sábado, 18 de maio de 2019

Perrengues de viagem...o retorno

Lembram que fui para a Itália com uma amiga passar quase um mês, e quatro dias antes ainda não tinha hospedagem na cidade de Nápoles? Prometi contar os perrengues que passamos após as férias superbem organizadas (SQN). Vamos aos fatos!

Primeira coisa (a mais importante de todas): nunca, jamais, faça uma viagem low cost com mala grande, mesmo tendo rodinhas. Perrengue na certa para quem vai visitar várias cidades. Muito melhor levar mochilão ou uma mala menor, daquela que pode ir na cabine. Se no fim da viagem os presentinhos não couberem na mala, compre outra menor e despache uma delas.

Aproveitando o assunto... Não leve muitas roupas. Acredite! Não usará nem 50% do que levar. Uma roupa para dormir, um casaco poderoso, meias, calcinhas (ou cuecas), uma salvadora calça jeans, um short, uma meia-calça e algumas (poucas) regatas já compõem vários looks e ocupam pouco espaço. Mas a bonita aqui levou uma bota, um tênis, um chinelo, vários vestidos e saias longas para a primavera mais inverno que a Itália já teve, dois casacos, body, regatas, blusinhas, muitas meias, calcinhas e sutiãs, um pijama curto e outro longo, três livros bem grossos e até mesmo uma bolsa para “sair à noite”, que nunca saiu da bagagem. Resultado: uma mala mega pesada que eu tive que empurrar por muitos e muitos metros de um ponto a outro, subir escadas, descer escadas, perrengue, perrengue, perrengue.

Sério?! Pra que uma mala tão grande e tão cheia? Mais da metade das roupas voltaram intactas.

Não posso deixar de contar aqui que quase dormimos na rua em Milão, ou seja, assim que pisamos em solo Europeu. Isso porque a abertura do apartamento que alugamos era smart, mas nós não. =P A portaria seria aberta ao fazermos uma chamada gratuita para o telefone XYZ. O problema é que estávamos em outro país sem sinal nos nossos chips brasileiros para realizar a tal ligação. Resultado: dez horas da noite e duas mulheres catando (em outro idioma) italianos pela rua que pudessem nos ajudar. Duas loucas que somente um vovô parou para salvar àquela hora da noite. \o/

Depois de uma hora de desespero, conseguimos entrar no apartamento. 

Terceiro perrengue: assim que chegar compre um chip de celular para você (somente para você). Minha amiga e eu compramos apenas um chip no início da viagem para dividirmos e não deu muito certo. Inicialmente não vi necessidade de comprarmos dois, afinal era caro, estávamos sempre juntas e usávamos a internet mais para vermos o Google Maps. Só que numa determinada parte da viagem, eu queria ir para a esquerda, ela para a direita, então o melhor era cada uma ter sua própria internet para não ter cara feia e, principalmente, para não nos perdermos uma da outra, e muito menos pela cidade.

O quarto perrengue da viagem nem foi tão perrengue assim, mas entra na lista porque barriga vazia altera o humor, então podíamos ter matado uma a outra só por falta de pesquisa mesmo. O que quero dizer com isso é: sabe aquele restaurante maneiro que vários blogs de viagem indicam? Coloque-o na lista, mas antes de ir dê uma checada nas avaliações do lugar via Facebook e TripAdvisor mesmo. Infelizmente o que é super maneiro para alguns blogueiros, pode não agradar os viajantes não tão blogueirinhos assim. Nós duas colocamos no roteiro um restaurante de Veneza que estava como “Vale a caminhada” para uma blogueira de viagem. O problema é que depois de andarmos por aquele labirinto de Veneza por quase uma hora atrás do bendito restaurante, descobrimos que ele era, na verdade, uma lanchonete bem, mas bem chinfrim mesmo. Ou seja, andamos uma hora roxas de fome e no lugar de uma bela macarronada íamos comer um salgadinho em pé do lado de fora do boteco. Claro que não ficamos lá e entramos no primeiro restaurante aberto que encontramos (e foi muuuuuuuito melhor. Com uma vista incrível, um atendimento excelente e a comida...Ah! A comida).

Aquele errado que deu certo ;)

Dica de ouro: antes mesmo da viagem, entre nos sites oficiais das principais atrações turísticas que deseja visitar e faça a reserva online. Por quê? Para evitar filas quilométricas e, consequentemente, perder o dia visitando um lugar só. Ou mesmo para não descobrir na véspera do passeio que já não tem mais dia livre para visitar o tal monumento (imagina ir a Roma e não conseguir entrar no Coliseo?!). E também para não acabar fazendo a reserva no site (pagando com cartão de crédito) enquanto já tem milhões de euros na sua carteira, que ficarão empacados até a próxima viagem.

Olha o tamanho dessa fila. E era para uma basílica em Florença. Imagina a do Coliseo, em Roma.

A saber! Minha amiga e eu passamos por alguns perrengues, principalmente por sermos tão diferentes. Ela detesta caminhar, mas queria percorrer a Itália inteira, entrar em todos os museus, igrejas e ruas. Eu queria economizar, ou seja, fazer tudo a pé e pagando pouco nas hospedagens e restaurantes. Ela achava necessário comprar seguro viagem. Eu fui com o seguro saúde do SUS mesmo, rezando para minha mala não ser extraviada. Deu para sentir que ou uma iria tentar afogar a outra no Rio Arno durante um passeio de barquinho, ou voltaríamos em fileiras bem distantes no voo de retorno ao Brasil né? Para evitar nova tentativa de assassinato =P

"Mas por que foi viajar com uma pessoa tão diferente de você?", certamente está se perguntado. Porque amizades boas são assim: loucas, dissociativas, cheias de palavrões, mas repletas de afeto. Discordamos muito sim, mas, como bom casal (até porque dividimos as camas por onde nos hospedamos), fizemos as pazes logo, admitindo a culpa e pedindo um abraço. =)

Minha parceira de viagem =)

>> NAS PRÓXIMAS SEMANAS VOU DAR UMA DE BLOGUEIRINHA DE VIAGEM E PUBLICAR DICAS DE CADA CIDADE QUE VISITAMOS. MAS SERÃO DICAS REAIS, MOSTRANDO O LADO BOM E O RUIM DE CADA COISA, OS MACETES EM CADA LUGAR, OS TRANSPORTES, AS COMIDAS E COSITAS MÁS. FICA LIGADO!


Dica de ouro dos próximos posts que você não vai querer perder.




sexta-feira, 12 de abril de 2019

Perrengues de viagem



FÉRIAS À VISTA! Ainda nem viajamos, mas já sabemos como será nossa Eurotrip: perrengue atrás de perrengue.

Em algum momento da vida eu convidei uma amiga para se juntar a mim na viagem que estava planejando fazer para a Itália. Surpreendentemente ela topou e agora, um ano depois, estamos nós com um pé em solo europeu. Vai dar certo? Assim esperamos. Será perfeito? Claro que não e na volta eu conto detalhes. Por ora, se liga nos perrengues que já enfrentamos antes mesmo de sair do Brasil, para evitar as merdinhas que fizemos!

As passagens foram compradas no segundo semestre do ano passado para abril de 2019, mas até janeiro deste ano eu não tinha nem passaporte. Hospedagem? Ainda não concluímos. Isso significa que em Nápoles corremos o risco de dormir no banco da estação de trem.

Os euros começamos a comprar há dois meses. Ou seja, perdemos ótimas taxas de câmbio por falta de planejamento. Em nossa defesa digo que deixamos isso para depois, pois não podíamos comprar moedas sem saber quanto gastaríamos na viagem né? E para isso precisávamos fazer uma coisa muito importante: O ROTEIRO. /o\

Ele está pronto? Também não. Como iremos a diferentes regiões da Itália, dividimos o roteiro para que cada uma ficasse responsável pelas atrações turísticas, deslocamentos e estimativas de preços em cada cidade. Mesmo assim ainda não concluímos a região da Campania (e viajaremos em quatro dias. GZUIS!). 

Perceba que com toda essa bela organização que você está observando, nossas amigas em comum ficaram tensas com as nossas férias. "Como assim vocês ainda não reservaram hotel?". Calma! Vamos reservar, eu respondia. Mas uma coisa eu digo para você que lê este blog: tempo até dá, só que quanto antes reservar, melhor, porque tudo fica mais caro com a proximidade da data. Ou ainda pior: os bons quartos se esgotam e aqueles muquifos que sobram custam o triplo daquele lindo que se esgotou. =S Além disso, uma coisa está atrelada a outra, quer ver?

  1. Sem as passagens não tem como fazer o roteiro: precisa saber qual dia chegará e por quantos dias ficará em cada cidade.
  2. Sem o roteiro não tem como reservar hotel: com a programação turística em mãos fica mais fácil saber o melhor local para se hospedar, sem, necessariamente, gastar muito.  
  3. Sem as reservas confirmadas, não tem como saber quanto vai precisar levar dinheiro em espécie: algumas hospedagens são pagas no cartão ao fazer a reserva, outras cobram metade no cartão para a reserva, e a metade no check-in (e, claro, que pagando no hotel você fará isso em moeda local, para evitar IOF e variação cambial na fatura do cartão de crédito). 

Viu como uma coisa puxa a outra? =D

Outro detalhe importante que precisa ser visto com certa antecedência: seguro viagem. Vale a pena? É obrigatório? Analisei o meu caso e não senti necessidade. Como vou para a Itália e o Brasil tem acordo com o país, optei pelo seguro saúde do SUS que é gratuito. No entanto, surgiu a dúvida: será que a Suíça (onde faremos conexão) também o aceita? NINGUÉM em território brasileiro soube responder com segurança. E foi somente no início do mês que tive um "clique" e recorri ao consulado suíço no Brasil para descobrir se corria ou não o risco de ser barrada na imigração. 

Ah! E quem tem animais em casa (euzinha) ainda precisa se preocupar onde eles ficarão durante as férias. Minha mãe dessa vez mandou um sonoro NÃO. Daí olhei a lista de amigas do coração e convidei uma delas para ficar aqui em casa com o namorado cuidando das minhas filhotas. Mas se ela não topasse...lá ia eu caçar uma hospedagem e desembolsar uns milhares de reais para hospedar duas cachorras e uma gata por três semanas. E claro que eu ficaria tensa durante os 20 dias no país da bota.

Bom, é isso! Essa Eurotrip vai ser, no mínimo, uma experiência jamais esquecida. Podia ter sido melhor organizada, mas se não fosse assim, não seria eu. =)

Até a volta, pessoal! ;)




segunda-feira, 8 de abril de 2019

Mi casa és su casa. Ou não

Quando somos crianças sonhamos em ter a nossa casinha. Quando nos tornamos adolescentes planejamos dividir um apê com nossos amigos e amigas. É assim com todo mundo. Lembro bem que eu e minhas amigas dizíamos que quando fizéssemos 18 anos íamos dividir apartamento. Doce ilusão. Com 18 mal tínhamos dinheiro para um combo no McDonald's. Mas sonhar ainda não custa nada, então sigam sonhando!

A questão é que tudo isso mudou quando me vi adulta, lá perto dos 30, quando a casa dos pais estava ficando pequena demais para mim. Queria sair de lá, mas queria morar sozinha. Dividir meu espaço já não fazia mais parte dos meus sonhos. Eu queria uma casa para chamar de Minha, e não de Nossa. Só que com o salário que eu ganhava, mal daria para alugar um quartinho. É aí que entram as amigas. No meu caso, a vida se mexeu e me colocou para morar numa república com mais duas meninas totalmente desconhecidas em outro Estado. Foram apenas cinco meses - o suficiente para eu ter a certeza que realmente esse lance de dividir o mesmo teto não é para mim. Por quê? Porque eu curto ter as minhas regras, os meus horários. A minha bagunça não me incomoda, mas a bagunça do outro (que pode ser igualzinha a minha) incomoda bastante.

Só que anos depois, de volta à terra natal e já morando sozinha há 4 anos (sim, o salário aumentou, me permitindo pagar um aluguel), senti que era hora (e seria possível) dividir o teto (e as paredes, a pia e o sofá) com uma amiga do pole dance. Não que essa casa atual seja grande; não que rachar as contas seja primordial para mim. Mas ela queria (e sentia que precisava dar esse passo), eu tenho um carinho enorme por essa pessoa, um (micro)quarto livre, nos damos muito bem...por que não? Seria ótimo chegar em casa e ter alguém com quem dividir o pole. =)

Só que a Terra realmente é redonda e o mundo dá voltas, sim, muitas voltas. A mudança dela já estava praticamente definida, pronta para chegar, quando a mudança de Governo mudou também nossos planos. Eu já não sabia mais se continuaria morando nessa casa. Tudo estava incerto em minha vida profissional e, consequentemente, na financeira e pessoal. Com isso, achamos melhor adiar nossos planos de homemate. E eu...bom, eu acabei percebendo que nasci mesmo para morar sozinha. Dividir o espaço pode ser legal, principalmente no início. Mas, no fundo, é como um casamento, só que sem sexo. E, vamos combinar... um casamento só dura anos por causa do (bom) sexo. 

Esse texto remete a um antigo publicado aqui (clica aqui para ler de novo): existem prós e contras em morar sozinho e morar com algum amigo. Eu só vejo prós em dividir esta casa com a Pat, tanto que sempre digo a ela (to dizendo aqui de novo, hein Pat) que a porta está sempre aberta para quando quiser se refugiar por umas horas ou uns dias. Mas confesso: combinar de dividir apartamento com alguém é combinar de fazer planos juntos. Imagina se hoje você e um amigo estão lá rachando um aluguel e todas as contas quando, de repente, surge uma proposta de emprego em outra cidade? Ou seu colega decide que chegou a hora de casar? Ou arruma um namorado não muito querido pelo seu homemate? Tudo muda. Menos o total da conta no início do mês, que do nada, terá que ser paga só por uma pessoa. É uma mudança nada fácil de ser feita. É uma decisão quase tão importante quanto a de se casar. Então a dica é: segura a onda! Morar com um amigo...ah! Pode ser maravilhoso, uma experiência incrível. Mas nem tudo serão flores aaaaaand as circunstâncias da vida podem fazer você deixá-lo (com todos os boletos) na mão. Nem sempre a vida de quem divide apê é um episódio de Friends.