domingo, 11 de janeiro de 2015

1 ano morando sozinha

Somente agora (graças ao santo Facebook. Te amo, seu lindo) me dei conta que faz exatamente 1 ano que peguei as chaves do meu apê. E eu sei disso somente porque o Face apareceu com uma publicação de 11/01/2014 onde coloquei exatamente esta foto abaixo com a legenda "Home sweet home. #happy #myhouse #2014"

Rever esta foto me trouxe de volta a precisa sensação que tive quando abri essa porta. Um mundo novo esperava por essa pessoa que nunca tinha saído da casa da mãe (ok, passei um pequeno período em Copa com um namorado, mas agora era pra valer). Lembro bem do medinho que bateu quando abri a porta e pensei: "Caramba! Agora é real. F%$&#! Posso correr de volta pra casa da minha mãe?" Claro que eu podia, mas não queria. Porque eu sabia que enquanto estivesse lá eu não ia passar pelos perrengues que me fariam crescer de verdade.

Há exatamente 1 ano eu me tornei "gente grande". A mudança foi feita aos poucos e, no fim, eu me mudei mesmo apenas em fevereiro, mas ter a chave me trouxe um monte de responsabilidades. Tive que comprar botijão de gás (gente! Eu nunca tinha feito isso na vida), colocar as contas no meu nome (que trabalheira a Light me deu), organizar uma faxina, que eu não teria conseguido sem a minha mãe e a minha amiga Su (que ainda carregou a filha pra ajudar) e pensar em como eu levaria minhas tralhas sem pagar um caminhão (a grana era muuuito curta). Eu achava que daria pra me mudar levando tudo com duas viagens em um carro comum. Mas foi só começar a juntar as caixas pra ver que era muita, muita tralha (e estava tudo dentro de um quarto). Senhor! Foram, então, muitas viagens, em vários carros de amigos. 

Além disso, o chuveiro do banheiro social dava choque, o sanitário estava com vazamento, o piso da sala tinha rachado e levantado com o calor, eu não tinha sofá, nem cadeiras ou mesmo mesa para as refeições e mal tinha um ventilador pequeno pra enfrentar o verão 45°C do Rio, junto com mais duas cachorras peludas. Pra completar, tinha um passarinho morto na varanda e eu, supersticiosa, pensei em largar tudo acreditando que era um presságio de "vai dar ruim". Quanta coisa pra uma "menina" resolver antes da mudança! Mas eu resolvi. E há 1 ano eu tenho as chaves do meu lar doce lar, que agora sim tem cara de lar. Muitos perrengues, mas muitas conquistas também. Que venha mais 1 ano no meu cafofo.

Primeira vez que abri a porta do meu apê, ainda sem móveis =D

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