domingo, 15 de março de 2015

O bom filho a casa torna

Há uma semana estou morando na casa da minha mãe de novo. Minha avó diz que eu vim pra cá com mala e cuia. Eu digo que vim com mala e cachorras. Mesmo sendo um retorno temporário (devido ao meu resguardo) não tinha como deixar minhas filhotas sozinhas.

Confesso que ficar na casa da mamãe está sendo uma delícia. Comidinha (de verdade) todos os dias, café com leite na cama e muita, muita atenção.

Mas, apesar de todos os mimos, não há lugar como o nosso lar, não é mesmo? Minhas filhotas já estão acostumadas com o cantinho delas e se sentem um pouco perdidas na casa da "avó". Eu também estou um tanto perdida sem saber onde ficam as coisas, desde o açúcar pra adoçar o café, até calçados e roupas de cama. Afinal, desde que saí daqui muita coisa mudou. Só pra você ter uma leve ideia, o meu antigo quarto virou um quarto de brinquedos.

O engraçado é que com todas essas mudanças, sem saber onde ficam as coisas, ainda me sinto parte dessa casa, da rotina corrida da minha mãe. Verdadeiramente, me sinto em casa. Acho que é inevitável né?! Foram 20 anos aqui. Mas agora, quando olho pro meu quarto e vejo ele tão diferente, com o jeitinho da minha sobrinha, percebo que meu tempo aqui realmente acabou. Preciso voltar para o meu cafofo  (de mala, cuia e peludas). É, foi bom enquanto durou (e ainda tenho mais uma semaninha aqui; vou voltar pra casa rolando de tanta comida que minha mãe me dá).

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