uma agência de viagens e fechar um pacote. Diversão não vai faltar. 


Do Chile para Brasília. -- Créditos: Flickr Capiotti / Eu mesma. =)



quarta-feira, 15 de abril de 2015

Saindo de casa aos 16

Imagine você: uma menina de 16 anos que passa para uma faculdade federal em outra cidade. Era em Niterói. Logo ali atrás da porta. Mas o curso era à noite. As aulas terminavam só às dez da noite, para o desespero da mãe da tal menina. A solução? Morar “sozinha” em uma república. Assim começa a parte 1 dessa coisa de “sair da casa dos pais” na minha vida.

Quando soube que teria que morar “longe”, assim, meio forçada, foi um misto de nervosismo e medo, com ansiedade por todas as coisas novas e toda a liberdade que iria experimentar. Só para contextualizar: eu até que sabia cozinhar, arrumar a casa, fazer compras e tal, mas não estava acostumada a sair sozinha nem para ir ao shopping, não andava de ônibus (sim, meus pais me carregavam pra cima e pra baixo de carro) e não sabia como pagar contas e fazer essas coisas de adulto. Dessa forma, fui eu, toda cheia de expectativa, morar em uma pensão em Niterói (bem pertinho mesmo da faculdade. Ia andando e chegava em menos de cinco minutos). Segundo dizem, minha mãe, que me levava para lá no domingo à noite e me buscava na sexta (para passar o fim de semana em casa) demorou a parar de chorar toda vez que me largava “sozinha” na “casa nova”.

Esse “sozinha”, na verdade, quer dizer sem papai, mamãe e irmão. Eu acabei indo morar com duas meninas super legais, que foram excelentes companheiras até um certo ponto da faculdade. Depois, tive que me mudar. Me mudei umas cinco vezes e acabei expulsa de um dos lugares (com as coisas jogadas no meio da rua! Loucura, gente!). Dava para escrever um livro com todas as histórias que eu acumulei em quatro anos de curso. Histórias recheadas de lágrimas, muitas confusões, mas, principalmente, diversão e aprendizado.

No caso, o aprendizado não foi só para mim. Enquanto eu aprendia a crescer, a conviver com pessoas novas, hábitos novos e vida noturna, minha família aprendia a deixar de ser super protetora, a confiar mais em mim e a entender que tinha que me largar para eu me desenvolver e virar a pessoa que sou hoje. Me orgulho de mim. Olho outras pessoas com a idade que eu tinha na época (e até mais velhas) e vejo o quanto fariam bem uns aninhos longe de casa, sem o conforto dos pais sempre por perto e fazendo tudo. Não é fácil, mas ensina a viver.

E, assim, muito resumidamente, a faculdade passou e eu voltei a morar com meus pais (no caso, minha mãe e meu irmão. Houve uma separação nesse meio tempo). Não durou. Em menos de dois anos eu saí outra vez. Não entenda mal: minha família é ótima. Mas eu já era grande o suficiente. E apaixonada!!! Fui morar junto <3

E assim começa a parte 2 (aguardem!). Fora de casa igual, mas com tudo diferente.  

Texto escrito por Juliana Dias, a garota que ama gatinhos.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Invasão de privacidade

O assunto de hoje é sugestão de um amigo, que passa pelo probleminha, mas atire a primeira pedra aqui nos comentários se você nunca tiver passado por isso também.

Quando saímos da casa dos nossos pais logo pensamos: LIBERDADE! Mas deixar o ninho não significa exatamente estar livre dos olhares e intervenções familiares. Certo dia, meu amigo me contou que a mãe dele estava tentando empurrar uma amiga da família pra ele. De uma forma sutil, o cara tentou se esquivar, mas confessou que estava numa situação difícil. Por que os pais não entendem que estar solteiro não significa estar sozinho? E, principalmente, não significa "sofrência".

O caso desse amigo diz respeito a mãe que tenta arrumar uma namorada para o filho. Mas há casos de pais que se metem até em como o filho gasta o salário, por que chegou tarde em casa, para onde foi depois do trabalho em plena terça-feira, por que a louça está suja há dois dias na pia. "Está esperando pra ver se as baratas chegam primeiro do que você?" é o que algumas mães dizem por aí. E já nem me refiro mais a minha mãe, pois ela entendeu até onde pode entrar na minha vida. ;)

Pai, mãe, tios, avós. Todos nos amam e nos querem muito bem. Nos veem como eternas crianças. Mas é preciso impor limites. Não é porque é parente que pode entrar na sua casa sem tocar a campainha (vai que você está saindo do banho ou mesmo com o namorado). Fazer piada sobre a geladeira que parece um aquário sem vida por só ter água, beleza! Mas criticar como você gasta o dinheiro, aí não. Falar que o vizinho é um gatinho e vocês formam um belo casal até vai. Dizer isso pra ele ou jogar piada quando ele estiver por perto (ou pior: falar do quanto o vizinho é gato, bem de vida e gentil perto do seu amigo colorido) é muita invasão de espaço. Vamos delimitar melhor isso e o amor, certamente, vai chegar ao Natal. 

Como dar limites? Penso que se a tal cara feia na hora não intimida, uma boa conversa, então, pode ajudar. Convide para um café da tarde naquele fim de semana que vocês nem iriam se ver e introduza a questão. Não minta, não seja grosseiro, mas se imponha. Minha casa, meu salário, minha vida. Se eu quebrar a cara remendo e saio por aí sorrindo novamente. Afinal, qual criança nunca caiu ao tentar andar sozinha? ;)

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Casa limpa sem problema

Quem tem cachorro em casa vive atrás de um desinfetante milagroso, que limpe, mas também deixe o ambiente bem perfumado. O problema é que geralmente os produtos que encontramos no mercado são muito agressivos para os animais (ou são cheirosos, porém não limpam bem). Então, se você tem pet em casa, aí vai uma dica.

Minha filha de quatro patas tem 15 anos. Com a idade veio também uma dermatite. Vivia cheia de machucadinhos pelo corpo sem motivo aparente, até que o veterinário me recomendou mudar a forma de limpar a casa. Nada de desinfetante comum. O ideal é cloro diluído em água. Mas como eu não sou boa em manusear cloro (e ele nem tem um cheiro agradável), optei por um desinfetante especial, que vende em pet shop. O bicho é caro (a embalagem de 1 litro custa em média 60 reais), mas rende muuuito por ser altamente concentrado. O nome é Herbalvet. Apenas 10 ml fazem 5 litros.  

Desde que troquei o produto de limpeza, a Layla (minha filhota) passou a ter menos problema de pele. Claro que a mudança não foi apenas esta. Eu tinha o hábito de passar lustra móveis no chão para deixar o piso bem limpinho, praticamente escorregando. Tive que parar com isso. O veterinário também recomendou a extinção do aromatizante em spray, porque pode cair sobre a pele dela.

Esse desinfetante não tem aroma de lavanda, mas é bem melhor que cheiro de cloro. E pelo bem das minhas filhotas vale qualquer coisa. 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A ficha que só caiu no último Natal

Rio de Janeiro, 24 de dezembro de 2014 – 16h34

Acho que foi nesse exato momento que descobri que eu cresci. :D

Acordei cedo (ou melhor, fui acordada). Enrolei no sofá vendo programas natalinos e nada de interessante. Eis que lembrei de um probleminha: amanhã tenho um almoço em família, e não comprei nada do que tinham me incumbido de levar. Ou seja, vamos de mercado “NOW”!

Depois de procurar um carrinho e não achar, o jeito foi me esquivar nas filas até achar uma cesta vazia.

Vou direto para a sessão bebidas, afinal, além da farofa de ovos, teria que levar um pack de cerveja + meu presente do rouba-rouba. Pelo segundo ano consecutivo escolhi uma vodka importada que todos lutam para ficar. Juro! Só vendo! Hahaha

Bom, agora é INSpirar, RESpirar, para NÃO pirar. Se não bastasse aquele peso das garrafas, as filas estavam dando voltas pelos corredores das sessões. O jeito é esperar. Como dizem: brasileiro deixa tudo a última hora.

Talvez nesse momento a ficha começou a querer cair: Cadê a minha mãe agora?! Porque, com certeza, se eu morasse com ela, já estaria tudo no esquema e eu não precisaria passar por tudo isso.

Chegando em casa lembrei: tenho que pendurar a roupa que está na máquina, pois preciso ter uniforme limpo para trabalhar na sexta-feira. Aiii, Jesus! Cadê "mamadiii"?!!

Mas não bastava tudo isso para o dia, não é?!  Faltava arrumar a mochila e partir casa da mamis. OBS: Só não podemos esquecer de um detalhe importantíssimo: três bus até chegar lá, só para passar a noite com ela e voltar no dia seguinte (cedo), porque tem o resto da família para comemorar.

No momento em que escrevi este texto estava em um ônibus superconfortável, deitada, mas sem conseguir fechar os olhos, pois a estrada não é das melhores e as ruas estão desertas. Já estava batendo o cansaço, mas tinha que me lembrar que esses momentos com a minha mãe e a minha avô estão cada vez mais raros. Lembrar que as vezes quero correr para o colinho dela, porque estou realmente precisando, “buuut” o trabalho não deixa. Lembrar também que muitas vezes ORO A DEUS para ter esses momentinhos (por menores que sejam) o mais rápido possível.

É...  Acho que esse negócio de morar sozinha e ter que crescer (mesmo sem querer) nem é tão mar de rosas como todo mundo imagina. Não se sentir em casa na casa dos seus pais é um dos primeiros “estalos” de que você está crescendo. Sentir saudade da sua solidão é bom, mas viver sempre sozinha, nem tanto. Uma confusão de sentimentos que ninguém entende, acho que nem mesmo eu, que já estou “sozinha” há tanto tempo.

O importante é não deixar esse tipo de pensamento/sentimento chegar. E se chegar, joga pro ar! Deixe o vento levar. Aproveite enquanto você ainda não construiu a sua família e “babe” muito a sua enquanto pode. Afinal, a vida passa rápido e a gente nem vê tempo passar.

Bjoks Kika (Herica Peixoto – 24 anos)

Texto escrito por Herica Peixoto, a garota que um dia vai lançar as suas cartas em formato de livro.