segunda-feira, 22 de maio de 2017

Oi, vizinho ;-)

Em tempos de Facebook e WhatsApp tornou-se muito comum as infinitas amizades mantidas à distância. O olho-no-olho, conversar ouvindo a voz em tempo real (chamadas telefônicas, isso ainda existe?) e bater na porta do vizinho para pedir uma xícara de açúcar emprestado são coisas dos anos 1990. Certamente meus sobrinhos nunca vivenciaram essas três singelas coisas que citei agora. Uma pena!

Mas em tempos de aplicativos mil surgiu um muito maneiro chamado Tem açúcar?. A proposta dele é conectar pessoas, vizinhas que nunca se viram pelas ruas do próprio bairro. Só que essa conexão é para empréstimos. Pedir emprestado desde a tradicional xícara de açúcar até mesmo uma bicicleta para aproveitar o feriadão. Duvida? Eu mesma já usei (e curti).

A primeira vez que me arrisquei foi para conseguir patins de modelo retrô para minha sobrinha patinar comigo no feriado. Prontamente meu pedido foi atendido. Cheguei a combinar com a garota para buscá-lo em sua casa, mas tive um contratempo e precisei cancelar. 

Minha segunda experiência foi emprestando (#MEDO). Pediram uma lixadeira para lixar pallets. E quem é que tem uma lixadeira em perfeito estado? o/

Combinei dia e hora para a menina passar aqui em casa para pegar o equipamento. E o mesmo para ela me devolver.

- Mas por que pedir emprestado se podemos comprar?
- Mas por que comprar, se podemos pedir emprestado? Esse é o bacana da história. A menina da lixadeira queria apenas dar um trato em quatro pallets. Provavelmente, nunca mais vai precisar de uma lixadeira na vida. Sendo assim, por que desembolsar 100 reais (ou mais) comprando uma coisa que só terá utilidade naquele dia?

Claro que nem tudo que você pedir emprestado vai conseguir né? Eu, por exemplo, pedi uma vez um pouco de ração seca para a Mia (gatínea), pois era um domingo e todas as lojas já estavam fechadas. Também já pedi por duas vezes uma balança digital. Não tive resposta nessas duas ocasiões. 

Pode acontecer de não te devolverem o que emprestou? Pode. Pode acontecer do seu objeto voltar danificado? Pode. Mas veja bem: essas coisas também podem acontecer quando você empresta para um conhecido. Ou vai me dizer que nunca um livro ou um CD emprestado para aquela melhor amiga esqueceu o rumo de casa e você nunca mais o teve de volta? Claro que já. Basta pensar direitinho e vai se lembrar de algum caso assim. Já emprestei para colegas de classe e até para amigos bem próximos DVD, livro, roupas, chinelo que nunca voltaram. Ninguém está livre de passar por essas coisas. Mas vale a pena. Muito, na verdade. 

O Tem açúcar? evoluiu e agora também permite as pessoas oferecerem (e pedirem) além de coisas emprestadas, doações de qualquer tipo de objeto e até mesmo caronas e companhias. Muito maneiro! 

Ontem mesmo entrou uma notificação de uma pessoa querendo montar um grupo para corrida/caminhada à noite no bairro. Semana passada, uma mulher estava doando esmaltes usados e miçangas. Outro dia foi uma criatura que ofereceu carona. Ela estava em uma cidadezinha bem remota voltando para casa, provavelmente, e estava oferecendo uma vaga em seu carro para quem tivesse o mesmo destino. 

- Mas como funciona isso? Como eu fico sabendo quem quer o quê?
- Então, vamos lá! 
  1. Faça o download gratuito do App no seu celular. 
  2. Crie sua conta (dá para fazer isso sincronizando com a conta do Facebook)
  3. Determine um endereço para ser sua área de atuação. Esse campo pode ser alterado quantas vezes quiser. Então, ora você coloca o endereço de casa, ora o endereço do trabalho. E por aí vai, de acordo com a sua necessidade.

PEDINDO AJUDA:
  • Basta selecionar o que quer e até onde (em quilômetros) está disposto a ir para conseguir.
  • O aplicativo vai pedir que você se apresente com um textinho. É nesse momento que vai usar a criatividade para mostrar que é uma criatura legal e confiável e que merece aquela ajudinha. Aproveite este espaço também para dizer a finalidade do que você está pedindo emprestado e quanto tempo precisará do objeto.
  • Se alguém puder ajudar, vai receber uma mensagem no chat do App. 
  • A partir daí é só combinar os detalhes (e aproveitar para conhecer melhor a própria vizinhança). 

No entanto, como tudo na vida, riscos existem. Para não cair em furada, veja se quem está te oferecendo ajuda (ou pedindo) tem boas avaliações. Procure combinar também pelo WhatsApp (ou similar) e marque o encontro em local público. Ou seja, ainda que a pessoa, por exemplo, vá buscar o que precisa na sua casa, não deixe ela entrar. E nem informe o endereço completinho (tipo, apartamento). Vá para o portão, de preferência acompanhado, pois nunca se sabe se o vizinho é vizinho mesmo ou um Dexter. Melhor prevenir até conhecer melhor a criatura né?!

--> Clique aqui para conhecer melhor essa ideia bacana de empréstimos do Tem açúcar?.

PS: Isso NÃO É um publieditorial. Ou seja, escrevemos sobre esse serviço porque achamos legal, experimentamos e tem tudo a ver com a ideia deste blog, de ajudar pessoas que moram sozinhas a se virarem bem longe da casa dos pais. 



sábado, 13 de maio de 2017

Desapega! Que isso não te pertence mais

A cada nova estação é legal abrir o armário e fazer aquela faxina; tanto reorganizá-lo com as roupas da nova época, colocando-as nas gavetas de mais fácil acesso, quanto jogar fora coisas que você nem lembrava que ainda tinha. Ou seja, não usa mais e se não usa, não faz falta. 

- Mas jogar fora?
- Ok. Vamos doar que é mais legal.
- Mas eu preciso de grana.
- Então vamos vender. Fazer um bazar, criar uma lojinha virtual, ou coisa parecida. O importante é abrir espaço para o novo entrar.

E foi exatamente o que eu fiz. Aproveitei a mudança de apê para ver tudo que estava apenas marcando presença na minha vida e "jogar pra rolo": tanto roupas, quanto itens de casa. Coisas que estavam bem desgastadas foram para o lixo mesmo. Aquelas em bom estado, porém que já não usava há tempos, foram doadas. Já eletrodomésticos e móveis de maior valor...bom, isso eu resolvi vender, afinal vivemos em um país capitalista. Dinheiro na conta, às vezes, faz bem também.

Você pode usar sua rede de contatos em grupos de WhatsApp, grupos de Facebook específicos para esse tipo de negócio ou sua própria timeline para anunciar (vai que algum amigo está precisando exatamente do que você está desapegando né?). Além de redes sociais, existem sites próprios para isso: OLX, Zap, Mercado Livre, Enjoei etc. 

Eu aproveitei para me desapegar de um ventilador de teto, um cook home e prateleiras. Tudo na base da venda. Tirei fotos bacanas, defini os valores (com margem para possíveis negociações de preços, claro), fiz um textinho maneiro e anunciei nesses sites e grupos de vendas. Afinal, mudar de casa não é barato, então é sempre bom fazer dinheiro com o que dá. Não serve mais para mim, mas certamente se encaixa perfeitamente na vida de outra pessoa. E, dessa forma, a energia circula. =)




segunda-feira, 24 de abril de 2017

Assédio até na mudança

No texto anunciando a mudança de casa havia citado que até mesmo assédio sexual havia sofrido. Então, volto aqui para falar melhor sobre isso e alertar a todos e todas sobre esse risco. 

Após a assinatura do contrato é normal começar o corre-corre atrás de transportadora para levar todas as nossas tralhas. Foi aí o problema. Entrei em contato via e-mail e formulário com diversas empresas que fazem mudanças, para orçar a minha. Apesar de informar apenas o básico para o serviço (quantidade e tipo de móveis, pontos de partida e chegada, data da mudança, se tem ou não elevador, se é casa ou edifício, andar etc.) também temos que informar, claro, nome, e-mail e telefone para que as empresas entrem em contato.

Um dia após solicitar o orçamento a umas cinco empresas, um homem ligou para o celular com o número restrito (quando o identificador de chamadas não mostra o número). Disse algumas barbaridades em poucos segundos de ligação, pois imediatamente eu desliguei. Não satisfeita, a criatura ligou usando o WhatsApp. Grande burrice da pessoa, pois foi nesse momento que a foto dele apareceu para mim. Como eu sequer atendi esta chamada, ele mandou um SMS me xingando. 

- Mas de onde surgiu essa pessoa? - me perguntei.

Lembrei que na noite anterior havia informado meu telefone a pessoas desconhecidas, ou melhor, a empresas, mas que são gerenciadas por...pessoas. Liguei uma coisa à outra e resolvi agir. Enviei e-mail a todas as empresas de forma coletiva comunicando o fato, caracterizando-o como crime de assédio sexual. Junto à mensagem, anexei a foto da criatura. Algumas horas depois comecei a receber retorno por e-mail dizendo que a pessoa não era funcionário da empresa e que, sim, eu agi corretamente ao notificar as empresas sobre o ocorrido. 

Caso as ligações e as mensagens continuassem, teria reportado isso à Policia. 

Então é isso. Tenha bastante cuidado ao contatar empresas para qualquer coisa (telar janelas, fechar varandas, transportar móveis, dedetizar o imóvel etc.). Tudo que permitir várias pessoas ter acesso ao seu endereço ou telefone pode ser um risco; logo é melhor se precaver. Ou seja, no caso de precisar passar o endereço, nunca informe-o todo. Se for apartamento, não diga o número do apê. Se for casa, diga "próximo ao número X" e, neste caso, deixe o telefone como forma de contato. Ah! E se seu celular ainda não tem um aplicativo que grava ligações, instale-o. Ajuda bastante para registros de ocorrências. Além disso, manter o histórico de trocas de mensagens, seja por e-mail, SMS, Facebook ou WhatsApp é sempre bom (pelo mesmo motivo).

#FicaAdica


*Imagem: Canal da Haru