sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Antes de casar é bom conversar

Como prometi, hoje tem mais um post sobre vida de casada.

Acredito que o melhor seja começar contando como isso aconteceu, afinal é uma decisão difícil de se tomar.

Até o fim de 2013 eu estava noiva, pronta para juntar as escovas de dentes com uma pessoa que estava comigo há 7 anos, mas... A vida decidiu que não seria com ele. Nos separamos e alguns meses depois, mais precisamente cinco meses após, surgiu uma pessoa muito especial. Como ele estava de mudança para outro Estado quando começamos a sair, eu perguntei se ele não queria passar as últimas semanas no Rio na minha casa. Confesso que não pensei muito; apenas falei, porque seria apenas um mês morando juntos.

Eis que ele decidiu continuar no Rio e, com isso, continuar lá em casa. Bateu medo. Na verdade, bateu desespero. Não havíamos conversado sobre ele ficar de vez no meu apê, apenas sobre o cancelamento da mudança dele para outro Estado. Desesperada, comecei a me chatear com pequenas coisas: louça na pia, roupa no varal, lixo na lixeira sem o saco... Surtei e chorei (sem demonstrar, claro). Nossa! Era uma pessoa que eu conhecia há pouco tempo dividindo o mesmo espaço que eu (acreditem, abrir mão da intimidade não é fácil). Pensei, pensei e cheguei a uma conclusão: o que estava tirando a minha paz não era o fato de ele continuar morando comigo, mas sim o jeito diferente de fazer algumas "tarefas do lar". Como resolver isso?

Convidei para um jantar (num restaurante japonês, para ficar longe do ambiente-­problema) e falei o que estava me incomodando. Gente! Foi um alívio colocar pra fora. Ele entendeu super bem e a relação (que já era boa) ficou ainda melhor.

Claro que comigo foi tudo muito rápido. Não houve o tempo que o casal precisa pra conhecer os defeitos e as qualidades do outro; não houve uma definição de regras da relação e muito menos de convívio (como eu havia feito com o anterior, nos 7 anos que passamos juntos, planejando nossa família). Mas deu certo pelo tempo que tinha que dar. No entanto, se eu tivesse que dar um conselho diria: não se prendam a muitas regras; tempo de namoro/noivado não define o sucesso de um relacionamento, mesmo assim, conversem! É muito importante conhecer o outro para saber até onde pode ir sem você invadir o espaço dele e ele o seu. Isso sim conta!

Foto retirada do Pinterest

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Ganhei asas e fui para a Europa

Quando fui convidada para escrever sobre esse assunto no blog me peguei pensando em que momento da minha vida eu tinha crescido e se isso realmente tinha acontecido. Fiz uma retrospectiva dos últimos acontecimentos e percebi que nesses últimos dois anos minha vida mexeu, remexeu, virou de cabeça para baixo, deu uma pirueta e finalizou com um plié.  E não é que eu gostei desse lado do avesso que a vida me virou?!

Acho que o crescimento vem devagarzinho, sem você perceber, pelo menos comigo foi assim. No inicio de 2013 minha vida mudou completamente quando conheci a pessoa que viria a ser o meu marido. Pois é, nunca me imaginei com 25 anos casada (sim, eu considerava essa idade muito nova pra casar, mas a vida é cheia de surpresas e, como eu disse, ela me virou de cabeça pra baixo), nunca me imaginei casando com alguém que não fala a minha língua materna e muito menos morando em um país diferente.

Na verdade, quando eu comecei a namorar o meu marido (ainda estou me acostumando com essa palavra Ok? rs) eu cresci também, pois tive que aprender como funciona um relacionamento a distância, quebrar paradigmas (a pessoa aqui ria quando alguém falava que namorava a distância). 

Como namorar alguém assim? Como namorar sem o dia-a-dia? Sem o contato físico, sem o cheiro da pessoa pela casa? Como? Mas eu descobri que é possível sim. Que quando a gente quer madrugada vira dia, tempestade é manhã de sol e alguns mil quilômetros são logo ali na esquina. Eu aprendi um amor diferente, um amor leve, sem ciúmes, um amor com confiança, com saudade, um amor gostoso de viver e que, apesar de distante, não me fazia sentir sozinha, um amor envolvendo toda a tecnologia e mídias sociais possíveis (Skype e WhatsApp, meus queridos companheiros, “tamo aí”). E ai veio aquele sentimento de que não dava mais pra viver assim por muito tempo e que precisávamos estar perto um do outro. Então, vamos casar! Cheguei à Suíça em agosto, dessa vez pra ficar, pra casar, pra morar pra sempre (esse é o plano rs) e acho que é aqui que começa a parte mais desafiadora: morar longe dos pais, dos amigos, do país. Dessa vez não tem essa de ligar para o pai e pedir pra ele me buscar e me salvar de alguma enrascada. De ir pra casa da mamãe só porque bateu aquela saudade do colinho e da comidinha que só ela faz. Agora não é tão simples assim. Além de ter que aprender a falar alemão, tenho que aprender a me virar em alemão. Isso sem contar os micos básicos de pronunciar palavras tão parecidas, mas com significados tão diferentes; de ficar abismada com coisas que para eles são super normais, mas pra mim era como descobrir um universo paralelo, como comprar produtos frescos sem nenhum vendedor. Isso mesmo! Não tem ninguém no local. Você pega a mercadoria e põe o dinheiro em uma caixinha. Oi? Achei fantástico! E quem nunca tentou lavar o banheiro aqui e depois dele todo ensopado de água e sabão descobriu que não tem ralo, não sabe o que é decepção HaHaHaHaHa. Mil coisas diferentes, mil coisas pra aprender, mil coisas pra contar, a cada dia é um aprendizado.

Nesses seis meses morando juntos vejo como é gostoso morar junto, compartilhar as coisas, cuidar e ser cuidada. Meu marido é independente, mora sozinho desde os 18, mas casa de homem solteiro sabe como é né, tem o essencial. Aqueles bibelôs e 50 mil enfeites que você viu nas revistas mais tops de decorações passam longe da estante da sala do boy. Mas até que acho isso bom, porque assim fazemos isso juntos, vamos decorando aos poucos do nosso jeitinho. 

Morar aqui está me ensinando a descobrir uma nova cultura, um novo estilo de vida, uma nova língua, a ser mais independente. Afinal, agora estamos construindo a nossa família. É como se agora o jogo fosse pra valer, e eu não pudesse mais ser “café com leite”.


Texto escrito por Thaís Cavaggioni, a deusa do pole.


Um casamento de princesa na Suíça


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Decoração + grana curta = criatividade

Assim que eu comecei esse blog disse que contaria qual foi o meu primeiro móvel e como decorar a casa sem gastar muito. Pois bem, aqui vai o primeiro texto sobre isso, no estilo faça você mesmo. 

Meu primeiro móvel foi um caixote de feira. Exatamente. Na época, eu e meu (ex)namorado estávamos aguardando o apê ser entregue para nos casarmos. Mas tinha um porém: faltava grana pra decorar o cafofo. Foi então que começamos a pensar em métodos alternativos. Um belo dia, cheguei no fim da feira e pedi a um carinha dois caixotes (porque só tenho duas mãos). Ele não me deu os melhores, mas eu aceitei de bom grado. Guardei pensando em criar mesinhas de cabeceira. 

Meses depois, já sem o namorado (e aquele apê), comprei quatro caixotes por R$ 6 cada. Resolvi comprar porque era mais fácil do que ir à feira no fim do dia implorar por um caixote (velho). Os que comprei não eram novos, mas em melhores condições. Os que ganhei mais os que comprei somavam seis caixotes. O que fazer com tudo isso? Várias ideias surgiram, mas a preguiça me impedia de soltar a criatividade. Até que... fiz uma mesinha multifuncional. Ela serve tanto pra dar um charme à sala, quanto para apoiar copos e pratos quando eu receber amigos pra uma farrinha aqui em casa, pois não tenho mesa de jantar (ainda).

Bom, vamos ao passo a passo.

Toda madeira precisa ser lixada pra  ficar uniforme. Então, compre uma lixadeira (pra facilitar a sua vida. Acredite! Será mais rápido e menos cansativo. Vale o investimento). Não se esqueça de comprar lixas também, claro, ou a lixadeira não terá utilidade. Nesse caixote, eu não trabalhei com a lixadeira. Foi na munheca mesmo, então eu tive mais trabalho. Passei três numerações de lixa até ficar bem lisinha. Ah! E eu comprei lixa pra ferro. Confesso que teria comprado pra madeira, mas um especialista me recomendou pra ferro, e eu decidi aceitar o seu conselho.  

Se a madeira apresentar vestígio de cupim, aplique um produto específico pra isso depois de lixar. Em supermercado tem várias marcas nas gôndolas onde ficam também inseticidas. Mas cuidado! É um produto forte e perigoso. O melhor é aplicar em local aberto, longe de animais e utilizando luvas e máscara. 

Depois disso, bora pintar! Eu escolhi um vermelho vivo, pois gosto de cores vibrantes e queria colocar ao lado do rack amarelo. Passei três demãos. Pra cada demão espere algumas horas. Geralmente, na lata da tinta diz o tempo entre uma e outra. Eu esperei 4 horas. 

Você pode usar tinta em spray. Eu optei por tinta normal com um pincel. Como moro em apartamento, não tenho quintal, faz menos sujeira usar o pincel do que o spray (além de render mais).

Depois de secar bem, coloque quatro rodinhas em cada canto do caixote. O rodízio, além de dar uma levantada no caixote e facilitar o seu deslocamento, dá um charme ao móvel. Como podem ver, eu ainda não coloquei as rodinhas, mas foi falta de tempo mesmo pra ir à loja comprar. 

É isso, galerinha! Existem milhares de ideias pra reaproveitar caixote de feira. Pode ser feito banco acolchoado, criado mudo, nichos pra pendurar nas paredes, rack, aparador... É só soltar a imaginação. O investimento é mínimo e a sua casa fica com a sua cara. Tem coisa melhor do que isso?


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Perrengues de mercado

Chegou o dia de falar sobre compras. Não, não são compras de roupas e bijus em shopping, mas sim a inevitável ida ao supermercado. Inevitável porque ainda que você coma somente em restaurante, um dia, vai precisar entrar nesse estabelecimento para comprar, pelo menos, material de limpeza.

Qual é a dificuldade em fazer compras? Menina, se você ainda não sabe é porque nunca foi ao mercado sozinha. Quando moramos com os pais apenas os ajudamos no mercado. A responsabilidade de preparar a lista e pesquisar preços é deles. Agora, vai morar sozinha pra você ver o perrengue que é.

Minha primeira ida ao mercado morando sozinha foi meio trash. Isso porque na época o meu salário era beeeem menor do que o atual e o ticket alimentação era uma espécie de "vale coxinha". Então imagina...Calculadora na mão pra computar cada item colocado no carrinho (nem um centavo a mais) pra não passar vergonha no caixa. Danoninho? Sucrilhos? Isso não me pertencia. Eu precisava focar apenas nos itens realmente necessários pra sobrevivência de um mortal. Perrengue à parte, hoje já posso me dar ao luxo de não levar a calculadora, mas isso não significa encher o carrinho de guloseimas, afinal tá tudo terrivelmente caro. 

Tendo um vale coxinha ou um vale alimentação maneiro, é sempre bom comprar só o necessário mesmo, afinal morando sozinha não dá tempo de comer tudo em um mês (ou antes que a comida estrague na geladeira). Acredite! A primeira vez que fui ao mercado em Brasília já estava com um ticket decente, o que era quase o mesmo que uma criança com passe livre no parque de diversões. Coloquei no carrinho tudo que ele podia suportar. Primeiro perrengue: voltar pra casa sem carro. Fui arrastando as sacolas, quase amputando um braço até chegar em casa. Eram só cinco minutos de caminhada. Nem tinha táxi pra isso. Cheguei com um palmo de língua pra fora. 

Segundo perrengue: onde guardar tanta coisa? Na época eu dividia apê com mais duas meninas e, tanto a geladeira, quanto o armário eram divididos por nós três. Então, eu não podia invadir o espaço delas. Aperta daqui, entulha ali. Tudo guardado. 

Terceiro perrengue: alimentos estragando na geladeira. Gente! Perecível é perecível mesmo. Em uma semana o queijo já não presta e o iogurte já dá sinal de que a lixeira o aguarda. 

Depois disso, eu percebi que ir ao mercado é coisa pra gente grande de verdade. Foi, então, que lembrei de como minha mãe fazia. Ela preparava uma listinha de compras (não sem antes olhar o que já tinha em casa, pra não comprar o que ainda não precisava). Essa lista era separada por categoria: limpeza, higiene pessoal, hortifruti, laticínios e alimento seco em geral. Ela também colocava a quantidade de cada item que precisava comprar. Assim, não perdia muito tempo no mercado, pois já sabia o que queria, quanto queria e onde estariam os alimentos. Eu inovei um pouco o método dela. Na hora de preparar a minha lista separo no papel por categoria de refeição (café da manhã/lanche, almoço e jantar). Depois vejo o que posso preparar para cada categoria. Decidido isso, vejo os ingredientes que preciso para fazer cada refeição. Para um estrogonofe de carne, por exemplo. eu precisaria de carne, creme de leite, ketchup, mostarda, champignon, arroz e batata palha. Vejo o que ainda tenho na despensa e anoto o que não tenho em casa. 

Só um detalhe: como eu disse, em uma semana algumas coisas já começam a estragar. Pra quem mora sozinho e, certamente, não dá conta de comer tudo tão rápido, o melhor é ir ao mercado semanalmente e comprar pequenas quantidades. Nada de pedir meio quilo de queijo. Se você come todos os dias, 300g é mais que suficiente pra uma semana. Além de não pegar muito peso (mesmo que vá de carro, tem o trajeto da garagem até a cozinha cheio de sacolas pesadas), você não estraga comida. E vamos combinar que jogar comida fora com tanta gente ainda passando fome não é legal. 

É isso, galerinha. Passei por uns perrengues indo ao mercado pra evitar que passem pela mesma situação. ;) 

Até a próxima!

Foto do Pinterest de Gina Gianini




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Aposentando a armadura

A semana começou e eu tenho certeza que você não está muito empolgada pra cozinhar, mas, assim como eu, quer comer algo gostoso e feito em casa. Então, vamos começar a segunda-feira falando sobre como se virar na cozinha.

Eu sou daquelas que MORRE de medo de fritura, mas ama um frango frito. Na hora da combinação óleo quente + comida eu pareço uma mulher de armadura: coloco avental, enrolo um pano de prato em cada braço, com a mão direita seguro uma espátula e na esquerda uma tampa de panela (quase como um escudo). Uma cena ridícula, confesso.

Mas para a alegria geral das mulheres com armadura perto do fogão inventaram o Assa Mais Leve. É tipo um papel manteiga, que acaba com o meu desespero na hora de fazer um drumet crocante. Ele vem em rolo e basta você cortar o papel do tamanho da frigideira ou da assadeira e dourar a comida em fogo baixo. Sem óleo, sem manteiga, sem desespero. Não é um daqueles saquinhos, não. É papel mesmo.

Ok. Nada é perfeito. Na embalagem não diz o tempo de cada alimento e também tem uma informação que não bate muito: diz que não precisa virar o alimento. Da primeira vez, eu não virei e queimou um pouco. Da segunda, eu fiquei virando e o resultado foi muito melhor. Vamos combinar aqui uma coisinha: esse papel é muito bom pra substituir o óleo (e somente). Então, antes de fazer aquele frango frito é bom cozinhá-lo antes, ou vai ficar cru por dentro e queimado por fora. Ele também não foi muito bom pra fazer peito de frango (tipo grelhado). Mas o resultado com a sobrecoxa foi delicioso.

No site oficial da Dover Assa Mais Leve mostra que dá pra fazer até bolo de cenoura com o papel. Então (isso não é um publieditorial), dá um confere clicando aqui e vê o que você acha.








sábado, 14 de fevereiro de 2015

Animais em casa

Tenho percebido uma tendência de jovens que saíram da casa dos pais a adotarem gatos e me pergunto se isso é medo da solidão. Talvez seja. Eu mesma não acharia minha casa atraente se chegasse do trabalho sem ser recebida com os pulos e lambeijos da Nina e da Layla. Alguns podem dizer que elas são apenas cachorras, mas eu digo que são minhas filhas de quatro patas. Converso com elas e (juro) elas me respondem.

Sem elas em casa eu já teria surtado. Imagina acordar e não ter ninguém para dar "bom dia". Chegar do trabalho e não ter a quem abraçar, perguntar como passou o dia. Por isso, entendo perfeitamente quando vejo minhas amigas adotando gatos ao se mudarem. Eu, claro, prefiro cachorro, mas é totalmente aceitável a escolha delas: como o felino é mais independente, elas, com suas vidas sociais atribuladas, se sentem menos culpadas ao deixá-los sozinhos por muitas horas.

Sou apaixonada por bichinhos. Além da Layla e da Nina, já tive dois esquilos da Mongólia (Felipa e Sincero) e uma calopsita chamada Vitória. Todos recebiam de mim muita atenção e carinho. Não são bichos; são filhos de patas. Adoraria ter a Vitória de volta (como ela se sentia muito sozinha, deixei ela com a minha cunhada, que tem outros pássaros) e mais um gatinho e um porquinho (não da Índia. Porquinho mesmo). O único impedimento é "com quem deixar o meu zoo quando eu viajar?" Não que eu viaje muito, mas preciso pensar em tudo isso. Afinal, da mesma forma quando se tem filhos, existe todo um planejamento: não tenho mais do que a quantidade que posso sustentar com dinheiro, amor e atenção.

A Layla e a Nina dão muito trabalho, confesso. Se eu não der comida, corro o risco de encontrá-las duras ao chegar do trabalho. Tenho que passear com elas, dar banho, escovar, trocar a água, limpar a varanda. Além disso, Layla toma remédio diariamente e, mensalmente, ou a cada dois meses, gosto de levá-las ao veterinário pra "dar um confere". Bem mãe que leva o filho ao pediatra todo mês. Pensando bem, as crianças que conheço não vão ao médico todos os meses. Enfim...

Meu apê seria muito mais limpo, minha carteira muito mais cheia, minhas horas mais ociosas, mas minha vida não teria a menor graça se eu não tivesse com quem dividir o tapete da sala quando chego cansada do trabalho, e se eu tivesse que tomar banho sem duas pimpolhas peludas na porta me esperando. Por tudo isso: sim, ADOTE (não compre) um bichinho quando sair da casa dos pais. Mas apenas se você tiver um mínimo de tempo pra dedicar a ele, que, é claro, vai querer te dar muito amor.

Layla, Nina, Sincero, Felipa e Vitória: pequenos seres que me fizeram (ainda fazem) muito feliz.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Depois dos 30

É preciso mudar pra crescer. Ou crescer para mudar? 

Como dizia a minha mãe: "Aproveite a vida porque depois dos 30 você nem percebe o tempo passar." E não é que ela tinha razão?! Já vou fazer 33 anos e me pego pensando ainda nos meus 20 (hahahahaha).

E quem diria que agora eu estaria morando sozinha, me virando e desvirando para fazer minhas coisas sem precisar da ajuda dos meus pais? Sim, um dia temos que nos desgrudar e aprender a caminhar com nossas próprias pernas. A saudade do tempo em que a preocupação era apenas em tirar uma  boa nota para ganhar o que se queria é inevitável. Carrego lindas memórias da minha infância que, com certeza, me ajudam a crescer até hoje. E é claro que nunca deixo morrer a criança boba que ainda tenho dentro de mim. Acho que é por isso que eu odeio gente mal humorada, gente que reclama de tudo, gente que coloca empecilho para não fazer o que sonha. O mundo é dos bobos e loucos.

Percebemos que temos que crescer quando sentimos a necessidade de ter o nosso próprio canto, a nossa própria liberdade. Ah, a liberdade! Eu, como toda aquariana, gosto de ser livre como um passarinho e ai de quem tentar me colocar dentro de uma gaiola.  

Sou formada em moda e viciada em looks alternativos, arcos de cabeça, meias, botas (pena que no Rio não temos tempo pra usar sempre) e muito rock! Meu momento "perfect" do dia é quando sento para criar as pautas do meu blog (sim, eu tenho um blog como a minha linda amiga aqui). Ele foi um dos meus sonhos realizados em 2014 e estou mega feliz com o resultado. Nele eu falo de moda, tendências, looks alternativos e mais um monte de coisa. 

Sou a Felícia dos bichinhos fofos e peludos (amo animais), adoro comprar itens coloridos de decoração para a minha casa, não deixo de acompanhar minhas séries (ufa! São muitas). Sou estranha e gosto de ser estranha. Sou louca por tatuagens (tenho oito e quero fazer mais algumas), adoro andar descalça, pintar a unha do pé, ler o meu livro antes de dormir e ter um momento só meu, pelo menos uma hora do dia, ou fico doida.

Frase de inspiração: "Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves na alma." (Cora Coralina)


Texto escrito por Renata Barros.

Essa Felícia é tão estilosa que os animais nem vão temer


sábado, 7 de fevereiro de 2015

Organizando a mudança

Acho que chegou a hora de falar sobre mudança. Não. Não é mudança interior; é de casa mesmo. Quando eu decidi me mudar, achei que conseguiria fazer isso num carro de passeio, então não contratei um caminhão de frete. De fato consegui, mas foram muitas viagens, muitos amigos ajudando, dias e mais dias de mudança e... um perrengue que parecia não ter fim.

Pra começar, nunca, jamais subestime a quantidade de coisas que você tem. É o primeiro passo pra ter a real dimensão da sua mudança. É sério! Eu achava que tinha pouca coisa, porque tudo cabia dentro do meu quarto. De móvel eu só tinha uma escrivaninha, uma bicama (logo, dois colchões) e uma TV. Caberia tudo num carro? Óbvio que não. Mas eu pensei: com duas viagens resolvo isso. Sabe de nada, inocente!

A primeira leva foi no carro do meu irmão. A segunda, no carro do meu ex-namorado. A terceira numa Belinda da amiga da minha mãe. A quarta entupiu a Uno da minha amiga, com o pai dela dirigindo, enquanto nós disputávamos qualquer centímetro de espaço no banco da frente. Confesso que a bicama e os colchões eu não sei em qual carro foram, mas, provavelmente, foram no carro do meu ex-namorado ou do meu irmão. 

Tudo dentro da casa nova. Uhuul! Por onde começar? >< Por eu não ter organizado as caixas, deu muito trabalho. Além das coisas estarem misturadas, eu não etiquetei nada, então precisava abrir caixa por caixa pra descobrir o que tinha dentro. Gente, por eu ser muito determinada, organizei a mudança em dois dias. Mas como eu disse, se tivesse sido mais organizada (e realista) tudo teria sido mais fácil. Então, lá vão algumas dicas pra vocês não cometerem o mesmo erro que euzinha aqui.

Como disse, nunca subestime a quantidade de coisas que tem. Interiorizado isso, vamos empacotar! 

1º Consiga o máximo de caixas de papelão que puder e compre fita crepe pra vedar.

2º Separe os itens por categorias. Não faça igual a mim que misturou tudo e depois ficou louca tentando arrumar a casa nova, no meio de tanta tralha desconexa:

Como separar os itens? 

1- Numa caixa, coloque itens de cozinha: panelas, pratos, talheres, escorredor de louça, garrafas, copos, xícaras, canecas etc. O que for de vidro ou louça, enrole antes em jornal ou plástico bolha pra não quebrar. Os talheres e miudezas do tipo, é legal colocar em potes ou sacos plásticos. Assim, eles não ficam perdidos no meio de itens maiores.

2- Em outra caixa coloque itens de banheiro: saboneteira, espelho, potes de algodão, cotonetes, farmácia etc.

3- Sugiro colocar numa caixa somente material de escritório: papéis, pastas, canetas, grampos, livros, agendas etc. Ainda que uma parte fique na sala e outra no quarto.

4- Quanto às roupas, prefira colocar em malas, para evitar que fiquem sujas nas caixas de papelão. Dobre-as (não jogue-as ou vai se arrepender quando desempacotar e perceber que não tem uma roupa passada) e separe as peças por categorias também: roupa de cama, roupa de banho, panos de cozinha, camisas, casacos, calças. Pode parecer besteira, mas oh! Facilita muuuuito na hora de desfazer as malas e começar a guardar nos armários.

5- Pronto! Tudo separadinho é hora de etiquetar as caixas e as malas pra você não se perder. Mas não escreva apenas "Roupas" ou "Cozinha". Escreva "camisas sociais" ou "panelas" ou "pratos". Outra coisa importante: quando chegar na casa nova, vá colocando as caixas nos cômodos certos. Dessa forma, não terá que ficar arrastando tudo sozinha depois, no meio da noite, além de não ter a "visão do inferno" ao perceber que tudo está entulhado na sala.

Ah! Antes da mudança, faça aquela faxina. Afinal, limpar uma casa sem móveis é muito mais fácil (e rápido). E não se esqueça de contratar um frete para o grande dia. Ainda que você tenha muitos amigos como eu, é desgastante demais fazer várias viagens. O melhor é colocar tudo dentro de um caminhão (ou kombi) e descarregar de uma vez só. Pesquisando na internet, você encontra várias ofertas. Basta deixar a vergonha de lado e negociar com alguns motoristas. Se precisar que ele forneça ajudante será mais caro. Então, chame a galera que engorda sua lista de amigos do Face e depois ofereça uma rodada de cachorro quente com refri pra turma ficar feliz.

Bateu desespero quando vi me vi sozinha nessa cena