sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Deixando o ninho

Desde que fui morar em Brasília no início do ano senti a necessidade de contar pras pessoas como é a experiência de sair da casa dos pais, seja por conta própria, forçada, pra morar numa república ou sozinha.

Claro que cada experiência é única, mas têm alguns perrengues que são praticamente coletivos, como: a primeira ida ao mercado, o mistério da máquina de lavar roupas, como esticar o salário pra pagar todas as contas, como decorar a casa sem um puto no bolso, o desespero de entrar uma barata voadora em casa...Galerinha, vocês não têm noção do que é ver uma barata giga adentrando à cozinha e não ter ninguém pra te socorrer. Pior do que isso só se for voadora. Aí fudeu (com U mesmo). 

Quando decidi há quase um ano sair da casa da minha mãe, logo me veio à mente: e se aparecer uma barata, como vai ser? Recorrer ao vizinho estava fora de cogitação. Seria muito vergonhoso. O caso era tão sério que virou pauta na minha sessão de terapia. Minha psicóloga, sempre com uma solução simples, me aconselhou a colocar um Raid em cada cômodo, sempre à mão. Me senti mais segura e, consequentemente, capaz de encarar um apartamento sem um adulto pra matar as visitas indesejadas. Assim, lá fui eu. E a luta com a primeira barata vocês conferem nos próximos textos. 

Mas como decorar o apê sem grana? Não estou falando de um estilo a la Marcelo Rosenbaum, não. Me refiro à geladeira, fogão, cama. Itens básicos na vida de qualquer ser humano da cidade. Criatividade nessa hora é tudo e eu também vou mostrar como a minha rapidinho deu o ar da graça e qual foi o meu primeiro móvel.

Quero com este blog contar minhas derrotas e vitórias após abandonar o aconchego da casa da mamãe. Talvez meus relatos consigam evitar algumas "tragédias" e outros proporcionem alguns momentos de reflexão (ou gargalhadas). Pra isso também vou contar com a participação de uma galerinha do bem: algumas pessoas que vão escrever aqui seus perrengues e suas conquistas nesse (complicado) processo que é crescer. 

Como surgiu o nome do blog? Sabe mãe quando chega na casa do filho e começa a dar pitaco na louça que acabou de surgir na pia (mas ela acha que está ali há dias)? E quando ela começa a arrumar as almofadas do sofá, abrir a geladeira e comentar que mais parece um aquário por ter, basicamente, água? Ou quando ela entra no seu quarto perto do meio-dia e "pensa em voz alta" que a cama ainda está bagunçada? Preciso explicar ainda a origem do nome? 

Pode entrar. Fica à vontade! E não repara. A casa é minha, então foda-se se estiver bagunçada né?!


4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Foi exatamente o que eu pensei no primeiro dia sozinha ... Deus do céu só tenho água aqui. ... Então tomei coragem e parti pro mercado onde enfrentei uma das maiores dificuldades .... : Arros ( tipo 1,2, branco, parborizado) ...
    Carne. .. ó pai pq tantos tipos?
    Demorei umas 3 horas pra comprar meia dúzia de coisas.
    Mas é claro que , como sou espertinha, me precavi e comprei uns 10 pacotes de miojo só p garantir ... :D

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  3. Parabéns pelo blog!!! Bom acompanhar as suas aventuras em morar sozinha. Beijos.

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  4. Não acho miojo saudável, mas o fato incontestável é que eles sempre salvam né, Joanna?. Por isso, sempre coloco uns quatro no carrinho. E nunca sobra um na despensa. =P

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